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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ROUBALHEIRA ATÉ O "GOGÓ"????? Pelego irmão de deputado do PT é indiciado no caso do roubo aos aposentados do INSS

A Polícia Federal concluiu mais um inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou o ex-presidente da Contag, Aristides Veras dos Santos, por suspeitas de participação no esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Ele foi indiciado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informática e organização criminosa. O relatório também inclui outros ex-dirigentes da entidade e ex-integrantes da cúpula do INSS e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo a investigação, a Contag teria utilizado informações falsas para viabilizar descontos associativos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas. A entidade está entre as principais investigadas no esquema que desviou bilhões de reais por meio de cobranças sem autorização dos segurados. As apurações apontam que a Contag arrecadou cerca de R$ 3,4 bilhões em descontos entre 2016 e 2025.

O indiciamento aumenta a pressão sobre a direção da Contag e amplia o desgaste político em torno da entidade. Aristides Veras é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE), um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. Embora o parlamentar não seja alvo deste inquérito nem haja acusação formal contra ele, a relação familiar reforça a repercussão política do caso, diante da histórica proximidade entre a Contag e governos petistas.

A defesa de Aristides Veras nega irregularidades e afirma que irá se manifestar nos autos da investigação. Caberá agora ao Ministério Público Federal analisar o relatório da Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia à Justiça.

Com informações do portal Diário do Poder

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

CORRUPÇÃO ATÉ O TALO????? Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF investiga.

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Com informações do portal Diário do Poder

domingo, 2 de agosto de 2026

BOMBA! Lulinha teria feito lobby para empresa que recebeu R$ 85 milhões em contratos com o governo Lula

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria atuado na prospecção de negócios para a empresa 3Structure IT LTDA, que firmou contratos com órgãos do governo federal que somam cerca de R$ 85,7 milhões. As informações foram reveladas pelo jornalista Tácio Lorran, em coluna publicada no Metrópoles.

Segundo a reportagem, a suspeita consta em investigação da Polícia Federal (PF), que aponta que a atuação atribuída a Lulinha teria como objetivo aproximar a empresa da administração pública para viabilizar contratos na área de tecnologia da informação.

De acordo com a coluna, ao menos cinco dos contratos foram firmados após processos licitatórios, conforme registros do Portal da Transparência, do Comprasnet e do Diário Oficial da União (DOU).

Criada em 2019, a 3Structure IT LTDA assinou seu primeiro contrato com o governo federal em novembro de 2022, junto ao Centro Integrado de Telemática do Exército. Inicialmente no valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu posteriormente um aditivo de R$ 3,6 milhões.

Ainda conforme o portal de notícias, os demais contratos foram celebrados durante o governo Lula. O maior deles supera R$ 42 milhões e foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A empresa também possui outro contrato de R$ 19,3 milhões com a mesma pasta, além de acordos com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Telebrás.

As informações publicadas indicam ainda que a investigação segue em andamento. Até o momento, não há, nos trechos da reportagem consultada, manifestação pública de Lulinha ou da empresa sobre as informações divulgadas.

Via portal Folha do Estado

sábado, 1 de agosto de 2026

ESCÂNDALO: empresa ligada a Lulinha fechou R$55 milhões em contratos com o governo Lula

O inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também lançou luz sobre contratos firmados entre a empresa 3Structure IT e o governo federal. Segundo levantamento obtido pela CNN Brasil, a companhia, para a qual a PF aponta que Lulinha teria atuado na prospecção de negócios junto à administração pública, mantém acordos que somam cerca de R$ 55 milhões com órgãos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com as investigações, a 3Structure IT teria buscado oportunidades de negócios em órgãos públicos, entre eles a Dataprev. A Polícia Federal sustenta que há indícios de que Lulinha tenha atuado em favor da empresa, o que motivou a abertura do inquérito autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele nunca exerceu influência para beneficiar empresas perante a administração pública.

