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quarta-feira, 22 de maio de 2024

USS George Washington retorna ao Brasil em missão estratégica

O USS George Washington, uma peça central das Forças Navais dos Estados Unidos, retornou às águas brasileiras nesta segunda-feira, 20.
Em sua terceira missão na América Latina e no Caribe, o super-porta-aviões nuclear participará da operação Southern Seas 2024. Trata-se de um intercâmbio com Forças Armadas de outros países da América do Sul.

Depois, o USS George Washington seguirá para o Japão, com previsão de chegada entre setembro e outubro de 2024.

A viagem, que começou em 5 de abril, marca o retorno da embarcação à Base Naval de Yokosuka, no Japão, depois de vários atrasos. Isso indica um interesse crescente pelo Atlântico Sul, em um contexto de tensão entre Washington e Pequim.

De acordo com o jornal O Globo, a China tem intensificado suas relações econômicas e políticas com a América do Sul. Isso tem preocupado os Estados Unidos, que veem no Atlântico Sul um ponto estratégico.

A última visita de USS George Washington ao Brasil ocorreu em 2015, durante a operação Unitas. Esse foi o mais antigo exercício marítimo multinacional liderado pelos EUA, que incluiu treinamentos conjuntos com militares brasileiros e norte-americanos, como simulações de combate aéreo.

Exercícios do USS George Washington e colaboração internacional

Atualmente, estão programados exercícios de passagem e operações no mar com forças marítimas de nações parceiras. Além do Brasil, a frota, que inclui submarinos e navios de reabastecimento, fará escalas em portos de países como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.

Características e capacidades do super-porta-aviões

Os super-porta-aviões, como o USS George Washington, são os maiores e mais caros navios operados pelas Marinhas de Guerra. Ele serve como pistas de pouso e decolagem móveis para aeronaves em operações.

Em operação desde 1992, o USS George Washington foi o primeiro porta-aviões nuclear norte-americano estacionado permanentemente fora dos EUA desde 2008.

Depois de retornar para Norfolk, na Virgínia, em 2017, passou por um extenso processo de reabastecimento e revisão. A manutenção foi concluída em maio de 2023, com um custo de mais de US$ 2,8 bilhões.

Conhecido como GW, o porta-aviões tem 330 metros de comprimento, 78 de largura e desloca cerca de 110 mil toneladas.

Seu interior abriga cerca de 5 mil militares, distribuídos em 20 pisos e mais de 50 escadas. Atualmente, estão embarcados 4,9 mil tripulantes.

Via Revista Oeste

terça-feira, 21 de maio de 2024

CHAMADA DE "PORTA DO INF3RN0", CRATERA NA SIBÉRIA CRESCE EM RITMO ACELERADO

A cratera de Batagaika, na Sibéria, se expande a um ritmo alarmante de até 1 milhão de metros cúbicos por ano, em virtude do derretimento do pergelissolo — solo congelado por pelo menos dois anos. A cratera foi descoberta em 1991, depois do colapso de uma encosta nas terras altas de Yana, ao norte de Yakutia.

O fenômeno natural possui 1 quilômetro de extensão e expõe o solo congelado mais antigo da região — 650 mil anos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) explica que eventos como esse ocorrem frequentemente, quando rochas subterrâneas se dissolvem em água.

Pesquisadores da Universidade Estatal de Lomonosov, em Moscou, e do Instituto Melnikov, descobriram que a parede da encosta na Sibéria retrocede cerca de 12 metros por ano. O estudo foi feito com um modelo geológico em 3D e também contou com a ajuda de cientistas alemãos.

Um estudo publicado no jornal científico Geomorphology revela que a cratera cresceu 200 metros desde 2014. Essa marca fez com que a cratera alcançasse quase 1 metro de largura.


O impacto da expansão da cratera na Sibéria

Embora a cratera de Batagaika na Sibéria esteja distante de grandes cidades russas, a rápida expansão serve como um indicador crítico do aquecimento do solo congelado. O permafrost, que são solos permanentemente congelados por mais de dois anos, cobre vastas regiões do Hemisfério Norte.

O degelo dessas camadas não apenas provoca a infiltração da água, mas também reduz a vegetação que protege do calor solar.

Fonte: Revista Oeste

Veja momento em que presidente do Irã é encontrado

Equipes de emergência do Irã recuperaram, na manhã desta segunda-feira (20), os corpos do presidente iraniano, Ebrahim Raisi, do ministro das Relações Exteriores do país e de outros membros da tripulação após um acidente de helicóptero em uma região montanhosa do noroeste do país neste domingo (19).

Além do presidente e do ministro das Relações Exteriores, entre os passageiros do helicóptero estavam o governador da província do Azerbaijão Oriental, o principal imã da região, o chefe de segurança do presidente e três integrantes da tripulação. Três helicópteros transportavam a comitiva presidencial. Dois deles aterrissaram sem problemas em Tabriz, noroeste do Irã, menos o que transportava Raisi.

Neste domingo, mais de 20 equipes de resgate, incluindo drones e cães farejadores, passaram por dificuldades para chegar ao local do acidente devido às más condições climáticas, com chuva forte, neblina e vento. Imagens do resgate nesta segunda-feira mostraram o helicóptero em uma área coberta de névoa.

Na manhã desta segunda, as autoridades do Irã divulgaram o que descreveram como imagens de drones mostrando o que parecia ser um incêndio no deserto, que “suspeitaram ser destroços de um helicóptero”. As coordenadas listadas no vídeo colocam o incêndio a cerca de 20 quilômetros ao sul da fronteira entre o Azerbaijão e o Irã, na encosta de uma montanha íngreme.

Agências de notícias anunciaram a morte de Raisi horas após a localização dos destroços do helicóptero.

– Estamos transportando os corpos dos mártires para Tabriz – uma grande cidade do noroeste do país, anunciou o Crescente Vermelho.

