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domingo, 29 de março de 2026

Até o pescoço: relatório da CPMI cita Lulinha 118 vezes ao denunciar roubo no INSS

Familiares do presidente Lula são citados ao menos 214 vezes no relatório final da CPMI que investigou a gatunagem que lesou mais de 6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. O robusto documento, com 4.340 páginas, tem o termo “Fábio Luís” registrado por 118 vezes. É o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, que teve indiciamento pedido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O termo Lulinha, alcunha do herdeiro petista, aparece 71 vezes.


Pelegão é 13

José Ferreira da Silva, pelegão irmão de Lula, foi citado 13 vezes. O apelido, Frei Chico, outras 12. Mas escapou do indiciamento.


Entorno lulista

“Luchsinger”, sobrenome de Roberta, amiga íntima de Lulinha, é outro termo bem recorrente: 99 vezes. A lobista teve indiciamento pedido.


Pizzaria aberta

Responsável pela blindagem dos convocados, “STF” foi citado 353 vezes no documento. O termo “habeas corpus” registrou 68 repetições


STF representado

Dos ministros do Supremo, os mais citados foram André Mendonça (87), Flávio Dino (22), Toffoli (27) e Alexandre de Moraes (8).

Fonte: Diário do Poder

sábado, 28 de março de 2026

Vorcaro comprou 3 jatos à vista por R$ 260 milhões, diz jornal

Entre 2022 a 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro comprou três aviões para sua frota própria e gastou o total de R$ 260 milhões. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as aeronaves foram compradas à vista.

No entanto, adquirir aviões à vista é incomum para o porte das aeronaves usadas pelo ex-CEO do Banco Master.

O modelo mais valioso é um Gulfstream modelo GV-SP, que foi fabricado em 2010 e foi registrado como PR-PSE. Esse avião foi comprado da Icon Taxi Aéreo em junho de 2023 por cerca de R$ 120 milhões.

A aquisição mais recente foi adquirida da Timbro Trading, por cerca de R$ 117 milhões, em agosto de 2024.

O menos valioso dos aviões é um Falcon 2000 fabricado no ano 2000, comprado da AM Participações em fevereiro de 2022 por pouco mais de R$ 21 milhões. As informações são da Folha de S. Paulo.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 18 de março de 2026

Nora de senador do PT recebeu R$ 11 milhões do Banco Master

A empresa da nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, firmou um contrato de R$ 11 milhões com o Banco Master para prospectar operações de crédito consignado. Bonnie de Bonilha, que é formada em Direito, estudante de psicologia e florista, seria a dona da BK Financeira.

Casada com o enteado do senador, Eduardo Sodré, atual secretário de Meio Ambiente da Bahia, Bonilha tem como sócio o advogado Moisés Dantas, que confirmou a parceria e diz que eles trabalham juntos desde o 2022, ano em que a empresa firmou contrato com a instituição comandada por Daniel Vorcaro.

– Somos sócios desde 2022, e o serviço prestado não foi de consultoria, mas de prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado, modalidade existente em todo o Brasil – disse Dantas ao Metrópoles.

Ao ser questionado sobre o assunto, Jacques Wagner declarou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.

Via portal Pleno News

domingo, 15 de março de 2026

Cunhada de Moraes é autora do Código de Ética do Banco Master

A advogada Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, aparece como autora do Código de Ética do Banco Master. Ela é casada com Leonardo de Moraes, irmão do magistrado.

Ana Claudia atua como consultora no escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Esse escritório firmou contrato de prestação de serviços com o banco que resultou no pagamento de cerca de R$ 80 milhões ao longo de 22 meses.

De acordo com metadados de um arquivo em PDF disponível no site do Banco Master e analisados pelo Poder360, Consani está listada como “autora” do Código de Ética da instituição. O documento teria sido criado em 8 de abril de 2025.

Em nota divulgada em 9 de março de 2026, o escritório Barci de Moraes confirmou que a elaboração do código fazia parte dos materiais entregues ao banco, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A autoria do código, no entanto, não consta na nota.

– A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de auto avaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros – diz trecho da nota.

Além da atuação no escritório, Ana Claudia Consani integra comissões relacionadas a integridade, ética e compliance em diferentes entidades, entre elas a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) –seccional de São Paulo –, o Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial e o Instituto de Direito Administrativo Sancionador Brasileiro.

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil – SP) já afirmou ter protocolado, na última quarta-feira (11), um requerimento para convocar Consani a prestar esclarecimentos na CPMI do INSS. Segundo ele, também foi apresentado pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja chamado a depor na mesma comissão. Via Pleno News

quarta-feira, 11 de março de 2026

Justiça bloqueia mais de R$ 550 milhões de sindicato ligado a irmão de Lula

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 550 milhões do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade da qual o sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é vice-presidente.

