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Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
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sábado, 16 de maio de 2026

Venda de ivermectina cresce após Mel Gibson citar cura do câncer

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

Fonte: https://pleno.news/brasil/politica-nacional/venda-de-ivermectina-cresce-apos-mel-gibson-citar-cura-do-cancer.html

domingo, 10 de maio de 2026

URGENTE! Brasil registra primeira morte por hantavírus em 2026; caso não está ligado a cruzeiro

Homem de 46 anos morreu após contrair doença em área rural no Alto Paranaíba. Caso é considerado isolado.
Minas Gerais registrou a primeira morte por hantavírus no país, em 2026. A informação foi confirmada, neste domingo (10), pela Secretaria de Estado de Saúde que aponta que a morte ocorreu em fevereiro deste ano. A infecção foi confirmada pela Funed, Fundação Ezequiel Dias, após análises laboratoriais.


O paciente, um homem de 46 anos, era residente do município de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.


Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença pelo país e nem mesmo com o surto em andamento em um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.


O que é hantavírus?

As infecções por hantavírus ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores silvestres.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.


Não existe tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.


Medidas de prevenção

A SES-MG reforça a importância das medidas de prevenção, especialmente em áreas rurais, como manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores, dar destino adequado ao lixo e entulhos, manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências, não deixar ração animal exposta, retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos e enterrar o lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções.

Além disso, a Secretaria também orienta evitar plantações muito próximas das residências, mantendo distância mínima de 40 metros, ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos e umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses ambientes, evitando varrer a seco.


Casos no Brasil

O Brasil já registrou 7 casos de hantavírus em 2026. Dois casos em Minas Gerais; dois no Rio Grande do Sul; um em Santa Catarina; um no Paraná e um sem unidade da federação identificada. No ano passado, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes por hantavírus.

O hantavírus provoca de 10 mil a 100 mil casos a cada ano no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: CBN Globo

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11; saiba os detalhes

O Paraná confirmou dois casos de hantavírus, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os pacientes são moradores de Pérola d’Oeste (Sudoeste do estado) e Ponta Grossa (Campos Gerais). Outros 11 casos continuam em investigação e 21 foram descartados.

O paciente de Pérola d’Oeste é um homem de 34 anos (caso confirmado em abril). O de Ponta Grossa é uma mulher de 28 anos (confirmado em fevereiro). Em 2025, o Paraná registrou apenas um caso da doença.


Sem relação com surto em cruzeiro

Os casos identificados no Paraná são da cepa silvestre do vírus, transmitida por animais silvestres. Não há registro da circulação do vírus Andes no estado – cepa que tem transmissão de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS em um cruzeiro que saiu da Argentina (com ao menos três mortes).

A Sesa afirma que a doença está sob controle no Paraná e que os casos não têm nenhuma relação com os confirmados no cruzeiro.


Como ocorre a contaminação

O hantavírus é uma zoonose viral (doença transmitida de animais para humanos). A contaminação acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.

Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, paióis, silos e cabanas, aumentam o risco de exposição.


Sintomas

Na fase inicial, segundo a OMS, os sintomas se parecem com os de uma gripe forte:


Febre
  • Dores no corpo

  • Dor de cabeça

  • Mal-estar

Sintomas gastrointestinais

Nos quadros mais graves:
  • Falta de ar
  • Tosse seca
  • Queda de pressão

Insuficiência respiratória

A infectologista Gabriela Gehring explica: “Assim como outros vírus, nem todos os casos evoluem para formas graves. Algumas pessoas apresentam sintomas inespecíficos, enquanto outras podem desenvolver insuficiência respiratória.”


Tratamento

Não há um medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é feito com suporte médico e acompanhamento hospitalar. A orientação é procurar atendimento imediatamente ao perceber os primeiros sintomas.


Prevenção

As autoridades de saúde orientam:

  • Manter terrenos limpos
  • Armazenar alimentos em recipientes fechados
  • Retirar entulhos próximos às residências
  • Usar luvas e calçados fechados em limpezas
  • Evitar varrer locais fechados e empoeirados (prefira limpeza úmida)

Via Gazeta Esportiva

GRAVE: Pacientes recebem água destilada no lugar de vacina contra gripe

Pacientes que procuraram a vacinação contra a gripe no município de Bambuí, no interior de Minas Gerais, receberam água destilada por engano durante atendimento realizado na última segunda-feira (4). A falha foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, que informou a demissão da técnica de enfermagem responsável pelo procedimento.

De acordo com a prefeitura, o erro ocorreu durante a campanha de imunização contra a influenza no posto de saúde Aparecida nos Açudes. Em nota oficial, o município classificou o caso como uma falha operacional e afirmou que todas as medidas necessárias já foram adotadas.

Apesar do equívoco, a administração municipal destacou que a substância aplicada é estéril e não oferece riscos à saúde dos pacientes. Ainda assim, a situação gerou preocupação entre os moradores que buscaram a vacinação.

Para corrigir o problema, a Secretaria de Saúde informou que as equipes irão até as residências das pessoas afetadas para realizar a aplicação correta da vacina, sem necessidade de retorno ao posto de saúde.

