segunda-feira, 13 de julho de 2026
Carta de Lula na prisão foi lida na campanha de Haddad em 2018
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Tiririca suspeito de envolvimento em escândalo de emendas com Valdemar Costa Neto
sábado, 11 de julho de 2026
Em carta, Bolsonaro pede que "diferenças sejam deixadas de lado"
PARCEIRA DE LULA: China aplica tarifaço de 55% ao Brasil
A China, principal destino da carne bovina brasileira, passou a aplicar uma sobretaxa de 55% sobre as importações que ultrapassarem a cota anual isenta de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil. Como já existe uma tarifa-base de 12%, a carga tributária total para o volume excedente chega a 67%, tornando o produto brasileiro significativamente menos competitivo no mercado chinês. Notíciasdo Brasil
A medida funciona como uma salvaguarda comercial criada pelo governo chinês para proteger sua produção interna e já provoca impactos na cadeia produtiva brasileira.
Brasil praticamente esgotou a cota
Segundo levantamento da consultoria StoneX, até o fim de junho o Brasil já havia comprometido 98,5% da cota anual, considerando os embarques realizados.
Levando em conta o intervalo médio de aproximadamente 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada da carga aos portos chineses, a expectativa é que o limite seja completamente preenchido ainda em agosto. A partir desse momento, qualquer novo embarque destinado à China estará sujeito à tributação total de 67%.
Pelos dados de internalização da carga — ou seja, da carne efetivamente desembarcada em território chinês — cerca de 72% da cota havia sido utilizada até 30 de junho.
Exportações recordes aceleraram o esgotamento
O avanço acelerado ocorreu justamente porque os frigoríficos intensificaram os embarques no primeiro semestre.
Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o Brasil exportou 1,705 milhão de toneladas de carne bovina entre janeiro e junho de 2026, gerando receita de aproximadamente US$ 9,85 bilhões, o maior volume já registrado para o período.
Grande parte dessa antecipação ocorreu exatamente em razão da nova política chinesa de cotas.
China absorve mais da metade da carne brasileira
Hoje, aproximadamente 52% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil tem como destino o mercado chinês. Notíciasdo Brasil
Em 2025, o país embarcou cerca de 1,68 milhão de toneladas para a China, volume aproximadamente 35% superior à cota estabelecida para 2026.
Com o novo limite, aproximadamente 580 mil toneladas que tradicionalmente seriam enviadas aos chineses precisarão ser redirecionadas ao mercado interno ou a outros compradores internacionais.
Frigoríficos reduzem abates e concedem férias coletivas
Mesmo antes do esgotamento oficial da cota, os efeitos começaram a aparecer na indústria.
Segundo a StoneX, diversos frigoríficos passaram a reduzir o ritmo de abates destinados ao mercado chinês e iniciaram férias coletivas em várias unidades, especialmente no Mato Grosso.
A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez, afirmou que a primeira reação da indústria foi diminuir os abates diante da expectativa de menor volume exportado.
Mais carne no mercado interno pressiona preços
Com menor capacidade de exportação para o principal comprador mundial, cresce a expectativa de aumento da oferta de carne bovina no mercado doméstico.
No curto prazo, esse movimento tende a exercer pressão baixista sobre os preços pagos aos pecuaristas, enquanto frigoríficos buscam alternativas para comercializar o excedente.
Setor pode perder até R$ 16,5 bilhões
A Abiec estima que as exportações brasileiras de carne bovina possam registrar uma queda de até 10% em 2026 na comparação com o ano anterior. Astronomia
Caso a projeção se confirme, o impacto financeiro poderá alcançar aproximadamente US$ 3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 16,5 bilhões em receita para o setor.
Exportações devem reagir apenas no quarto trimestre
A StoneX avalia que o fluxo de embarques para a China deverá voltar a ganhar força apenas no quarto trimestre, quando começa a vigorar a nova cota referente a 2027.
Enquanto isso, frigoríficos precisarão buscar novos mercados ou ampliar as vendas internas para compensar a redução do acesso ao principal comprador da carne bovina brasileira.
Outros países ainda possuem espaço
O relatório destaca que a Austrália também já esgotou sua cota de exportação para a China.
Já Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda possuem espaço dentro de seus respectivos limites, embora existam dúvidas sobre a capacidade desses países de ampliar rapidamente sua oferta para suprir a demanda chinesa.
Via portal Folha do Estado
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Redução do IPVA para 25% do valor atual avança na Câmara. PT é contra
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode alterar a forma de cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e reduzir significativamente o valor pago pelos proprietários de veículos.
A PEC 3/2026 estabelece que a alíquota máxima do IPVA seja limitada a 1% do valor venal do veículo. Atualmente, esse percentual pode chegar a 4%, conforme a legislação de cada estado. O texto também prevê a possibilidade de concessão de descontos para veículos menos poluentes, embora não defina os critérios ou percentuais desses benefícios.
Na prática, um automóvel avaliado em R$ 40 mil, que hoje pode pagar até R$ 1,6 mil de IPVA em estados que adotam a alíquota máxima, teria o imposto limitado a R$ 400 caso a proposta seja aprovada em definitivo.
De autoria do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), a PEC ainda precisa passar por uma comissão especial da Câmara antes de seguir para votação no plenário. Segundo o parlamentar, a instalação desse colegiado depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a expectativa é que isso ocorra antes do período eleitoral.
Novo modelo considera o peso do veículo
Além do limite para a alíquota, a proposta pretende modificar os critérios utilizados para a cobrança do imposto. O texto defende que o modelo atual funciona como um tributo patrimonial permanente e não leva em consideração fatores como a depreciação do veículo nem o impacto que ele causa à infraestrutura viária.
A ideia é que veículos mais pesados, por provocarem maior desgaste nas vias públicas, possam ter um tratamento diferenciado na tributação. Para especialistas em Direito Tributário, a proposta busca aproximar a cobrança do impacto efetivamente causado pelos veículos, embora a regulamentação ainda dependa de etapas posteriores.
Debate entre governo e oposição
Durante a análise da matéria na CCJ, a proposta gerou divergências entre os parlamentares.
O deputado Helder Salomão (PT-ES) criticou o novo modelo, argumentando que ele pode favorecer proprietários de veículos de alto valor e menor peso, enquanto caminhões antigos e mais pesados poderiam ser mais onerados.
Em resposta, Kim Kataguiri afirmou que, mesmo com a limitação da alíquota em 1%, veículos de alto valor continuarão pagando mais imposto em termos absolutos. Como exemplo, destacou que 1% sobre um automóvel avaliado em milhões de reais representa um valor muito superior ao cobrado sobre um caminhão de menor valor de mercado.
Impacto nos preços ainda é incerto
Apesar da possibilidade de redução da carga tributária para proprietários de veículos, especialistas avaliam que a medida, por si só, não garante diminuição nos preços dos produtos ou dos fretes.
Segundo tributaristas, o IPVA representa apenas uma parte dos custos envolvidos no transporte. Despesas como combustível, manutenção, pedágios, seguros, financiamento e mão de obra continuam sendo os principais fatores que influenciam o preço final das mercadorias. Dessa forma, uma eventual redução do imposto não necessariamente será repassada ao consumidor.
Via portal Gazeta do Povo
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