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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Crise interna no STF: gabinete de Alexandre de Moraes sofre debandada após vazamento de conversas

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta uma debandada de assessores após o vazamento de conversas entre o ex-assessor Eduardo Tagliaferro e o ex-juiz instrutor Airton Vieira. Os dois, que integraram a equipe do magistrado no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teriam compartilhado informações fora do rito legal, de acordo com revelação do Folha de S.Paulo. O episódio abriu uma crise interna e expôs fragilidades na condução de processos de alta sensibilidade política.

As conversas, divulgadas no início do ano passado, mostrariam diálogos sobre o uso de informações do Supremo para embasar decisões de Moraes no TSE durante investigações contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A repercussão levou à saída imediata de Airton Vieira, em janeiro, e, nos meses seguintes, à saída dos juízes auxiliares Rogério Marrone de Castro Sampaio e André Solomon Tudisco, que atuavam no gabinete desde 2018 e 2021, respectivamente.

As dispensas reduziram drasticamente o corpo técnico responsável por apoiar Moraes na análise de mais de 2,7 mil processos. Apenas o juiz auxiliar Rafael Tamai Rocha permaneceu na equipe, assumindo, de forma acumulada, funções que antes cabiam a outros magistrados.

A crise foi agravada pela insistência de Tagliaferro em ameaçar divulgar novas mensagens que, segundo ele, comprovariam o direcionamento político de decisões do ministro. A postura aumentou o desgaste e alimentou pressões externas sobre o gabinete.

Moraes recompôs parcialmente a equipe apenas em maio, com a nomeação da juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), mas segue desfalcado. Até hoje não foram indicados um novo juiz instrutor e outro auxiliar, cargos considerados estratégicos para a tramitação de ações penais e inquéritos criminais no STF.

A motivação central da debandada, segundo fontes ouvidas, foi justamente o desgaste provocado pelo episódio do vazamento e pela exposição pública do gabinete em meio à condução de processos de grande impacto político e institucional.

(Hora Brasília)

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