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quinta-feira, 23 de julho de 2026

EUA impõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil e carga sobre produtos chega a 37,5%

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o Brasil não combate de forma suficiente práticas relacionadas ao trabalho forçado em sua cadeia produtiva.

A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24).

A decisão faz parte de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisou 60 países. O Brasil está entre os 54 que receberão a alíquota de 12,5%.

A nova tarifa será somada aos 25% já aplicados desde 22 de julho, quando entraram em vigor as primeiras sanções decorrentes de uma investigação específica aberta contra o Brasil em julho de 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Com a nova medida, produtos brasileiros sujeitos às duas sanções poderão enfrentar uma carga tarifária total de 37,5% para ingresso no mercado norte-americano, ampliando a pressão sobre as exportações brasileiras.


Justificativa

Segundo o governo norte-americano, a nova cobrança se baseia no entendimento de que o Brasil importa produtos de países que não adotam padrões adequados de proteção ao trabalho. Na avaliação dos EUA, isso reduz artificialmente os custos desses produtos, gerando uma concorrência considerada desleal para a indústria americana.

A investigação aponta que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos que teriam sido fabricados com uso de trabalho forçado.


Os cinco setores citados no relatório são:

alumínio;
algodão;
eletrônicos;
baterias de lítio;
tabaco.


Medida atinge outros países

O Brasil não foi o único alvo da decisão. Ao todo, 60 países foram incluídos na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.

Além dos 54 países que receberam a tarifa de 12,5%, outros seis tiveram uma alíquota menor, de 10%. Nesse grupo estão Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.

Fonte: Diário do Poder

segunda-feira, 9 de março de 2026

EUA devem declarar CV e PCC terroristas nos próximos dias

Trâmites sobre a questão estariam circulando no Departamento de Estado americano.
O governo dos Estados Unidos deve anunciar em alguns dias a designação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A informação foi divulgada neste domingo (8) pelo portal UOL e teria sido obtida com fontes de dentro da administração americana ou próximas a ela.

Segundo o site, a documentação relacionada aos dois grupos já foi finalizada no Departamento de Estado e passou por análise de diferentes órgãos do governo dos EUA, que deram aval ao material.

O processo segue o mesmo modelo usado recentemente para classificar outros grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

Após a conclusão da análise interna pelo órgão chefiado pelo secretário Marco Rubio, o documento deve ser enviado ao Congresso americano e publicado no Registro Federal, etapa final do processo. Esse trâmite deve levar cerca de duas semanas.

A designação oficial como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos nos Estados Unidos, a proibição de acesso ao sistema financeiro americano e veta qualquer tipo de apoio material, como fornecimento de armas, por cidadãos ou empresas dos EUA.

O combate ao tráfico internacional de drogas, tratado como uma das prioridades da atual administração americana, foi tema de um encontro realizado neste sábado (7) em Miami, que reuniu líderes conservadores da América Latina. O evento foi chamado de Shield of the Americas (Escudo das Américas, em português).

Segundo o UOL, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria atuado nos bastidores para estimular a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. De acordo com o veículo, ele teria conversado sobre o tema com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, pedindo apoio à iniciativa.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado contra a designação das facções brasileiras como organizações terroristas. Autoridades brasileiras argumentam que PCC e Comando Vermelho não possuem motivação política ou ideológica, característica que, segundo a gestão petista, geralmente é associada ao conceito de terrorismo.

Outro ponto alegado pelo atual governo brasileiro é uma suposta preocupação com possíveis impactos sobre a soberania brasileira, especialmente diante do risco de maior atuação de forças americanas em operações contra o crime organizado na região.

Fonte: Pleno News

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