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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Grave: Bolsonaro apresenta crise de soluços por 36 horas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou nesta semana um episódio prolongado de soluços que durou aproximadamente 36 horas, segundo informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento de sua saúde.

O relatório faz parte dos boletins médicos enviados regularmente à Corte para informar sobre o estado clínico do ex-presidente.

De acordo com o documento, a crise ocorreu há cerca de três dias, após um período de estabilidade, e foi controlada com a administração de doses adicionais dos medicamentos utilizados no tratamento.

O boletim também informa que o quadro geral de Bolsonaro permanece estável. No entanto, o médico ressalta que o ex-presidente continua apresentando efeitos adversos relacionados aos remédios de ação no sistema nervoso central.

Entre os sintomas descritos estão a instabilidade crônica do equilíbrio corporal e episódios de sonolência. “Porém persistem os efeitos secundários decorrentes dos medicamentos de ação central, principalmente a instabilidade crônica do equilíbrio corporal e sonolência”, destacou Brasil Caiado no relatório enviado ao STF.

No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. A medida foi mantida em razão das condições de saúde apresentadas pelo ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena em casa após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por suposta "tentativa de golpe de Estado" e outros crimes relacionados ao caso. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

Petista destina R$28,3 milhões para ONGs e zero para saúde

Deputada do DF, Erika Kokay preferiu contemplar ONGs e blocos carnavalescos.
Apesar de contar com R$ 28,3 milhões em emendas parlamentares empenhadas em 2026, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) deixou a saúde pública do Distrito Federal fora da lista de prioridades, sem registrar a destinação de recursos para a área, conforme dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, compilados pelo Diário do Poder.

Entre as maiores destinações está uma emenda de R$ 14,83 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltada à ação “Educação e Trabalho na Saúde”. Apesar da vinculação da fundação à área da saúde, o recurso não foi destinado ao atendimento da rede pública do Distrito Federal, mas a um programa educacional executado pela Fiotec.


Até o momento, apenas R$ 1,745 milhão havia sido liquidado e nenhum valor pago.

Outra das maiores emendas foi destinada ao Fundo Nacional de Cultura, que recebeu R$ 10,43 milhões para financiar dezenas de entidades culturais e associações do Distrito Federal. Entre os beneficiários aparecem organizações como Distrito Drag, Associação Carnavalesca Bloco Afro Obara, institutos culturais, grupos artísticos, associações de moradores e organizações sociais.

O tema ganhou repercussão após uma troca de farpas entre a governadora do DF, Celina Leão (PP), e Erika Kokay.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (17), a governadora declarou que “é muito bonito fazer críticas e narrativas, mas trabalho de verdade, efetividade, não se sustenta só com narrativa”, acrescentando que Erika “colocou zero de real na saúde pública aqui do DF”.

O relatório também registra situações incomuns na execução orçamentária. Em uma das emendas da área cultural consta um favorecido identificado como “Código inexistente no Siafi”, que recebeu R$ 120 mil, valor empenhado, liquidado e pago.

Em outro caso, há uma destinação registrada para “Sem informação”, no valor de R$ 100 mil, que permaneceu sem execução financeira.

Trump diz que a China interferiu nas eleições americanas em 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quinta-feira (16) a China de promover o que classificou como “a maior violação conhecida de dados eleitorais”, em um esquema que também envolveria outros países. A fraude, segundo Trump, começou nas eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

– Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos – disse o republicano em pronunciamento. Trump afirmou ainda que a Casa Branca divulgou documentos que comprovariam as acusações.

O presidente americano declarou que a violação representa um risco à segurança do processo eleitoral, uma vez que os dados acessados incluem nomes, endereços, telefones, preferências partidárias e outras informações sensíveis usadas no registro de eleitores, o que, para ele, poderia ser empregado “em outras atividades”, sem especificar.

– Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar – acrescentou.

Na mesma fala, Trump também criticou emissoras de TV dos Estados Unidos que teriam informado que não transmitiriam o discurso e as ameaçou com a cassação dos direitos de transmissão.

*AE

Flávio diz que foto com Sicário foi feita com IA: "Mindinho de 20 cm"

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou durante uma live na noite desta quinta-feira (16) que a foto divulgada onde ele aparece ao lado de Luiz Phillipi Mourão, o Sicário de Daniel Vorcaro, é falsa e foi gerada por Inteligência Artificial.