Os contratos identificados abrangem serviços e soluções na área de tecnologia da informação. Entre os principais acordos estão um contrato de aproximadamente R$ 42 milhões com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e outro de cerca de R$ 19 milhões com a mesma pasta, voltado à implantação de soluções de backup. Também há contratos de menor valor com outros órgãos da administração federal.

A investigação teve origem em um chamado “encontro fortuito” durante as apurações sobre as fraudes no INSS. Ao analisar documentos e mensagens relacionados ao esquema, investigadores encontraram elementos que, na avaliação da PF, justificavam a abertura de um novo inquérito específico para apurar eventual tráfico de influência envolvendo Lulinha e empresários ligados à 3Structure IT.

Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Filho de Lula é investigado por tráfico de influência e corrupção

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o filho mais velho de Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por suspeitas dos crimes de tráfico de influência e corrupção.

A investigação foi determinada à Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do roubo bilionário que vitimou cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Será apurada eventual atuação do filho de Lula em negócios ao Ministério da Saúde e ao mercado de cannabis medicinal.

Os policiais irão apurar indícios de que Lulinha teria utilizado sua influência junto a órgãos do governo federal para favorecer interesses privados ligados à liberação e à comercialização de produtos à base de canabidiol em programas públicos de saúde.

A Polícia Federal investiga a atuação conjunta de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados na Operação Sem Desconto. Ele é suspeito de integrar esquema de roubo dos aposentados por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A investigação deve esclarecer a suspeita de que Lulinha teria atuado com a lobista Roberta Luchsinger, em favor da empresa World Cannabis, do Careca do INSS.

O relatório enviado ao STF informa que foram identificados pagamentos realizados por Camilo Antunes à RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. Com a abertura do novo inquérito, a PF pretende investigar a atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e da própria presidência da República.

Em nota, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha classificou a medida como “pesca probatória”.

“Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou ao Estadão.

Via portal Diário do Poder

sábado, 4 de julho de 2026

Empresário afirma à polícia que era "laranja" de empresa que pagou R$ 700 mil a ministra do STM

Verônica Sterman diz que valor recebido correspondeu à elaboração de pareceres jurídicos antes de assumir o cargo no Superior Tribunal Militar.
O empresário Ericsson de Azevedo afirmou, em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, que atuava como "laranja" da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia, responsável pelo pagamento de R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman. O caso faz parte de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ganhou repercussão após a divulgação de documentos e relatórios financeiros.

Segundo o depoimento, Ericsson declarou que vendeu seus dados pessoais por R$ 5 mil para a abertura da empresa e recebia R$ 1 mil sempre que era chamado para assinar documentos. Ele afirmou que nunca administrou a companhia e que aceitou participar do esquema devido às dificuldades financeiras.

A ACX ITC possui capital social superior a R$ 100 milhões e é apontada em investigações como integrante de uma rede com mais de 40 empresas supostamente ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Conforme relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a empresa movimentou cerca de R$ 918,3 milhões e apresenta indícios de utilização para ocultação de recursos ilícitos. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também investiga movimentações atribuídas ao grupo empresarial.

Os R$ 700 mil foram transferidos ao escritório de Verônica Sterman entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período em que ela ainda exercia a advocacia, antes de ser nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STM, em setembro de 2025.

Em manifestações anteriores sobre o caso, a ministra afirmou que o pagamento correspondeu à elaboração de três pareceres jurídicos na área criminal e que os honorários foram recebidos antes de sua posse na Corte Militar.

As investigações também identificaram pagamentos da ACX ITC ao escritório do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nefi Cordeiro, que afirmou ter prestado serviços advocatícios regulares à empresa e negou qualquer irregularidade.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Governo Lula critica sanções dos EUA contra brasileiros por ligação com o PCC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar sanções contra brasileiros e empresas acusados de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista concedida à TV Record nesta quarta-feira (1º), o ministro afirmou que a responsabilidade pelo combate ao crime organizado no Brasil cabe às autoridades nacionais.

"Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf, é a Receita Federal", declarou.