O município não informou o número total de pacientes atingidos pela falha, mas garantiu que todos serão devidamente acompanhados até a regularização da imunização.

Via portal Folha do Estado

sábado, 2 de maio de 2026

Perfume no pescoço afeta a tireoide? O alerta que viralizou e o que a ciência diz

Alertas recentes sobre supostos riscos de passar perfume no pescoço têm gerado preocupação entre usuários. A dúvida: a aplicação na região próxima à tireoide poderia afetar a glândula ou o sistema hormonal?

Especialistas em dermatologia e endocrinologia afirmam que não há evidência científica de perigo direto para a tireoide.


O que dizem os especialistas

A endocrinologista Kathleen Wyne, do Wexner Medical Center da Universidade Estadual de Ohio, explica:

“Os componentes do perfume vão ser absorvidos na corrente sanguínea antes de chegar à tireoide. Entre a pele, a gordura, a fáscia e o músculo, seria muito difícil que algo aplicado topicamente chegasse até a glândula.”

A pele do pescoço está separada da tireoide por várias camadas de tecido, incluindo músculos. Não existe um canal direto entre a superfície da pele e o sistema hormonal da tireoide.


Onde surgiu o mito

A preocupação começou após mensagens divulgadas por influenciadores de bem-estar nas redes sociais. Eles destacavam a chamada “pele vascular” do pescoço como uma via direta para que os químicos das fragrâncias entrassem no organismo. Mas não há fundamento científico para essas afirmações.
Riscos reais do perfume no pescoço

Embora não haja risco para a tireoide, os dermatologistas alertam que a aplicação frequente de perfume no pescoço pode causar problemas na pele. A região tem uma pele mais fina e reativa do que se imagina.


Os principais riscos são:

  • Sensibilização da pele
  • Dermatite alérgica de contato
  • Hiperpigmentação (manchas), principalmente porque o pescoço fica exposto ao sol

O que fazer para evitar problemas

Especialistas recomendam:

  • Aplicar perfume em áreas com pele mais grossa, como pulsos
  • Aplicar diretamente na roupa (não na pele)

Disruptores endócrinos

O debate sobre os riscos das fragrâncias também envolve a presença de ftalatos, parabenos e bisfenóis – compostos que podem interferir no equilíbrio hormonal. Eles podem ser absorvidos pela pele ou por inalação.

Esses ingredientes aparecem nos rótulos como “fragrância” ou “parfum”. A dificuldade para identificá-los e a exposição acumulada ao longo do tempo geram preocupação entre especialistas.


Como escolher produtos mais seguros

Para reduzir a exposição a químicos, os especialistas aconselham:

  • Optar por produtos “sem fragrância” (fragrance-free) – e não apenas “sem perfume” (unscented), que pode ter ingredientes mascarados
  • Priorizar marcas transparentes sobre os ingredientes que usam ou evitam

O uso habitual de perfume faz parte da identidade pessoal de muitas pessoas. Na ausência de efeitos notórios, não há motivo para alarme. Quem tem pele sensível ou quer reduzir o contato com químicos pode optar por aplicar a fragrância em áreas menos vulneráveis ou na roupa.

Via portal Gazeta Brasil

sábado, 25 de abril de 2026

Novo remédio dobra sobrevida no câncer de mama mais agressivo

Um ensaio clínico internacional apontou avanços no tratamento do câncer de mama triplo negativo (TNBC), considerado um dos tipos mais agressivos da doença. A condição costuma atingir mulheres mais jovens, frequentemente apresenta resistência aos tratamentos tradicionais e representa entre 10% e 20% dos casos de câncer de mama.

Os resultados fazem parte do estudo TROPION-Breast02, que avaliou o uso do medicamento datopotamab deruxtecan (Dato-DXd), já aprovado para outros tipos de câncer de mama. Em pacientes com a forma avançada da doença, a nova terapia praticamente dobrou o tempo de sobrevida sem progressão do tumor — passando de 5,6 meses com quimioterapia padrão para 10,8 meses com o novo tratamento.

O estudo incluiu 644 pacientes com câncer localmente recorrente e inoperável ou metastático, que ainda não haviam recebido tratamento e não eram elegíveis à imunoterapia. Além do ganho no tempo sem progressão da doença, o medicamento reduziu os tumores em 63% dos casos, contra 29% entre os pacientes tratados com quimioterapia convencional. A sobrevida global mediana chegou a 23,7 meses.

O Dato-DXd pertence à classe dos chamados conjugados anticorpo-fármaco (ADCs), terapias que atuam de forma direcionada. Diferentemente da quimioterapia tradicional, que afeta células saudáveis e cancerosas, o medicamento utiliza um anticorpo para identificar a proteína TROP2 presente nas células tumorais, liberando a substância diretamente no local do câncer.

Segundo a pesquisadora principal do estudo, Rebecca Dent, do Centro Nacional de Câncer de Singapura, os resultados demonstram ganhos clinicamente relevantes tanto na sobrevida livre de progressão quanto na sobrevida global dos pacientes.

Historicamente, o TNBC apresenta opções limitadas de tratamento por não responder a terapias hormonais. Embora parte dos pacientes possa receber imunoterapia, cerca de 70% não se enquadram nos critérios, ficando restritos à quimioterapia, que tem eficácia limitada em muitos casos.

