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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mensagens de celular mostram Motta tratando de negócios milionários com Vorcaro

Operação envolve empréstimo ao menos de R$22 milhões do Master.
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mostram conversas com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre uma possível “sociedade” na compra de um terreno em João Pessoa (PB) ligado à cunhada do deputado. A história é mal contada, mas explica a recusa de Motta para instalar comissões parlamentares de inquérito (CPIs) propostas para investigar o Banco Master, seguindo o padrão de Davi Alcolumbre, também ligado a Vorcaro, que adota comportamento idêntico no Senado.

As conversas, iniciadas em março de 2024, indicam que Motta tratava diretamente com Vorcaro sobre a negociação. A operação envolveu um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões do Banco Master para uma empresa da cunhada do parlamentar, usado na aquisição de uma área de mais de 400 hectares, comprada por R$ 45 milhões.

Em uma das mensagens, Motta afirma que a empresa havia sido transferida para a cunhada e diz acreditar que a outra parte da negociação não conhecia o “formato de sociedade” que havia sido combinado. Dias depois, o deputado agradeceu a Vorcaro pela “confiança e parceria” e afirmou acreditar que o projeto teria êxito.

Os diálogos também mostram que Vorcaro procurou Motta, em novembro de 2024, para tratar de um projeto de lei sobre mercado de carbono que havia sido aprovado pelo Senado. Em outra conversa, Motta pediu ao banqueiro um estudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para discutir possíveis formas de incluir o tema na pauta.

As mensagens ainda indicam que Vorcaro teria colocado uma aeronave à disposição de Motta para uma viagem entre São Paulo e Brasília. O presidente da Câmara negou irregularidades e afirmou que mantém diálogo com diversos setores do empresariado. Segundo Motta, os diálogos não retratam qualquer ilícito ou favorecimento e ele confia nas investigações conduzidas pelas autoridades.

Fonte: Diário do Poder

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Lobista ligada a Lulinha deu relógio de R$ 66 mil a assessor de Lula

Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal, também pagou festa de aniversário de Swedenberger Barbosa, ex-número dois do Ministério da Saúde

A lobista Roberta Luchsinger, sócia do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, presenteou o assessor direto de Lula, Swedenberger Barbosa, com um relógio Cartier avaliado em R$ 66 mil, um quadro de R$ 82,9 mil e ingressos para shows. Ela também pagou a festa de aniversário do assessor. As informações foram obtidas por uma colunista do Metrópoles.

Os presentes

Segundo as mensagens, o relógio — um modelo Cartier Tank de ouro — foi comprado por Luchsinger em 29 de abril de 2024. No dia seguinte, ela avisou Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, que levaria “um mimo” a Barbosa.

Em dezembro daquele ano, a lobista deu ao assessor um quadro do pintor Antonio Veronese, comprado por treze mil euros — R$ 82,9 mil na cotação da época. As mensagens também citam ingressos para um show de Paul McCartney em Brasília, em novembro de 2023.

A festa

Luchsinger organizou e pagou a festa de aniversário de 67 anos de Barbosa, realizada em 9 de novembro de 2024 no camarote 331 do Estádio Mané Garrincha, espaço da empresa 3Structure, de Cleber Ribas — para quem a lobista prestava serviços de lobby em Brasília. A comemoração teve tema do Flamengo e ocorreu durante show de Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Em uma das mensagens sobre a festa, Luchsinger escreveu: “Estamos colocando tudo que tem de bebida”, citando whisky, vinho, gin e champanhe. Barbosa, por sua vez, agradeceu classificando a comemoração como “linda” e “impecável”.
Atuação conjunta na Saúde

Segundo apuração, Luchsinger e Barbosa atuavam juntos na liberação de verbas do Ministério da Saúde destinadas a estados e municípios — período em que o assessor ocupava o cargo de número dois da pasta.

Lula nega conhecer a lobista

Em sabatina à TV Globo, em 27 de agosto, Lula afirmou não conhecer Roberta Luchsinger. “Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”, disse o presidente, que chamou a lobista de “pilantra” durante a entrevista.

Luchsinger é investigada pela Polícia Federal no âmbito do inquérito Sem Desconto, que apura fraudes em descontos previdenciários do INSS.

Fonte: Diário do Poder

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Governador petista da Bahia viajou em helicóptero que Vorcaro cedeu a Moraes

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), utilizou no fim de agosto um helicóptero identificado pelo prefixo PT-YNB. Uma aeronave desse tipo foi mencionada em relatório da Polícia Federal sobre os achados em um dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Quotas de propriedade de um helicóptero de luxo, fabricado pela Airbus, foram oferecidas por Vorcaro ao escritório Barci de Moraes para pagar a maior parte de outro contrato milionário de R$50 milhões.

Segundo o documento, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teria oferecido a mesma aeronave ao senador Jaques Wagner (PT-BA) para uma viagem a Salvador.