A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens do presidente da entidade, o sindicalista Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo. O nome de Frei Chico, porém, não aparece diretamente na decisão.

Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles e citadas na ação, a medida faz parte de um processo movido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que busca recuperar valores relacionados a descontos considerados indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. A decisão foi assinada pelo juiz federal José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Na decisão, o magistrado afirma que há indícios de que o sindicato teria atuado em conjunto com dirigentes para receber e ocultar recursos provenientes de descontos irregulares feitos em benefícios previdenciários. O juiz apontou ainda que as investigações identificaram movimentações financeiras expressivas, superiores a R$ 2,5 bilhões, além de sinais de aumento patrimonial incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.

De acordo com o processo, também há suspeita de que arquivos enviados ao INSS para justificar os descontos teriam sido produzidos posteriormente, depois que o órgão solicitou comprovação de autorização dos beneficiários. Para o magistrado, a dinâmica dos fatos indicaria intenção deliberada de realizar cobranças indevidas e dificultar a atuação de órgãos de controle.

As suspeitas envolvendo descontos em benefícios previdenciários são objeto de investigação no Congresso Nacional por meio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura possíveis fraudes contra aposentados e pensionistas.

O Sindnapi é uma entidade que representa aposentados, pensionistas e idosos em todo o país e tem histórico de atuação no movimento sindical ligado à Força Sindical.

Via portal Folha do Estado

terça-feira, 10 de março de 2026

Com ministros, Vorcaro e Moraes degustaram uísque em Londres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, em abril de 2024, de uma degustação do famoso uísque Macallan, em Londres, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de figuras como o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O encontro ocorreu no George Club, um clube privado localizado em uma das áreas mais caras da capital britânica.

A reunião teve duração aproximada de duas horas e reuniu autoridades brasileiras que estavam na cidade para o 1° Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024 com patrocínio do Banco Master. Durante a experiência, os convidados participaram de uma degustação do uísque escocês Macallan e tiveram acesso a charutos oferecidos no local.

De acordo com documentos da organização do evento encaminhados pela Polícia Federal à CPMI do INSS, a degustação custou 640,8 mil dólares, valor equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões na cotação da época. O montante incluiu a experiência com o uísque, além de serviços gastronômicos e de entretenimento oferecidos no clube.

Cerca de 40 pessoas participaram do encontro. Entre os presentes estavam Alexandre de Moraes; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; os ministros do STF Dias Toffoli e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves; o procurador-geral da República Paulo Gonet; o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski; além do próprio Daniel Vorcaro.

Em mensagens enviadas à então namorada, Martha Graeff, Vorcaro comentou o evento destacando a presença de autoridades.

– Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando – escreveu o empresário.

Ao final da degustação, os convidados receberam uma garrafa de uísque Macallan como presente. Dependendo da edição e do tempo de envelhecimento, os preços da bebida variam bastante: versões mais comuns custam cerca de R$ 1 mil, enquanto exemplares raros podem ultrapassar 100 mil dólares (R$ 517 mil na cotação atual).

O encontro foi citado posteriormente na sessão reservada do STF realizada no dia 12 de fevereiro deste ano, quando ministros discutiam a permanência de Dias Toffoli como relator de investigações relacionadas ao Banco Master.

Na ocasião, Moraes afirmou que integrantes da Corte e o chefe da PF estiveram no evento em Londres e que a participação não representaria impedimento para atuação deles.

– Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o uísque escocês] – disse Moraes no STF.

Documentos enviados à CPMI indicam que a série de eventos organizados em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024 teve custo total de 6 milhões de dólares (R$ 31 milhões). A programação incluiu hospedagem no hotel de luxo The Peninsula, jantares e encontros privados em clubes da cidade, apresentações musicais e atividades de hospitalidade para cerca de 60 a 70 convidados.

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 9 de março de 2026

Vorcaro deu barco milionário à namorada mas pediu que ela não postasse foto nas redes

Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a modelo e influenciadora Martha Graeff indicam que ele negou a um jornalista a existência de um barco que teria sido dado de presente à namorada em Miami, nos Estados Unidos. O diálogo ocorreu em dezembro de 2024 e foi interceptado pela Polícia Federal no âmbito das investigações que envolvem o empresário.

Em uma das conversas, datada de 26 de dezembro de 2024, Vorcaro relata ter recebido um telefonema de um repórter questionando sobre a embarcação. “Amor. Acredita que repórter da Folha me ligou agora perguntando se eu tinha te dado um barco em Mia [sic]”, escreveu. Minutos depois, Graeff demonstrou surpresa com a pergunta e respondeu: “Mentira. De onde veio isso? Ninguém sabe desse barco”.