De acordo com os pesquisadores, o novo medicamento também apresentou melhor tolerabilidade. Embora tenham sido registrados efeitos colaterais como náuseas e lesões na boca, menos pacientes precisaram interromper o tratamento em comparação com aqueles submetidos à quimioterapia tradicional.

O datopotamab deruxtecan está em processo acelerado de análise por órgãos reguladores, incluindo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), além de outras agências internacionais.

Gazeta Brasil

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Canetas para emagrecer: veja 3 tipos e como cada uma funciona

As canetas para emagrecer se tornaram populares nos últimos anos. Esses medicamentos injetáveis ajudam a reduzir o apetite. Entre os mais conhecidos estão Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

Eles contêm substâncias como semaglutida ou tirzepatida. Esses compostos atuam em hormônios ligados à fome. O resultado é maior saciedade e menor ingestão de calorias.


Como funcionam as canetas para emagrecer

As canetas emagrecedoras atuam no sistema digestivo e hormonal. Elas ajudam a controlar o apetite e o metabolismo.

Entre os principais efeitos:

  • Diminuem os movimentos gastrointestinais.
  • Reduzem o esvaziamento gástrico.
  • Aumentam a sensação de saciedade.
  • Diminuem o apetite.
  • Estimulam a liberação de insulina.
  • Mantêm o equilíbrio dos níveis de insulina.
  • Melhoram o controle do açúcar no sangue.
  • Reduzem a produção de glicose pelo fígado.

Esses medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1. Eles reduzem o consumo calórico ao longo do dia.

Alguns também atuam no receptor GIP. Isso potencializa o efeito no emagrecimento.


Ozempic: indicado para diabetes

O Ozempic contém semaglutida. Ele foi aprovado para tratar diabetes tipo 2.

Mesmo assim, pode ser prescrito para emagrecimento. Esse uso é chamado de off-label. A decisão deve ser feita pelo endocrinologista.

A aplicação é semanal. O tratamento começa com doses menores.


Confira também: “Quer desinflamar o corpo? 13 alimentos que fazem a diferença”.


Wegovy: aprovado para perda de peso

O Wegovy também possui semaglutida. Ele foi desenvolvido especificamente para obesidade. Pode ser indicado para adultos e adolescentes. A recomendação depende do índice de massa corporal.

O medicamento possui diferentes dosagens. O acompanhamento médico é necessário.


Mounjaro: ação dupla hormonal

O Mounjaro contém tirzepatida. Ele atua nos receptores GLP-1 e GIP. Essa combinação ajuda a reduzir o apetite. Também melhora o controle da glicose.

A aplicação é semanal. A dose pode aumentar gradualmente.


Uso exige cuidados

As canetas não substituem alimentação saudável. Exercícios físicos continuam importantes.

O acompanhamento médico é essencial. Ele avalia resultados e possíveis efeitos colaterais.


Fonte: MSN

sábado, 4 de abril de 2026

Anvisa apreende lote de Mounjaro falso e proíbe venda do remédio

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou nesta quinta-feira (2) a apreensão de três lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado para tratamento de diabetes e obesidade. 

Com a medida, fica proibida a comercialização, distribuição e o uso dos produtos dos lotes D856831 do medicamento Mounajro, D880730 e D840678 do Mounajro Kwikpen. 

As unidades foram encontradas pela Eli Lilly, empresa detentora do registro do medicamento no país, por terem características diferentes do produto original, como número de série não identificados nos sistemas da fabricante, uso de material diferente na embalagem e falha na leitura do código 2D. 

Segundo a Anvisa, a empresa responsável pelos produtos falsificados não foi identificada.

A agência também determinou apreensão de canetas emagrecedoras sem registro: a ação se aplica a todos os lotes do medicamento de tirzepatida Tirzec, cujo fabricante também não foi identificado.


Como saber se produto é falso? 

Em novembro de 2025, a Polícia Federal realizou uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida na produção, fracionamento e comercialização ilegal de tirzepatida. 

Sem controles de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, a produção clandestina dos medicamentos traz riscos sanitários para o consumidor. 

A Eli Lilly, farmacêutica detentora da patente, lançou uma ferramenta que permite verificar a autenticidade de medicamentos vendidos como Mounjaro no país. 

O site funciona por meio da leitura do QR Code presente na embalagem do medicamento, que indica se o número de série corresponde a um produto fabricado pela farmacêutica. Segundo a empresa, dados impressos de forma ilegível na embalagem podem ser um indício de falsificação, manipulação irregular ou comprometimento da integridade do produto.

Via portal CM7

sábado, 21 de março de 2026

Genéricos do Ozempic devem reduzir preço em até 30% no Brasil

A patente do princípio ativo do Ozempic expira no Brasil na sexta-feira (20/3), abrindo caminho para a produção e comercialização de versões genéricas do medicamento.

A expectativa do setor farmacêutico é que a entrada de novos concorrentes no mercado provoque uma redução significativa nos preços, que pode chegar a até 30%. Atualmente, o Ozempic — amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e também popularizado pelo uso para emagrecimento — tem custo elevado, o que limita o acesso de muitos pacientes.