O helicóptero utilizado por Jerônimo durante a campanha fez o deslocamento entre os municípios de Castro Alves e Itatim. Registros em imagens mostram também a participação de Jaques Wagner e do ministro Rui Costa (PT) nas agendas realizadas nas duas cidades.

Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o helicóptero pertence à RG8 Táxi Aéreo Ltda. Não foram identificadas, nos documentos mencionados, informações sobre vínculo societário entre a empresa e Augusto Ferreira Lima.

No dia 18 de agosto, Jerônimo declarou à Justiça Eleitoral o pagamento de R$ 207 mil a uma empresa por despesas de transporte relacionadas ao fretamento de uma aeronave. O registro, porém, não especifica qual aeronave foi utilizada.

Via portal Diáro do Poder

domingo, 20 de setembro de 2026

Moraes aparece em jatinho ligado a Vorcaro após contrato de R$ 50 milhões

Imagens divulgadas neste domingo (20) mostram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho que, à época, estava registrado em nome de uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O registro foi feito em 22 de agosto de 2025, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A aeronave é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. O episódio ganhou repercussão porque, em abril deste ano, Moraes havia afirmado que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Procurado novamente, segundo as reportagens, o ministro manteve a negativa de que tenha utilizado aeronaves pertencentes ao ex-banqueiro.

A viagem também passou a ser relacionada a uma investigação da Polícia Federal sobre uma proposta de R$ 50 milhões envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci e uma empresa ligada a Vorcaro.

Segundo documentos citados nas investigações, a proposta previa o pagamento de parte dos honorários por meio de cotas de utilização de um jatinho e de um helicóptero. O Legacy 650 que aparece nas imagens é apontado como uma das aeronaves relacionadas à negociação.

A apuração também identificou mensagens trocadas entre pessoas ligadas à administração das aeronaves. Em uma delas, Viviane Barci teria afirmado que estava “gostando muito” da utilização do jatinho.

O escritório Barci de Moraes, porém, nega que o contrato de R$ 50 milhões tenha sido efetivamente firmado. A defesa afirma que se tratava de uma proposta que não foi aceita nem assinada.

Moraes também nega ter viajado em aeronaves de Vorcaro. A posição do ministro é que nunca utilizou avião pertencente ao ex-banqueiro.

O vídeo divulgado agora mostra, contudo, Moraes e Viviane desembarcando do Legacy 650 no Santos Dumont. A aeronave estava formalmente vinculada, naquele período, a uma empresa relacionada a Vorcaro, segundo as informações publicadas sobre o caso.

O episódio integra o conjunto de apurações envolvendo as relações entre Vorcaro, o escritório de Viviane Barci e pessoas próximas ao ministro no contexto das investigações sobre o Banco Master. A existência de irregularidades permanece sob apuração.

Folha do Estado

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Master teria pago R$ 33 milhões a ex-diretora de Gilmar, diz PF

A Polícia Federal (PF) identificou uma movimentação de R$ 33 milhões do Banco Master a um escritório de advocacia descrito por diretores do banco como “canal direto com o STF“. A empresa pertence a Dalide Correa, que já foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes.

A movimentação foi localizada em uma auditoria interna realizada pelo Banco Regional de Brasília (BRB) sobre a operação com o Master. Os documentos apontaram suspeitas nas movimentações de valor elevado do banco de Daniel Vorcaro a escritórios de advocacia.

Em diálogos interceptados pela PF entre chefes do Banco Master, os pagamentos direcionados a Dalide Correa são justificados pelo fato de ela servir como ponte ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nas mesmas conversas, no entanto, os agentes não localizaram nenhuma menção a nomes de magistrados da Corte.

Além de Dalide, o levantamento identificou repasses no valor de R$ 40 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com quem Vorcaro teria firmado um contrato de R$ 131 milhões. O valor é considerado bem acima da média de mercado.

Em trecho do relatório do BRB obtido pela PF, os auditores identificaram um gasto três vezes maior com advogados do que no ano anterior.

— Do total de R$ 215 milhões no FY24 [ano fiscal de 2024] (comparado com R$ 76 milhões em FY23), a maior parte refere-se a R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, seguidos de R$ 33 milhões pagos ao Alves Correa [da advogada Dalide Correa]. Consideramos essencial compreender o nível habitual dessas despesas para avaliar seu impacto no modelo financeiro — descreve o documento.

A relação entre ela e Gilmar Mendes teve início quando o atual ministro do STF era advogado-geral da União (2000-2002), enquanto Dalide atuava no setor jurídico da Caixa Econômica Federal. A relação foi rompida em 2017, quando a advogada deixou o cargo de chefia no IDP.

Dalide Correa informou em nota que nunca prestou serviços à instituição de Daniel Vorcaro. A assessoria de Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre o caso.

