Suspeito de 14 anos utilizou a arma de fogo do avô para cometer os crimes na província de Nonthaburi; primeiro-ministro do país expressou consternação com a tragédia.
Um estudante de 14 anos matou os próprios avós em casa e, em seguida, abriu fogo contra professores e alunos em uma escola de ensino médio na província de Nonthaburi, a cerca de 15 quilômetros de Bangkok, na Tailândia, na madrugada desta sexta-feira (7). O ataque deixou ao menos 8 mortos e 15 feridos, segundo as informações mais recentes da Polícia Nacional tailandesa.
O suspeito, que era aluno da Escola Debsirin Nonthaburi, uma das mais prestigiadas da região, efetuou pelo menos 26 disparos dentro da unidade e portava outros 34 cartuchos adicionais. A arma utilizada, uma pistola compacta, pertencia ao avô do adolescente.
Dinâmica dos crimes e divergências sobre o atirador
De acordo com a investigação preliminar, o atirador assassinou os avós antes de se dirigir ao colégio. No ambiente escolar, ele vitimou três professores e três estudantes. As autoridades confirmaram que o adolescente também morreu no local do ataque, mas há versões divergentes sobre as circunstâncias: algumas fontes indicam que ele foi abatido pelas forças de segurança, enquanto outras apontam que ele cometeu suicídio com a mesma arma.
O balanço de vítimas oscilou ao longo do dia devido ao fluxo de informações. Inicialmente, as autoridades locais informaram quatro mortes além do atirador. Posteriormente, a Polícia Nacional atualizou o número total para oito vítimas fatais: dois avós, três professores e três alunos.
Reações e contexto local
O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, expressou profunda consternação durante uma coletiva de imprensa na capital. “É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde ocorrer em nosso país?”, declarou o chefe de governo.
Um aluno de 18 anos que presenciou o ataque descreveu os momentos de pânico à agência Reuters: “No começo, não achei que fosse uma arma. Depois ouvimos muitos tiros em sequência. Houve um momento de silêncio e, então, começou tudo de novo”.
Equipes de emergência montaram uma força-tarefa no local para atender os feridos. Um dos socorristas relatou ter encontrado um professor sem vida em um dos andares superiores e tentado reanimar, sem sucesso, uma professora atingida no peito e no braço.
A tragédia reacende o debate sobre o descontrole armamentista na Tailândia, país que apresenta um alto índice de armas de fogo per capita devido a leis de aquisição consideradas frouxas e desatualizadas, acumulando outros episódios violentos em instituições de ensino nos últimos anos.
Via Gazeta Brasil












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