Durigan também defendeu que a cooperação entre os países ocorra por meio do compartilhamento de informações, sem medidas unilaterais que possam afetar pessoas ou empresas brasileiras.

"E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer", afirmou.

As declarações foram feitas após o governo norte-americano anunciar as primeiras sanções contra brasileiros com base na recente classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo as autoridades dos Estados Unidos, as medidas atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, acusados de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. De acordo com o governo americano, a organização teria movimentado mais de US$ 30 milhões — cerca de R$ 156,6 milhões — provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do núcleo paulista do esquema e responsável por intermediar contatos entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

Também foi incluída na lista Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita pelas autoridades americanas como colaboradora próxima de Shimada, responsável por auxiliar na coleta de dinheiro em espécie e no apoio logístico das operações.

As sanções também alcançam as empresas Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes, todas sediadas no Brasil, além da empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.

Com a decisão, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras norte-americanas estão proibidos de realizar qualquer transação comercial ou financeira com os alvos das sanções.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Vice-prefeita é afastada por desviar R$ 41 mil para pagar “amarração amorosa”

Segundo o Ministério Público, Juliana Maria Teixeira da Costa teria desviado R$ 41,2 mil para pagamento de ritual espiritual; defesa não se manifestou.
A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, está afastada do cargo desde agosto de 2025 após ser denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por peculato. O caso envolve a suspeita de desvio de R$ 41,2 mil de recursos públicos que, segundo a investigação, teriam sido usados para custear uma suposta “amarração amorosa”.

De acordo com o MP-SP, o valor teria sido destinado ao pagamento de uma mãe de santo para a realização de um ritual com o objetivo de afastar o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, de sua esposa e criar um vínculo afetivo com a vice-prefeita.

As investigações apontam que o pagamento não teria sido feito diretamente. O repasse, segundo o Ministério Público, teria ocorrido por meio da empresa W.F. da Silva Treinamentos, contratada pela Prefeitura. O proprietário, Willian Felipe da Silva, também foi denunciado, assim como o próprio coordenador municipal de Saúde.


A defesa de Juliana não se manifestou sobre as acusações até o momento.

A responsável pelo ritual, identificada como Mentora Samantha, afirmou que o valor combinado pelo trabalho seria de R$ 380 mil e disse ter tido prejuízo após não receber o montante integral. “Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, declarou.

Segundo o Ministério Público, os investigados também são apontados como integrantes de uma suposta associação criminosa que teria atuado entre 2021 e 2024 em fraudes em licitações na área da saúde no município, com uso de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.

Diante das suspeitas, a Justiça determinou a suspensão de contratos ligados aos pregões investigados. O MP inclui entre os crimes atribuídos à vice-prefeita associação criminosa, fraude à licitação, uso de documento ideologicamente falso e peculato.

Em tese, especialistas ouvidos no processo indicam que, caso haja condenação com a soma das penas, a punição poderia chegar a cerca de 12 anos de reclusão, além de eventual cumprimento inicial em regime fechado, dependendo da decisão judicial.

Além das implicações penais, o caso pode gerar efeitos na vida política da vice-prefeita. Em condenações por crimes contra a administração pública, a legislação prevê a possibilidade de perda do cargo e ressarcimento dos valores desviados.

No campo eleitoral, também pode haver enquadramento na Lei da Ficha Limpa, o que poderia levar à inelegibilidade por período previsto em lei, caso haja condenação definitiva. A investigada ainda responde a uma ação de improbidade administrativa, que pode resultar em multa civil, suspensão dos direitos políticos e perda da função pública, se as acusações forem confirmadas pela Justiça.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 21 de maio de 2026

PF rejeita proposta de delação de Daniel Vorcaro

Investigadores da Polícia Federal comunicaram formalmente aos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (20) , a rejeição da proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro.

A decisão foi comunicada em uma reunião no fim da tarde. Com a negociação encerrada, o futuro de Vorcaro deve ser decidido pelo ministro André Mendonça, do STF.