Com o fim da exclusividade, laboratórios brasileiros já demonstram interesse em lançar versões genéricas da substância, a semaglutida, assim que houver autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A medida deve ampliar o acesso ao tratamento, especialmente para pacientes que dependem do medicamento de forma contínua. Por outro lado, especialistas alertam para a importância do uso com acompanhamento médico, já que o medicamento possui indicações específicas e pode causar efeitos colaterais.

A chegada dos genéricos também deve intensificar a concorrência no setor e provocar uma reorganização no mercado farmacêutico nacional nos próximos meses.

Via Sobral em Revista

sexta-feira, 6 de março de 2026

Obesidade aumenta risco de AVC e exige mudança de hábitos, destaca neurologista do HRN

A obesidade é considerada um dos principais fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), especialmente o tipo isquêmico, provocado pela obstrução de uma artéria que leva sangue ao cérebro. O alerta é do médico neurologista Espártaco Ribeiro, coordenador da Unidade de AVC do Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Sobral e referência no atendimento aos casos na Região Norte do estado.

Segundo o especialista, o excesso de peso favorece o acúmulo de gordura, ou seja, colesterol, principalmente os considerados “ruins” como o colesterol LDL e os triglicerídeos nas artérias, comprometendo a circulação sanguínea. “A obesidade pode ser considerada um grande fator de risco para o AVC. O acúmulo de colesterol ruim no nosso corpo acaba comprometendo a circulação no cérebro e pode favorecer a obstrução ou ‘entupimento’ de uma das artérias cerebrais”, explica.

Além de contribuir diretamente para a obstrução dos vasos sanguíneos, a obesidade costuma estar associada a outras condições que ampliam ainda mais o risco de AVC. Entre elas, destacam-se a hipertensão arterial, o diabete e as alterações do colesterol.

Outro ponto de atenção, segundo o médico, é a síndrome da apneia do sono, comum em pessoas com obesidade, que prejudica a qualidade do sono e também impacta a saúde cardiovascular. Ele ainda chama a atenção para fatores emocionais, como a ansiedade descontrolada, que pode levar ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e, consequentemente, ao ganho de peso.

Embora o risco aumente com o avanço da idade, pessoas jovens com obesidade também precisam se preocupar. “Nos jovens, o excesso de peso pode estar relacionado ao aumento do colesterol, e isso também pode ser causa de AVC”, destaca Espártaco Ribeiro. Ele acrescenta que o problema na juventude tende a gerar um ciclo prejudicial, reduzindo a prática de atividades físicas e comprometendo a qualidade de vida ao longo dos anos.


Prevenção e atendimento rápido salvam vidas
Neurologista explica que prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os impactos do AVC, especialmente entre pessoas com obesidade

A boa notícia é que a adoção de hábitos saudáveis reduz significativamente o risco. A orientação envolve reeducação alimentar, com acompanhamento profissional, e a prática regular de exercícios físicos.

“Quanto mais cedo forem iniciadas a educação alimentar e a prática de atividades físicas, melhor. Só a dieta não é suficiente. A prática regular de atividades físicas é essencial. Hoje, assim como a gente respira e se alimenta, a gente precisa também fazer atividade física”, afirma o neurologista. Ele reforça que a disciplina é fundamental e que, conforme publicações recentes, a realização de 30 a 45 minutos de exercício, pelo menos cinco dias por semana, já traz benefícios importantes ao organismo.

Mesmo com a prevenção, é essencial reconhecer rapidamente os sinais de um AVC. Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, boca desviada e dificuldade para engolir são sintomas que exigem atendimento imediato. “Quanto mais rápido o AVC for tratado, menores serão as consequências e maior será a possibilidade de recuperação”, enfatiza.

Pacientes com suspeita devem ser levados ao atendimento emergencial preferencialmente nas primeiras horas após o início dos sintomas. Em Sobral, a referência é o Hospital Regional Norte. Moradores de outros municípios da Região Norte devem procurar a unidade de saúde local para ser acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) Ceará, que fará contato com o HRN para transferência imediata ao setor especializado, reduzindo o tempo até o início do tratamento.

Referência para a região, a Unidade de AVC do HRN conta com fluxo específico para agilizar o atendimento e aumentar as chances de recuperação dos pacientes, reforçando a importância tanto da prevenção quanto da ação rápida diante dos primeiros sinais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Instagram alertará pais quando filhos pesquisarem sobre su1c1dio

O Instagram anunciou que passará a enviar alertas aos pais quando adolescentes realizarem buscas repetidas sobre suicídio ou automutilação. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (26) pela Meta. A informação é do Poder 360.

O recurso será válido para contas com supervisão parental ativada. Segundo a empresa, o sistema identificará quando menores tentarem acessar esse tipo de conteúdo de forma recorrente, em curto período, e enviará notificação automática aos responsáveis cadastrados.

De acordo com a plataforma, os alertas complementam ações já adotadas para proteger adolescentes de conteúdos potencialmente prejudiciais.

A ferramenta começará a funcionar na próxima semana nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A expansão para outros países está prevista para este ano, mas ainda não há data para o Brasil.