Na sequência, o banqueiro afirmou que havia negado a informação ao jornalista e que tentou desconversar durante a ligação. Segundo ele, a história provavelmente não teria repercussão. “Disse que era mentira para o repórter. Dele não deve sair nada”, comentou na troca de mensagens.

Dias antes dessa conversa, o casal já havia falado sobre uma embarcação que estaria sendo construída na Alemanha e que teria o nome “Martha”, em homenagem à modelo. A entrega do iate estaria prevista para 2026. Em um dos trechos da conversa, Vorcaro relata que um comprador do Oriente Médio teria feito uma proposta milionária para adquirir o barco antes mesmo da conclusão.

De acordo com o banqueiro, a oferta representaria um lucro de cerca de 100 milhões de dólares. Surpresa com o valor, Graeff reagiu com espanto. Vorcaro, no entanto, afirmou que não pretendia vender o iate e reforçou que a embarcação permaneceria com a namorada. Ele ainda destacou que o tempo de construção seria um fator decisivo, já que um projeto semelhante poderia levar pelo menos cinco anos para ficar pronto.

As mensagens fazem parte de um conjunto de conversas interceptadas pela Polícia Federal entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, obtidas durante a investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.

Em outro trecho das conversas, já em julho de 2025, Vorcaro demonstra preocupação com a exposição da rotina luxuosa do casal nas redes sociais. Na ocasião, ele pede que Graeff remova uma foto publicada em que aparecia um grande barco ao fundo. O banqueiro argumenta que a imagem poderia chamar atenção da imprensa, especialmente no momento em que o banco enfrentava um processo de venda para o BRB (Banco de Brasília), negociação que posteriormente foi barrada pelo Banco Central.

O Banco Master acabou entrando em liquidação extrajudicial em novembro de 2025, após suspeitas de fraude apontadas pelo Banco Central. No âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, Vorcaro chegou a ser preso preventivamente na primeira fase da investigação, sendo liberado posteriormente mediante medidas cautelares e uso de tornozeleira eletrônica.

Na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da operação, o banqueiro voltou a ser preso. Segundo a Polícia Federal, a ação busca aprofundar as apurações sobre uma possível organização criminosa envolvida em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Via portal Folha do Estado

sábado, 7 de março de 2026

AGORA: Veja fotos de Vorcaro na prisão

Daniel Vorcaro, dono do banco Master, apareceu com barba e bigode aparados em fotos obtidas com exclusividade pelo Metrópoles. As imagens, capturadas após a prisão do banqueiro em São Paulo, foram feitas no Complexo Penal II de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Ao ser preso, Vorcaro passou pelos procedimentos padrões de inclusão no sistema carcerário. Ele teve barba e bigode raspados, além de trocar as roupas civis pelo uniforme da unidade prisional – camiseta branca e calça bege.

Mesmo que o corte de cabelo seja previsto, ele não é obrigatório. “Apesar de ser comum, o corte de cabelo não é uma imposição, mas a remoção da barba, é. Muitos presos pedem para raspar o cabelo com medo de contrair sarna ou piolho”, revelou Fabio Jabá, presidente do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sifuspesp) à reportagem.

Vorcaro foi preso nessa quarta-feira (4/3) pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades na gestão do Master e um suposto rombo de até R$ 40 bilhões no sistema financeiro.

Ele foi detido na casa onde mora nos Jardins, um dos bairros mais caros de São Paulo, e levado para a Superintendência da PF, na zona oeste da capital, onde o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel se entregou no fim da manhã. Zettel é considerado o número 2 no esquema.

Na audiência, foi mantida a prisão preventiva pedida pela PF e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O magistrado assumiu a relatoria do caso após ser identificada uma relação próxima entre o minsitro Dias Toffoli e os alvos da investigação.

No dia seguinte, nessa quinta-feira (5/3), Vorcaro e Zettel foram transferidos para a Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. E, nesta sexta-feira (6/3), o dono do Master deixou, sozinho, o sistema penitenciário paulista e foi encaminhado para um presídio federal em Brasília.

Fonte: Diário do Brasil Notícias

URGENTE: Vídeo mostra Vorcaro chegando algemado a IML para fazer exames médicos; ASSISTA

Transferência – O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegou algemado, na tarde desta sexta-feira (6), ao IML do Distrito Federal para fazer exames e, em seguida, ser transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Vorcaro deixou a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, por volta das 11h30. Ele estava preso em São Paulo desde quinta (5) e cumpriria um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia.