O presidente estava viajando pela província iraniana do Azerbaijão Oriental. A TV estatal disse que o que chamou de “aterrissagem forçada” aconteceu perto de Jolfa, uma cidade na fronteira com o Azerbaijão, cerca de 600 quilômetros a noroeste da capital iraniana, Teerã.

Mais tarde, a televisão estatal repassou o local mais a leste, perto da aldeia de Uzi, mas os detalhes permaneceram contraditórios.

Raisi é o segundo presidente do Irã a morrer no cargo. Em 1981, a explosão de uma bomba matou o presidente Mohammad Ali Rajai após a Revolução Islâmica no país.

A morte de Raisi, 63 anos, abre um período de incerteza política no Irã, um país muito influente no Oriente Médio, no momento em que a região é abalada pela guerra na Faixa de Gaza entre Israel e Hamas, grupo islamista aliado da República Islâmica.

*AE

GRANDE TERREMOTO É REGISTRADO NA ITÁLIA; VEJA VÍDEO

Nesta segunda-feira (20), a Itália registrou um terremoto de magnitude 4.4 na Escala Richter. Segundo dados do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), esse choque sísmico é o mais forte dos últimos quarenta anos no país.

O tremor ocorreu às 20h (horário local), a uma profundidade de 3 quilômetros. O epicentro foi nos Campos Flégreos, região da Campânia, província de Nápoles.

Além disso, os tremores também foram sentidos em Nápoles e nas províncias de Puzzuoli, Quarto, Bacoli, Monte de Procida, Marano de Nápoles e Calvizzano.

Na rede social X, italianos compartilham vídeos dos tremores e relatam como estão vivenciando esse momento. Uma internauta comentou: “Estava tudo bem, e em cinco minutos sentimos um tremor muito grande”.

Fonte: Terra Brasil Notícias

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Lula e Itamaraty lamentam morte do presidente iraniano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministério das Relações Exteriores brasileiro se manifestaram sobre a morte do presidente iraniano Ebrahim Raisi.

Por meio de publicação no X na manhã desta segunda-feira (20), o petista enviou suas “condolências” as familiares, ao governo e ao povo iraniano.

– Com pesar soube da confirmação da morte do presidente iraniano Ebrahim Raisi e do seu chanceler, Hossein Amir Abdollahian e de todos os passageiros e tripulação, após a queda de seu helicóptero. Minhas condolências aos familiares de todas as vítima (sic), ao governo e ao povo iraniano – disse.

Já o Itamaraty expressou, em nota, seus “mais sinceros sentimentos de solidariedade e pesar”.

– O governo brasileiro recebeu, com profunda consternação, as notícias das mortes do presidente da República Islâmica do Irã, Ebrahim Raisi, do chanceler Hossein Amir Abdollahian e de outras autoridades do país, em decorrência de queda de helicóptero ocorrida ontem, dia 19, no interior do país – inicia o texto.

– O governo brasileiro estende aos familiares do presidente Raisi, do chanceler Abdollahian e das demais vítimas, e ao governo e povo iranianos os mais sinceros sentimentos de solidariedade e pesar pelas irreparáveis perdas – completa.


ENTENDA

O helicóptero em que estavam o presidente e o chanceler iranianos caiu em uma região montanhosa no noroeste do país, sob más condições climáticas. Na ocasião, a área do acidente registrava chuva e densa neblina.

A aeronave se dirigia à cidade de Tabriz junto de outras duas, que chegaram ao destino em segurança. Tão logo o helicóptero perdeu contato por radar, uma equipe de 65 pessoas foi convocada para atuar no resgate.

Também estavam na aeronave o governador do Azerbaijão Oriental, Malik Rahmati, o líder das orações de sexta-feira na cidade de Tabriz, Mohammad-Ali Al-Hashem, e uma quantidade ainda não especificada de tripulantes.

(Pleno News)

Presidente do Irã morre em queda de helicóptero

Agência estatal diz que eronave caiu quando Ebrahim Raisi seguia em comboio para Tabriz, após inaugurar barragem na fronteira do Azerbaijão.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos, neste domingo (19), após a queda do helicóptero que o transportava com sua comitiva na região de Varzaqan, na província iraniana do Azerbaijão Oriental, no noroeste do país. O falecimento de Raisi com outros oito ocupantes da aeronave foi confirmado pela agência estatal iraniana IRNA. E leva incertezas à política mundial, pelo fato de o país ter um programa nuclear e ter sido recentemente atacado por Israel.

O helicóptero de Raisi caiu na tarde de ontem, quando seguia em comboio com mais dois helicópteros a caminho da cidade de Tabriz, após ter inaugurado a barragem Qiz Qalasi, na fronteira com a República do Azerbaijão, no início do dia. E o líder supremo e aiatolá Seyyed Ali Khamenei anunciou hoje a nomeação do vice-presidente Mohammad Mokhber como chefe do Executivo.

Ninguém sobreviveu no acidente que também tirou a vida do ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, do governador da província do Azarbaijão Oriental, Malek Rahmati, e do chefe da equipe de guarda-costas de Raisi, Mehdi Mousavi; além de Mohammad Ali Al-e-Hashem, representante do líder supremo, na província.

Ebrahim Raisi nasceu na cidade sagrada de Mashhad. Foi eleito presidente em 2021, após ter atuado como chefe do Judiciário, procurador-geral e vice-presidente da Assembleia de Peritos além de ter sido membro do Conselho de Conveniência.

O acidente é investigado, mas não foi divulgada eventuais suspeitas de ataque ou crime relacionado à queda do helicóptero, que voava em condições climáticas desfavoráveis.

(Diário do Poder)

domingo, 19 de maio de 2024

REINO UNIDO disse "não" à identidade de gênero nas escolas

"Um homem é um homem e uma mulher é uma mulher". Foi essa a frase dita pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak há alguns meses.