— [O escritório] jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal, nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco. (…) Sua atuação restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações. Essa atuação ocorreu exclusivamente perante órgãos de primeira e segunda instâncias — declarou a assessoria da jurista. Via portal Pleno News

domingo, 13 de setembro de 2026

Sigilo de 100 anos ainda esconde quem o Careca do INSS visitou no Senado

Registros continuam fechados mesmo após investigação alcançar Lulinha e revelar a proximidade do filho de Lula com o principal operador do esquema
Tem um assunto pendente que se tornou ainda mais incômodo desde que o nome de Lulinha apareceu nas investigações sobre as fraudes no INSS: o Senado mantém sob sigilo de 100 anos a lista de pessoas e gabinetes visitados por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, decidiu cobrar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e pediu que o presidente do Supremo identifique eventual processo sobre o sigilo e viabilize uma análise urgente da restrição.

Carlos Viana usou o empenho de Fachin pela abertura dos arquivos do Banco Master para expor a contradição. “Não pode haver um princípio de transparência para o Banco Master e outro para o escândalo do INSS”, afirmou.

A CPMI acabou em março sem aprovar relatório final. Desde então, aumentaram as suspeitas envolvendo o Careca, Lulinha e auxiliares de Lula. Mas, a transparência do Senado, que continua escondendo os nomes de quem abriu as portas para o lobista, continua blindada.

Quando a Casa decidiu esconder os registros, em 2025, ainda não havia vindo à tona boa parte do que hoje se sabe sobre as relações do lobista com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e personagens ligados ao governo do presidente Lula (PT).

De lá para cá, a Polícia Federal (PF) já abriu três investigações envolvendo o filho do presidente. Uma delas apura suspeitas de tráfico de influência em negócios que envolviam o Careca e a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

As investigações identificaram cinco transferências de R$300 mil, que somaram R$1,5 milhão, de uma empresa ligada ao Careca para a empresa da lobista Roberta. A PF também encontrou mensagens nas quais a empresária falava em buscar a atuação de Lulinha para ajudar o Careca do INSS em projetos na área da saúde.

O grupo tentou emplacar negócios milionários no Ministério da Saúde, entre eles uma proposta de R$627 milhões para o fornecimento de medicamentos à base de cannabis. Os contratos não avançaram. As defesas negam irregularidades e afirmam que não houve interferência do filho do presidente.

Enquanto essas ligações eram reveladas, continuavam sob sigilo as datas, os horários e os gabinetes visitados por Camilo Antunes no Senado. A lista pode revelar quando o Careca esteve na Casa, por onde circulou e quais gabinetes visitou. A Advocacia do Senado alegou proteção de dados pessoais e prerrogativas parlamentares para negar o acesso.

Via portal Diário do Poder

sábado, 12 de setembro de 2026

PF encontra na churrasqueira de Ciro Nogueira lista com nomes de deputados e valores

Uma lista apreendida pela Polícia Federal na residência do senador Ciro Nogueira (PP) chamou a atenção dos investigadores durante a quinta fase da Operação Compliance Zero.

O documento, localizado na churrasqueira da casa do parlamentar, reúne supostos nomes de deputados acompanhados de números e valores ainda não esclarecidos.

A apreensão ocorreu em 7 de maio, no âmbito do avanço das investigações sobre o chamado caso Master, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O conteúdo dos documentos passou a ser conhecido após a quebra de sigilo determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (12). Em relatório sobre o material recolhido na residência de Ciro, a PF registrou que alguns papéis estavam na churrasqueira do imóvel.

Segundo os investigadores, o senador havia solicitado a uma funcionária que colocasse fogo nos documentos. A doméstica, porém, teria se esquecido de queimar o material, permitindo que os papéis fossem encontrados durante a operação.

Entre as anotações havia uma relação de nomes posicionada abaixo da palavra “Câmara”. Foram identificados os nomes Arthur, Hugo, Elmar, Luizinho e Isnaldo.

A Polícia Federal avalia que as referências podem corresponder aos deputados Arthur Lira (PP), Hugo Motta (Republicanos), Elmar Nascimento (União Brasil), Doutor Luizinho (Progressistas) e Isnaldo Bulhões (MDB).

Além dos nomes, os investigadores encontraram números e valores anotados ao lado de cada um deles. A PF, no entanto, ainda não estabeleceu o significado das informações registradas no documento.

“Ressalte-se que, ao lado de cada nome, há números e, em seguida, valores (provavelmente), o que carece de esclarecimento”, afirma a Polícia Federal no documento que detalha o material apreendido na residência do senador. (Fonte: Metrópoles)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PF suspeita que Toffoli seja dono dos R$35 milhões de fundo de Vorcaro em paraíso fiscal

Ministro afirmou em nota que jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior.
Um relatório da Polícia Federal aponta a suspeita de que o ministro do STF Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen. O fundo teria recebido R$35 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Segundo o documento, o valor teria sido transferido às Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe, por meio da holding Egide I.