No entanto, a Polícia Federal solicitou a imediata transferência de Vorcaro afirmando que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”. O pedido foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Fonte: G1

Mensagem sugere que Moraes frequentava casa de Vorcaro

Entre as mensagens apontando intrigante proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaero e Alexandre de Moraes, uma não escapou a políticos de oposição porque indica que o ministro do STF era visitante habitual em endereços do dono do Banco Master. Em troca de mensagens com a namorada Martha Graeff, em 29 de abril de 2024, Vorcaro diz estar recebendo Moraes em sua nova casa em Campos (do Jordão) e que o ministro havia gostado do que viu, observando: “E ele adorava (o) apto”.


Visita habitual

Para a oposição, esse trecho mostra que Moraes costumava visitar o investigado Vorcaro, cliente do escritório de advocacia da esposa.


Impeachment

A ligação de Vorcaro a Moraes está entre as alegações do governador de Minas, Romeu Zema, para pedir impeachment do ministro do STF


Caso é grave

“Não é possível tratar um caso dessa gravidade com silêncio ou omissão”, diz o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, signatários do impeachment.


Reação a críticas

A iniciativa de Zema e suas críticas ao STF fez o decano Gilmar Mendes reagir fortemente, atacando o governador e falando em “hipocrisia”.

Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 6 de março de 2026

CORRUPÇÃO: Vorcaro realizou festa de luxo de mais de R$ 200 milhões na Itália

Um evento privado organizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Taormina, na região italiana da Sicília, entre 6 e 10 de setembro de 2023, teria custado mais de 40 milhões de dólares (R$ 210 milhões na cotação atual). A celebração reuniu artistas internacionais, ocupou hotéis de luxo da cidade e utilizou espaços históricos como cenário para as apresentações.

Grande parte das despesas foi destinada à contratação de atrações musicais. Apenas os cachês dos artistas somaram mais de 17 milhões de dólares (R$ 89,5 milhões na atual cotação). O valor mais alto teria sido pago ao Coldplay, contratado por 11,4 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 60 milhões.

Também se apresentaram no evento nomes conhecidos como Michael Bublé, com cachê de 2 milhões de dólares (R$ 10,5 milhões); Andrea Bocelli, por 981 mil dólares (R$ 5,16 milhões); além de Seal e o DJ David Guetta, ambos por aproximadamente 937 mil dólares (R$ 4,93 milhões).

Além das atrações artísticas, os organizadores reservaram hotéis de alto padrão em Taormina. Documentos apontam pagamentos de 1,77 milhão de dólares (R$ 9,32 milhões) ao Four Seasons San Domenico Palace, hotel que ganhou fama mundial após servir de cenário para a série The White Lotus. Outros 1,02 milhão de dólares (R$ 5,37 milhões) foram destinados ao Belmond Grand Hotel Timeo.

A estrutura do evento também envolveu a utilização de locais históricos da cidade. Entre eles está o Teatro Greco de Taormina, anfiteatro construído na antiguidade e considerado um dos principais cartões-postais da Sicília. O espaço, juntamente com o Castello degli Schiavi, teria custado aproximadamente 1,09 milhão de dólares (R$ 5,74 milhões) para sediar as festas.

Os custos de produção representaram outra parcela significativa da despesa total. Documentos indicam que cerca de 15,4 milhões de dólares (R$ 81 milhões) foram destinados à montagem de palco, iluminação, cenografia, sistemas de som, estrutura técnica e coordenação do evento.

Fonte: Pleno News

Corrupção até o talo? Lulinha movimentou R$19,5 milhões em 4 anos, diz relatório

Documentos vazados explicam por que Lula não queria sigilo quebrado.
Um levantamento detalhado de dados bancários e fiscais revelou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, empresário e filho do presidente da República, registrou um fluxo financeiro de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. As informações, obtidas por meio de quebra de sigilo autorizada pela CPMI do INSS, abrangem o intervalo entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. No montante analisado, constam repasses que somam R$ 721,3 mil efetuados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho.

As transações foram processadas em uma conta no Banco do Brasil e dividem-se de forma equilibrada entre entradas e saídas: o total de créditos somou R$ 9,774 milhões, enquanto os débitos atingiram a marca de R$ 9,758 milhões. Diante da exposição desses dados, o corpo jurídico que representa Fábio Luís nega a existência de ilícitos e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a quebra de seus sigilos.

De acordo com o relatório, o grosso da atividade financeira está concentrado em aplicações financeiras e transações entre duas entidades das quais Lulinha é titular: a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações. Ambas as empresas atuam em frentes como consultoria de gestão, marketing e serviços tecnológicos. Especificamente, a G4 gerou movimentações de R$ 772 mil, ao passo que a LLF contabilizou registros de R$ 2,3 milhões.