Agora, a decisão foi anunciada oficialmente, acabando com o ensino da identidade de gênero nas escolas e determinando uma idade mínima para o ensino da educação sexual — 9 anos.

Além disso, esse ensino “deve ser puramente científico” e o material utilizado deve ser mostrado previamente aos pais.

Curiosamente, o United Kingdom foi um dos primeiros países a institucionalizar o ensino da identidade de gênero. Agora, a decisão foi revertida pelo governo.

The News

Irã: Oficial diz que informações de helicóptero são “preocupantes”

Um oficial iraniano afirmou à agência de notícias Reuters, sob condição de anonimato, que as informações sobre o helicóptero que levava o presidente do país, Ebrahim Raisi, “são muito preocupantes”. Segundo o veículo, a autoridade informou que a aeronave caiu enquanto atravessava um terreno montanhoso sob forte neblina, contradizendo informações que davam conta apenas de um pouso de emergência.

O funcionário disse ainda que as vidas de Raisi e do ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, estavam “em risco após a queda do helicóptero”, que aconteceu no caminho de volta de uma visita à fronteira do Irã com o Azerbaijão.

De acordo com a agência de notícias estatal IRNA, o mau tempo tem complicado os esforços de resgate. O chefe do Estado-Maior do Exército iraniano, porém, ordenou que todos os recursos da corporação e da elite da Guarda Revolucionária fossem utilizados nas operações de busca e salvamento.

A agência de notícias FARS pediu que iranianos orem pelo presidente do país. O veículo chegou a divulgar imagens das buscas pelo helicóptero. Raisi estava viajando pela província iraniana do Azerbaijão Oriental. De acordo com a TV estatal do país, o incidente aconteceu perto de Jolfa, uma cidade na fronteira com o Azerbaijão, cerca de 600 quilômetros a noroeste da capital iraniana, Teerã.

Via Pleno News

Helicóptero com presidente do Irã desaparece após pouso forçado

O helicóptero que transportava o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, está desaparecido após realizar um “pouso forçado” no noroeste do país. Autoridades e meios de comunicação estatais iranianos informaram que a vida do mandatário está “em perigo”.

Raisi viajava pela província iraniana do Azerbaijão Oriental. A televisão estatal informou que o incidente ocorreu perto de Jolfa, uma cidade na fronteira com a nação do Azerbaijão, a cerca de 600 quilômetros a noroeste da capital iraniana, Teerã. Posteriormente, a televisão situou o local do incidente mais a leste, perto da vila de Uzi, mas os detalhes permanecem contraditórios.

Estavam com Raisi o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, o governador da província do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati, e outros funcionários, segundo a agência estatal de notícias IRNA.


Operação de Busca e Resgate

As autoridades não explicaram a causa do “pouso forçado” e iniciaram uma operação para localizar o helicóptero em que viajavam Raisi e outros altos funcionários do país, sem sucesso até agora devido às condições climáticas adversas.

Um funcionário local utilizou a palavra “colidiu” para descrever o acidente, mas admitiu a um jornal iraniano que ainda não havia chegado ao local.

Nem a IRNA nem a televisão estatal forneceram informações sobre o estado de Raisi, mas um funcionário iraniano disse que as vidas do presidente e do chanceler “correm perigo após o acidente”.

“Seguimos esperançosos, mas as informações provenientes do local do acidente são muito preocupantes”, declarou um funcionário iraniano à Reuters.

Em meio à incerteza, os partidários instaram a população a rezar por ele. A televisão estatal exibiu imagens de fiéis rezando no santuário do Imã Reza, na cidade de Mashhad, um dos locais mais sagrados do islamismo xiita.


Declarações Oficiais

“O estimado presidente e companhia estavam de volta a bordo de helicópteros, e um dos helicópteros foi forçado a realizar um pouso de emergência devido ao mau tempo e à neblina”, disse o ministro do Interior, Ahmad Vahidi, em comentários transmitidos pela televisão estatal. “Vários equipes de resgate estão a caminho da região, mas devido ao mau tempo e à neblina, podem demorar a chegar ao helicóptero”.

E acrescentou: “A região é um pouco acidentada e é difícil estabelecer contato. Estamos aguardando que as equipes de resgate cheguem ao local do pouso e nos forneçam mais informações”.
Desafios na Operação de Resgate

As equipes de resgate tentavam chegar ao local do acidente, segundo a televisão estatal, mas as más condições meteorológicas estavam dificultando as operações.

Vinte equipes de resgate e oito cães foram enviados para encontrar o helicóptero, de acordo com as autoridades de emergências. Um helicóptero de emergências não conseguiu pousar na área devido à densa neblina e teve que retornar, segundo um porta-voz de emergências.

Relatórios mencionam chuvas fortes e neblina com algum vento, e um vídeo da televisão iraniana mostrou equipes de resgate rastreando a área do acidente em meio à densa neblina. A IRNA descreveu a área como “floresta” e a região é conhecida por ser montanhosa.

O chefe da Organização de Socorro e Resgate do Crescente Vermelho, Babak Mahmoud, disse que “drones de resgate foram enviados ao local do acidente”, informou a agência Tansim.


Contexto e Implicações

Raisi havia estado no Azerbaijão no início do domingo para inaugurar uma barragem com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev. A barragem é a terceira que ambas as nações constroem no rio Aras. A visita ocorreu apesar das relações frias entre as duas nações, devido, entre outros fatores, a um ataque armado contra a embaixada do Azerbaijão em Teerã em 2023 e às relações diplomáticas do Azerbaijão com Israel, que o Irã considera seu principal inimigo na região.

