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sábado, 16 de junho de 2018

Mesmo na Copa, árbitro mantém salário de R$ 25 mil do governo federal

Ao mesmo tempo em que está na Rússia para apitar jogos da Copa, o único árbitro brasileiro na competição recebe do governo brasileiro salário integral de servidor público.

Sandro Meira Ricci recebe R$ 25 mil mensais como analista de comércio exterior do governo federal. O pagamento, mesmo durante a ausência dele, foi garantido por um despacho publicado no Diário Oficial. O documento autoriza o afastamento de 2 de junho a 17 de julho, mas não suspende o salário.

Procurado pela reportagem, Ricci informou que não se manifestaria sobre o assunto porque a Fifa não permite contato dos árbitros com a imprensa.

Ele foi escolhido para apitar Croácia x Nigéria neste sábado (16) e atuou como quarto árbitro na partida de abertura, em que a Rússia venceu a Arábia Saudita por 5 a 0.

Questionada sobre o valor que pagará a Ricci pelo trabalho durante a Copa, a Fifa respondeu que só divulgará o valor ao fim da competição.

O servidor também é árbitro da CBF e atua no Campeonato Brasileiro, cujo valor pago por partida é de R$ 4.200, além de R$ 600 de diária. Funcionário público desde 2003, Ricci está lotado no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em Brasília.

Só em 2018, o ministério já autorizou pelo menos outros três afastamentos remunerados para ele participar de eventos da Fifa no exterior, segundo despachos no Diário Oficial: em fevereiro (2 a 11) e em março (9 a 17) no Qatar e em abril (20 a 29) na Itália.

A assessoria de imprensa da pasta afirmou que, após pedido do Ministério do Esporte, o órgão é obrigado a liberar o servidor para participar do evento. Argumentou, ainda, que se trata do único árbitro brasileiro na Copa.

Além de Ricci como árbitro, há dois brasileiros que são assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse. É o mesmo trio que participou da Copa de 2014.

Os despachos que concedem o afastamento remunerado a Ricci mencionam uma lei que determina que "será considerado como efetivo exercício, para todos os efeitos legais, o período em que o atleta servidor público [...] estiver convocado para integrar representação nacional em treinamento ou competição desportiva". De acordo com o ministério, o árbitro deve ser enquadrado nesta regra.

Em 2017, a reportagem pediu à pasta, via Lei de Acesso à Informação, a quantidade de faltas de Ricci. Não houve resposta, sob a justificativa de que esses dados "não se encontram disponíveis de forma consolidada e sua extração e consolidação demandariam trabalhos adicionais de análise". Com informações da Folhapress.

7 comentários:

ESTE E O PAIS CHAMADO BRASIL BOM PRÁ UNS OUTRO NÃO UNS TEM TANTOS E OUTROS NADA

O mesmo deveria valer para os políticos que não comparece ao trabalho, e também quando ele se afasta de suas funções para campanha eleitoral, mas ninguém menciona isso apenas de um servidor público que deve ser concursado.

Parabéns pra ele. Estudou, se esforçou e passou no concurso pra ter esse salario. E

Parabéns pra ele. Se tem capacidade e estudo o que a de errado inveja mata.

mais um parasita mamando nas tetas dos nossos impostos.

Estão com inveja, o sujeito estudou bastante, no mínimo deve falar mais de um idioma, o Brasil é cheio de gente invejosa.

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