Flávio aponta que há uma falha na suposta edição da imagem, alterando a mão de Sicário.

— Manipularam recentemente essa foto que eu estava sem camisa, de óculos escuro e queimado de praia do lado de um cara que tinha um dedo mindinho de 20 centímetros. Quando fizeram a IA esqueceram de cortar o dedo do cara — apontou.

A declaração aconteceu logo no início da transmissão feita no canal do parlamentar para lançar o Plano Brasil por Elas, que é um conjunto de propostas voltadas ao público feminino lançado em julho de 2026 pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O programa foi estruturado com a colaboração da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, que esteve na live ao lado de Flávio e foca na independência financeira, no empreendedorismo feminino e na segurança das mulheres.


QUEM É SICÁRIO?

Luiz Phillip Mourão era investigado como operador do banqueiro Daniel Vorcaro, fazendo levantamento de dados sobre adversários e inimigos dele. De acordo com anotações encontradas durante a investigação, Sicário recebia cerca de R$ 1 milhão por mês pelo trabalho.

Conforme as apurações, ele teria papel central em uma estrutura informal apelidada de A Turma. Segundo os investigadores, o grupo operava com acesso irregular a sistemas restritos, utilizando credenciais de terceiros para consultar bancos de dados ligados a órgãos de segurança e investigação, inclusive em bases internacionais.

Ele foi preso em 4 de março, na mesma fase da Operação Compliance Zero em que Daniel Vorcaro acabou detido pela segunda vez. Pouco depois de ser levado para uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, Mourão tentou suicídio por enforcamento. A morte cerebral foi confirmada dois dias depois, em 6 de março.


Veja vídeo de Flávio Bolsonaro sobre a foto com Sicário:

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Eunício chama Cid de traidor e afirma que senador é “inconfiável para qualquer aliança”

O deputado federal Eunício Oliveira (MDB) criticou nesta quinta-feira (16) o senador Cid Gomes (PSB), após a confirmação da pré-candidatura de Cid à reeleição pela chapa governista. O ex-presidente do Senado afirmou que considera Cid "inconfiável para qualquer aliança" e que "quer distância". As declarações foram dadas em entrevista ao PontoPoder, do Diário do Nordeste.

A escolha de Cid para uma das vagas ao Senado foi oficializada nesta semana, com presença do governador Elmano de Freitas (PT), do senador Camilo Santana (PT) e do presidente Lula (PT).

Ao comentar a situação, o pré-candidato do MDB ao Senado chamou Cid de traidor. "Quanto a esse rapaz aí que você tá falando, que endeusaram ele, ele vai ter o troco nas ruas, rapaz. Quem trai a mãe, o pai e o irmão mais velho por nada, só por um interesse de atender a num sei o que lá que é dele, o fim é triste. Vamos em frente, vamos em frente. Tô tranquilo, viu?", disparou.

Indagado se se referia a Cid, Eunício confirmou. "Claro, isso vale nada… chantagem de todas as formas.. inconfiável para qualquer aliança.. eu quero distante… traiu papai, mãe, irmãos, tudo para atender a quem e por qual motivo? Que as ruas venham com o troco", concluiu. Secçãolegislativa

Eunício Oliveira é um dos nomes que disputam a segunda vaga ao Senado na chapa liderada pelo governador Elmano de Freitas. Por meio das redes sociais, o deputado já está em ritmo de pré-candidato ao Senado.

Com informações do portal CN7

E o tarifaço chinês de até 67% para carne?, cobra deputado

Deputado aciona três ministérios e questiona estratégias contra a medida.
O líder da Minoria na Câmara, deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), acionou três ministérios e cobrou informações sobre a estratégia do governo Lula (PT) diante de um cenário que pode afetar um dos principais produtos da pauta de exportações do agronegócio, a carne bovina.

Pelas regras estabelecidas pela China, o Brasil possui uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Até esse limite, permanece em vigor uma tarifa de importação de 12%.

No entanto, caso o volume exportado ultrapasse essa quantidade, passa a incidir uma sobretaxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67% e reduzindo a competitividade do produto brasileiro no principal mercado comprador da carne nacional.

Diante desse cenário, Gayer encaminhou requerimentos de informação aos ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para verificar quais medidas estão sendo adotadas pelo governo.

