O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou um policial civil por suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida no comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Segundo a acusação, João Paulo de Carvalho Barbosa utilizaria o cargo para repassar informações policiais ao grupo liderado pelo comerciante Paulo Roberto Ribeiro de Melo, além de receber dinheiro pelos serviços. A Justiça decretou a prisão preventiva do agente, a pedido do MPCE.
De acordo com o Ministério Público, João Paulo, identificado nas conversas como “Negão”, atuaria como intermediário de negociações criminosas, sendo citado pelo advogado Miguel Fernandes Pessoa Neto, também envolvido com o esquema. O órgão acusatório afirma ainda que o policial foi notificado para prestar esclarecimentos, mas não compareceu à delegacia.
A defesa do agente, representada pelo advogado Kaio Castro, contesta a acusação e afirma que a imputação parte de uma premissa equivocada, pois João Paulo não integrava os quadros da Polícia Civil à época dos fatos.
A defesa também ressalta que não houve indiciamento nem pedido de prisão pela autoridade policial, e que a medida cautelar requerida pelo Ministério Público já foi contestada judicialmente.
O grupo, liderado pelo comerciante Paulo Roberto Ribeiro de Melo, era formado por outras oito pessoas, entre elas, o advogado e duas técnicas em enfermagem. Segundo o MPCE, Antônio Alisson comercializava armas de fogo e atuava na lavagem de dinheiro. Já o advogado Miguel Fernandes Pessoa Neto também venderia armamentos e teria corrompido ativamente o policial civil João Paulo.
Fonte: Portal CN7












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