O gabinete de Toffoli afirmou que o relatório já foi arquivado, com trânsito em julgado. O ministro, segundo a nota, “jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior” e “jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas”. Toffoli também já negou amizade com Vorcaro e ter recebido valores dele.

O fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no Paraná, ligado à família do ministro. O fundo pertencia a Vorcaro, depois passou a um empresário amigo de Toffoli e, meses depois, transferiu ativos para o Caribe.

O relatório da PF afirma que “diversos elementos de informação”, analisados em conjunto, indicam que Toffoli “possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”.

Toffoli é sócio da empresa Maridt, que tinha participação em resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte dessas cotas a fundos nos quais figura Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O gabinete do ministro disse que a venda ao Fundo Arleen ocorreu em 2021, que não houve outras negociações depois e que os valores “jamais totalizaram 35 milhões”. Toda a movimentação, segundo a nota, foi declarada à Receita Federal e à Junta Comercial.
Mensagens de WhatsApp de 2024 entre Vorcaro e Zettel tratam dos aportes ao Tayayá. Em um dos diálogos, Zettel afirma: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”. Vorcaro cobrou o destino do dinheiro e relatou ter tido “um puta problema” com a operação.

Fonte: Diário do Poder

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

“Estamos gostando do jatinho”, diz mulher de Moraes a Vorcaro

Mensagens divulgadas pela Polícia Federal mostram a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em contato com funcionários da Prime You, empresa ligada ao Banco Master. Ela afirmou que estava “gostando muito” de usar o jatinho Legacy 650. Após a divulgação das mensagens, o escritório Barci de Moraes enviou uma nota à imprensa dizendo que não fechou o contrato relacionado à aeronave.

A conversa foi encaminhada por um funcionário da Prime You a Daniel Vorcaro, então sócio da empresa. O diálogo passou a integrar o inquérito que apura operações envolvendo o Banco Master e está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

No material reunido pela PF, há uma minuta de contrato entre o escritório Barci de Moraes Advogados e a Viking Participações, holding patrimonial de Vorcaro. O documento previa R$ 50 milhões em serviços jurídicos, com pagamento por meio de cotas do Legacy 650 e de um helicóptero EC155 B1.

A PF também registrou mensagens que apontariam para a participação de Viviane na utilização dos bens. Em uma delas, um funcionário perguntou se ela e sua família estavam satisfeitos com o uso das cotas das aeronaves.

– Logo em seguida, MARCOS (funcionário da Prime You) envia a DANIEL VORCARO recorte de conversa que teve com VIVIANE MORAES, na qual questiona se ‘estão gostando da utilização das cotas de vcs’. Viviane (Barci de Moraes) responde que ‘Sim, estamos gostando muito’ – diz trecho do relatório da PF.

As mensagens ainda indicam uma preocupação com a forma como a propriedade do jatinho seria registrada. Em conversa de 24 de julho de 2025, o advogado Leonardo Palhares explicou a Vorcaro que havia preocupação com a exposição dos sócios da empresa que ficaria responsável pelo ativo.

– Eles queriam que a empresa que fosse dona do ativo fosse uma em que os sócios estão muito visíveis, e haveria risco reputacional grande – afirmou Palhares.

Em outro diálogo, Vorcaro orientou uma funcionária da Prime You a manter o atendimento a Barci durante o agendamento de voos do Legacy 650. A orientação aparece nas mensagens analisadas pela PF.

O escritório Barci de Moraes, por sua vez, negou à imprensa que o acordo envolvendo o jatinho tenha sido concluído. A defesa afirma que houve apenas uma contratação com o Banco Master e que a proposta relacionada às aeronaves não foi aceita.

– O escritório possuía somente uma contratação com o Master e nega qualquer transferência ou substituição do contrato. A proposta do Banco Master não foi aceita, nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição – afirma a nota.

Via portal Pleno News

domingo, 23 de agosto de 2026

CORRUPÇÃO ATÉ O TALO? Grupo de Lulinha e lobista discutia enviar dinheiro para fora do Brasil

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram que integrantes do grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teriam discutido alternativas para manter recursos financeiros fora do Brasil. Entre os destinos avaliados estavam Liechtenstein, pequeno principado situado entre a Áustria e a Suíça, além de instituições financeiras localizadas na própria Suíça.

As informações foram divulgadas pela VEJA, em reportagem assinada por Laryssa Borges e Ricardo Chapola. Conforme a publicação, a lobista Roberta Luchsinger teria pesquisado instituições financeiras e orientado Gustavo Gaspar, apontado como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a abrir uma empresa em Liechtenstein.