No pedido enviado ao Ministério da Agricultura, o parlamentar solicita esclarecimentos sobre as notícias envolvendo o possível esgotamento da cota destinada ao Brasil, além de informações sobre estudos de impacto para produtores e frigoríficos, ações para minimizar prejuízos ao setor e planos para ampliar mercados consumidores caso haja restrições às exportações para a China.

Ao Ministério das Relações Exteriores, Gayer pede detalhes sobre as negociações diplomáticas com o governo chinês.

Fonte: Diário do Poder

José Guimarães, Ministro de Lula, ataca Flávio Bolsonaro: “Vassalo dos EUA”

Nesta quinta-feira (16), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o chamou de “vassalo” dos Estados Unidos (EUA). A declaração foi dada pelo petista após o governo dos EUA taxar produtos brasileiros em 25%.

Para Guimarães, Flávio age como um “lobistas de negócios” do governo norte-americano.

– Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender o pix, a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil – afirmou.

O ministro também decidiu disparar novos ataques ao pré-candidato do PL à Presidência, principal oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição.

– As declarações de Flávio Bolsonaro culpando o presidente Lula pelo tarifaço revelam o seu desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro e com Sicário. O pré-candidato à Presidência e sua família têm se comportado como lobistas de negócios dos Estados Unidos no Brasil – apontou.

Fonte: Pleno News
Foto Agência Brasil

Flávio Bolsonaro diz que não tem mais relação com Michelle

Nesta quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou de sua relação com a madrasta, Michelle Bolsonaro, e afirmou que respeita o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama. Em entrevista ao Flow Podcast, o pré-candidato do PL à Presidência da República, afirmou, no entanto, que não tem nenhuma relação com Michelle.

A fala ocorreu após vídeo publicado pela ex-primeira-dama em suas redes sociais revelando atritos com Flávio. Após a divulgação, Michelle deixou a presidência do PL Mulher.

– Com toda franqueza, hoje em dia não tenho relação com ela (…) Não assisti o vídeo dela. Pelo que eu estava vendo nas matérias, preferi nem assistir para não me contaminar (…) Não sei por que ela está fazendo isso. Não tem uma lógica, não tem um jogo combinado – relatou Flávio Bolsonaro.

O senador também disse que está com as portas para quem quiser apoiá-lo na durante as eleições.

– Nunca pressionei para entrar na campanha ou não entrar, vem a hora que quer e vem se quiser. Estou dando o meu melhor e sei o caminho que tenho que seguir. Preciso de todo mundo. Quem ficar mais confortável de vir agora, vem. Quem não ficar confortável de vir agora, vem depois (…) Respeito muito meu pai e a esposa dele. Jamais faria algo que desagradasse meu pai. Estou na política há 24 anos, então estou acostumando a sentar e negociar – ressaltou.

Sobre sua pré-candidatura, Flávio disse que a missão foi dada pelo ex-presidente.

– Estou cumprindo uma missão dada pelo meu pai. Espero que em algum momento todo mundo compreenda que o inimigo do meu pai está do outro lado – destacou.

Via portal Pleno News

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro volta a defender castração química após morte de bebê de 10 meses

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a defender a adoção da castração química para condenados por crimes sexuais após a repercussão do Caso Helena, que envolve a morte de uma bebê de apenas 10 meses, em Fortaleza (CE).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar lamentou o caso e afirmou que crimes dessa natureza exigem punições mais severas. A proposta de castração química integra uma das principais bandeiras defendidas por Flávio em sua pré-campanha para as eleições presidenciais de 2026.

A manifestação ocorreu enquanto a Polícia Civil do Ceará investiga as circunstâncias da morte da criança, registrada na última segunda-feira (13), após a identificação de indícios de possível violência sexual durante atendimento médico.


Caso segue sob investigação

De acordo com o depoimento da mãe da bebê, ela acordou durante a madrugada e percebeu que a filha não apresentava sinais de reação. Inicialmente, acreditou que a criança estivesse engasgada.

A mulher afirmou ainda que encontrou um dos suspeitos sobre a menina no momento em que percebeu a situação. Em seguida, procurou auxílio de equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que estavam nas proximidades do condomínio.

A bebê foi levada para uma unidade de saúde, onde médicos identificaram sinais compatíveis com possível abuso sexual. A morte foi constatada no local.

