O Brasil ficou de fora do chamado Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos que reúne países latino-americanos em uma iniciativa de combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Nesta terça-feira (22), os integrantes anunciaram medidas contra 24 organizações, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Além dos Estados Unidos, assinaram a declaração Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O Brasil não integra a coalizão e, portanto, não participou da declaração conjunta.
O documento prevê medidas como bloqueio de bens e ativos, restrições de vistos e outras punições contra integrantes, apoiadores e pessoas que ofereçam suporte material ou logístico às organizações listadas. A aplicação das medidas seguirá a legislação de cada país participante.
Além do PCC e do Comando Vermelho, a relação inclui grupos criminosos e cartéis de diferentes países do continente. A iniciativa busca ampliar a cooperação regional no combate ao tráfico de drogas e às estruturas financeiras das organizações criminosas.
A ausência do Brasil ocorre em um momento de pressão internacional sobre o país em relação ao combate às duas facções. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos afirmou que o Brasil se tornou um importante ponto das rotas globais de cocaína e cobrou medidas contra PCC e CV.
Apesar de não integrar o Escudo das Américas, o Brasil mantém operações próprias e cooperação internacional contra o crime organizado. Nesta terça-feira, por exemplo, a Polícia Federal realizou a Operação Suécia XXXV contra uma organização suspeita de tráfico transnacional de cocaína, com medidas de sequestro de até R$ 50 milhões em bens e ativos.
Fonte: Folha do Estado











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