Quanto aos repasses diretos do pai, os documentos listam três operações distintas. O valor mais expressivo, de R$ 384 mil, foi transferido pelo petista em 22 de julho de 2022. As outras duas remessas que completam o total de R$ 721,3 mil ocorreram em 27 de dezembro de 2023.

O relatório também mapeia o destino de recursos enviados por Fábio Luís a antigos parceiros de negócios da desativada Gamecorp. Os registros indicam que Kallil Bittar foi beneficiário de R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna recebeu transferências que totalizaram R$ 704 mil.

Fonte: Diário do Poder

segunda-feira, 2 de março de 2026

Polícia Federal cumpre busca e apreensão em gabinete de desembargador em investigação sobre venda de sentenças

Computadores e documentos foram recolhidos durante diligência autorizada pelo CNJ; apuração envolve suspeita de intermediação de decisões judiciais.
Agentes da Polícia Federal estiveram na manhã desta segunda-feira (2) na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para cumprir mandado de busca e apreensão no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos.

A diligência faz parte de uma investigação que apura a suposta negociação de decisões judiciais no Estado.

Durante a operação, os policiais recolheram computadores, mídias digitais e documentos físicos que estavam no local. O material será submetido à perícia para verificar a existência de provas que confirmem ou não a atuação do magistrado em um possível esquema de venda de sentenças.

A ordem judicial foi expedida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, no âmbito de procedimento que tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo informações divulgadas pelo órgão, há indícios de que decisões teriam sido proferidas mediante possível recebimento de vantagens indevidas, com participação de terceiros, entre eles advogados e empresários.

As investigações também avançaram a partir da quebra de sigilos bancário e fiscal do magistrado. Relatórios apontam movimentação superior a R$ 14,6 milhões em bens nos últimos cinco anos, valor considerado incompatível com os rendimentos declarados.


Somente em 2023, a movimentação teria alcançado cerca de R$ 1,9 milhão.

O caso ganhou novos contornos após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023. As informações extraídas do aparelho indicariam a existência de um suposto esquema que envolveria integrantes do Judiciário, advogados e um lobista.

A apuração segue em andamento e o material apreendido nesta segunda-feira deve ser incorporado ao inquérito.

Via portal Folha do Estado

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Mar de corrupção? Vorcaro cita em celular valor de R$35 milhões por resort

Conversas mostram cobranças e pressão por aportes ao Tayayá.
Conversas extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram cobranças e ordens para pagamentos milionários ao resort Tayayá, empreendimento que teve participação societária de empresa da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é sócio.

As conversas, extraídas do celular do banqueiro, indicam que Vorcaro determinou repasses que somam R$ 35 milhões ao resort. Investigadores suspeitam que os valores teriam como destinatário final o ministro do STF, hipótese que ainda está sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações são do Estadão.

Em nota divulgada anteriormente, Toffoli negou ter recebido qualquer pagamento de Vorcaro ou mantido relação de amizade com o banqueiro.

Segundo o relatório da PF encaminhado ao STF e à PGR, Zettel atuava como operador financeiro de Vorcaro e era responsável por organizar os pagamentos ao empreendimento. Nas mensagens, o banqueiro não especifica quem fazia as cobranças.


Em maio de 2024, Vorcaro questionou o cunhado sobre a situação dos repasses:


“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu.

Zettel respondeu que o pagamento poderia ser feito na semana seguinte, conforme combinado. Em seguida, apresentou uma lista de transferências para aprovação do banqueiro. Em uma das linhas constava: “Tayaya – 15”. Para a PF, tratava-se de um repasse de R$ 15 milhões.

A resposta de Vorcaro foi direta: “Paga tudo hoje.”
“Me deu um puta problema”

Meses depois, em agosto de 2024, o banqueiro voltou a cobrar explicações sobre o aporte: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”

Zettel afirmou que já havia transferido recursos ao intermediário responsável pelo pagamento final, mas que a conclusão dependia dessa pessoa. A resposta irritou Vorcaro: “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”

O cunhado respondeu que os valores estavam “no fundo dono do Tayayá” e que poderia transferir as cotas. Pressionado, apresentou um balanço dos repasses: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões.”

Para os investigadores, o conjunto das mensagens indica a realização de aportes que totalizam R$ 35 milhões ao empreendimento.


Estrutura societária

O ministro Dias Toffoli é sócio da empresa Maridt, que detinha participação em dois resorts da rede Tayayá. Conforme revelado anteriormente pelo Estadão, a empresa vendeu sua participação a fundos de investimento que tinham Zettel como acionista.