Segundo a reportagem, em mensagens trocadas em fevereiro de 2024, Roberta também teria apresentado alternativas de bancos na Suíça. Poucos dias depois, ela e Lulinha viajaram para a Europa, período em que a lobista teria mencionado a realização de reuniões em instituições bancárias.

A Polícia Federal teria destacado ainda uma mensagem na qual Roberta afirma ter recebido do ex-marido, o ex-delegado Protógenes Queiroz, a informação de que seria difícil “prender” recursos mantidos em bancos de Liechtenstein. Para os investigadores, a intenção de abrir uma empresa no país e manter recursos no exterior poderia representar uma tentativa de blindagem patrimonial.

As investigações também apontam que Roberta mantinha grandes quantias em dinheiro vivo. De acordo com a VEJA, mensagens trocadas entre a lobista e seu motorista fazem referência a valores armazenados em malas e escondidos entre roupas e objetos pessoais.

Em um episódio registrado em março de 2023, o motorista teria encaminhado a Roberta uma espécie de controle dos valores guardados em uma mala, com anotações de 500 mil de um lado e 90 mil do outro, sem especificar a moeda utilizada. Na sequência, ela teria determinado a entrega de 193 mil em espécie ao empresário Fernando Bittar, apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo investigado.

As mensagens integram o conjunto de provas analisado pela Polícia Federal nos inquéritos que apuram suspeitas envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger, incluindo possíveis crimes de tráfico de influência, corrupção, organização criminosa e venda de prestígio junto ao governo federal.

As suspeitas ainda são objeto de investigação e, até o momento, não representam uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos.

Via portal Diário do Poder

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

"Eu quero 100 milhões esse ano", diz mensagem de Roberta, sócia de Lulinha, e debocha: "Sou modesta"

A lobista Roberta Luchsinger deixou registrado em mensagens recuperadas pela Polícia Federal sua meta explícita: faturar, só ela, R$100 milhões em um único ano (2024). “Eu quero 100 milhões esse ano”, escreveu ela. Questionada se estava desmotivada, respondeu: “Sou modesta”. O trecho integra o inquérito sigiloso da PF a que a revista Veja teve acesso e que investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho de Lula (PT), a própria Roberta, o empresário Fernando Bittar (amigo e antigo sócio de Lulinha) e outros.

Segundo o relatório policial, os elementos probatórios revelam “a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal”. Lulinha aparece como figura de elevada relevância e “beneficiário indireto” das articulações, embora adotasse postura de menor exposição. As mensagens dele, todas apagadas, só foram recuperadas com software especial da PF.

A “sociedade” e o grupo “Musaranhos”

Roberta descrevia a relação com precisão. Em conversa com um empresário em 2024, afirmou: “Fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando. (…) Tô em cargo nenhum e ando onde quero”. Em outro diálogo: “Fefe (Fernando Bittar), Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, tds (todos) vão. A gente é mesmo irmão”. E sobre o papel do filho do presidente: “Fábio não faz nada. Ele só entra em campo qdo (quando) precisa. Tem q se preservar”.

O trio mantinha um grupo de WhatsApp batizado “Musaranhos” (mamífero parecido com rato) para discutir negócios com o governo. Lulinha e Bittar eram os “Musos”; Roberta, a “Musa”.


Canabidiol, Ministério da Saúde e “costura política”

Um dos principais alvos era a regulamentação do canabidiol e um possível contrato bilionário (superior a R$ 1 bilhão) no Ministério da Saúde com empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Roberta, contratada como consultora dele, explicava o método: “Eu trabalho a política via Palácio. Eu sou boa de costura política”.Em 23 de janeiro de 2025, escreveu: “Ontem eu disse para Fábio: Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer”. Para abrir portas, o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), marcou reunião de Roberta com Swedenberger Barbosa (Berge), então secretário-executivo da Saúde — só após interferência de Lulinha. Em 6 de março de 2024, Roberta avisou: “Pousei. Vou lá no Berge”. Lulinha respondeu: “Que ótimo. Vai com tudo. Manda bjo (beijo) pro Berge e fala que não fui pq vc não chamou”. Ela reforçou: “Precisamos 100% do Berger”. Após o encontro, Marcola recebeu a minuta de documento que liberava a produção de medicamentos à base de canabidiol. No mesmo período, Roberta pagou contas pessoais de Marcola (cerca de R$ 217 mil entre fevereiro e novembro de 2024, incluindo cartão, boletos, financiamento de carro e joias de diamantes).


