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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Salários de Policiais Civis cearenses é um dos piores do País entre a classe. Categoria protesta

O Ceará é um dos 10 estados brasileiros que pagam piores salários aos seus policiais civis. No ranking dos 27 estados, ele está no humilhante 23º lugar na tabela de vencimentos, perdendo somente para Maranhão, Rio Grande do Norte, Acre, Alagoas e Paraíba. Também é um dos que dispõem de menor efetivo para as atividades de Polícia Judiciária.

Conforme tabela presente no site da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), em média, o policial civil do ceará (escrivão e inspetor) recebe um salário de R$ 3.136,22. Por esta e outras razões – como as péssimas condições de trabalho, o excesso de jornada trabalhada e desvios de funções – a categoria está engaja num movimento de protesto batizado de “Operação Polícia Legal” e vai suspender por 24 horas suas atividades nesta quarta-feira (21).

Um dos principais desvios de função da categoria é a de ter que deixar de lado sua função investigativa para vigiar, escoltar e até alimentar centenas de presos que hoje estão empilhados nos xadrezes das delegacias.

Além das dificuldades enfrentadas todos os dias, os policiais civis também estão sendo afetados com a queda de seu poder aquisitivo, já que o Estado não realizou a reposição salarial de 2016, faltando pouco mais de três meses para o fim do ano.

Outra grande dificuldade da classe é o total desprestígio por parte do governo do Estado do Ceará, através do fosso salarial entre a categoria e os delegados de Polícia Civil.

Enquanto o salário de um inspetor ou escrivão em início de carreira é de R$ 2.946,19, o de um delegado iniciante na profissão atinge o patamar de R$ 15.533,60.

Tabela da remuneração bruta inicial dos delegados de Polícia Civil:

1. Mato Grosso: R$ 20.492,71;

2. Santa Catarina: R$ 18.612,76;

3. Roraima: R$ 18.387,00;

4. Paraná: R$ 17.942,67;

5. Piauí: R$ 17.853,75;

6. Goiás: R$ 17.130,31;

7. Distrito Federal e Polícia Federal: R$ 16.830,85;

8. Rio de Janeiro: R$ 16.769,22;

9. Maranhão: R$ 15.850,60;

10. Ceará: R$ 15.533,60;

11. Acre: R$ 15.378,00;

12. Amazonas: R$ 15.233,53;

13. Rio Grande do Sul: R$ 14.661,14;

14. Alagoas: R$ 14.127,87;

15. Mato Grosso do Sul: R$ 13.527,51;

16. Rio Grande do Norte: R$ 13.298,48;

17. Pará: R$ 12.874,75;

18. Rondônia: R$ 12.635,64;

19. Amapá: R$ 12.531,11;

20. Tocantins: R$ 12.390,84;

21. Minas Gerais: R$ 11.475,60;

22. Sergipe: R$ 11.417,14;

23. Bahia: R$ 11.300,00;

24. São Paulo: R$ 10.079,28;

25. Espírito Santo: R$ 9.579,58;

26. Pernambuco: R$ 9.069,81;

27. Paraíba: R$ 8.900,00.

Fonte: Portal Nacional dos Delegados de Polícia
Por FERNANDO RIBEIRO

2 comentários:

Mesmo assim, não é motivo para fazer greve. Nunca vi uma única greve prejudicar os "patrões". Elas só prejudicam a população, que já é roubada em todos os aspectos.

E os policiais não fazem parte da população não? Eles tem família ou dependentes.

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