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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Delegados vão acionar Conselho Nacional e Corregedoria-Geral para investigar MPCE

Os delegados de Polícia do Estado irão buscar a Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e a Corregedoria-Geral do órgão para investigar a conduta dos promotores responsáveis pela Operação Renault 34, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, 27, na sede da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Ceará (Adepol), a categoria deliberou ainda que só irá participar de ações com o MPCE se promotores firmarem compromisso de não “espetacularizar a imagem e a honra dos suspeitos das operações”, revelou Milton Castelo Branco, presidente da Associação. 


Renault 34

Deflagrada na última quarta-feira, 25, pelo Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) do MPCE, em parceria com Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado (CGD), a Operação Renault 34 resultou no afastamento do delegado Romério de Almeida, titular do 34º Distrito Policial, por 60 dias. 

Ele é suspeito de corrupção passiva por suposto recebimento de propina para liberar um veículo apreendido em operação policial. Um advogado e um detento também participariam do esquema. Entre as possíveis provas estariam interceptações telefônicas obtidas pelo MPCE. 

Na quinta-feira, 26, um dia após a operação ser executada, o delegado foi encontrado em casa com marcas de tiros e em seguida socorrido. Ele está internado e não corre risco de morte. 


Conduta do MPCE

Segundo Leandro Vasques, advogado da Adepol, o órgão que investiga o delegado, violou o sigilo do caso. “No próprio site eles forneceram detalhes da investigação, que corre em segredo de Justiça. Essa violação se traduz em crime. E foi esse gesto que culminou no gesto de desespero do delegado que se encontra hospitalizado”, disse. 

Na quinta-feira, 27, o MPCE solicitou à Justiça o levantamento do sigilo do inquérito que apura indícios de corrupção no 34° DP. Contudo, o pedido foi negado nesta sexta-feira. “O Ministério Público quer continuar o estardalhaço, me desculpe, com a colaboração da imprensa. O juiz foi bem na decisão. Antes de condenar publicamente, teria primeiro que investigar a fundo, porque mexe muito com as pessoas, as famílias, a honra. São nomes construídos por 10, 20, 30 anos, jogados na lama”, atacou o presidente da Adepol. 

MPCE 

Também nesta sexta, o procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Barroso Rios, disse que as investigações obedecem os princípios constitucionais e legais, respeitando direitos e garantias fundamentais dos envolvidos e da própria coletividade. 

"Num Estado de Direito, todos estão sujeitos ao império da lei e quem quer que cometa atos ilícitos deve ser investigado e, conforme o caso, processado e julgado", diz o procurador-geral em nota. "Cumprindo com o seu dever constitucional, o Ministério Público tem investigado e processado todos os autores de atos ilícitos independentemente das funções públicas ou ocupações privadas que exerçam, inclusive seus próprios agentes, numa demonstração de seriedade e isenção no trato dos assuntos públicos". (O Povo)

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