Outros tentáculos, dinheiro vivo e finanças de Lulinha

As mensagens mostram atuação também na Dataprev. Roberta perguntou a um empresário: “Ta indo tudo ok na Dataprev ou preciso apertar Gabas?” (referência a Carlos Gabas). Na Telebras, ela reclamou a Lulinha que Kalil Bittar (irmão de Fernando) estaria “vendendo vc e a grande influência dele p (para) o presidente da Telebras. Quase fechando um negócio gigante”. Lulinha orientou desmentir.Dinheiro circulava em espécie. Roberta dava instruções ao motorista para entregas de malas com dinheiro vivo a destinatários, incluindo Fernando Bittar. Sobre uma viagem à África (custeada por ela, a US$ 20 mil por pessoa), Lulinha perguntou: “A gente tem grana pra bancar essas coisas?” e acrescentou: “Vc que cuida das minhas finanças”. Em outro momento, animado com perspectiva de lucro, escreveu: “coisa boa paporra”. A PF suspeita que pagamentos recebidos pela empresa de consultoria de Roberta (RL Consultoria) tinham Lulinha como destino final. O próprio Careca do INSS se referiu a destinatário de valores como “o filho do Rapaz”.

Havia interesse em abrir empresas e contas no exterior, em locais de difícil rastreamento. Em janeiro de 2025, Roberta escreveu que precisava destravar negócios porque “As coisas irão acontecer pq eu tenho q tirar o Fábio e família do país até junho”. Lulinha de fato se mudou para Madri. Em outra mensagem, ela resumiu o risco: “Ou a gente vai ficar milionário ou vamos nos f… grande”.

O inquérito aponta indícios de corrupção e tráfico de influência. Lulinha, por meio de advogado, nega envolvimento com negócios da administração pública e fala em “peso do sobrenome”. Roberta e os demais seguem investigados.

Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ROUBALHEIRA ATÉ O "GOGÓ"????? Pelego irmão de deputado do PT é indiciado no caso do roubo aos aposentados do INSS

A Polícia Federal concluiu mais um inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou o ex-presidente da Contag, Aristides Veras dos Santos, por suspeitas de participação no esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Ele foi indiciado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informática e organização criminosa. O relatório também inclui outros ex-dirigentes da entidade e ex-integrantes da cúpula do INSS e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo a investigação, a Contag teria utilizado informações falsas para viabilizar descontos associativos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas. A entidade está entre as principais investigadas no esquema que desviou bilhões de reais por meio de cobranças sem autorização dos segurados. As apurações apontam que a Contag arrecadou cerca de R$ 3,4 bilhões em descontos entre 2016 e 2025.

O indiciamento aumenta a pressão sobre a direção da Contag e amplia o desgaste político em torno da entidade. Aristides Veras é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE), um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. Embora o parlamentar não seja alvo deste inquérito nem haja acusação formal contra ele, a relação familiar reforça a repercussão política do caso, diante da histórica proximidade entre a Contag e governos petistas.

A defesa de Aristides Veras nega irregularidades e afirma que irá se manifestar nos autos da investigação. Caberá agora ao Ministério Público Federal analisar o relatório da Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia à Justiça.

Com informações do portal Diário do Poder

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

CORRUPÇÃO ATÉ O TALO????? Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF investiga.

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Com informações do portal Diário do Poder

domingo, 2 de agosto de 2026

BOMBA! Lulinha teria feito lobby para empresa que recebeu R$ 85 milhões em contratos com o governo Lula

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria atuado na prospecção de negócios para a empresa 3Structure IT LTDA, que firmou contratos com órgãos do governo federal que somam cerca de R$ 85,7 milhões. As informações foram reveladas pelo jornalista Tácio Lorran, em coluna publicada no Metrópoles.

Segundo a reportagem, a suspeita consta em investigação da Polícia Federal (PF), que aponta que a atuação atribuída a Lulinha teria como objetivo aproximar a empresa da administração pública para viabilizar contratos na área de tecnologia da informação.

De acordo com a coluna, ao menos cinco dos contratos foram firmados após processos licitatórios, conforme registros do Portal da Transparência, do Comprasnet e do Diário Oficial da União (DOU).

Criada em 2019, a 3Structure IT LTDA assinou seu primeiro contrato com o governo federal em novembro de 2022, junto ao Centro Integrado de Telemática do Exército. Inicialmente no valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu posteriormente um aditivo de R$ 3,6 milhões.

Ainda conforme o portal de notícias, os demais contratos foram celebrados durante o governo Lula. O maior deles supera R$ 42 milhões e foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A empresa também possui outro contrato de R$ 19,3 milhões com a mesma pasta, além de acordos com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Telebrás.

As informações publicadas indicam ainda que a investigação segue em andamento. Até o momento, não há, nos trechos da reportagem consultada, manifestação pública de Lulinha ou da empresa sobre as informações divulgadas.