As contas para adolescentes são voltadas a menores de 16 anos e possuem configurações que exigem autorização dos pais para alterações. Responsáveis que aderirem à supervisão receberão os avisos quando houver padrão de busca considerado preocupante.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Secretaria da Saúde de Sobral realiza exames de mamografia de 23 a 27 de fevereiro

A Prefeitura de Sobral, por meio da Secretaria da Saúde, promove, no período de 23 a 27 de fevereiro, mais uma ação do Caminhão da Mamografia. A unidade móvel estará nos Centros de Saúde da Família (CSFs), ofertando exames de mamografia para mulheres a partir de 40 anos.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso ao exame e facilitar o cuidado com a saúde da mulher, levando o serviço para mais perto da população. A mamografia é considerada uma das principais estratégias para a detecção precoce do câncer de mama, aumentando significativamente as chances de tratamento eficaz e cura.

O exame consiste em um raio-x das mamas, realizado em um equipamento chamado mamógrafo. Por meio desse procedimento, é possível identificar lesões benignas e cânceres ainda em estágios iniciais, muitas vezes antes mesmo de serem percebidos no autoexame ou durante consultas de rotina.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Rússia anuncia vacina terapêutica para câncer colorretal, mas cientistas internacionais pedem cautela

A Agência Federal Médico‑Biológica da Rússia (FMBA) informou, nesta quarta‑feira (11), que concluiu os ensaios clínicos de uma vacina contra o câncer chamada Enteromix, segundo comunicado divulgado durante o 10º Fórum Econômico Oriental, realizado em Vladivostok. Autoridades russas afirmam que o imunizante apresentou alta eficácia e segurança nos testes, com redução significativa no tamanho de tumores e melhora nas taxas de sobrevivência dos pacientes.

De acordo com a chefe da agência, Veronika Skvortsova, os resultados demonstraram que a vacina foi capaz de diminuir tumores em uma ampla faixa, de cerca de 60% a 80% nos ensaios pré‑clínicos, e que não foram observados efeitos adversos graves, abrindo caminho para sua aplicação em contexto clínico, após aprovação das autoridades sanitárias russas. O anúncio no fórum, destacou que a vacina foi desenvolvida com tecnologia que estimula o sistema imunológico a reconhecer e atacar células tumorais, estratégia semelhante à aplicada em imunoterapias modernas e a outras vacinas baseadas em RNA mensageiro.

Segundo o governo russo, a expectativa é de que, após a liberação oficial, o imunizante possa ser disponibilizado para uso clínico em pacientes, representando um avanço no tratamento oncológico e potencial melhora nas opções terapêuticas contra determinados tipos de câncer.

No entanto, especialistas internacionais reforçam que o próximo passo natural seria a realização de ensaios clínicos em humanos, divididos em fases 1, 2 e 3, para comprovar segurança e eficácia da vacina, algo que ainda não foi amplamente divulgado em publicações científicas revisadas por pares.

Renato Kfouri, vice‑presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou que a falta de transparência sobre os dados e a ausência de registro em plataformas como clinicaltrials.org dificultam a avaliação científica da vacina. Projetos similares em outros países, como nos Estados Unidos e no Brasil, têm publicado resultados detalhados em revistas revisadas por pares, facilitando a análise e validação dos achados.

Via portal Folha do Estado

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Moradora de Itapajé pede ajuda urgente aos órgãos de saúde para tratamento de doença rara e grave

Uma moradora do município de Itapajé, no Ceará, faz um apelo comovente aos órgãos de saúde da cidade e às autoridades competentes diante de uma grave situação de saúde que se arrasta há quase um ano. Renícia, de 29 anos, mãe de dois filhos pequenos, enfrenta uma batalha diária contra a neuralgia do trigêmeo, doença rara conhecida popularmente como a “pior dor do mundo” ou “doença suicida”, devido à intensidade extrema das dores que provoca.

De acordo com o relato, a neuralgia afeta a face do rosto, causando dores constantes e insuportáveis, comparadas a choques elétricos, que ocorrem 24 horas por dia. Além da doença neurológica, Renícia também luta contra depressão psicótica, esquizofrenia e transtorno de ansiedade, o que agrava ainda mais seu estado de saúde física e emocional.

Atualmente desempregada, ela afirma não ter condições financeiras de manter o tratamento, já que todos os medicamentos utilizados são comprados. Entre eles estão morfina, Tramal, carbamazepina, pregabalina, além de medicamentos específicos para pressão alta e colesterol, que também precisam ser adquiridos de forma particular. Segundo Renícia, chega a ingerir cerca de 30 comprimidos por dia, e mesmo assim as medicações já não fazem mais efeito.

O caso, segundo laudos médicos, é cirúrgico, mas o procedimento necessário custa em torno de R$ 40 mil, valor completamente fora da realidade financeira da família. Além da cirurgia, ela necessita de acompanhamento com neurologista e neurocirurgião, exames contínuos e uma dieta restrita, cujos alimentos possuem custo elevado.

Sem condições de trabalhar devido às dores intensas, Renícia relata que passa a maior parte do tempo deitada e que atualmente sobrevive com a ajuda de pessoas solidárias, enquanto tenta garantir o básico para a alimentação dos filhos.