Em nota, Toffoli afirmou que a Maridt é uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado, regularmente registrada e com declarações aprovadas pela Receita Federal. Segundo ele, a legislação permite que magistrados integrem quadro societário e recebam dividendos, vedando apenas atos de gestão.

O ministro declarou que a empresa deixou o grupo Tayayá Ribeirão Claro após duas operações sucessivas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em fevereiro de 2025. Sustentou que todas as operações ocorreram a valor de mercado e foram devidamente declaradas.

Toffoli afirmou ainda desconhecer o gestor do Fundo Arllen e reiterou que jamais recebeu valores de Vorcaro ou de Zettel.

Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sargento Fahur diz que Toffoli não aguentou pressão: “Ratão”

Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli deixar a relatoria do caso envolvendo o Banco Master, nesta quinta-feira (12), o deputado federal Sargento Fahur (PSD-PR) publicou um vídeo e chamou o magistrado de “ratazana grande”.

A decisão de Toffoli de deixar o caso no STF foi informada em nota divulgada pelo própria Corte depois de uma reunião fechada entre os ministros.

O parlamentar avisou que assinou o pedido de impeachment de Toffoli.

– Ratão grande, Toffoli. Não aguentou a pressão. Deixou a relatoria do caso Banco Master. Ratazana grande querendo se proteger. (…) Agora tem que impeachmar você! Eu assinei hoje – falou.

O ministro André Mendonça, do STF, foi sorteado nesta quinta-feira como novo relator do inquérito na Suprema Corte que trata das fraudes do Banco Master.

Via portal Pleno News

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

CORRUPÇÃO? Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro

Contrato de R$ 250 mil do escritório de Lewandowski com Master continuou por 21 meses após ida dele para o Ministério da Justiça

O contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master continuou por quase dois anos depois de ele assumir a pasta da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

A coluna apurou que a contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). À coluna, Wagner confirmou ter feito a indicação de Lewandowski.

O líder do governo no Senado também indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master. Jaques Wagner, no entanto, nega essa indicação.

O contrato entre o Master e a Lewandowski Advocacia foi assinado no dia 28 de agosto de 2023, e os pagamentos prosseguiram até o mês de setembro de 2025, quando Lewandowski já estava no Ministério da Justiça havia 21 meses — ele assumiu o cargo em janeiro de 2024.

Ou seja: o contrato com o Master rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o MJSP.

Ao assumir o cargo no MJSP, o ex-ministro deixou a sociedade de advogados. A saída dele foi formalizada no dia 17 de janeiro daquele ano. Atualmente, os sócios são dois filhos do ex-ministro: Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.

  • Escritório de Lewandowski manteve contrato com o Banco Master após ida ao MJSP.
  • Valor: R$ 250 mil por mês.
  • Contrato foi de agosto/2023 a setembro/2025.
  • Após assumir ministério, durou 21 meses.
  • Total pago: R$ 6,5 milhões (R$ 5,25 milhões após o MJSP).
  • Escritório passou a ser tocado por filhos de Lewandowski.
O objeto do contrato era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” por parte do Lewandowski Advogados para o Master.

Uma das tarefas de Lewandowski era participar das reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. No entanto, durante todo o período do contrato, ele só esteve em duas dessas reuniões, segundo apurou a coluna.

Com a ida dele para o Ministério da Justiça, o escritório passou a ser representado pelo advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro. Segundo apurou a coluna, Enrique não fez nenhuma entrega significativa para o banco, embora os pagamentos tenham continuado.

À coluna Lewandowski disse, por meio da assessoria, que deixou seu escritório de advocacia após aceitar o convite para o MJSP.

“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz a nota.

“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, diz o texto.

Procurado pela coluna, Jaques Wagner confirmou ter indicado Lewandowski para a direção do Master. Ele, no entanto, reiterou que não indicou Guido Mantega.

“Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo Banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou”, diz a nota enviada pela assessoria de Jaques Wagner.

Já a defesa de Vorcaro disse que as contratações do banco ocorreram “dentro de parâmetros profissionais”. “A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos”, diz o texto.
Críticas de Lula ao Master: “Falta vergonha na cara”

Historicamente próximo do PT, Ricardo Lewandowski foi indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal em seu segundo mandato presidencial, em 2006.

A relação próxima do Master com quadros históricos do PT contrasta com o tom agressivo adotado por Lula em relação ao banco ultimamente.

Em um evento na semana passada em Maceió (AL), Lula disse que “falta vergonha na cara” para quem defende Daniel Vorcaro. Ele ainda acusou o Master de dar “um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões neste país”, disse Lula.

