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domingo, 21 de outubro de 2018

PF descobre "esconderijo de combustível" para candidato do PT no Acre

Operação Democracia investiga supostos crimes eleitorais do presidente do Instituto de Terras do Acre, Nil Figueiredo, que perdeu eleição para deputado estadual no dia 7 e foi preso nesta sexta, 19.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, a Operação Democracia e prendeu o presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Glenilson Araújo Figueiredo, o Nil Figueiredo, e servidores do órgão. A investigação mira crimes eleitorais de compra de votos, transporte irregular de eleitores, uso ilegal de instalações públicas para fins eleitorais, peculato e associação criminosa.
Nil Figueiredo candidatou-se a deputado estadual pelo PT, nas eleições 2018, recebeu 2.161 votos ou 0,51% e não se elegeu. O último candidato a entrar na Assembleia Legislativa do Acre levou 8.253 votos ou 1,95%.
O Iteracre é o órgão responsável pela política fundiária no Acre. O delegado da PF Eduardo Maneta, chefe da delegacia de Defesa Institucional, que comandou a apuração, afirmou que o inquérito identificou desvios de recursos públicos no instituto durante a gestão de Nil Figueiredo – que havia deixado o Instituto para concorrer à Assembleia, mas voltou ao cargo após ter pedido a eleição.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, a Operação Democracia e prendeu o presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Glenilson Araújo Figueiredo, o Nil Figueiredo, e servidores do órgão. A investigação mira crimes eleitorais de compra de votos, transporte irregular de eleitores, uso ilegal de instalações públicas para fins eleitorais, peculato e associação criminosa.

Nil Figueiredo candidatou-se a deputado estadual pelo PT, nas eleições 2018, recebeu 2.161 votos ou 0,51% e não se elegeu. O último candidato a entrar na Assembleia Legislativa do Acre levou 8.253 votos ou 1,95%.

O Iteracre é o órgão responsável pela política fundiária no Acre. O delegado da PF Eduardo Maneta, chefe da delegacia de Defesa Institucional, que comandou a apuração, afirmou que o inquérito identificou desvios de recursos públicos no instituto durante a gestão de Nil Figueiredo – que havia deixado o Instituto para concorrer à Assembleia, mas voltou ao cargo após ter pedido a eleição.

A PF foi às ruas cumprir oito mandados de prisão, 22 de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva de testemunhas, expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre. Cerca de 100 policiais federais participaram da operação.

Eduardo Maneta contou que a PF identificou que o esquema era formado ‘por diversos servidores públicos efetivos e ocupantes de cargo em comissão do Iteracre’. Segundo o delegado, o grupo desviava combustível do instituto para a campanha de Nil Figueiredo e abastecia ‘veículos particulares e outros’.

“Nós chegamos a identificar um esconderijo que ficava na casa da mãe de uma servidora pública do Iteracre em que existia um reservatório com capacidade aproximada de mil litros em que esse combustível desviado do órgão ficava armazenado e eram utilizados galões e mangueiras para fazer o abastecimento dos veículos de particulares que apoiavam a campanha do candidato Nil Figueiredo”, declarou.

“Constatamos que o gasto de combustível do Iteracre, somente no mês de setembro de 2018 até o dia 7, no primeiro turno das eleições deste ano, o gasto de combustível foi superior a todo gasto de combustível do órgão no ano de 2017. Comprovando os indícios que nós tínhamos de que o combustível estava sendo desviado para utilização na campanha.”

O delegado narrou ainda que ‘na véspera’ da eleições, Nil Figueiredo e seus cabos eleitorais ‘estavam comprando votos de eleitores’. De acordo com Eduardo Maneta, a PF também identificou ‘o crime de transporte ilegal de eleitores no próprio dia das eleições’.

“Diversos servidores públicos do Iteracre que era cabos eleitorais do Nil fizeram diversos transportes ilegais de eleitores com intuito de que essas pessoas votassem em Nil Figueiredo no primeiro turno”, contou.

A reportagem está tentando localizar a defesa de Nil Figueiredo. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO ACRE

NOTA OFICIAL

Ao tomar conhecimento da operação desencadeada pela Polícia Federal, no Instituto de Terra do Acre (Iteracre), o governador Tião Viana determinou pelo afastamento de todos os servidores envolvidos que ocupem função de confiança, até que a denúncia seja esclarecida, para evitar juízo de valor antecipado sobre quem quer que seja.

A Controladoria-Geral do Estado, pautada em sua função de realizar o controle interno do Governo, sempre orientou todos os órgãos a tratar seus processos com ética, transparência e lisura.

Ao longo de seus dois mandatos, o governador Tião Viana determinou tolerância zero em caso de corrupção, mas respeita a presunção de inocência até que se cumpra os ritos legais.

Leonildo Rosas
Porta-voz do Governo do Estado do Acre

Fonte: Estadão

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