A causa oficial do óbito, entretanto, ainda depende da conclusão do laudo pericial elaborado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Segundo as investigações, cinco pessoas estavam no apartamento durante a madrugada em que os fatos ocorreram. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e identificar a responsabilidade de cada envolvido.


Dois homens foram presos

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca).

Um deles seria o homem apontado pela mãe como seu relacionamento recente, enquanto o outro é primo dele. Ambos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos apresentavam sinais de embriaguez no momento da prisão e permanecem detidos em cela isolada. As identidades não foram divulgadas.

Outras pessoas que estavam no imóvel também foram ouvidas pelas autoridades como parte das diligências.


Proposta tramita no Congresso

Ao comentar o caso, Flávio Bolsonaro voltou a defender a castração química como medida para condenados por crimes sexuais.

A proposta tem origem no Projeto de Lei nº 5.398/2013, apresentado pelo então deputado federal Jair Bolsonaro. O texto prevê alterações no Código Penal e na Lei dos Crimes Hediondos, endurecendo as punições para crimes sexuais, especialmente aqueles praticados contra crianças e adolescentes.

Entre os principais pontos da proposta está a previsão da castração química voluntária, realizada por meio de medicamentos que reduzem a libido, como condição para que condenados por determinados crimes possam obter progressão de regime ou liberdade condicional.

O projeto recebeu outras propostas apensadas ao longo dos anos, mas ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional nem convertido em lei.


Caso gerou comoção

A morte de Helena provocou forte repercussão em Fortaleza e em todo o país. Nas redes sociais, milhares de pessoas manifestaram indignação e cobraram punição rigorosa aos responsáveis.

Desde que o caso ganhou notoriedade, a mãe da bebê também passou a ser alvo de ataques e acusações nas redes sociais. Familiares da criança pediram cautela diante das manifestações, ressaltando que a investigação ainda está em andamento e que todas as circunstâncias do caso serão esclarecidas pelas autoridades competentes.

A bebê foi sepultada na terça-feira (14), enquanto a Polícia Civil do Ceará segue com as investigações para concluir o inquérito.

Fonte: Folha do Estado

terça-feira, 14 de julho de 2026

Decisão de Moraes contra Flávio Bolsonaro foi equivocada; avalia ala do governo

Uma ala de ministros e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias, apresentou um problema na fundamentação jurídica adotada.

Segundo integrantes do governo ouvidos sob reserva, a principal crítica não estaria no resultado da decisão, mas no argumento utilizado pelo ministro para justificar a restrição. Na avaliação desse grupo, a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro e publicada por Flávio nas redes sociais não seria suficiente, por si só, para embasar a proibição das visitas.

Para auxiliares da área jurídica do Palácio do Planalto, Moraes poderia ter utilizado outra justificativa para a medida. Uma das possibilidades citadas seria a relação de Flávio Bolsonaro com investigações envolvendo o chamado Caso Master, no qual o senador é apontado como alguém que teria buscado benefícios relacionados a um filme sobre a trajetória política do pai — hipótese que ainda é objeto de apuração.

Na avaliação desses integrantes do governo, uma eventual restrição baseada nesse contexto poderia apresentar, segundo eles, um fundamento jurídico mais consistente, sob a alegação de que o contato entre pessoas envolvidas em investigações poderia interferir no andamento dos procedimentos.

Além da análise jurídica, auxiliares do presidente Lula também avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes pode fortalecer o discurso político de Flávio Bolsonaro de que estaria sendo alvo de perseguição. O senador só poderá voltar a visitar o pai após o prazo de 90 dias, em data que, segundo a decisão, ocorre uma semana depois do primeiro turno das eleições.

Filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio também atua como advogado constituído do ex-presidente. Após a decisão, o senador passou a argumentar que a restrição imposta pelo STF afetaria suas prerrogativas profissionais no exercício da defesa do pai.

A decisão de Moraes foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais. Para o ministro, a publicação representou uma violação das medidas impostas a Jair Bolsonaro, que está impedido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros.

Além da proibição das visitas, Alexandre de Moraes determinou o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para análise sobre a possibilidade de a carta, na qual Jair Bolsonaro pede apoio e unidade em torno da candidatura de Flávio, configurar propaganda eleitoral antecipada.

O episódio ampliou o debate político entre aliados de Bolsonaro e integrantes do governo sobre os limites das medidas cautelares impostas pelo STF e os impactos da decisão no cenário eleitoral.

