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sábado, 29 de agosto de 2026

Últimos dias para renegociar dívidas com desconto de até 90%; veja como fazer

Iniciativa do governo federal já renegociou mais de 5 milhões de débitos; descontos podem chegar a 90% para consumidores com renda de até cinco salários mínimos.

O Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31). A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.

O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.


Quem pode participar

O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. Além do critério de renda, a dívida precisa ter sido contratada até 31 de janeiro de 2026 e estar com atraso entre 91 dias e dois anos.

A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.


Quais dívidas entram


O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas:

Cartão de crédito rotativo ou parcelado

Cheque especial

Crédito pessoal sem consignação em folha

Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas

A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.


Descontos

O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%. Para crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão, o desconto máximo é de 80%.


O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento máximo de 90%.


Condições do novo crédito

Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas:

Juros máximos de 1,99% ao mês

Prazo de até 48 meses

Parcela mínima de R$ 50

Limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira

Primeira parcela em até 35 dias

Possibilidade de desconto sobre a dívida original

Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO)

Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa.


Como fazer

Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada. O atendimento pode ser feito pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.

Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.


FGTS pode ser usado

Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada. Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas.

O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre:

Até R$ 1 mil; ou

Até 20% do saldo disponível no FGTS

Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida.

Banco é obrigado a renegociar?

Não. A participação das instituições financeiras é voluntária. Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação.


Resultados do programa

A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.

Fonte: Gazeta Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Aumenta o número de brasileiros com dívidas em atraso

Dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito.
Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, nas 27 capitais do Brasil, mostra que 33% dos consumidores que pretendem presentear este ano possuem contas em atraso, sendo que 72% estão com o nome sujo.

O levantamento aponta também que 22% dos que devem comprar presentes no Natal costumam gastar mais do que podem (sobretudo os mais jovens) e que 9% pretendem deixar de pagar alguma conta para adquirir os presentes, desta forma estima-se que 14,8 milhões de consumidores fiquem inadimplentes em seus compromissos financeiros devido às compras para a data. De acordo com os entrevistados, 10% devem deixar de pagar alguma conta para participar das festas de Natal e 11% farão o mesmo para participar das comemorações de Ano Novo.

De acordo com os consumidores, as principais contas que deixarão de ser pagas para comprar presentes de Natal ou participar das festas de fim de ano são: internet (17%), conta de água/luz (11%), financiamento da casa (10%), telefone (10%), mensalidade escolar (9%) e TV por assinatura (9%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, alerta para a importância de o consumidor evitar o excesso de gastos para não comprometer o orçamento familiar.

– Os dados da nossa pesquisa acendem um forte sinal de alerta para o planejamento financeiro das famílias. O impulso de consumo dessa época, embora compreensível, carrega o risco de agravar o endividamento. É fundamental que, ao celebrar, o consumidor mantenha um controle rigoroso do seu orçamento. A virada do ano traz uma leva de gastos extras, como IPVA, IPTU e material escolar – orientou Costa.


22% daqueles que compraram presentes no Natal de 2024 ficaram com o nome sujo

Segundo a pesquisa, 22% dos consumidores que realizaram compras de de presentes de Natal em 2024 ficaram com o nome sujo por causa das dívidas em atraso. Em média, o valor das dívidas em atraso é de R$ 1.084.


41% dos filhos participam do processo de escolha dos presentes

A pesquisa revela que 41% dos entrevistados escolhem os presentes junto com os filhos, enquanto 43% escolhem sozinhos. Além disso, 22% têm a intenção de deixar de pagar alguma conta para atender as vontades de seus filhos com os presentes. “Os pais precisam priorizar a saúde do orçamento familiar. Ceder à pressão dos filhos, principalmente quando isso implica em deixar de pagar uma conta básica ou se endividar com o cartão de crédito, é trocar uma alegria momentânea por um endividamento que vai comprometer a estabilidade da família por meses. O ‘sim’ de hoje pode ser a inadimplência e o aperto financeiro no início do próximo ano.”, destaca Costa.


METODOLOGIA

Público-alvo: Consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem comprar presentes para o Natal.

Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada por sexo, idade, estado, renda e escolaridade. 755 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar no Natal. Em seguida, continuaram a responder o questionário 600 casos, com a intenção de comprar presente nessa data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,6 p.p e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.

O período da coleta dos dados foi de 15 a 23 de outubro de 2025.

As informações são da CNDL.

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