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terça-feira, 14 de junho de 2016

Prisão de envolvidos em chacina em Fortaleza poderá ser feita por CGD, PF ou Civil

Como O POVO publicou ontem, dois oficiais e 43 praças (sargentos, cabos e soldados) serão denunciados até o fim desta semana.
Às vésperas de o Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentar denúncia contra 45 policiais militares envolvidos direta ou indiretamente na Chacina da Grande Messejana, instâncias envolvidas na investigação ainda discutem como será feita a prisão dos agentes. Como a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) já admitiu não possuir efetivo suficiente para realizar as prisões, a ação poderá ficar a cargo da Polícia Civil ou da Polícia Federal, mediante solicitação da Justiça. A decisão será tomada somente após as denúncias.

Em matéria veiculada ontem, O POVO informou a previsão de que dois oficiais e 43 praças (sargentos, cabos e soldados) sejam denunciados até o fim desta semana. O grupo será responsabilizado pela execução de 11 pessoas e por lesionar outras sete no dia 12 de novembro do ano passado. 

Na manhã de ontem, durante solenidade de comemoração dos cinco anos de criação da CGD, a controladora-geral, Socorro França, voltou a destacar que nenhuma das vítimas tinha envolvimento com crimes. A secretária detalhou que, apesar de as fichas criminais dos 11 mortos já apontarem que três deles possuíam antecedentes, sendo um por crime de trânsito, outro por pensão alimentícia e um terceiro por ameaça, eles também foram alvo da apuração. “Investigamos não somente os policiais, como também as vítimas. E, comprovadamente, eram todas inocentes”, disse.

Maior investigação

Socorro França afirmou ainda considerar que a investigação da chacina, apontada como a maior carnificina da história de Fortaleza, foi também a maior apuração já realizada pela CGD, incluindo o período em que o órgão ainda era uma Corregedoria. O resultado, conforme O POVO apurou, foi um inquérito com 25 volumes, além de três anexos, incluindo perícias, documentos e testemunhos da matança. Ela enalteceu o trabalho da equipe responsável pelo trabalho. 

“Queríamos uma investigação com provas concretas, através de dados, imagens e perícias. Tudo com a mais profunda isenção. E tudo foi muito bem comprovado. Uma coisa é certa: todos aqueles que foram indiciados por nós, foi por meio de provas concretas. Fico feliz com o trabalho realizado, mas, ao mesmo tempo, triste, porque o que a gente quer são bons policiais. Uma instituição forte para nos proteger”, declarou.

Como O POVO antecipou no último dia 7 de abril, 38 policiais foram indiciados pela CGD por participação na chacina, sendo 33 por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Outros cinco teriam praticado a prevaricação, por não intervirem na matança. O MPCE, porém, pretende denunciar 45 agentes. “Eles devem ter visto no inquérito motivo suficiente para incriminar outros policiais, porque não nos foram solicitadas novas diligências”, considerou Socorro.


Números

45 policiais serão denunciados por participação na chacina 

11 pessoas foram assassinadas a tiros na maior matança da história de Fortaleza


Saiba mais

A solenidade em comemoração aos cinco anos da CGD teve início às 8 horas, com hasteamento da bandeira em frente à sede, na Praia de Iracema, seguida da apresentação do coral de servidores. À noite, no Palácio da Abolição, autoridades como o governador Camilo Santana (PT) e o ex-governador Cid Gomes (PDT) foram homenageados com medalhas do Mérito de Justiça.

A CGD tem autonomia administrativa e financeira, com status de secretaria de Estado, e tem dever de orientar, prevenir, fiscalizar e punir desvios de conduta de servidores da segurança pública e do sistema penitenciário.

Fonte: O Povo
Foto ilustrativa

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