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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Advogado é indiciado por se apossar de indenização

O advogado e professor universitário Alexandre Augusto de Oliveira Lopes, de 42 anos, foi indiciado por apropriação indébita e crimes contra a fé pública, suspeito de se apossar de R$ 300 mil dos R$ 360 mil de indenização de uma cliente, uma cozinheira que deveria receber o valor de um plano de saúde após perder a filha de dois anos. 

Ontem, a Polícia Civil, por meio do 2º Distrito Policial (DP), na Aldeota, cumpriu mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão no apartamento de luxo e no escritório do advogado, no bairro Meireles. O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados (OAB-CE), Damasceno Sampaio, informou que será instaurado um processo administrativo disciplinar que pode resultar em uma advertência até na exclusão do advogado da Ordem.

De acordo com o titular do 2º DP, delegado Dionísio Amaral, a vítima perdeu a filha de dois anos por causa de negligência médica atribuída, conforme a Justiça, ao plano de saúde. A partir daí, a mulher entrou com uma ação e o advogado ganhou a causa. Foi feito um acordo para que a mulher recebesse R$ 360 mil em 12 prestações de 30 mil. “Essas 12 prestações seriam depositadas na conta do advogado”, cita o delegado.

De acordo com Dionísio, o advogado confessou que pegou o acordo judicial e fraudou outro documento. “Ele mostrou à vítima como se (o valor da indenização) fosse R$ 180 mil. E repassou apenas duas prestações de R$ 30 mil. Depois disso afirmou que o plano de saúde não estava honrando as prestações e que teria que entrar com outra ação. No entanto o plano estava depositando e nunca houve o atraso dessas prestações”, afirma.

A cozinheira teria sido enganada de janeiro a outubro deste ano. Quando a mulher passou a desconfiar, o advogado negou e deixou de atender os telefonemas e responder as mensagens de redes sociais. A partir daí, a vítima procurou o 2º DP, que instaurou o inquérito para investigar o caso.

Na investigação, o delegado descobriu que o advogado possuía antecedente criminal pela mesma prática, registrado na Delegacia de Defraudações e Falsificações. Nesse caso, o cliente de Alexandre era uma empresa que cobrava uma dívida. Após decisão judicial, o advogado teria recebido o valor da dívida no lugar do cliente. Questionada, a pessoa cobrada mostrou os recibos de pagamento e a empresa descobriu que o dinheiro havia sido depositado em uma conta de um familiar de Alexandre.

O POVO apurou que, enquanto recebia o valor, Alexandre chegou a realizar um evento em um sítio e chamou a cozinheira para trabalhar. A mulher, que é de origem humilde, foi e recebeu o valor de uma diária por trabalhar na ocasião.

Para o presidente do Tribunal de Ética da OAB-CE, o caso é gravíssimo. E o fato de essa ser a segunda vez que ele comete esse tipo de delito agrava a situação.

Foto ilustrativa

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