Negociação encerrada

Durante as tratativas do acordo, vazamentos de detalhes da proposta foram relatados pelos investigadores ao gabinete do ministro André Mendonça, que decidiu romper o canal de diálogo com os advogados de Vorcaro.

A defesa ainda tentou um último movimento nesta terça-feira (19), buscando melhorar a qualidade da proposta de delação, mas não foi suficiente para evitar a rejeição.


Consequências

Com a rejeição formal, Vorcaro deve voltar ao presídio, já que estava preso na Polícia Federal sob a justificativa de tentar fechar um acordo de colaboração.

Mendonça tem dito que a delação é um instrumento da defesa e que cabe ao próprio Vorcaro ofertar uma proposta que seja consistente.


Impacto político

A ruína da delação de Vorcaro alimenta as esperanças de todo um universo de políticos e autoridades de Brasília enredadas na teia de fraudes do Master.

Como o banqueiro não quis colaborar de fato, caberá aos investigadores a missão de avançar com as provas já colhidas sobre os alvos das negociatas que corromperam parte considerável da República.

Via portal Gazeta Brasil

domingo, 17 de maio de 2026

Desembargadora afastada recebeu mais de R$ 1 milhão sem trabalhar

Investigada na Operação Faroeste, magistrada do TJ-BA segue recebendo salários milionários mesmo fora das funções desde 2024
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, afastada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças, recebeu mais de R$ 1,3 milhão em salários desde abril de 2024, mesmo sem exercer suas funções no Judiciário.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e repercutidas pela Revista Oeste.

Segundo a publicação, apenas entre janeiro e maio deste ano, os contracheques da magistrada somaram R$ 267 mil.

Em abril de 2026, mês em que ela passou oficialmente à condição de ré, o rendimento líquido chegou a cerca de R$ 104 mil.

O afastamento ocorreu no âmbito da Operação Faroeste, investigação conduzida pela Polícia Federal com supervisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito apura um suposto esquema de corrupção envolvendo magistrados, empresários e advogados ligados à grilagem de terras no oeste da Bahia.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Maria do Socorro teria recebido vantagens indevidas por meio de transações simuladas como empréstimos familiares. A investigação aponta ainda que pagamentos teriam sido feitos por empresas ligadas ao empresário Adailton Maturino, apontado como operador do esquema ao lado da esposa, a advogada Geciane Maturino.

As apurações também citam a compra de um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 120 mil, além de despesas em restaurantes de luxo supostamente bancadas pelo grupo investigado. Segundo a PGR, parte dos valores movimentados teria origem ilícita.

Apesar das acusações, o processo ainda segue em tramitação. A defesa da desembargadora nega irregularidades. Trechos da investigação apontam que parte das provas reunidas até o momento não teria conseguido comprovar, de forma individualizada, a prática criminosa atribuída à magistrada.

Via portal Folha do Estado

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Bomba: PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha

A Polícia Federal realizou a troca do delegado responsável pelo inquérito que apura desvios no Instituto Nacional do Seguro Social e que também envolve apurações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva.

A mudança atingiu o delegado Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da corporação e coordenava as investigações sobre o esquema após o caso ter sido remetido ao Supremo Tribunal Federal.

Ele também havia sido responsável por pedidos de medidas como a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como suspeito de liderar o esquema investigado.

Até o momento, a Polícia Federal não informou se a troca ocorreu por decisão interna ou a pedido do próprio delegado.

A substituição foi realizada no início do mês, com redistribuição dos inquéritos a outros investigadores, e o delegado não participou de oitivas recentes relacionadas ao caso.

A movimentação provocou repercussão no meio jurídico e motivou uma reunião entre o ministro do STF André Mendonça e a equipe da PF nesta sexta-feira (15), com o objetivo de obter esclarecimentos sobre o andamento das investigações e a alteração na condução do inquérito.

A investigação ganhou novos contornos a partir de depoimentos que mencionaram supostos pagamentos e relações entre investigados.