Diante da gravidade da situação, a família pede sensibilidade e intervenção urgente da Secretaria de Saúde de Itapajé, bem como de órgãos estaduais e federais, para viabilizar o tratamento, acompanhamento especializado e, principalmente, a cirurgia que pode devolver dignidade e qualidade de vida à paciente.

Quem puder ajudar de qualquer forma ou obter mais informações pode entrar em contato diretamente com a família pelo telefone: (85) 99170-6965.

O caso chama atenção para a necessidade de assistência integral à saúde, especialmente em situações de doenças raras e incapacitantes, onde o acesso ao tratamento adequado pode significar a diferença entre o sofrimento contínuo e a esperança de uma vida melhor.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Anvisa determina recolhimento de chocolate Laka; entenda

Nesta quinta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da venda do lote CC28525493 do chocolate branco Laka de 145 gramas, fabricado pela Mondelez Brasil, por estar sendo comercializado em embalagem incorreta. Segundo a agência, também estão suspensas a distribuição e a divulgação do lote citado.

A Anvisa declara que a determinação veio após a Mondelez Brasil comunicar o recolhimento voluntário do lote e a retirada do produto do mercado após constatar a troca de embalagem com o produto Laka Oreo.

A falha técnica faz com que os ingredientes descritos no rótulo não correspondam aos apresentados pelo produto. Isso resulta na falta da declaração obrigatória da presença de glúten, um alerta previsto em lei para pessoas com condições específicas de saúde, como celíacos e alérgicos ao glúten. Portanto, a ausência desse aviso traz riscos para esses grupos.

A Mondelez Brasil disse ter adotado preventivamente o processo de recolhimento voluntário do chocolate trocado e reforça que o item não apresenta problema de qualidade.

A Mondelez também apontou que consumidores que adquiriram o lote trocado poderão trocá-lo por outro de mesma natureza da marca. Para isso, é necessário contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor pelo telefone 0800 704 1940, que funciona de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.

*Com informações AE

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Estudo aponta que interrupção de canetas emagrecedoras leva à recuperação de peso mais rápida

Pessoas que interrompem o uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Wegovy, tendem a recuperar o peso perdido de forma significativamente mais rápida do que aquelas que abandonam dietas convencionais e programas de exercícios físicos. É o que sugere uma nova pesquisa publicada na revista científica British Medical Journal, uma das mais respeitadas do Reino Unido.

Segundo o estudo, pacientes com sobrepeso que utilizam as injeções à base de hormônios como o GLP-1 chegam a perder cerca de um quinto do peso corporal durante o tratamento. No entanto, após a interrupção do uso, a recuperação média é de aproximadamente 0,8 quilo por mês, o que leva essas pessoas a retornarem ao peso anterior em cerca de um ano e meio.

“As pessoas que compram esses medicamentos precisam estar cientes do risco de rápida recuperação de peso quando o tratamento termina”, alertou Susan Jebb, pesquisadora da Universidade de Oxford e uma das autoras do estudo. Ela ressaltou, porém, que os dados se baseiam em ensaios clínicos controlados, e não em situações do dia a dia, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre os efeitos de longo prazo dessas terapias.

A análise reuniu 37 estudos envolvendo mais de 9 mil pacientes e comparou a eficácia das chamadas canetas emagrecedoras com dietas tradicionais, exercícios físicos e outros medicamentos para perda de peso. Apenas oito desses estudos avaliaram especificamente os novos medicamentos da classe GLP-1, como a semaglutida (Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro). O período máximo de acompanhamento após a interrupção do tratamento foi de um ano, o que faz com que os resultados sejam considerados estimativas.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que optam apenas por mudanças alimentares costumam perder menos peso do que aquelas que utilizam as injeções. Em contrapartida, a recuperação posterior tende a ser mais lenta, em média 0,1 quilo por mês, embora haja variações individuais.


Risco de recaída e uso prolongado

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) recomenda o uso dessas injeções apenas para pessoas com excesso de peso associado a riscos à saúde, e não para quem busca emagrecer por motivos estéticos. Médicos costumam reforçar que o tratamento deve vir acompanhado de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

Especialistas alertam que, diante do risco de recaída, o tratamento com esses medicamentos pode precisar ser contínuo. Relatos de pacientes indicam que interromper o uso provoca um aumento abrupto do apetite. “É como um interruptor que liga e você fica instantaneamente faminto”, descreveu uma usuária. Outra afirmou que sentiu como se sua mente a incentivasse a comer em excesso após meses de restrição.

Segundo Adam Collins, especialista em nutrição da Universidade de Surrey, o efeito pode ser explicado pela forma como os medicamentos atuam no cérebro. Eles imitam o hormônio GLP-1, responsável por regular a fome. “Fornecer artificialmente níveis elevados de GLP-1 por um longo período pode fazer com que o corpo produza menos do hormônio naturalmente e se torne menos sensível aos seus efeitos”, explicou. Quando o medicamento é retirado, o controle do apetite diminui drasticamente.