O Irã opera diversos helicópteros no país, mas as sanções internacionais dificultam a obtenção de peças para eles. Além disso, sua frota aérea militar é, em grande parte, anterior à Revolução Islâmica de 1979.

Raisi, de 63 anos, é um linha-dura que anteriormente dirigiu o poder judiciário do país. Ele é considerado um protegido do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e alguns analistas sugerem que ele poderia substituir o líder, de 85 anos, após sua morte ou renúncia.

Raisi venceu as eleições presidenciais iranianas de 2021, que registraram a participação mais baixa da história da República Islâmica. Ele está sancionado pelos Estados Unidos, em parte por sua participação na execução em massa de milhares de prisioneiros políticos em 1988, ao final da sangrenta guerra entre Irã e Iraque.

Sob o governo de Raisi, o Irã enriquece urânio a níveis próximos ao necessário para armamento e dificulta as inspeções internacionais.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar “acompanhando de perto os relatórios de um possível pouso forçado de um helicóptero no Irã que transportava o presidente iraniano e o ministro das Relações Exteriores”. E acrescentou: “Não temos mais comentários no momento”.

(Gazeta Brasil)

terça-feira, 7 de maio de 2024

URGENTE: Congresso Americano aciona OEA contra Alexandre de Moraes

Pedido de Informações à OEA destaca preocupação com censura e abusos de autoridade.
O presidente da Subcomissão Global de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o deputado republicano Cris Smith, revelou ter recebido denúncias de “violações de direitos humanos” no Brasil, relacionadas a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, a Câmara dos Estados Unidos enviou à Organização dos Estados Americanos (OEA) um pedido de informações sobre alegações de “censura”, “abusos de autoridade” e “violações em massa da liberdade de expressão” no Brasil. O documento, assinado por Cris Smith, destaca preocupações referentes ao bloqueio de perfis em redes sociais e canais de comunicação na web, efetuado por Moraes.

Cris Smith afirmou ter recebido “graves alegações” de violação dos direitos humanos no Brasil, durante reunião da subcomissão do Congresso americano. A carta foi encaminhada à presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Roberta Clarke, e ao relator especial para a Liberdade de Expressão da entidade, Pedro José Vaca Villarreal.

O deputado norte-americano destacou a necessidade de a CIDH compartilhar informações sobre as supostas violações dos direitos humanos no Brasil, em conformidade com o mandato da entidade de promover o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão.

Além disso, Smith questionou o comitê da OEA sobre as medidas adotadas em relação à situação no Brasil e como o Congresso dos EUA poderia atuar na questão. Este pedido ocorre após o recente relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, que acusou os governos do Brasil e dos Estados Unidos de buscar silenciar críticos nas redes sociais.

As decisões sigilosas de Alexandre de Moraes, segundo o Metrópoles , têm gerado controvérsias, com críticos questionando a justificativa do ministro de que tais medidas são necessárias para a manutenção do Estado Democrático de Direito. O desdobramento dessas denúncias e as respostas da OEA serão acompanhados de perto nos próximos dias.

(Folha do Estado)

quinta-feira, 2 de maio de 2024

APROVAÇÃO de Biden é o menor índice da história

A aprovação do presidente dos EUA, Joe Biden, atingiu a marca mais baixa já registrada em seu 13º trimestre de mandato, com apenas 38,7% de aprovação, segundo a última pesquisa Gallup. Esse índice é inferior ao de qualquer outro presidente eleito para seu primeiro mandato desde Dwight Eisenhower.

No mesmo período de seus mandatos, Donald Trump e Barack Obama registraram aprovações de 46,8% e 45,9%, respectivamente. George H.W. Bush, que detinha o recorde anterior de menor índice no 13º trimestre, teve 41,8% em 1992. Dos presidentes com aprovação abaixo de 50% nesse ponto de seus mandatos, três perderam suas tentativas de reeleição, com Obama sendo a exceção.

Durante o 13º trimestre, problemas como a continuação do conflito entre Israel e Hamas em Gaza e níveis elevados de imigração ilegal na fronteira sul dos EUA pesaram em sua popularidade. Além disso, uma proposta bipartidária de reforma imigratória falhou em passar no Senado em fevereiro, e, apesar de indicadores macroeconômicos positivos como o crescimento de empregos, há sinais de que a inflação pode estar aumentando novamente.

O Antagonista

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Cubanos enfrentam penas brutais de até 15 anos de prisão por protestos contra crise no país

Continua a Repressão Intensa contra Manifestantes em Cuba com Novas Condenações de até 15 anos de Prisão.
A intensidade da repressão imposta pelo regime de Miguel Díaz-Canel aos manifestantes cubanos na ilha permanece alta. A evidência mais recente disso são as recentes sentenças aplicadas pelo Tribunal Provincial de Camagüey, controlado pela ditadura, que condenou 13 participantes de protestos em Nuevitas a até 15 anos de prisão.

el Sol, Yennis Artola foi condenado a 8 anos de privação de liberdade pelo crime doloso e consumado de “propaganda inimiga” de caráter contínuo.

A maioria dos participantes dos protestos foi julgada culpada por perturbar a ordem pública e tentar se rebelar contra as autoridades comunistas por criticar as condições degradantes em que vivem nos últimos anos. Essas condições são caracterizadas pela falta de alimentos básicos, combustível e suprimentos médicos, aspectos que são ignorados pela ditadura.

Uma parte da crise atual está sendo amenizada com o auxílio externo de parceiros, como a China. No começo deste mês, Cuba foi beneficiada com uma doação de 68 toneladas de arroz do governo chinês, que irá totalizar 20.408 toneladas até o fim do ano. Anteriormente, dois meses atrás, a ilha havia recorrido ao Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU solicitando ajuda para a distribuição de leite subsidiado para crianças com menos de sete anos.

O Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) emitiu uma declaração condenando as recentes condenações contra os manifestantes e forneceu um registro com os nomes dos indivíduos condenados à prisão e as suas penas correspondentes.