Via portal Folha do Estado

sábado, 1 de agosto de 2026

ESCÂNDALO: empresa ligada a Lulinha fechou R$55 milhões em contratos com o governo Lula

O inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também lançou luz sobre contratos firmados entre a empresa 3Structure IT e o governo federal. Segundo levantamento obtido pela CNN Brasil, a companhia, para a qual a PF aponta que Lulinha teria atuado na prospecção de negócios junto à administração pública, mantém acordos que somam cerca de R$ 55 milhões com órgãos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com as investigações, a 3Structure IT teria buscado oportunidades de negócios em órgãos públicos, entre eles a Dataprev. A Polícia Federal sustenta que há indícios de que Lulinha tenha atuado em favor da empresa, o que motivou a abertura do inquérito autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele nunca exerceu influência para beneficiar empresas perante a administração pública.

Os contratos identificados abrangem serviços e soluções na área de tecnologia da informação. Entre os principais acordos estão um contrato de aproximadamente R$ 42 milhões com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e outro de cerca de R$ 19 milhões com a mesma pasta, voltado à implantação de soluções de backup. Também há contratos de menor valor com outros órgãos da administração federal.

A investigação teve origem em um chamado “encontro fortuito” durante as apurações sobre as fraudes no INSS. Ao analisar documentos e mensagens relacionados ao esquema, investigadores encontraram elementos que, na avaliação da PF, justificavam a abertura de um novo inquérito específico para apurar eventual tráfico de influência envolvendo Lulinha e empresários ligados à 3Structure IT.

Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Filho de Lula é investigado por tráfico de influência e corrupção

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o filho mais velho de Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por suspeitas dos crimes de tráfico de influência e corrupção.

A investigação foi determinada à Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do roubo bilionário que vitimou cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Será apurada eventual atuação do filho de Lula em negócios ao Ministério da Saúde e ao mercado de cannabis medicinal.

Os policiais irão apurar indícios de que Lulinha teria utilizado sua influência junto a órgãos do governo federal para favorecer interesses privados ligados à liberação e à comercialização de produtos à base de canabidiol em programas públicos de saúde.

A Polícia Federal investiga a atuação conjunta de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados na Operação Sem Desconto. Ele é suspeito de integrar esquema de roubo dos aposentados por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A investigação deve esclarecer a suspeita de que Lulinha teria atuado com a lobista Roberta Luchsinger, em favor da empresa World Cannabis, do Careca do INSS.

O relatório enviado ao STF informa que foram identificados pagamentos realizados por Camilo Antunes à RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. Com a abertura do novo inquérito, a PF pretende investigar a atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e da própria presidência da República.

Em nota, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha classificou a medida como “pesca probatória”.

“Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou ao Estadão.

Via portal Diário do Poder

sábado, 4 de julho de 2026

Empresário afirma à polícia que era "laranja" de empresa que pagou R$ 700 mil a ministra do STM

Verônica Sterman diz que valor recebido correspondeu à elaboração de pareceres jurídicos antes de assumir o cargo no Superior Tribunal Militar.
O empresário Ericsson de Azevedo afirmou, em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, que atuava como "laranja" da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia, responsável pelo pagamento de R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman. O caso faz parte de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ganhou repercussão após a divulgação de documentos e relatórios financeiros.

Segundo o depoimento, Ericsson declarou que vendeu seus dados pessoais por R$ 5 mil para a abertura da empresa e recebia R$ 1 mil sempre que era chamado para assinar documentos. Ele afirmou que nunca administrou a companhia e que aceitou participar do esquema devido às dificuldades financeiras.

A ACX ITC possui capital social superior a R$ 100 milhões e é apontada em investigações como integrante de uma rede com mais de 40 empresas supostamente ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Conforme relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a empresa movimentou cerca de R$ 918,3 milhões e apresenta indícios de utilização para ocultação de recursos ilícitos. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também investiga movimentações atribuídas ao grupo empresarial.

Os R$ 700 mil foram transferidos ao escritório de Verônica Sterman entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período em que ela ainda exercia a advocacia, antes de ser nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STM, em setembro de 2025.

Em manifestações anteriores sobre o caso, a ministra afirmou que o pagamento correspondeu à elaboração de três pareceres jurídicos na área criminal e que os honorários foram recebidos antes de sua posse na Corte Militar.

As investigações também identificaram pagamentos da ACX ITC ao escritório do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nefi Cordeiro, que afirmou ter prestado serviços advocatícios regulares à empresa e negou qualquer irregularidade.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Governo Lula critica sanções dos EUA contra brasileiros por ligação com o PCC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar sanções contra brasileiros e empresas acusados de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista concedida à TV Record nesta quarta-feira (1º), o ministro afirmou que a responsabilidade pelo combate ao crime organizado no Brasil cabe às autoridades nacionais.

"Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf, é a Receita Federal", declarou.

Durigan também defendeu que a cooperação entre os países ocorra por meio do compartilhamento de informações, sem medidas unilaterais que possam afetar pessoas ou empresas brasileiras.

"E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer", afirmou.

