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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Empreender depois dos 60: como aposentados podem tirar projetos do papel

Chegar à terceira idade e perceber que o valor da aposentadoria não paga todas as contas do mês é comum e essa falta de dinheiro atrapalha o descanso após décadas de trabalho.

O medo de depender da ajuda financeira de parentes assusta, o que explica por que, segundo um estudo do Sebrae, o Brasil já conta com mais de 2 milhões de empreendedores acima dos 64 anos.

Esse estudo foi baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022.

Para que você possa seguir esse mesmo caminho sem medo de falhar, este artigo mostra como abrir o seu pequeno negócio, gerar renda extra e ter uma vida mais tranquila.

Por que aposentados estão abrindo o próprio negócio

Os aposentados estão empreendendo principalmente para complementar a renda familiar e fazer frente ao custo de vida.

Além disso, buscam uma ocupação produtiva para manter a mente ativa e fortalecer o bem-estar e a saúde.

Muitas vezes, a necessidade de buscar novas fontes de receita decorre da defasagem nos valores dos benefícios previdenciários.

Além disso, trabalhar por conta própria traz de volta o sentimento de utilidade e afasta a desmotivação da rotina. Você pode usar todo o conhecimento acumulado durante a vida a seu favor.

O mais importante para ter sucesso nessa fase é começar pequeno e dar um passo seguro de cada vez para não colocar as economias da família em risco.

Negócios que combinam com a experiência de quem já se aposentou

As melhores opções de negócios para aposentados são aquelas que aproveitam as habilidades já adquiridas ao longo da vida, exigem um baixo investimento inicial e não demandam esforço físico extremo.

Na prática, você pode escolher caminhos simples que funcionam perfeitamente dentro da própria casa.

É fundamental escolher uma atividade que traga alegria e satisfação diária, como mostram as ideias nos tópicos a seguir.


Serviços e consultoria

O segmento de serviços e consultoria permite oferecer aulas particulares, pequenos reparos residenciais ou orientações profissionais com base na sua área de atuação de toda a vida.

Para começar hoje mesmo, por exemplo, basta enviar uma mensagem no WhatsApp para os vizinhos ou colocar um aviso no mural do seu condomínio.

Segundo levantamentos do portal GetNinjas e materiais do Sebrae, pequenos reparos residenciais têm preço médio entre R$ 50,00 e R$ 100,00 por atendimento.

Já uma hora de mentoria profissional ou aula de reforço rende entre R$ 50,00 e R$ 100,00, formando uma excelente renda extra com custo inicial quase zero.

Alimentação e produção artesanal

O setor de alimentação e produção artesanal envolve a comercialização de bolos, doces caseiros, refeições congeladas ou peças de costura na sua região, demandando um investimento inicial reduzido.

Nesse formato, o primeiro passo é aproveitar a estrutura da própria cozinha para elaborar pequenas amostras e apresentá-las a amigos e conhecidos.

De acordo com guias de precificação do Sebrae para microempreendedores, uma marmita congelada é vendida tipicamente entre R$ 18,00 e R$ 25,00.

Bolos caseiros inteiros costumam variar de R$ 30,00 a R$ 60,00 por unidade, enquanto artigos bordados ou peças de crochê variam de R$ 30,00 a R$ 80,00, conforme o tamanho e o acabamento.

Comércio online

O comércio online funciona de maneira prática ao usar a internet para vender roupas, acessórios ou itens usados diretamente em grupos locais da sua cidade.

Para iniciar o seu brechó, por exemplo, separe roupas ou objetos em bom estado que você não usa mais, tire fotos em um lugar bem iluminado e publique em sites de vendas gratuitos.

Conforme relatórios de mercado de plataformas de economia circular, como Enjoei e Repassa, peças de vestuário seminovas costumam ser comercializadas entre R$ 20,00 e R$ 50,00.

Da mesma forma, acessórios mais simples rendem de R$ 15,00 a R$ 40,00, criando um dinheiro rápido sem pagar o aluguel de um espaço físico.
De onde vem o capital para começar

O capital para começar um pequeno negócio na terceira idade deve vir prioritariamente de pequenas economias próprias ou de linhas de crédito com juros controlados e segurança garantida.

Por essa razão, especialistas recomendam evitar o endividamento na fase inicial e descartar o uso do cartão de crédito ou cheque especial.

Além disso, pessoas idosas precisam ter um cuidado redobrado com golpes de falsos empréstimos na internet.

Nesse contexto, opte por um empréstimo para aposentado com desconto em folha, uma alternativa segura que apresenta taxas inferiores às do crédito pessoal tradicional e preserva a estabilidade do orçamento mensal.

Nesse sentido, uma excelente opção para simular esse dinheiro extra com segurança e fugir de fraudes é usar a plataforma da meutudo.

Afinal, o processo é totalmente digital e resolve a necessidade sem sair de casa, com liberação rápida na conta e opções justas para quem precisa investir em um novo projeto.
Como planejar o investimento inicial

Para planejar o investimento inicial de forma segura, você deve colocar todas as despesas na ponta do lápis, comprar apenas o necessário para iniciar as vendas e seguir um roteiro organizado.

Ter cuidado com o dinheiro nos primeiros meses impede que a nova empresa feche as portas precocemente.


Para garantir que o seu projeto nasça forte, siga este passo a passo prático:

Anote os custos: liste o preço exato apenas das ferramentas e dos ingredientes obrigatórios para começar a produzir, deixando máquinas caras para o futuro.

Defina o preço de venda justo: calcule o valor gasto com o material e adicione uma quantia pelo tempo que você dedicou ao trabalho para não ter prejuízo.

Separe o dinheiro do caixa: evite misturar o dinheiro das vendas com o da aposentadoria, pois o novo negócio precisa de um orçamento próprio

Quando o seu planejamento começar a dar resultados na prática, é natural pensar na legalização do trabalho.

No entanto, evite abrir o registro de Microempreendedor Individual (MEI) logo no primeiro dia. Como existe um imposto mensal fixo em torno de R$ 75,00, assumir essa despesa não faz sentido nos meses iniciais de teste.

A orientação prática de mercado é formalizar o negócio quando as vendas se tornarem constantes e superarem a faixa de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 mensais, permitindo que os custos tributários sejam absorvidos pelo próprio faturamento.

Conforme os lucros forem se tornando frequentes, destine uma parcela mensal para a construção de uma reserva de emergência.

Esse fundo fortalece a sustentabilidade do empreendimento, consolida a saúde financeira e proporciona maior tranquilidade para o seu futuro.

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