Um ex-funcionário do “Careca do INSS” teria citado a existência de uma suposta mesada a Lulinha, o que levou a PF a aprofundar diligências e solicitar medidas como a quebra de sigilo bancário, posteriormente autorizada pelo STF.

Os investigadores também apontaram movimentações financeiras envolvendo pessoas próximas ao caso, incluindo a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teria recebido valores após contrato com o empresário investigado.

As defesas dos citados negam irregularidades e contestam a interpretação dos elementos reunidos pela investigação.

Em manifestação ao STF, a defesa de Lulinha reconheceu que ele viajou a Portugal com despesas custeadas pelo empresário investigado, mas afirmou que a viagem tinha como objetivo a prospecção de um negócio de cannabis medicinal que não chegou a ser concretizado.

A PF segue com a apuração do caso sob nova condução, enquanto o STF acompanha o andamento do inquérito após as recentes mudanças na equipe responsável. (Foto: redes sociais; Fonte: Estadão)

domingo, 10 de maio de 2026

Conta dos cartões de Vorcaro usados por "parceiros" chega a R$104 milhões

A investigação do Banco Master terá o desafio de identificar parceiros ou “amigos de vida” que usavam cartões de crédito ilimitados em nome de Daniel Vorcaro e expedidos pelo seu próprio banco. A suspeita é que entre 2019 e 2025 foram “distribuídos” mais de R$104 milhões a agentes públicos por meio de 80 a 90 cartões de crédito de Vorcaro que recebiam para gastar à vontade. Rastrear compras de investigados, como carrões. pode ser um começo, observa o deputado Evair de Melo (PP-ES).


Cartões "na faixa

Eles usavam cartões e senhas do banqueiro e podiam gastar como quisessem, como no aluguel de jatinhos, jantares e viagens de luxo.


CPMI quis investigar

Os gastos de Vorcaro em cartões chamaram a atenção da CPMI do INSS, lembra Evair, mas a maioria governista barrou a investigação.


Mensagens trocadas

Suspeitos negam que Vorcaro tenha pagado seus cartões. Verdade: ele pagou boletos em seu nome, mas os gastos foram feitos pelos “amigos”.


Vazou, entregou

Conversa vazada de Vorcaro com Léo Serrano, seu operador financeiro, trata do pagamento de cartões com Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo.

Fonte: Diário do Poder

domingo, 29 de março de 2026

Até o pescoço: relatório da CPMI cita Lulinha 118 vezes ao denunciar roubo no INSS

Familiares do presidente Lula são citados ao menos 214 vezes no relatório final da CPMI que investigou a gatunagem que lesou mais de 6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. O robusto documento, com 4.340 páginas, tem o termo “Fábio Luís” registrado por 118 vezes. É o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, que teve indiciamento pedido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O termo Lulinha, alcunha do herdeiro petista, aparece 71 vezes.


Pelegão é 13

José Ferreira da Silva, pelegão irmão de Lula, foi citado 13 vezes. O apelido, Frei Chico, outras 12. Mas escapou do indiciamento.


Entorno lulista

“Luchsinger”, sobrenome de Roberta, amiga íntima de Lulinha, é outro termo bem recorrente: 99 vezes. A lobista teve indiciamento pedido.


Pizzaria aberta

Responsável pela blindagem dos convocados, “STF” foi citado 353 vezes no documento. O termo “habeas corpus” registrou 68 repetições


STF representado

Dos ministros do Supremo, os mais citados foram André Mendonça (87), Flávio Dino (22), Toffoli (27) e Alexandre de Moraes (8).

Fonte: Diário do Poder

sábado, 28 de março de 2026

Vorcaro comprou 3 jatos à vista por R$ 260 milhões, diz jornal

Entre 2022 a 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro comprou três aviões para sua frota própria e gastou o total de R$ 260 milhões. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as aeronaves foram compradas à vista.

No entanto, adquirir aviões à vista é incomum para o porte das aeronaves usadas pelo ex-CEO do Banco Master.

