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domingo, 31 de agosto de 2025

Promotor alerta para risco de o Brasil se tornar um narcoestado

Principal nome no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), o promotor de Justiça Lincoln Gakiya avalia que a facção criminosa alcançou seu maior nível de poder desde a fundação nos presídios paulistas. Segundo ele, o grupo expandiu atuação internacionalmente, consolidou forte presença na economia formal e diversificou suas fontes de faturamento.

Em entrevista a O Globo e Globonews, Gakiya afirmou que, apesar de celebrar os resultados da recente megaoperação contra a facção, o país não avançará sem a criação de uma agência nacional que coordene ações de combate ao crime organizado. Para o promotor, se nada diferente for feito, o Brasil corre o risco de se tornar um narcoestado nas próximas décadas.

Gakiya destacou que a infiltração do PCC no setor financeiro já havia sido revelada em operações anteriores, como a Sharks, que detectou o uso de fintechs e doleiros para envio de recursos ao Paraguai. Na operação Carbono Oculto, segundo ele, ficou evidente um esquema mais sofisticado, envolvendo adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e fraude ao consumidor, com participação de empresários ligados ou associados à facção.

O promotor ressaltou que a máfia dos combustíveis não se restringe ao PCC. Empresários do setor, mesmo sem integrar formalmente a facção, podem atuar em associação a ela para obter vantagens e reduzir riscos. Ele afirmou que o PCC utiliza postos de combustíveis, usinas, refinarias e importação de insumos para movimentar capital, o que dificulta mensurar a extensão da presença da facção na economia formal.

Segundo Gakiya, o PCC já pode ser classificado como uma organização mafiosa. O grupo teria deixado de lado a ostentação de violência armada para priorizar a lavagem de grandes volumes de recursos, sobretudo oriundos do tráfico internacional de cocaína para a Europa.

De acordo com Gakiya, o PCC já está presente em 28 países e expandiu influência sobre diferentes setores no Brasil. Para ele, caso o avanço não seja contido, há risco de formação de um Estado paralelo, com progressiva ocupação de espaços no Legislativo, Executivo e até mesmo na esfera federal.

Via portal CN7

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