Impacto financeiro e cenário no Brasil

O custo também é um fator relevante. No Brasil, quatro doses de Mounjaro de 2,5 mg, a menor dosagem disponível, custam cerca de R$ 1.400 nas farmácias. O tratamento contínuo pode ultrapassar R$ 1,2 mil por mês, o que torna o uso prolongado inacessível para grande parte da população.

Wegovy e Mounjaro são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da obesidade. Em dezembro de 2025, a Anvisa ampliou a indicação do Wegovy para incluir o tratamento de gordura no fígado associada à inflamação. A tirzepatida passou a ser vendida no país em maio de 2025, embora tenha sido liberada ainda em 2023. Por enquanto, os medicamentos não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, embora existam discussões iniciais sobre uma possível incorporação no futuro.


Natureza crônica da obesidade

Para o professor Naveed Sattar, da Universidade de Glasgow, o uso dessas injeções pode trazer benefícios adicionais à saúde, como a redução de danos às articulações, ao coração e aos rins, especialmente se o paciente permanecer com peso reduzido por alguns anos. Ainda assim, ele destaca que estudos mais longos são necessários para confirmar esses efeitos.

Fabricantes dos medicamentos reforçam que o uso deve estar associado a acompanhamento médico e mudanças de estilo de vida. Em nota, a Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, afirmou que o retorno do peso após a interrupção do tratamento reflete a biologia da obesidade, e não falta de esforço do paciente. Já a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, destacou que os achados reforçam a natureza crônica da obesidade e a necessidade de tratamento contínuo, de forma semelhante ao manejo de doenças como diabetes e hipertensão.

Via portal Folha do Estado

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Canetas emagrecedoras ganham popularidade, mas especialistas alertam para riscos

Com a chegada do verão, cresce a vontade de alcançar um objetivo estético. Nesse sentido, as canetas emagrecedoras apareceram como uma solução rápida para perder peso. Mas nem sempre a solução mais rápida é a melhor.

A psicóloga Patty Torres alerta que, sem mudanças de comportamento, o uso dessas canetas pode não trazer resultados duradouros.

"O que você está fazendo junto com a canetinha pra mudar o que fazia antes? Não tá indo na academia, não tá fazendo atividade física, não mudou a tua maneira de pensar. O que será que vai acontecer?"

Segundo ela, o emagrecimento começa pela mente e pela forma como o paciente se relaciona com a comida. A psicóloga reforça que criar novos hábitos vai muito além de contar calorias.

"A nossa mente é muito preguiçosa. Ela sempre vai ir pelo caminho que já conhece. Por exemplo: trabalhei pra caramba, tô cansada, exausta. Aí eu chego em casa, é muito mais fácil pedir uma comida do que ir pra cozinha preparar algo. Se eu estiver nervosa, é muito mais fácil me dar um chocolatinho" — explica.

Patty fala por experiência própria. Há oito anos, iniciou sua transformação pessoal e, em três anos, perdeu 50 quilos.

Juliene Pires, concurseira, além da insatisfação com o corpo sentia que os dias eram carregados de desânimo e cansaço. Para eliminar 17 quilos, ela adotou novos hábitos alimentares e incluiu o exercício físico na rotina: são 45 minutos de cardio por dia, além da musculação.

"Comecei a sentir vontade de ir na academia até nos finais de semana, uma coisa que eu achava um absurdo e que hoje faço com prazer. Hoje eu me sinto ótima, autoestima lá em cima, tenho mais disposição, vejo que minha saúde tá melhor. Valeu a pena, valeu muito a pena", comemora Juliene.

Para uma transformação saudável e duradoura, especialistas recomendam procurar uma equipe multidisciplinar que possa orientar o paciente na jornada do emagrecimento. Não se trata de uma corrida contra a balança, e sim de uma busca contínua por saúde.

"A gente precisa entender se, daqui a pouco, existe uma questão hormonal dificultando esse emagrecimento, como problemas na tireoide. A equipe multidisciplinar abraça o paciente como um todo, compreende o ambiente dele e conduz da melhor maneira para que ele alcance seus objetivos, que devem estar sempre ligados à saúde, explica a nutricionista Júlia Dornelles.

SBT NEWS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Hospital Regional Norte promove campanha de doação de sangue em parceria com o Hemoce de Sobral

Com o objetivo de fortalecer a solidariedade e contribuir para a manutenção dos estoques de sangue na região, o Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Sobral, promove uma campanha de doação de sangue em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). A mobilização acontece nos dias 22 e 23 de dezembro, e deve reunir colaboradores da unidade hospitalar e a população em geral.

A coleta será realizada no Ambulatório do HRN, das 8h às 18h. Para garantir a organização e evitar aglomerações, é necessário realizar agendamento prévio. No dia da doação, o voluntário deve apresentar documento oficial com foto.

De acordo com a coordenadora da Agência Transfusional do HRN, Tamires Silveira, a iniciativa ganha ainda mais relevância neste período do ano. “O final do ano é um momento em que os estoques de sangue costumam diminuir, enquanto a demanda nos serviços de saúde permanece alta. A doação é um gesto simples, seguro e capaz de salvar muitas vidas. Cada voluntário que participa da campanha contribui diretamente para garantir assistência a pacientes que dependem de transfusões”, destaca.