Via portal Folha do Estado

Moro lembra que Lula teve 572 visitas na prisão; só do candidato Haddad foram 21

O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que proibiu o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

A manifestação ocorreu após Flávio ler publicamente uma carta escrita pelo pai, no último sábado (11).

Em publicação nas redes sociais, Moro comparou a atual decisão com o período em que o presidente Lula (PT) esteve preso, em Curitiba, entre 2018 e 2019.

À época, Moro era o juiz titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e conduzia os processos da Operação Lava Jato que resultaram na condenação e prisão do petista.

Segundo o senador, durante a prisão de Lula foram autorizadas centenas de visitas, inclusive de lideranças políticas.

“Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas à TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula.”

Na sequência, Moro afirmou que a situação de Jair Bolsonaro é diferente e questionou a restrição imposta por Moraes:

“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Min. Moraes.”

Fonte: Diário do Poder

Lula preso podia tudo, de escrever cartas a receber políticos quando quisesse

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró, e escrevia cartas sem censura. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.


Cereja do bolo

Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.


Séquito petista

A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.


Segue a lista


Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).


Turistas imprevistos

Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Carta de Lula na prisão foi lida na campanha de Haddad em 2018

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), começaram a circular nas redes sociais registros de cartas escritas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso, em 2018. A comparação foi destacada pela campanha de Flávio.

Segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em junho de 2019, quando a prisão de Lula completou um ano, o então ex-presidente escreveu dezenas de bilhetes direcionados a aliados, dirigentes do partido, eleitores e pessoas próximas.

Entre os destinatários estavam a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff, o escritor Fernando Morais, o então prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e apoiadores que mantinham vigília em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Uma das cartas teve conteúdo eleitoral e foi divulgada durante a campanha presidencial de 2018. No texto, Lula oficializou o apoio a Fernando Haddad (PT) e pediu votos ao então candidato após a Justiça impedir sua candidatura.

– Quero pedir, de coração, a todos os que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República. De hoje em diante, Haddad será Lula para milhões de brasileiros – diz o bilhete lido durante a campanha.

A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que, na época, as manifestações de Lula foram divulgadas e utilizadas pelo PT sem que houvesse restrições judiciais.

– As mensagens de conteúdo político-eleitoral circularam livremente e foram utilizadas pelo PT para influenciar o debate eleitoral, sem que isso resultasse em restrições judiciais – diz nota.

Fonte: Pleno News

Moraes proíbe visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta segunda-feira (13), as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai Jair Bolsonaro.

A decisão ocorre após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionar o Supremo e questionar a legalidade da divulgação da “carta aos brasileiros”, assinada pelo ex-presidente.

O deputado alega que Jair Bolsonaro descumpriu decisão do STF ao ter o material divulgado nas redes sociais.

A proibição, inicialmente, é válida por 90 dias. O período engloba, por ora, o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

O ministro ainda intimou a defesa de Jair Bolsonaro para que se manifeste, em 48 horas, se o ex-presidente tinha conhecimento de que a carta seria divulgada pelo senador, que é pré-candidato à Presidência da República.

A carta, lida por Flávio no sábado, traz manifestação de Jair apontando o filho como candidato ao Palácio do Planalto. Bolsonaro está em prisão domiciliar e proibido de acessar à internet.

Via Diário do Poder

Tiririca suspeito de envolvimento em escândalo de emendas com Valdemar Costa Neto

O deputado federal Tiririca (PSD-CE) estaria envolvido no escândalo das emendas de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Valdemar é acusado de ter se beneficiado de R$ 110 milhões de emendas, mesmo não sendo deputado ou senador.

"Todas emendas do Tiririca, o Tiririca não tem contato com prefeito. Veja bem, acertei com Tiririca, você deixa as emendas para atender os prefeitos nossos", disse Valdemar em entrevista à CNN.

Essa declaração de Valdemar Costa Neto compromete Tiririca, que transferiu seu título de eleitor para o Ceará. É pelo Ceará por onde Tiririca concorrerá à reeleição. E essa defesa de Valdemar acaba por envolvê-lo no escândalo. Afinal, o ministro do STF, Flávio Dino, bloqueou R$119 milhões do patrimônio de Valdemar Costa Neto.

