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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Reunião com governo nesta sexta-feira será última possibilidade de ser evitada a greve dos policiais civis

Inspetores e escrivães podem paralisar as atividades amanhã, a partir das 14 hs e sindicato já prepara escala das DPs que funcionarão.
Governo do Estado e a categoria dos policiais civis do Ceará se reúnem ainda hoje para uma última tentativa de negociação entre as partes e assim evitar a deflagração de uma greve geral da categoria. Mas, segundo a direção do sindicato que congrega inspetores e escrivães, até o momento a equipe governamental não apresentou nenhum sinal de atendimento às reivindicações da classe. A greve é iminente e pode começar neste sábado (24), às 14 horas.

Segundo presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol), Lucas da Silva, a equipe do governador Camilo Santana (PT) ainda não falou nada de concreto acerca da reposição salarial da categoria. A desvalorização por parte do governo estadual aos homens que formam a Polícia Judiciária do Ceará e tamanha que nenhum dos pontos da pauta de reivindicações foi atendido. Enquanto isso, a categoria permanece mobilizada.

Além da melhoria salarial, a redução da enorme diferença de vencimentos de inspetores e escrivães em relação aos delegados de Polícia, a classe luta por melhores condições de trabalho, fim dos desvios de função e novos concursos para a instituição oferecer atendimento de qualidade à população. Nada disso foi assegurado pelo governador e seus secretários.

Delegacias

A poucas horas de expirar o prazo de 72 horas que a categoria deu ao Governo para uma resposta, o Sinpol não vê observa perspectivas de uma resposta positiva para a classe e já prepara uma escala de delegacias que deverão funcionar caso a greve seja realmente oficializada neste sábado.

Na última quarta-feira (21), a categoria de policiais civis do Ceará aderiu a uma paralisação nacional da classe e aproveitou a oportunidade da mobilização para realizar uma assembleia-geral em que foi decidida a deflagração da greve em até três dias (72 horas) caso o governo não acenasse com o atendimento à pauta de reivindicações dos profissionais.


Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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