As declarações foram feitas após o governo norte-americano anunciar as primeiras sanções contra brasileiros com base na recente classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo as autoridades dos Estados Unidos, as medidas atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, acusados de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. De acordo com o governo americano, a organização teria movimentado mais de US$ 30 milhões — cerca de R$ 156,6 milhões — provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do núcleo paulista do esquema e responsável por intermediar contatos entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

Também foi incluída na lista Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita pelas autoridades americanas como colaboradora próxima de Shimada, responsável por auxiliar na coleta de dinheiro em espécie e no apoio logístico das operações.

As sanções também alcançam as empresas Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes, todas sediadas no Brasil, além da empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.

Com a decisão, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras norte-americanas estão proibidos de realizar qualquer transação comercial ou financeira com os alvos das sanções.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Vice-prefeita é afastada por desviar R$ 41 mil para pagar “amarração amorosa”

Segundo o Ministério Público, Juliana Maria Teixeira da Costa teria desviado R$ 41,2 mil para pagamento de ritual espiritual; defesa não se manifestou.
A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, está afastada do cargo desde agosto de 2025 após ser denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por peculato. O caso envolve a suspeita de desvio de R$ 41,2 mil de recursos públicos que, segundo a investigação, teriam sido usados para custear uma suposta “amarração amorosa”.

De acordo com o MP-SP, o valor teria sido destinado ao pagamento de uma mãe de santo para a realização de um ritual com o objetivo de afastar o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, de sua esposa e criar um vínculo afetivo com a vice-prefeita.

As investigações apontam que o pagamento não teria sido feito diretamente. O repasse, segundo o Ministério Público, teria ocorrido por meio da empresa W.F. da Silva Treinamentos, contratada pela Prefeitura. O proprietário, Willian Felipe da Silva, também foi denunciado, assim como o próprio coordenador municipal de Saúde.


A defesa de Juliana não se manifestou sobre as acusações até o momento.

A responsável pelo ritual, identificada como Mentora Samantha, afirmou que o valor combinado pelo trabalho seria de R$ 380 mil e disse ter tido prejuízo após não receber o montante integral. “Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, declarou.

Segundo o Ministério Público, os investigados também são apontados como integrantes de uma suposta associação criminosa que teria atuado entre 2021 e 2024 em fraudes em licitações na área da saúde no município, com uso de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.

Diante das suspeitas, a Justiça determinou a suspensão de contratos ligados aos pregões investigados. O MP inclui entre os crimes atribuídos à vice-prefeita associação criminosa, fraude à licitação, uso de documento ideologicamente falso e peculato.

Em tese, especialistas ouvidos no processo indicam que, caso haja condenação com a soma das penas, a punição poderia chegar a cerca de 12 anos de reclusão, além de eventual cumprimento inicial em regime fechado, dependendo da decisão judicial.

Além das implicações penais, o caso pode gerar efeitos na vida política da vice-prefeita. Em condenações por crimes contra a administração pública, a legislação prevê a possibilidade de perda do cargo e ressarcimento dos valores desviados.

No campo eleitoral, também pode haver enquadramento na Lei da Ficha Limpa, o que poderia levar à inelegibilidade por período previsto em lei, caso haja condenação definitiva. A investigada ainda responde a uma ação de improbidade administrativa, que pode resultar em multa civil, suspensão dos direitos políticos e perda da função pública, se as acusações forem confirmadas pela Justiça.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 21 de maio de 2026

PF rejeita proposta de delação de Daniel Vorcaro

Investigadores da Polícia Federal comunicaram formalmente aos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (20) , a rejeição da proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro.

A decisão foi comunicada em uma reunião no fim da tarde. Com a negociação encerrada, o futuro de Vorcaro deve ser decidido pelo ministro André Mendonça, do STF.


Negociação encerrada

Durante as tratativas do acordo, vazamentos de detalhes da proposta foram relatados pelos investigadores ao gabinete do ministro André Mendonça, que decidiu romper o canal de diálogo com os advogados de Vorcaro.

A defesa ainda tentou um último movimento nesta terça-feira (19), buscando melhorar a qualidade da proposta de delação, mas não foi suficiente para evitar a rejeição.


Consequências

Com a rejeição formal, Vorcaro deve voltar ao presídio, já que estava preso na Polícia Federal sob a justificativa de tentar fechar um acordo de colaboração.

Mendonça tem dito que a delação é um instrumento da defesa e que cabe ao próprio Vorcaro ofertar uma proposta que seja consistente.


Impacto político

A ruína da delação de Vorcaro alimenta as esperanças de todo um universo de políticos e autoridades de Brasília enredadas na teia de fraudes do Master.

Como o banqueiro não quis colaborar de fato, caberá aos investigadores a missão de avançar com as provas já colhidas sobre os alvos das negociatas que corromperam parte considerável da República.

Via portal Gazeta Brasil

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