Fonte: CN7

sábado, 11 de julho de 2026

Em carta, Bolsonaro pede que "diferenças sejam deixadas de lado"

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a visita do filho Flávio, neste sábado (11/7), e escreveu carta sobre o cenário político no país. Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou carta escrita pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), que trata do cenário político do país. No documento, o ex-presidente coloca Flávio como porta-voz e pede que apoiadores deixem “diferenças de lado” em prol da candidatura do filho.

“O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”, diz a carta.

O ex-presidente também frisou o apoio à pré-candidatura do filho, ressaltando a confiança em Flávio para “resgatar o Brasil”.

“Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, escreveu Bolsonaro.

Neste sábado (11/7), Flávio visitou Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por liderar tentativa de golpe de Estado no país. A carta escrita pelo ex-presidente foi lida pelo senador em transmissão ao vivo.

Durante a live, Flávio Bolsonaro citou “ataques orquestrados” que teriam o objetivo de boicotar sua candidatura.

“Isso [a carta] é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo em paralelo à nossa pré-campanha”, pontuou.

Com informações do portal Metrópoles

PARCEIRA DE LULA: China aplica tarifaço de 55% ao Brasil

A China, principal destino da carne bovina brasileira, passou a aplicar uma sobretaxa de 55% sobre as importações que ultrapassarem a cota anual isenta de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil. Como já existe uma tarifa-base de 12%, a carga tributária total para o volume excedente chega a 67%, tornando o produto brasileiro significativamente menos competitivo no mercado chinês. Notíciasdo Brasil

A medida funciona como uma salvaguarda comercial criada pelo governo chinês para proteger sua produção interna e já provoca impactos na cadeia produtiva brasileira.

Brasil praticamente esgotou a cota

Segundo levantamento da consultoria StoneX, até o fim de junho o Brasil já havia comprometido 98,5% da cota anual, considerando os embarques realizados.

Levando em conta o intervalo médio de aproximadamente 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada da carga aos portos chineses, a expectativa é que o limite seja completamente preenchido ainda em agosto. A partir desse momento, qualquer novo embarque destinado à China estará sujeito à tributação total de 67%.

Pelos dados de internalização da carga — ou seja, da carne efetivamente desembarcada em território chinês — cerca de 72% da cota havia sido utilizada até 30 de junho.

Exportações recordes aceleraram o esgotamento

O avanço acelerado ocorreu justamente porque os frigoríficos intensificaram os embarques no primeiro semestre.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o Brasil exportou 1,705 milhão de toneladas de carne bovina entre janeiro e junho de 2026, gerando receita de aproximadamente US$ 9,85 bilhões, o maior volume já registrado para o período.

Grande parte dessa antecipação ocorreu exatamente em razão da nova política chinesa de cotas.

China absorve mais da metade da carne brasileira

Hoje, aproximadamente 52% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil tem como destino o mercado chinês. Notíciasdo Brasil

Em 2025, o país embarcou cerca de 1,68 milhão de toneladas para a China, volume aproximadamente 35% superior à cota estabelecida para 2026.

Com o novo limite, aproximadamente 580 mil toneladas que tradicionalmente seriam enviadas aos chineses precisarão ser redirecionadas ao mercado interno ou a outros compradores internacionais.

Frigoríficos reduzem abates e concedem férias coletivas

Mesmo antes do esgotamento oficial da cota, os efeitos começaram a aparecer na indústria.

Segundo a StoneX, diversos frigoríficos passaram a reduzir o ritmo de abates destinados ao mercado chinês e iniciaram férias coletivas em várias unidades, especialmente no Mato Grosso.

A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez, afirmou que a primeira reação da indústria foi diminuir os abates diante da expectativa de menor volume exportado.

Mais carne no mercado interno pressiona preços

Com menor capacidade de exportação para o principal comprador mundial, cresce a expectativa de aumento da oferta de carne bovina no mercado doméstico.

No curto prazo, esse movimento tende a exercer pressão baixista sobre os preços pagos aos pecuaristas, enquanto frigoríficos buscam alternativas para comercializar o excedente.

Setor pode perder até R$ 16,5 bilhões

A Abiec estima que as exportações brasileiras de carne bovina possam registrar uma queda de até 10% em 2026 na comparação com o ano anterior. Astronomia

Caso a projeção se confirme, o impacto financeiro poderá alcançar aproximadamente US$ 3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 16,5 bilhões em receita para o setor.

