Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), começaram a circular nas redes sociais registros de cartas escritas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso, em 2018. A comparação foi destacada pela campanha de Flávio.
Segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em junho de 2019, quando a prisão de Lula completou um ano, o então ex-presidente escreveu dezenas de bilhetes direcionados a aliados, dirigentes do partido, eleitores e pessoas próximas.
Entre os destinatários estavam a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff, o escritor Fernando Morais, o então prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e apoiadores que mantinham vigília em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba.
Uma das cartas teve conteúdo eleitoral e foi divulgada durante a campanha presidencial de 2018. No texto, Lula oficializou o apoio a Fernando Haddad (PT) e pediu votos ao então candidato após a Justiça impedir sua candidatura.
– Quero pedir, de coração, a todos os que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República. De hoje em diante, Haddad será Lula para milhões de brasileiros – diz o bilhete lido durante a campanha.
A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que, na época, as manifestações de Lula foram divulgadas e utilizadas pelo PT sem que houvesse restrições judiciais.
– As mensagens de conteúdo político-eleitoral circularam livremente e foram utilizadas pelo PT para influenciar o debate eleitoral, sem que isso resultasse em restrições judiciais – diz nota.
Fonte: Pleno News














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