O tribunal sentenciou Mayelín Rodríguez Prado a 10 anos por cometer o crime doloso e consumado de “propaganda inimiga” de forma contínua e a uma pena adicional de 2 anos por sedição. A sentença foi aumentada em três anos, uma vez que os crimes foram perpetrados simultaneamente.

Del Sol, Yennis Artola foi condenado a 8 anos de privação de liberdade pelo crime doloso e consumado de “propaganda inimiga” de caráter contínuo.

Muñoz José Armando Torrente foi sentenciado a 12 anos de prisão por “sedição”, além de 2 anos adicionais por crime de agressão e 10 meses por resistência.

Velez Leyva Daiver, Medina Velázquez Keiler, Vargas Menéndez De Jesús Menkel, Suárez Carrión Alberto Frank, Valladares Claro Pascual Frai e Agosto Pérez Alejandro Lázaro foram sentenciados por cometer o crime intencional e consumado de “sedição” a uma pena de 10 anos de privação de liberdade.

Batista Lisdan Cabrera foi sentenciado a 10 anos de privação de liberdade por “sedição” e a 2 anos pelo crime doloso e consumado de “outros atos contra a segurança do Estado”. A sentença combinada foi diminuída para 11 anos de privação.

Jimmy Jhonson Agosto e Ediolvis Marín Mora receberam sentenças de 13 anos de prisão por sedição e sabotagem.

Álvarez Ramírez Wilker foi penalizado com 4 anos de privação de liberdade pelo delito doloso e consumado de “ocultação”. Por outro lado, Yanelis Valladares Jaime obteve absolvição do delito de “sedição” devido à falta de evidências suficientes.

Um documento divulgado recentemente pela organização Prisoners Defenders revela que o regime de Díaz-Canel mantém mais de 1.090 cubanos como presos políticos. As informações são da Gazeta do Povo.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Idosa de 74 anos é acusada de assalto a banco

Ann vestia um suéter cinza, uma calça de moletom e óculos. Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher no local. A polícia foi chamada por volta das 13h29 (horário local), segundo a rede CBS News.

Ela foi localizada horas depois, em sua casa, em Hamilton, confessou o crime e foi presa. Ela compareceu ao tribunal nesta quarta-feira, e será submetida a um grande júri. O momento da prisão foi divulgado nas redes sociais.

Sargento da política de Fairfield Township, Brandon McCroskey afirmou à CBS que a família de Ann Mayers alega que ela teria sido enganada em um golpe on-line e estaria com uma dívida de milhares de dólares. Além disso, também devia dinheiro a familiares e amigos.


Suspeita falou sobre ‘roubar banco’ em conversa com irmã

Ainda segundo o sargento, Ann não tem antecedentes criminais e conseguiu apenas US$ 500 da cooperativa de crédito. Recentemente, segundo ele, a mulher chegou a conversar com a irmã sobre “robuar um banco”.

— Acho que ela me disse que uma vez roubou uma barra de chocolate, mas fora isso ela nunca roubou nada. Disse que não sabe por que fez isso, apenas por desespero — conta o agente.

Após o crime, Ann retirou a placa de seu Hyundai Elantra e tentou remover um adesivo colado no veículo. No momento da prisão, policiais encontraram evidências na casa e uma arma carregada, que estava no carro.

A idosa é acusada de roubo qualificado com arma de fogo e adulteração de provas.

Via Terra Brasil Notícias

domingo, 14 de abril de 2024

Irã ameaça at4car bases dos EUA se Washington apoiar contra-ataque Israelense

Principais líderes militares do Irã advertiram Israel neste domingo que o país enfrentará um ataque mais severo caso reaja aos ataques noturnos com drones e mísseis, acrescentando que Washington foi informada para não apoiar qualquer ação militar de seu aliado.

“Nosso resposta será muito maior do que a ação militar de hoje se Israel retaliar contra o Irã”, disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Major General Mohammad Bagheri, à TV estatal, acrescentando que Teerã alertou Washington que qualquer apoio a uma retaliação israelense resultaria em bases dos EUA sendo alvejadas.

“Se o regime sionista (Israel) ou seus apoiadores demonstrarem comportamento imprudente, receberão uma resposta decisiva e muito mais forte”, disse o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, em comunicado.

O comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, também alertou que Teerã retaliaria contra qualquer ataque israelense a seus interesses, funcionários ou cidadãos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, disse em uma reunião com embaixadores estrangeiros em Teerã neste domingo que seu país informou aos EUA que seus ataques contra Israel serão “limitados” e para autodefesa.

Enquanto isso, o grupo terrorista Hamas, um dos procuradores do Irã na região, se posicionou em defesa de Teerã após o ataque.

“Nós, do Hamas, consideramos a operação militar realizada pela República Islâmica do Irã um direito natural e uma resposta merecida ao crime de atacar o consulado iraniano em Damasco e ao assassinato de vários líderes da Guarda Revolucionária”, disse o grupo palestino em comunicado. Israel está envolvido em uma guerra, agora em seu sétimo mês, com o Hamas depois que o grupo terrorista de Gaza matou quase 1.200 pessoas e sequestrou 253 em um ataque surpresa em 7 de outubro.

Israel relatou danos modestos e reabriu seu espaço aéreo depois que o Irã lançou uma grande onda de cerca de 300 drones e mísseis no primeiro ataque direto ao estado judeu pela república islâmica, enquanto os Estados Unidos disseram que discutiriam uma resposta diplomática com grandes potências no domingo.

Os ataques de Teerã no sábado à noite – lançados após um suposto ataque aéreo israelense em seu complexo de embaixada em Damasco em 1º de abril que matou oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica, um grupo terrorista designado pelos EUA – aumentaram a ameaça de um conflito regional mais amplo.