Exportações devem reagir apenas no quarto trimestre

A StoneX avalia que o fluxo de embarques para a China deverá voltar a ganhar força apenas no quarto trimestre, quando começa a vigorar a nova cota referente a 2027.

Enquanto isso, frigoríficos precisarão buscar novos mercados ou ampliar as vendas internas para compensar a redução do acesso ao principal comprador da carne bovina brasileira.

Outros países ainda possuem espaço

O relatório destaca que a Austrália também já esgotou sua cota de exportação para a China.

Já Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda possuem espaço dentro de seus respectivos limites, embora existam dúvidas sobre a capacidade desses países de ampliar rapidamente sua oferta para suprir a demanda chinesa.

Via portal Folha do Estado

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Redução do IPVA para 25% do valor atual avança na Câmara. PT é contra

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode alterar a forma de cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e reduzir significativamente o valor pago pelos proprietários de veículos.

A PEC 3/2026 estabelece que a alíquota máxima do IPVA seja limitada a 1% do valor venal do veículo. Atualmente, esse percentual pode chegar a 4%, conforme a legislação de cada estado. O texto também prevê a possibilidade de concessão de descontos para veículos menos poluentes, embora não defina os critérios ou percentuais desses benefícios.

Na prática, um automóvel avaliado em R$ 40 mil, que hoje pode pagar até R$ 1,6 mil de IPVA em estados que adotam a alíquota máxima, teria o imposto limitado a R$ 400 caso a proposta seja aprovada em definitivo.

De autoria do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), a PEC ainda precisa passar por uma comissão especial da Câmara antes de seguir para votação no plenário. Segundo o parlamentar, a instalação desse colegiado depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a expectativa é que isso ocorra antes do período eleitoral.

Novo modelo considera o peso do veículo

Além do limite para a alíquota, a proposta pretende modificar os critérios utilizados para a cobrança do imposto. O texto defende que o modelo atual funciona como um tributo patrimonial permanente e não leva em consideração fatores como a depreciação do veículo nem o impacto que ele causa à infraestrutura viária.

A ideia é que veículos mais pesados, por provocarem maior desgaste nas vias públicas, possam ter um tratamento diferenciado na tributação. Para especialistas em Direito Tributário, a proposta busca aproximar a cobrança do impacto efetivamente causado pelos veículos, embora a regulamentação ainda dependa de etapas posteriores.

Debate entre governo e oposição

Durante a análise da matéria na CCJ, a proposta gerou divergências entre os parlamentares.

O deputado Helder Salomão (PT-ES) criticou o novo modelo, argumentando que ele pode favorecer proprietários de veículos de alto valor e menor peso, enquanto caminhões antigos e mais pesados poderiam ser mais onerados.

Em resposta, Kim Kataguiri afirmou que, mesmo com a limitação da alíquota em 1%, veículos de alto valor continuarão pagando mais imposto em termos absolutos. Como exemplo, destacou que 1% sobre um automóvel avaliado em milhões de reais representa um valor muito superior ao cobrado sobre um caminhão de menor valor de mercado.

Impacto nos preços ainda é incerto

Apesar da possibilidade de redução da carga tributária para proprietários de veículos, especialistas avaliam que a medida, por si só, não garante diminuição nos preços dos produtos ou dos fretes.

Segundo tributaristas, o IPVA representa apenas uma parte dos custos envolvidos no transporte. Despesas como combustível, manutenção, pedágios, seguros, financiamento e mão de obra continuam sendo os principais fatores que influenciam o preço final das mercadorias. Dessa forma, uma eventual redução do imposto não necessariamente será repassada ao consumidor.

Via portal Gazeta do Povo

quinta-feira, 9 de julho de 2026

"Isso não passará em branco": EUA acusa Moraes de promover censura contra plataformas americanas

O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, presidido pelo deputado republicano Jim Jordan, divulgou nesta quarta-feira (9) uma ampliação do relatório intitulado "Arquivos da Censura no Brasil", no qual acusa o governo brasileiro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promoverem ações que, segundo o documento, atentam contra a liberdade de expressão em plataformas digitais de origem norte-americana.

No relatório, o comitê afirma que autoridades brasileiras vêm tentando impor restrições a conteúdos publicados em empresas sediadas nos Estados Unidos e sustenta que tais medidas extrapolariam a jurisdição brasileira. O texto também alega que, mais recentemente, consumidores e empresas americanas passaram a ser afetados pelas decisões.

