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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Caiado questiona canetas de Lula no SUS: “Falta até dipirona”

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de oferecer gratuitamente as chamadas “canetas emagrecedoras” pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (18), Caiado questionou a capacidade da rede pública de garantir o novo tratamento diante da falta de medicamentos e insumos básicos em algumas unidades.

“Lula anuncia caneta emagrecedora pelo SUS sem dizer quando vai entregar. Mas eu pergunto, se no SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona, quem dirá caneta emagrecedora?”, escreveu o candidato.

Caiado afirmou ainda que a obesidade deve ser tratada como uma doença e apresentou como exemplo uma iniciativa implementada durante sua gestão em Goiás. Segundo ele, o Estado criou um programa voltado ao tratamento gratuito da obesidade grave para jovens e adolescentes entre 12 e 21 anos.

“Obesidade é doença e precisa de tratamento adequado. Saúde pública se faz com planejamento de verdade, não com promessa de ocasião”, afirmou.

A crítica de Caiado ocorreu um dia depois de Lula anunciar que os medicamentos serão disponibilizados gratuitamente pelo SUS para pacientes com obesidade, mediante indicação médica. O presidente fez o anúncio durante visita a um complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG).
Lula defendeu que o medicamento seja utilizado com acompanhamento médico e destacou que o tratamento deve ser associado a mudanças na alimentação e à prática de exercícios físicos. O presidente também criticou uma eventual distribuição indiscriminada das canetas.

“Daqui a pouco vai ter deputado distribuindo canetinha para o povo. A caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não”, declarou Lula.

O Ministério da Saúde afirma que a oferta será feita de maneira responsável, com protocolo clínico e critérios para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A pasta informou que conduz estudos para avaliar a utilização dos chamados análogos de GLP-1 no SUS.

Um dos estudos em andamento é realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças. Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro paciente que recebeu semaglutida pelo SUS perdeu seis quilos e reduziu a circunferência abdominal.

A promessa de Lula ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e no mesmo dia em que o governo anunciou o reajuste do Bolsa Família. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, em um aumento de 15,04%.

Em entrevista à Record, Caiado também classificou o anúncio das canetas e o reajuste do Bolsa Família como medidas com “aparência de populismo”, destacando que foram anunciadas a 17 dias do primeiro turno. Via portal Folha do Estado

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