O Irã anteriormente contava com seus procuradores em toda a região para atacar alvos israelenses e americanos em apoio ao Hamas na guerra contínua em Gaza, que não mostra sinais de alívio apesar de numerosos esforços de mediação.

“Interceptamos, repelimos, juntos venceremos”, postou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no X, anteriormente Twitter, após o ataque iraniano.

As Forças de Defesa de Israel disseram que mais de 99% dos drones e mísseis iranianos foram derrubados pela Força Aérea Israelense e por países aliados, e estavam discutindo opções de acompanhamento.

O Canal 12 TV citou um oficial israelense não identificado dizendo que haveria uma “resposta significativa” ao ataque.

A guerra em Gaza aumentou as tensões na região, se espalhando para fronts com o Líbano e a Síria e atraindo fogo de longo alcance para alvos israelenses de tão longe quanto o Iêmen e o Iraque.

O aliado mais poderoso do Irã na região, o grupo xiita libanês Hezbollah – que tem trocado tiros com Israel desde 8 de outubro – disse no início de domingo que havia disparado dezenas de foguetes contra uma base da IDF no norte.

Drones também foram lançados contra Israel pelo grupo houthi iemenita alinhado ao Irã, que atacou rotas marítimas no Mar Vermelho e nos arredores para mostrar solidariedade ao Hamas, disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado.

(Gazeta Brasil)

sábado, 13 de abril de 2024

URGENTE: Irã inicia at4que a Israel com drones e mísseis

O Irã lançou um ataque contra Israel, utilizando dezenas de drones carregados com explosivos, informou a Autoridade de Radiodifusão de Israel. O ataque, que teve início neste sábado (13), marca uma séria escalada nas tensões entre os dois países.

No Iraque, duas pessoas ligadas a segurança afirmaram a Agência Reuters que drones foram vistos no Iraque indo em direção a Israel. O ministro dos Transportes de Bagdá disse que o país fechou seu espaço aéreo.

O espaço aéreo de Israel também fechou seu espaço aéreo para voos internacionais, entrando e saindo de Israel a partir das 19h30 (horário de Brasília).

A rede Al Jazeera, um dos principais veículos de mídia do Oriente Médio, também confirmou a ofensiva iraniana.

Fique atento para mais informações!

terça-feira, 26 de março de 2024

Ditador da Venezuela impede opositora de registrar candidatura

Favorita nas pesquisas, Maria Corina foi indicada como candidata da PUD depois de vencer as eleições primárias em outubro, mas foi privada do direito de ocupar cargos públicos durante 15 anos

A coligação da oposição na Venezuela anunciou nesta terça-feira (26) que não conseguiu registrar Corina Yoris como candidata às eleições presidenciais de 28 de julho contra o atual presidente, o ditador Nicolás Maduro, antes do encerramento oficial das inscrições.

“Informamos à opinião pública nacional e ao mundo que trabalhámos o dia todo para tentar exercer o nosso direito constitucional de registrar o nosso candidato”, disse o dirigente da oposição Omar Barboza.

“Isso não foi possível. Não nos foi permitido acesso ao sistema” de registro de candidaturas na página especial do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, disse Barboza, em vídeo divulgado pela Plataforma Unitária Democrática (PUD).

A PUD, que reúne os principais partidos da oposição, queria registrar como candidata Corina Yoris, filósofa e professora universitária de 80 anos, designada como substituta de María Corina Machado.

Favorita nas pesquisas, Maria Corina foi indicada como candidata da PUD depois de vencer as eleições primárias em outubro, mas foi privada do direito de ocupar cargos públicos durante 15 anos.

Nesta segunda-feira, Corina Yoris explicou que tinha esgotado todos os meios ao seu alcance para tentar resolver a situação e tentando reclamar na sede do CNE, mas acusou o organismo de estar “tomado por militares que não permitem o acesso”.

Yoris acusou também Nicolás Maduro, que horas mais tarde oficializou a candidatura a um terceiro mandato de seis anos, de desrespeitar a Constituição da Venezuela.

Há cerca de duas semanas atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva debochou de Maria Corina ao dizer que “não chorou, quando foi impedido de concorrer nas eleições de 2018”. O petista ainda disse que “ao invés de ficar chorando, eu indiquei um outro candidato, que disputou as eleições”.

Lula ainda disse que espera que as eleições do dia 28 de Julho na Venezuela, sejam justas e democráticas. “Agora, a pergunta é se a eleição vai ser honesta ou não. Eu espero que a eleição seja a mais democrática possível”.

A reportagem entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, sobre o posicionamento do Brasil referente ao impedimento da oposição venezuelana de se candidatar para as eleições. Segundo a nota do Itamaraty, “o governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país (Venezuela)”, e reiteira que o Brasil “repúdia a quaisquer tipos de sanção que, além de ilegais, apenas contribuem para isolar a Venezuela e aumentar o sofrimento do seu povo”.

Em nota, ainda disse que:

“Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitaria, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial.

Onze candidatos ligados a correntes de oposição lograram o registro. Entre eles, inclui-se o atual governador de Zulia, também integrante da Plataforma Unitaria.

O Brasil está pronto para, em conjunto com outros membros da comunidade internacional, cooperar para que o pleito anunciado para 28 de julho constitua um passo firme para que a vida política se normalize e a democracia se fortaleça na Venezuela, país vizinho e amigo do Brasil”.

O presidente já declarou em outros momentos sua amizade e interesse na política do país vizinho.

(Diário do Poder)

quarta-feira, 20 de março de 2024

“Feito Histórico”: PT elogia "eleição" de Vladmir Putin na Rússia

O Partido dos Trabalhadores (PT) teceu diversos elogios à questionável ‘eleição’ de Vladimir Putin na Rússia. Através de uma nota oficial redigida pelo secretário de Relações Internacionais, Romênio Pereira, o partido classificou a reeleição de Putin como um “feito histórico”, reafirmando o apoio ao partido Rússia Unida, sob a liderança de Dmitry Medvedev, na busca por “um mundo mais justo, multilateral e plural”.