"O Brasil tem tentado censurar a liberdade de expressão americana em plataformas americanas há anos. Agora, está indo atrás de empresas e consumidores americanos também. Seja estrangeira ou no exterior, a Comissão não deixará esses ataques passarem em branco", afirma o documento.

O material complementa relatórios divulgados em abril deste ano e reúne decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas como Facebook, Instagram e Telegram.

Segundo o relatório, os documentos reproduzem decisões da Justiça brasileira que determinaram a suspensão de perfis em redes sociais e o fornecimento de dados cadastrais de usuários em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil.

O comitê argumenta que, desde pelo menos julho de 2020, magistrados brasileiros vêm tentando obrigar empresas de tecnologia a remover conteúdos ou bloquear contas em âmbito global, classificando essas medidas como incompatíveis com a liberdade de expressão garantida pela legislação americana e com a soberania dos Estados Unidos.

O relatório dedica um capítulo ao caso envolvendo a plataforma de vídeos Rumble. O documento relembra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o bloqueio da plataforma no Brasil após a empresa não cumprir ordens judiciais para remoção de conteúdos.

O texto reproduz uma manifestação do diretor-executivo da Rumble, Chris Pavlovski, que afirmou ao ministro que a empresa não estaria sujeita à sua autoridade nos Estados Unidos sem o devido trâmite pelas autoridades americanas.

Na decisão judicial, Moraes respondeu que o empresário estaria confundindo liberdade de expressão com uma "inexistente liberdade de agressão".

Outro ponto abordado pelo relatório envolve o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE). Segundo o comitê, o órgão teria solicitado à plataforma X, antigo Twitter, a remoção de publicações que elogiavam o presidente norte-americano Donald Trump e criticavam o então presidente Joe Biden. O relatório afirma que a plataforma recusou os pedidos.

O documento também sustenta que as decisões do ministro Alexandre de Moraes seguiriam um padrão de atuação contra adversários políticos. Como exemplo, cita medidas envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após sua articulação nos Estados Unidos para defender a aplicação de sanções contra o ministro do STF.

Na avaliação do comitê americano, a medida teria caráter de retaliação política. O relatório ainda afirma que o Brasil teria participado de iniciativas internacionais de combate à desinformação em parceria com a Universidade de Stanford e representantes de outros governos durante um evento realizado em setembro de 2025.

O Ministério das Relações Exteriores rejeitou as acusações contidas no relatório e afirmou que as decisões do Poder Judiciário brasileiro estão amparadas pela Constituição Federal. Segundo o Itamaraty, as medidas adotadas não configuram censura, mas fazem parte da atuação do Estado para impedir o uso de plataformas digitais na incitação à violência e em ações contra o Estado Democrático de Direito.

A divulgação do relatório ocorre na mesma semana em que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Entre os fundamentos apresentados pela investigação comercial norte-americana está a política brasileira de regulação das plataformas digitais, apontada como uma das práticas consideradas injustas por Washington.

Via portal Folha do Estado

quarta-feira, 8 de julho de 2026

PF faz buscas na casa de Jair Bolsonaro à procura de armas

A Polícia Federal (PF) realizou buscas, nesta quarta-feira (8), na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo vinculadas a ele. A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a defesa de Bolsonaro, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munições, acessórios e documentos de registro. Os advogados afirmaram que nenhum dos itens foi localizado durante a operação.

A ação ocorreu na casa do ex-presidente, no bairro Jardim Botânico, na capital federal, e, segundo integrantes da PF, durou menos de uma hora. A corporação confirmou a realização da diligência, mas não divulgou detalhes sobre a operação.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, em razão do tratamento de uma broncopneumonia. Na última semana, Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação de seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas de fogo registradas em seu nome.

Ao STF, a defesa informou que, das dez armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, enquanto outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Diante da informação, Moraes determinou que o Exército encaminhasse as oito armas à PF no prazo de 48 horas e que a corporação confirmasse a localização das duas armas já recolhidas.

No entanto, o caso recentemente ganhou um novo desdobramento. Em manifestação ao STF, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou que apenas seis armas estavam sob sua guarda, e não oito, como havia sido informado pela defesa de Bolsonaro.

Via portal Pleno News

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