A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi avançou nesta segunda-feira (21) com novos depoimentos e a análise de informações consideradas importantes para esclarecer as últimas horas de vida da jovem. O movimento se concentrou no 2º Distrito Policial, no bairro Aldeota, em Fortaleza, onde familiares foram ouvidos pela Polícia Civil.
A mãe de Isabelle prestou depoimento por mais de três horas. O irmão da estudante também foi ouvido pelos investigadores. Os dois apresentaram informações sobre a rotina da jovem, o relacionamento dela e acontecimentos anteriores à morte.
O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, era esperado na delegacia para prestar esclarecimentos, mas não compareceu. Por meio de advogado, ele havia informado que deveria se apresentar à polícia. Até o momento, não há confirmação de que ele tenha sido formalmente apontado como suspeito.
A ausência do namorado passa a ser um dos pontos que deverão ser esclarecidos pela investigação, que busca reconstruir a cronologia dos acontecimentos do dia 13 de setembro, quando Isabelle foi encontrada morta no condomínio onde morava.
Perícia descarta gravidez
Outro esclarecimento importante surgiu nesta segunda-feira. A possibilidade de Isabelle estar grávida, levantada anteriormente por familiares, foi descartada pelos exames realizados pela Perícia Forense.
A informação foi repassada pelas advogadas que acompanham a família. Dessa forma, a hipótese de gestação deixa de fazer parte dos elementos relacionados à investigação.
Câmeras ajudam a reconstruir os últimos momentos
As imagens das câmeras de segurança do condomínio continuam sendo analisadas pelos investigadores. Os registros mostram a movimentação de Isabelle e de João no imóvel nas horas que antecederam a morte da estudante.
As imagens também registraram o retorno de João ao condomínio acompanhado por outras pessoas. A identificação e a participação dessas pessoas na sequência dos acontecimentos estão entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos.
A investigação busca estabelecer quem esteve no apartamento, em quais horários e quais foram os deslocamentos realizados antes de Isabelle ser encontrada morta.
Família contesta versão de suicídio
Desde o início do caso, familiares de Isabelle questionam a possibilidade de que a morte tenha sido provocada por suicídio. A família defende que todos os elementos sejam analisados antes de qualquer conclusão.
Os exames periciais apontaram lesões decorrentes da queda. O exame toxicológico também integra o conjunto de provas analisadas pela polícia. A dinâmica da morte, entretanto, ainda não foi oficialmente esclarecida.
Por isso, a investigação trabalha com a necessidade de confrontar os resultados da perícia com as imagens de segurança, os depoimentos e demais vestígios encontrados no condomínio.
Próximos passos
Com os depoimentos desta segunda-feira, a Polícia Civil amplia o conjunto de informações disponíveis para montar a linha do tempo das últimas horas de Isabelle.
O objetivo é esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento, quem esteve no local, quais foram as movimentações registradas pelas câmeras e, principalmente, como ocorreu a queda que provocou a morte da estudante.
O caso permanece em investigação, e novas oitivas e análises periciais deverão ocorrer nos próximos dias. Até a conclusão do inquérito, a dinâmica da morte de Isabelle Caracristi continua sem uma definição oficial. Via portal Cn7











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