“Acompanhamos com grande interesse o desenrolar do recente processo eleitoral presidencial na Rússia”, ressalta a nota do PT, que aplaude a alta participação eleitoral e o resultado avassalador de Putin, que afirmou a conquista de mais de 87% dos votos.

Romênio Pereira representou o PT em Moscou, legitimando o processo eleitoral apontado por muitos como fraudulento. No início de 2023, ele também participou de discussões sobre “neocolonialismo” ocidental, promovidas pelo partido de Putin.

A postura do PT em relação a eleições em regimes autoritários não é novidade, tendo anteriormente manifestado apoio às reeleições controversas de Nicolás Maduro na Venezuela e ao governo da Nicarágua, mesmo diante de ações repressivas contra opositores.

(Hora Brasília)

domingo, 17 de março de 2024

Putin é reeleito com votação recorde, diz boca de urna

Como seria previsível, Vladimir Vladimirovitch Putin, 71, foi reeleito por mais seis anos como presidente com 87% dos votos e 73,3% de comparecimento às urnas, recordes na história da Rússia pós-soviética. Foi o que apontaram, respectivamente, pesquisa de boca de urna e a Comissão Eleitoral Central.

Não que houvesse dúvidas, seja pelo real apoio de um líder que tem 86% de aprovação em sondagens independentes, seja pelas fartas acusações por parte da minguante oposição de que houve fraudes e abuso do poder político para garantir o resultado desenhado pelo Kremlin.

Até os protestos do "Meio-dia contra Putin", que levaram muitos russos no país e fora dele a engrossar filas às 12h (6h em Brasília) para demonstrar descontentamento com a eleição a pedido dos apoiadores do falecido opositor Alexei Navalni (1976-2024), tiveram um grau de previsibilidade.

Ocorreram sob forte escolta policial, mínimos incidente e, a acreditar na comissão e na boca de urna, sem impacto no resultado final. Ao fim, tudo será verdade a depender de qual rede social conta a história.

Putin teve, diz a pesquisa feita por dois institutos estatais, 87% dos votos, acima do que o Kremlin projetava. A seguir vieram três deputados que cumpriam tabela, o comunista Nikolai Kharitonov, com 4,7%, o liberal Vladislav Davankov, com 3,6% e o ultranacionalista Leonid Sluski, com 2,5%.

O comparecimento segundo a comissão eleitoral foi de 73,3%, acima dos já recordistas 67,7% de 2018. A divisão da votação principal em três dias facilitou o impulso, com empresas incentivando funcionários a ir às urnas.


OPOSITORES ACUSAM FRAUDE

Apesar do franco favoritismo de Putin mesmo que a eleição fosse na Dinamarca, país menos corrupto do mundo segundo a Transparência Internacional, medidas foram tomadas para garantir um passeio no parque.

Elas incluíram a exclusão de duas candidaturas abertamente críticas às políticas do Kremlin e, no dia da votação, grande presença policial junto às filas que se formaram em postos de votação de cidades como Moscou, São Petersburgo e Iekaterimburgo.

Segundo os críticos do governo russo, que operam de forma virtual, pulverizada e no exílio em sua maioria hoje, a isso foram adicionadas fraudes paroquiais, como o enchimento de urnas com votos para Putin. A possibilidade de voto pela internet em 27 das 83 unidades da Federação Russa, usada por quase 10% dos 85 milhões que foram às urnas, também é apontada como suspeita.

O Kremlin descarta as acusações como propaganda, e de resto o resultado será desdenhado de qualquer modo no Ocidente. Uma das maiores votações de Putin foi na região ocupada de Donetsk, na Ucrânia: 95%.

Seja como for, o fato incontornável é que o homem que comanda o maior arsenal nuclear do mundo e promove a maior guerra em solo europeu desde 2022, a invasão da Ucrânia, sela com a vitória grandiloquente seu momento positivo em quase 25 anos de poder.

Putin, um ex-tenente-coronel da KGB soviética chamado de medíocre por um superior e posteriormente diretor de sua agência de espionagem sucessora, o FSB, entrou no alto escalão do poder em 9 de agosto de 1999, quando o então presidente Boris Ieltsin o nomeou premiê.

Era o ocaso de uma era que não deixou saudades na Rússia. A dissolução da União Soviética em 1991 levou a uma abertura econômica desenfreada, que destruiu vidas em seu auge de crise, sete anos depois. Daquelas ruínas emergiu Putin, personagem então obscuro decidido a recompor o status do país.

Nos 8.988 dias que se seguiram até esse domingo, toda uma geração de russos nasceu sem conhecer outro presidente, a exemplo do que ocorria nos tempos imperiais e, de forma mais contida, sob o comunismo implantado em 1922.


LÍDER MODERNO MAIS LONGEVO DESDE STÁLIN

Em 2028, se estiver no seu gabinete, Putin ultrapassará os 29 anos de ditadura soviética sob Josef Stálin (1878-1953), tornando-se o mais longevo líder russo moderno.

Putin foi premiê naquele 1999, até o alquebrado e embriagado Ielstin renunciar no réveillon e lhe deixar a cadeira. Foi eleito em 2000 e 2004, e em 2008 voltou para o banco nominalmente do passageiro como primeiro-ministro do governo do pupilo Dmitri Medvedev.

Apesar de Putin já ter direcionado em 2007 sua visão estratégica para um embate com o Ocidente que ele via como traidor das promessas do fim da Guerra Fria, não totalmente sem razão, a Rússia se reergueu com a ajuda dos preços do petróleo e gás, sua fonte de vida econômica.