O modelo mais valioso é um Gulfstream modelo GV-SP, que foi fabricado em 2010 e foi registrado como PR-PSE. Esse avião foi comprado da Icon Taxi Aéreo em junho de 2023 por cerca de R$ 120 milhões.

A aquisição mais recente foi adquirida da Timbro Trading, por cerca de R$ 117 milhões, em agosto de 2024.

O menos valioso dos aviões é um Falcon 2000 fabricado no ano 2000, comprado da AM Participações em fevereiro de 2022 por pouco mais de R$ 21 milhões. As informações são da Folha de S. Paulo.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 18 de março de 2026

Nora de senador do PT recebeu R$ 11 milhões do Banco Master

A empresa da nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, firmou um contrato de R$ 11 milhões com o Banco Master para prospectar operações de crédito consignado. Bonnie de Bonilha, que é formada em Direito, estudante de psicologia e florista, seria a dona da BK Financeira.

Casada com o enteado do senador, Eduardo Sodré, atual secretário de Meio Ambiente da Bahia, Bonilha tem como sócio o advogado Moisés Dantas, que confirmou a parceria e diz que eles trabalham juntos desde o 2022, ano em que a empresa firmou contrato com a instituição comandada por Daniel Vorcaro.

– Somos sócios desde 2022, e o serviço prestado não foi de consultoria, mas de prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado, modalidade existente em todo o Brasil – disse Dantas ao Metrópoles.

Ao ser questionado sobre o assunto, Jacques Wagner declarou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.

Via portal Pleno News

domingo, 15 de março de 2026

Cunhada de Moraes é autora do Código de Ética do Banco Master

A advogada Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, aparece como autora do Código de Ética do Banco Master. Ela é casada com Leonardo de Moraes, irmão do magistrado.

Ana Claudia atua como consultora no escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Esse escritório firmou contrato de prestação de serviços com o banco que resultou no pagamento de cerca de R$ 80 milhões ao longo de 22 meses.

De acordo com metadados de um arquivo em PDF disponível no site do Banco Master e analisados pelo Poder360, Consani está listada como “autora” do Código de Ética da instituição. O documento teria sido criado em 8 de abril de 2025.

Em nota divulgada em 9 de março de 2026, o escritório Barci de Moraes confirmou que a elaboração do código fazia parte dos materiais entregues ao banco, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A autoria do código, no entanto, não consta na nota.

– A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de auto avaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros – diz trecho da nota.

Além da atuação no escritório, Ana Claudia Consani integra comissões relacionadas a integridade, ética e compliance em diferentes entidades, entre elas a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) –seccional de São Paulo –, o Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial e o Instituto de Direito Administrativo Sancionador Brasileiro.

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil – SP) já afirmou ter protocolado, na última quarta-feira (11), um requerimento para convocar Consani a prestar esclarecimentos na CPMI do INSS. Segundo ele, também foi apresentado pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja chamado a depor na mesma comissão. Via Pleno News

quarta-feira, 11 de março de 2026

Justiça bloqueia mais de R$ 550 milhões de sindicato ligado a irmão de Lula

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 550 milhões do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade da qual o sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é vice-presidente.

A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens do presidente da entidade, o sindicalista Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo. O nome de Frei Chico, porém, não aparece diretamente na decisão.

Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles e citadas na ação, a medida faz parte de um processo movido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que busca recuperar valores relacionados a descontos considerados indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. A decisão foi assinada pelo juiz federal José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Na decisão, o magistrado afirma que há indícios de que o sindicato teria atuado em conjunto com dirigentes para receber e ocultar recursos provenientes de descontos irregulares feitos em benefícios previdenciários. O juiz apontou ainda que as investigações identificaram movimentações financeiras expressivas, superiores a R$ 2,5 bilhões, além de sinais de aumento patrimonial incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.

