Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram que integrantes do grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teriam discutido alternativas para manter recursos financeiros fora do Brasil. Entre os destinos avaliados estavam Liechtenstein, pequeno principado situado entre a Áustria e a Suíça, além de instituições financeiras localizadas na própria Suíça.
As informações foram divulgadas pela VEJA, em reportagem assinada por Laryssa Borges e Ricardo Chapola. Conforme a publicação, a lobista Roberta Luchsinger teria pesquisado instituições financeiras e orientado Gustavo Gaspar, apontado como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a abrir uma empresa em Liechtenstein.
Segundo a reportagem, em mensagens trocadas em fevereiro de 2024, Roberta também teria apresentado alternativas de bancos na Suíça. Poucos dias depois, ela e Lulinha viajaram para a Europa, período em que a lobista teria mencionado a realização de reuniões em instituições bancárias.
A Polícia Federal teria destacado ainda uma mensagem na qual Roberta afirma ter recebido do ex-marido, o ex-delegado Protógenes Queiroz, a informação de que seria difícil “prender” recursos mantidos em bancos de Liechtenstein. Para os investigadores, a intenção de abrir uma empresa no país e manter recursos no exterior poderia representar uma tentativa de blindagem patrimonial.
As investigações também apontam que Roberta mantinha grandes quantias em dinheiro vivo. De acordo com a VEJA, mensagens trocadas entre a lobista e seu motorista fazem referência a valores armazenados em malas e escondidos entre roupas e objetos pessoais.
Em um episódio registrado em março de 2023, o motorista teria encaminhado a Roberta uma espécie de controle dos valores guardados em uma mala, com anotações de 500 mil de um lado e 90 mil do outro, sem especificar a moeda utilizada. Na sequência, ela teria determinado a entrega de 193 mil em espécie ao empresário Fernando Bittar, apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo investigado.
As mensagens integram o conjunto de provas analisado pela Polícia Federal nos inquéritos que apuram suspeitas envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger, incluindo possíveis crimes de tráfico de influência, corrupção, organização criminosa e venda de prestígio junto ao governo federal.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e, até o momento, não representam uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos.
Via portal Diário do Poder












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