Fonte: Metrópoles

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Vaza encontro secreto de Toffoli com banqueiro; Assista

O resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, foi usado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como local discreto para encontros com políticos, banqueiros e empresários de grande influência econômica.

Informações obtidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, detalham a dinâmica dessas reuniões realizadas em uma área exclusiva do empreendimento, às margens da represa de Xavantes, na divisa entre os estados do Paraná e de São Paulo.

Um dos encontros registrados ocorreu em 25 de janeiro de 2023. De acordo com a descrição das imagens analisadas pela colunista, Toffoli aparece vestindo roupas informais — camiseta, bermuda e chinelos — enquanto aguardava convidados em um heliponto privativo dentro do resort.

Na ocasião, pousou no local um helicóptero modelo Eurocopter AS365 Dauphin, avaliado em aproximadamente US$ 12 milhões, o equivalente a cerca de R$ 64,8 milhões pela cotação atual.

A aeronave, identificada pelo prefixo PT-PCT, referência ao banco BTG Pactual, transportava dois nomes de peso do setor financeiro e industrial: o empresário Luiz Pastore, controlador do grupo metalúrgico Ibrame, e o banqueiro André Esteves, fundador do BTG.

Ainda segundo o registro, a recepção foi marcada por gestos de proximidade, com abraços e cumprimentos calorosos entre o ministro e os empresários. Após o desembarque, os participantes foram vistos reunidos de forma descontraída nos jardins do resort, conversando em círculo e segurando copos de bebida.

Conforme a apuração de Andreza Matais, o episódio não foi pontual. O Tayayá teria sido utilizado em outras ocasiões por Toffoli como espaço para receber autoridades públicas e representantes do alto empresariado, funcionando como um ambiente de articulação política e econômica distante dos compromissos oficiais e da rotina institucional de Brasília.

Um dos homens mais poderosos e ricos do país, André Esteves é próximo de ministros do Supremo, do Executivo e do Tribunal de Contas da União. O banqueiro tem diversos negócios que podem ser impactados por decisões da mais alta Corte do país — embora ele mesmo não tivesse, à época, nenhum processo seu ou do BTG sob relatoria de Toffoli.

Pastore também mantém relações próximas com figuras influentes da política e do meio empresarial. Ele atua nos setores de metalurgia, importação, indústria e administração de imóveis. 

(Foto: STF; Fonte: Times Brasil; Metrópoles)

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Cidade do RN com 55% da população dependente do Bolsa Família cria auxílio-alimentação de R$ 1.800 para vereadores

A Lei Municipal nº 1.174/2025, sancionada nesta segunda-feira pelo prefeito de Jucurutu Iogo Queiroz (PSDB), tornou-se o centro de uma polêmica sobre a gestão do dinheiro público na cidade.

Além da disparidade de valores já revelada, um novo fator choca a opinião pública: o valor do auxílio-alimentação de R$ 1.800 será pago a vereadores que possuem uma carga de trabalho oficial de apenas uma sessão ordinária por semana.

Atualmente, o subsídio (salário) bruto de um vereador em Jucurutu é de R$ 9.500,00. Com a adição do novo auxílio-alimentação de R$ 1.800,00, o valor total bruto destinado a cada parlamentar chegará a R$ 11.300,00.

Considerando que a Câmara Municipal de Jucurutu realiza tradicionalmente quatro sessões mensais, o cálculo do novo benefício revela números impressionantes. Cada vez que um vereador comparecer ao plenário, ele terá direito a uma cota de R$ 450,00 apenas para sua alimentação naquele dia.

Esse valor diário é quase o dobro do que muitos trabalhadores do município recebem por uma semana inteira de trabalho pesado.

O Raio-X da Pobreza

O contraste se torna ainda mais grave ao cruzar os dados da Câmara com os do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social. Com uma população estimada em cerca de 18 mil habitantes, a dependência de programas sociais na cidade é alarmante:

  • Dependência Social: Aproximadamente 55% das famílias de Jucurutu dependem diretamente do Bolsa Família para não passarem fome.
  • A Renda do Povo: Enquanto um vereador embolsa R$ 11.300,00 (salário + auxílio) para atuar em 4 sessões, mais da metade da população vive com benefícios que mal chegam a R$ 700,00 mensais para cobrir 30 dias de sobrevivência.
  • Abismo Financeiro: O que um vereador recebe para se alimentar em uma única sessão (R$ 450) é o equivalente a quase 70% do que uma família pobre da cidade recebe para sustentar todos os seus membros durante o mês inteiro.
Comparativo de Ganhos e Esforço

Blindagem de Privilégios

Diferente dos 3.000 lares que precisam cumprir rigorosas regras de saúde e educação para manter o Bolsa Família, o auxílio dos parlamentares é de natureza indenizatória. Isso significa que o dinheiro cai na conta sem descontos, sem necessidade de apresentar notas fiscais de restaurantes e sem incidência de Imposto de Renda.