De acordo com o processo, também há suspeita de que arquivos enviados ao INSS para justificar os descontos teriam sido produzidos posteriormente, depois que o órgão solicitou comprovação de autorização dos beneficiários. Para o magistrado, a dinâmica dos fatos indicaria intenção deliberada de realizar cobranças indevidas e dificultar a atuação de órgãos de controle.

As suspeitas envolvendo descontos em benefícios previdenciários são objeto de investigação no Congresso Nacional por meio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura possíveis fraudes contra aposentados e pensionistas.

O Sindnapi é uma entidade que representa aposentados, pensionistas e idosos em todo o país e tem histórico de atuação no movimento sindical ligado à Força Sindical.

Via portal Folha do Estado

terça-feira, 10 de março de 2026

Com ministros, Vorcaro e Moraes degustaram uísque em Londres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, em abril de 2024, de uma degustação do famoso uísque Macallan, em Londres, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de figuras como o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O encontro ocorreu no George Club, um clube privado localizado em uma das áreas mais caras da capital britânica.

A reunião teve duração aproximada de duas horas e reuniu autoridades brasileiras que estavam na cidade para o 1° Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024 com patrocínio do Banco Master. Durante a experiência, os convidados participaram de uma degustação do uísque escocês Macallan e tiveram acesso a charutos oferecidos no local.

De acordo com documentos da organização do evento encaminhados pela Polícia Federal à CPMI do INSS, a degustação custou 640,8 mil dólares, valor equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões na cotação da época. O montante incluiu a experiência com o uísque, além de serviços gastronômicos e de entretenimento oferecidos no clube.

Cerca de 40 pessoas participaram do encontro. Entre os presentes estavam Alexandre de Moraes; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; os ministros do STF Dias Toffoli e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves; o procurador-geral da República Paulo Gonet; o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski; além do próprio Daniel Vorcaro.

Em mensagens enviadas à então namorada, Martha Graeff, Vorcaro comentou o evento destacando a presença de autoridades.

– Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando – escreveu o empresário.

Ao final da degustação, os convidados receberam uma garrafa de uísque Macallan como presente. Dependendo da edição e do tempo de envelhecimento, os preços da bebida variam bastante: versões mais comuns custam cerca de R$ 1 mil, enquanto exemplares raros podem ultrapassar 100 mil dólares (R$ 517 mil na cotação atual).

O encontro foi citado posteriormente na sessão reservada do STF realizada no dia 12 de fevereiro deste ano, quando ministros discutiam a permanência de Dias Toffoli como relator de investigações relacionadas ao Banco Master.

Na ocasião, Moraes afirmou que integrantes da Corte e o chefe da PF estiveram no evento em Londres e que a participação não representaria impedimento para atuação deles.

– Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o uísque escocês] – disse Moraes no STF.

Documentos enviados à CPMI indicam que a série de eventos organizados em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024 teve custo total de 6 milhões de dólares (R$ 31 milhões). A programação incluiu hospedagem no hotel de luxo The Peninsula, jantares e encontros privados em clubes da cidade, apresentações musicais e atividades de hospitalidade para cerca de 60 a 70 convidados.

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 9 de março de 2026

Vorcaro deu barco milionário à namorada mas pediu que ela não postasse foto nas redes

Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a modelo e influenciadora Martha Graeff indicam que ele negou a um jornalista a existência de um barco que teria sido dado de presente à namorada em Miami, nos Estados Unidos. O diálogo ocorreu em dezembro de 2024 e foi interceptado pela Polícia Federal no âmbito das investigações que envolvem o empresário.

Em uma das conversas, datada de 26 de dezembro de 2024, Vorcaro relata ter recebido um telefonema de um repórter questionando sobre a embarcação. “Amor. Acredita que repórter da Folha me ligou agora perguntando se eu tinha te dado um barco em Mia [sic]”, escreveu. Minutos depois, Graeff demonstrou surpresa com a pergunta e respondeu: “Mentira. De onde veio isso? Ninguém sabe desse barco”.