Quem pode doar sangue

Para doar sangue, é necessário estar saudável, bem alimentado, ter dormido adequadamente, pesar acima de 50 quilos e ter entre 16 e 69 anos. Jovens de 16 e 17 anos precisam apresentar termo de consentimento assinado pelo pai ou responsável. Pessoas que tiveram febre ou sintomas gripais nos últimos 14 dias não estão aptas a realizar a doação.


Serviço


Campanha de Doação de Sangue – HRN

Local: Ambulatório do Hospital Regional Norte

Datas: 22 e 23 de dezembro

Horário: 8h às 18h

Agendamento: (88) 3677-9508 ou forms.gle/jTrxnvfYmK1Mtqkn9

Documento necessário: documento oficial com foto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Senado aprova projeto que cria “OAB da medicina”

Texto institui exame de proficiência obrigatório para médicos recém-formados; depois de votação suplementar, proposta vai à Câmara.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta 4ª feira (3.dez.2025) o projeto de lei 2.294 de 2024, que instituiu o Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina) –uma espécie de “prova da OAB” para os médicos recém-formados. Foram 11 votos a favor e 9 contra. A discussão foi terminativa –quando não precisa passar pelo plenário e vai direto para a Câmara, depois de votação suplementar a ser realizada na próxima semana. Senadores, no entanto, articulam para apresentar um recurso e tentar levar o caso para análise geral da Casa Alta antes de enviar de vez aos deputados.

O texto torna obrigatório que novos médicos façam o exame de proficiência depois de se formar para que possam obter o registro e exercer a atividade profissional. Essa avaliação, segundo a proposta, será administrada e aplicada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Eis a íntegra (PDF – 206 kB).

O projeto da “OAB da medicina” foi relatado pelo senador Dr. Hiran (PP-RR). É de autoria do senador astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Os 2 fizeram intensa campanha nos últimos dias a favor da aprovação. O texto também formaliza o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), prova semelhante que também tem o intuito de avaliar os conhecimentos dos alunos. A diferença nesse caso é que essa última avaliação é organizada pelo Ministério da Educação e aplicada aos alunos ao fim do 4º e do 6º ano, permitindo um acompanhamento mais detalhado do desempenho dessas pessoas e das instituições de ensino em geral.

Hiran disse nesta 4ª feira (3.dez) que o projeto aprovado agora é o “mais importante deste século” e servirá como uma espécie de “seleção natural” da medicina. Para ele, o Brasil vive uma “crise de fragilidade na formação médica”.

“O povo brasileiro não pode esperar mais por essa distorção que aconteceu na formação médica e que discrimina principalmente os mais pobres deste país”, afirmou o senador.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) formulou um voto separado (íntegra – PDF – 218 kB) para tentar derrubar o projeto original, mas foi derrotado. A proposta do petista formalizaria o Enamed, mas não instituia o Profimed. Para o sergipano, a prova de proficiência não pode ser uma avaliação “isolada” e independente do Ministério da Educação.

Organizações educacionais dizem que o Profimed do jeito que passou cria redundância, encarece o processo de formação e prejudica a fiscalização e punição de instituições de ensino (leia mais abaixo). 


INSTITUIÇÕES SE OPUSERAM 

O novo exame de proficiência passou no Senado sob protesto de organizações educacionais e do governo. Dizem que o exame aprovado agora não melhora a formação, cria problemas regulatórios e pode incentivar um novo “mercado de cursinhos” preparatórios.

Para Elizabeth Guedes, presidente do Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), a “OAB da medicina” cria problemas também para a classificação dos cursos e “desorganiza o sistema de avaliação”. “O exame de proficiência desorganiza a política pública, desorganiza o trabalho de avaliação e não traz nenhum benefício ao país […] É um debate falso”, afirmou ao Poder360. Ela ameaçou ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o projeto seja aprovado. “Não tem legitimidade nenhuma”, acrescentou.

A Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares) e a SemeRJ (Sindicato das IES Privadas do RJ) também são contra a proposta. As organizações fizeram um folder para divulgar seus pontos de vista sobre o porque o Enamed é o modelo mais seguro para se avaliar a formação médica no Brasil. Leia o folder contra a proposta (jpeg – 111 kB). A médica e professora da USP (Universidade de São Paulo) Ludhmila Hajjar também se posicionou contra o projeto em entrevista ao Poder360 na 3ª feira (2.dez).

Por parte do governo, houve uma movimentação de bastidores contrária à proposta. O Ministério da Educação não queria perder sua prerrogativa de avaliação exclusiva dos alunos e dos cursos de medicina. O presidente da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Arthur Chioro, disse ao Poder360 na 2ª feira (1º.dez) que o Enamed (exame desenvolvido pelo governo) é mais “sistêmico” que o modelo em análise pelo Senado e por isso deveria ser unificado como avaliação dos profissionais e das instituições. “Esse exame de ordem desvirtua completamente a função, é inconstitucional. […] Não melhora a formação, acaba só punindo o recém formado e sua família. Cria problemas regulatórios imensos e não aumenta a qualidade da prática médica”, afirmou.

Fonte: PODER360

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