A China aprovou uma nova legislação que amplia o papel das famílias na educação patriótica e determina que pais e responsáveis ensinem os filhos a amar o país, o Partido Comunista Chinês (PCC) e o sistema socialista. A medida faz parte da Lei de Promoção Nacional à Unidade Étnica e ao Progresso, aprovada pelo Congresso chinês.
Segundo o texto da lei, a educação patriótica passa a ser uma responsabilidade compartilhada entre o Estado, as instituições de ensino e as famílias. Entre as obrigações previstas está a orientação para que pais incentivem os filhos a desenvolver identificação com a nação chinesa, sua cultura e a liderança exercida pelo Partido Comunista.
A legislação também reforça o uso do mandarim como idioma comum em todo o território nacional e estabelece medidas voltadas à promoção da chamada "unidade étnica", um dos pilares defendidos pelo governo do presidente Xi Jinping.
Especialistas apontam que a iniciativa faz parte de um processo mais amplo de fortalecimento da influência do Partido Comunista sobre diferentes áreas da sociedade chinesa. Nos últimos anos, o governo já havia incorporado o chamado "Pensamento de Xi Jinping" ao currículo escolar, desde o ensino fundamental até a universidade, com o objetivo de fortalecer o patriotismo e a fidelidade ao partido entre os estudantes.
Em 2024, outra legislação, conhecida como Lei da Educação Patriótica, já havia ampliado as exigências para que escolas e outras instituições promovessem valores patrióticos e reforçassem o apoio ao Partido Comunista Chinês.
As autoridades chinesas afirmam que as medidas buscam fortalecer a coesão nacional, preservar a unidade do país e promover a integração entre os diferentes grupos étnicos. Já organizações de direitos humanos e críticos do governo avaliam que as iniciativas ampliam o controle ideológico do Estado sobre a educação e a formação das novas gerações.
Via portal Folha do Estado














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