A lei, que entra em vigor em 2 de fevereiro de 2026, consolida um cenário onde a elite política de Jucurutu mantém um padrão de vida de metrópole, enquanto mais da metade dos cidadãos que representam dependem de auxílios do Governo Federal para garantir o prato de comida que a Câmara agora paga com folga aos seus parlamentares.

Fonte: Blog do Barreto

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

TCU impõe sigilo a apuração sobre possível omissão do BC no caso Master

Processo passa a ter acesso restrito por envolver dados bancários e fiscais.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o processo que investiga uma possível omissão do Banco Central (BC) no caso Banco Master passe a tramitar sob sigilo, restringindo o acesso público às peças e informações até então disponíveis nos autos.

A apuração tem como foco verificar se a autoridade monetária deixou de acompanhar adequadamente os riscos associados às operações da instituição financeira e se houve falhas na supervisão prudencial que poderiam ter mitigado prejuízos a investidores.

O caso passou ao crivo do tribunal este ano após um recurso apresentado pelo Governo do Distrito Federal, controlador do BRB, contestando a negativa do BC em autorizar a aquisição do Master pelo banco público.

Inicialmente, um pedido de investigação foi formulado pelo Ministério Público junto ao TCU em junho, sob a alegação de que o BC não teria monitorado operações consideradas temerárias pelo próprio mercado.

À época, o tribunal entendeu que não havia evidências suficientes de irregularidades.

Com a entrada de novos elementos apresentados no recurso do governo local, o TCU decidiu reavaliar e instaurar a apuração.

A decisão de classificar o processo como sigiloso foi justificada pelo tribunal com base na presença de dados bancários e fiscais protegidos por legislação específica, o que inviabilizaria a divulgação irrestrita das informações sem comprometer a confidencialidade exigida por lei.

Com o sigilo, apenas um acórdão permanece acessível ao público no sistema do TCU.

O episódio ocorre em um contexto mais amplo de ações relativas ao Banco Master: em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, em meio à Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro e outros executivos por suspeitas de irregularidades financeiras.

O TCU também cobrou explicações do Banco Central sobre possíveis falhas no processo de liquidação, sinalizando que a corte identificou indícios de precipitação na tomada de decisões e determinou um prazo para que o BC se manifeste formalmente.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) vem autorizando diligências que incluem a oitiva de investigados e dirigentes do Banco Central no âmbito das apurações relacionadas ao caso, reforçando a dimensão institucional da investigação em curso.

Com o processo agora sigiloso no TCU, setores ligados ao debate político aguardam os próximos passos das investigações e eventuais implicações para a atuação da autoridade monetária na supervisão do sistema financeiro nacional, especialmente diante dos impactos da liquidação do Banco Master e das discussões sobre autonomia regulatória.

Fonte: Diário do Poder

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Diretor da Caixa é afastado em investigação sobre o INSS

O ministro André Mendonça determinou, nesta quinta-feira (18/12), o afastamento do diretor-executivo da Caixa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Caixa DTVM), Heitor Souza Cunha. A determinação ocorre no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema nacional de descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

O funcionário afastado, segundo o despacho, tem atuação marcada “marcado por intensa troca de mensagens com Adelino, por meio das quais são feitas indagações”. Adelino Rodrigues, sócio da empresa DM&H, assessoria empresarial, com quem Heitor manteve contato, atuou como “relevante do núcleo administrativo associado a Antônio Carlos Camilo Antunes“, o Careca do INSS, segundo decisão divulgada nesta quinta.

“A Polícia Federal descreve um conjunto de condutas que apontam a participação ativa de Adelino na manutenção e desenvolvimento das atividades da organização criminosa”, apontou o despacho.

A decisão também determina o afastamento das funções públicas do secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, preso pela PF.

Heitor também teria atuado em conjunto com Hélio Marcelino Loreno, preso no âmbito da operação.

Segundo a PF, a análise do material apreendido “indica que Hélio era destinatário de valores provenientes das associações fraudulentas, ao lado de Domingos Sávio e Antônio Camilo. Ele foi admitido como sócio da D&M Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda., empresa que tinha Domingos Sávio como sócio e que, segundo a investigação, era utilizada como fachada para a prática dos crimes apurados”.

“A representação da Polícia Federal revela, ainda, que Hélio, em conjunto com Heitor Souva Cunha, teria participado da concepção de um esquema semelhante ao da fraude previdenciária”, reforçou o documento.

Fonte: Metrópoles

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