O pais se assemelhava a uma democracia ocidental na superfície, com a alternância controlada do poder, apesar de ter dado o primeiro tiro de advertência para a expansiva Otan [aliança militar liderada pelos EUA] ao promover uma guerra que tirou do controle da Geórgia 20% de seu território.

Putin voltaria eleito em 2012, enfrentando os primeiros grandes protestos contra seu jugo --foi ali que primeiro se ouviu falar de Navalni, que nunca teve densidade eleitoral nacional, mas que ganharia manchetes cinco anos depois ao comandar enormes atos mobilizados pela internet.

Começou então um recrudescimento do controle do governo sobre o sistema político e o acirramento da disputa com o Ocidente. Quando Kiev viu derrubado um presidente pró-Rússia em 2014, Putin anexou a Crimeia e fomentou a guerra no leste da Ucrânia.

Em 2018, houve uma "détente" provisória promovida pela Copa do Mundo bem-sucedida da Rússia. Dali em diante, a repressão ao dissenso só fez crescer.

Em 2020, o presidente mudou a regra do jogo na Constituição para poder concorrer a mais dois mandatos, devidamente submetendo a manobra a um plebiscito que, previsivelmente, a aprovou. Tornou-se aliado íntimo da China de outro homem forte, Xi Jinping, ganhando apoio econômico sob o risco de ser um parceiro júnior.

GUERRA DEFINIRÁ LEGADO

E em 2022 invadiu a Ucrânia, principal ato de seu reinado, cujo impacto vai se espraiar por gerações --independentemente do desfecho do conflito. A demografia declinante segue um desafio sem solução simples.

Em um momento de vantagem tática no campo, apesar de ter visto sua capital ser alvejada sem sucesso por drones neste último dia de eleição e ao menos uma pessoa morrer em bombardeiros em Belgorodo (sul), Putin irá agora usar a vitória acachapante como item legitimador de seus próximos passos.

Quais serão é a incógnita, que inclui ainda as dúvida acerca de como reanimar a economia que saiu-se bem sob a pressão de quase 20 mil sanções devido às suas políticas na Ucrânia, mas que sofre para elevar a renda média dos russos.

A turbulência inédita pela qual passou com motim de mercenários no ano passado deixou marcas, mas parece superada. Por ora, conversas sobre sucessão são evitadas: Putin é visto por agentes políticos e diplomáticos como um czar que ficará no poder além de 2036, limite teórico se for reeleito em 2030.

F. de São Paulo

sábado, 16 de março de 2024

"NINGUÉM DEVERIA SER PRESO POR FUM4R M4C0NHA", DIZ VICE PRESIDENTE DOS EUA

Nesta sexta-feira (15), a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, disse que “ninguém deveria ir para a prisão por fumar maconha” e classificou como “absurdas” as atuais restrições federais à droga.

Harris fez as declarações durante um evento na Casa Branca, acompanhada pelo rapper Fat Joe, que defendeu a descriminalização da maconha, e cercada por várias pessoas que foram perdoadas pelo presidente dos EUA, Joe Biden, por condenações relacionadas à posse da droga.

– A maconha é considerada tão perigosa quanto a heroína e mais perigosa que o fentanil, o que é absurdo, sem falar que é flagrantemente injusto – falou.

O posicionamento de Harris foi dado em um momento em que crescem as expectativas de que a DEA (Administração de Fiscalização de Drogas dos EUA) mude a classificação atual da maconha, que é considerada tão viciante quanto o LSD ou a heroína.

O Departamento de Saúde do país recomendou no ano passado que a maconha não fosse mais classificada na categoria conhecida como “tabela I”, que inclui substâncias sem uso médico aceitável, mas que fosse colocada na “tabela III”, que indica um nível menor de perigo.

A decisão final agora cabe à DEA, embora não se saiba quando isso ocorrerá.

A atual classificação da maconha na tabela I como substância altamente perigosa resultou em sentenças mais severas para aqueles que a usam ou vendem.

Biden, que concorrerá à reeleição nas eleições de novembro, está tentando atrair o voto dos jovens, que defendem amplamente a descriminalização da maconha.

Atualmente, o uso recreativo é legal em 24 estados e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital do país, Washington. Além disso, 38 dos 50 estados permitem o uso medicinal.

No entanto, a maconha continua sendo totalmente ilegal em alguns estados e em nível federal.

* EFE

sexta-feira, 15 de março de 2024

Homem morre após 70 anos com “pulmão de aço” nos EUA

O americano Paul Alexander, conhecido como “pulmão de aço”, morreu na última segunda-feira, dia 11, aos 78 anos, em Dallas, no Texas, nos Estados Unidos.

A causa da morte, porém, não foi divulgada. “Foi uma honra fazer parte da vida de alguém tão admirado quanto ele. Ele tocou e inspirou milhões de pessoas e isso não é exagero”, escreveu Philip Alexander, irmão da Paul

O homem era um sobrevivente da poliomielite. Ele contraiu a doença aos seis anos, em 1952. O americano ficou paralisado do pescoço para baixo, sem conseguir respirar, e precisou recorrer ao “pulmão de aço”.

O cilindro de metal o acompanhou por 70 anos, e era usado na respiração do homem. A máquina de metal imita o padrão respiratório humano com janelas e portas para cuidados médicos e um espelho para que pacientes possam interagir. Paul fez faculdade, tornou-se advogado e autor de livros. “Sua história viajou longe, influenciando positivamente pessoas ao redor do mundo. Paul foi um modelo incrível que continuará sendo lembrado”, disse Christopher Ulmer que ajudou na criação de uma vaquinha para custear os cuidados com Paul.

Com a ampla vacinação contra a poliomielite, o uso do “pulmão de aço” se tornou extremamente raro no Mundo.

Via PI24h

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