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domingo, 4 de setembro de 2016

FORTALEZA: Mais de 100 policiais podem estar envolvidos em chacina

Mais de 100 de policiais podem estar envolvidos na “Chacina da Grande Messejana”, que resultou na morte de 11 pessoas e outras sete feridas no dia 12 de novembro de 2015. A afirmação é resultado das investigações encabeçadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e compõe o relatório do caso que contém 3.300 páginas, divididas em 12 volumes e três anexos.

De acordo com o Ministério Público, nos autos há a informação de que tinham cerca de 100 policiais na região, no entanto apenas 45 foram indiciados. “Foi feito um trabalho de muita responsabilidade. O MP entendeu que se tinham provas técnicas da participação dos 45 policiais. Ao restante, não se tem a informação da participação e ninguém é leviano de atribuir responsabilidades a quem não pode provar sua defesa”, falou a promotora Alice Iracema Aragão.

Nas investigações, o procurador geral de Justiça, Plácido Barroso Rios, disse que foram analisadas várias perícias de armas, estações telefônicas, GPS de viaturas da Polícia Militar, imagens de câmeras de condomínios e mercadinhos da região, imagens de fotossensores que registraram imagens dos carros, além de depoimentos de testemunhas e familiares, somando 240 pessoas. “A partir daí que se chegou à conclusão dos autores das mortes. O MP compôs uma força-tarefa para dar acompanhamento às investigações da Polícia Civil, que incialmente se desenvolveram na Delegacia de Homicídios e depois migraram para a Controladoria Geral de Disciplina (CGD), através da Delegacia de Assuntos Internos (DAI)”, explicou. O procurador destacou, ainda, que “as mortes que aconteceram não foram resultantes de embates policiais. As pessoas que morreram foram assassinadas friamente. Foi uma atitude de vingança e o Ministério Público agirá de forma enérgica contra aqueles que desrespeitaram as normas do nosso estado de direito”.

Represália
Os homicídios foram registrados em um intervalo de quatro horas, em ruas dos bairros Curió, Alagadiço Novo e São Miguel, na Grande Messejana. Na época, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que dos 11 mortos, dois respondiam por crimes. Um era por um acidente de trânsito e o outro por falta de pagamento de pensão alimentícia. Esse fato levantou o questionamento de que a chacina teria acontecido em represália ao assassinato do policial militar Valtermberg Chaves Serpa, no mesmo dia, no bairro Lagoa Redonda. “A partir daí, policiais militares, tomando conhecimento do fato e pelo sentimento de vingança, se articularam de forma a identificar o eventual autor responsável do delito. Há gravações que provam o deslocamento dos policiais para o Curió, o que resultou na execução de 11 pessoas”, falou Marcus Renan Palácio, titular da 1ª Promotoria do Júri de Fortaleza e responsável pela denúncia.

O promotor Felipe Diogo disse, ainda, que, em outubro do ano passado, outro fato pode ter colaborado para o estopim da chacina. “O soldado Marcílio, que estava de folga, praticou um homicídio contra um traficante da região da Grande Messejana. A partir desse homicídio, constatou-se que os traficantes passaram a ameaçar o policial. Ele, inclusive, teve que mudar de endereço com medo de represálias. Isso compôs um caldeirão de emoção na tropa. Em novembro, o policial Valtermberg interveio a um assalto contra a sua esposa e acabou sendo morto. Isso gerou esse sentimento de “justiçamento” pelos policiais”, detalhou Felipe.

Preventiva
Dos 45 indiciados por homicídio duplamente qualificados, 43 eram praças e dois oficiais. Na tarde da última quarta-feira (31), 44 dos policiais suspeitos no envolvimento com o caso foram presos preventivamente no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), no Centro. A decisão partiu do juiz titular da 1ª Vara do Júri, Ely Gonçalves Júnior. O único que não teve sua prisão preventiva decretada foi o tenente-coronel Plauto de Lima Ferreira, que na época era o supervisor de Policiamento da Capital (CPC).

Segundo o promotor titular Marcus Renan, a junta de juízes rejeitou a denúncia em relação ao tenente-coronel, pois não viram na conduta indícios de autoria materialidade delituosa. Porém, o promotor afirma que Plauto tinha conhecimento dos fatos, mas “cruzou os braços”. “Em uma das gravações, quando ele toma conhecimento de uma das mortes, ele diz: “deve ser algum vírus que está matando esse povo”. Em outra ocasião, em que uma viatura informa de um homicídio na Serrinha, ele diz: “esse aí foi fora do esquema”. Isso mostra de ele estava ciente do que estava acontecendo na Grande Messejana e não fez nada”, disse o promotor Renan acrescentando que o MP irá recorrer da decisão.

Audiência
A primeira audiência sobre o caso está marcada para acontecer no dia 7 de outubro, às 9 horas, na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua. Na ocasião, serão ouvidas as vítimas sobreviventes da chacina.

O ESTADOCE

4 comentários:

O Excelentíssimo Promotor é muito trabalhador e focado, bora focar também nas nos bandidos (e prende-los e pedir para não mais matar policiais) que fizeram novas viúvas e nos filhos sem pais. Nunca vi os engravatados correrem atrás de bandido, bandido não respeita gravata, homens fardados sim. Daí-me mais cães que eu quero mijar - bradou o poste, no Brasil pode!!!

O "Estado" move tudo isso para punir policiais mas para punir bandido tem é medo. kkkkk
É fácil fazer isso com os PM's, esse Estado é COVARDE.

País que apóia bandido e puni a polícia, vamos prender bandido.

E um sem numero de bandidos soltos em nosso estado,a maioria desses vagabundos,quando abordado pela policia,ja respondem varios crimes.Muitos nem foram presos.O estado,(Autoridades)nao estao nem ai, sera que e medo??Mas prender policiais e facil,muito facil.

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