Na sequência, o banqueiro afirmou que havia negado a informação ao jornalista e que tentou desconversar durante a ligação. Segundo ele, a história provavelmente não teria repercussão. “Disse que era mentira para o repórter. Dele não deve sair nada”, comentou na troca de mensagens.

Dias antes dessa conversa, o casal já havia falado sobre uma embarcação que estaria sendo construída na Alemanha e que teria o nome “Martha”, em homenagem à modelo. A entrega do iate estaria prevista para 2026. Em um dos trechos da conversa, Vorcaro relata que um comprador do Oriente Médio teria feito uma proposta milionária para adquirir o barco antes mesmo da conclusão.

De acordo com o banqueiro, a oferta representaria um lucro de cerca de 100 milhões de dólares. Surpresa com o valor, Graeff reagiu com espanto. Vorcaro, no entanto, afirmou que não pretendia vender o iate e reforçou que a embarcação permaneceria com a namorada. Ele ainda destacou que o tempo de construção seria um fator decisivo, já que um projeto semelhante poderia levar pelo menos cinco anos para ficar pronto.

As mensagens fazem parte de um conjunto de conversas interceptadas pela Polícia Federal entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, obtidas durante a investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.

Em outro trecho das conversas, já em julho de 2025, Vorcaro demonstra preocupação com a exposição da rotina luxuosa do casal nas redes sociais. Na ocasião, ele pede que Graeff remova uma foto publicada em que aparecia um grande barco ao fundo. O banqueiro argumenta que a imagem poderia chamar atenção da imprensa, especialmente no momento em que o banco enfrentava um processo de venda para o BRB (Banco de Brasília), negociação que posteriormente foi barrada pelo Banco Central.

O Banco Master acabou entrando em liquidação extrajudicial em novembro de 2025, após suspeitas de fraude apontadas pelo Banco Central. No âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, Vorcaro chegou a ser preso preventivamente na primeira fase da investigação, sendo liberado posteriormente mediante medidas cautelares e uso de tornozeleira eletrônica.

Na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da operação, o banqueiro voltou a ser preso. Segundo a Polícia Federal, a ação busca aprofundar as apurações sobre uma possível organização criminosa envolvida em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Via portal Folha do Estado

sábado, 7 de março de 2026

AGORA: Veja fotos de Vorcaro na prisão

Daniel Vorcaro, dono do banco Master, apareceu com barba e bigode aparados em fotos obtidas com exclusividade pelo Metrópoles. As imagens, capturadas após a prisão do banqueiro em São Paulo, foram feitas no Complexo Penal II de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Ao ser preso, Vorcaro passou pelos procedimentos padrões de inclusão no sistema carcerário. Ele teve barba e bigode raspados, além de trocar as roupas civis pelo uniforme da unidade prisional – camiseta branca e calça bege.

Mesmo que o corte de cabelo seja previsto, ele não é obrigatório. “Apesar de ser comum, o corte de cabelo não é uma imposição, mas a remoção da barba, é. Muitos presos pedem para raspar o cabelo com medo de contrair sarna ou piolho”, revelou Fabio Jabá, presidente do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sifuspesp) à reportagem.

Vorcaro foi preso nessa quarta-feira (4/3) pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades na gestão do Master e um suposto rombo de até R$ 40 bilhões no sistema financeiro.

Ele foi detido na casa onde mora nos Jardins, um dos bairros mais caros de São Paulo, e levado para a Superintendência da PF, na zona oeste da capital, onde o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel se entregou no fim da manhã. Zettel é considerado o número 2 no esquema.

Na audiência, foi mantida a prisão preventiva pedida pela PF e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O magistrado assumiu a relatoria do caso após ser identificada uma relação próxima entre o minsitro Dias Toffoli e os alvos da investigação.

No dia seguinte, nessa quinta-feira (5/3), Vorcaro e Zettel foram transferidos para a Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. E, nesta sexta-feira (6/3), o dono do Master deixou, sozinho, o sistema penitenciário paulista e foi encaminhado para um presídio federal em Brasília.

Fonte: Diário do Brasil Notícias

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