O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou à mão uma autorização para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O documento foi apresentado nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, em manifestação enviada ao ministro André Mendonça.
Além do documento do pai, Flávio entregou autorizações assinadas por ele próprio, pelos irmãos Carlos e Jair Renan Bolsonaro e pela mãe, Rogéria Bolsonaro. A documentação também inclui empresas das quais o senador é sócio ou representante legal. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, ficou de fora.
Na mesma manifestação, a defesa de Flávio cobrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgue os gastos do cartão corporativo da Presidência e os registros de visitas ao gabinete presidencial. Os advogados argumentaram que os dados envolvem recursos públicos e citaram uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
– Os gastos do cartão corporativo da Presidência da República são pagos com dinheiro do contribuinte, e auditoria do Tribunal de Contas da União apontou que 99,55% deles foram classificados como sigilosos ou reservados entre janeiro de 2023 e abril de 2025 – afirmam os advogados de Flávio.
A defesa também explicou que as autorizações apresentadas têm validade restrita ao processo eleitoral em questão e usou o documento para desafiar Lula a divulgar informações sobre as despesas presidenciais.
– Ante o exposto, e apenas para honrar o acordado na manhã de hoje, Flávio postula a juntada das autorizações em anexo, cujos efeitos são limitados a este processo e a esta jurisdição eleitoral, mas, em respeito à decisão já proferida nestes autos, inverte o desafio, sai da esfera de debate sobre informações sigilosas e pede: Lula, abra o cartão corporativo.
O ministro André Mendonça ainda não analisou o pedido apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro. Via portal Pleno News












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