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sábado, 1 de agosto de 2026

Armações ilimitadas: PF investiga Lulinha por tráfico de influência na estatal Dataprev

A Polícia Federal solicitou a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação, autorizada nesta sexta-feira (31) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, foca na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT.

Segundo a PF, há indícios de que Ribas buscou negócios na Dataprev (empresa pública de tecnologia do governo federal) e em outros órgãos. A suspeita é de que o empresário tenha bancado ao menos uma viagem de Lulinha — em dezembro de 2024, com destino a Foz do Iguaçu — em troca de apoio para obter contratos no governo.

A apuração começou a partir das investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ribas teria atuado junto com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e com a empresária Roberta Luchsinger (amiga próxima de Lulinha) na prospecção de contratos públicos. Diálogos apreendidos mencionam “Cléber na Data”, e a PF identificou que a empresa de Ribas recebeu pagamentos de Luchsinger e firmou contratos com o governo.

Cleber Ribas, ao ser procurado, afirmou ser amigo pessoal de Lulinha, negou ter obtido negócios com a Dataprev e rejeitou qualquer irregularidade. A defesa de Lulinha classificou a investigação como “pesca probatória”, afirmou que a PF não encontrou provas contra o filho do presidente e que ele nunca intercedeu em favor de ninguém no governo federal.

A PF também pediu a abertura de um terceiro inquérito sobre outros fatos envolvendo Lulinha, ainda em fase de distribuição no STF. Nos dois primeiros pedidos, o sistema de sorteio do Supremo manteve André Mendonça como relator, apesar de os documentos da PF não terem solicitado expressamente a vinculação ao ministro — o que abriu espaço para uma eventual redistribuição livre durante o recesso, sob a presidência interina de Alexandre de Moraes.

Fonte: Diário do Poder

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