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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Matéria revela com exclusividade novos detalhes das investigações que incriminam PMs na chacina

De forma EXCLUSIVA, com base nos autos do processo que apura a Chacina de Messejana, esta matéria revela o que a força-tarefa da Controladoria Geral de Disciplina dos órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) aponta como provas e indícios sobre a participação de cada um dos 44 policiais militares presos. A chacina ocorreu na madrugada do dia 12 de novembro do ano passado.

Para chegar aos 44 nomes, a equipe da Controladoria realizou um profundo e longo trabalho investigativo de coleta de provas que incluiu o rastreamento de viaturas policiais, localização e captação de imagens de veículos particulares usados na prática do crime, além da quebra de sigilo telefônico e de comunicações via redes sociais e aplicativos - como o WhatsApp - autorizada pela Justiça. Alie-se a isto, uma ampla teia de depoimentos, com cerca de 240 inquirições e laudos elaborados pela Polícia Federal e Perícia Forense do ceará (Pefoce).

Com o rastreamento de ligações via celular e o exame de imagens fotográficas captadas por câmeras do sistema operacional de trânsito da Capital, além de equipamentos instalados em residências e pontos comerciais da Grande Messejana, foi possível à CGD o cruzamento de dados e outras informações que levaram ao indiciamento dos PMs acusados de matar 11 pessoas e ferir outras duas na madrugada do dia 12 de novembro do ano passado, nas comunidades do Curió, Lagoa Redonda e Conjunto São Miguel, na Grande Messejana

A matança, de acordo com a denúncia formulada e assinada por 11 promotores de Justiça, se constituiu na maior chacina já registrada na história de Fortaleza e, segundo as palavras do procurador-geral Plácido Rio, os policiais militares envolvidos, “cercaram” a Grande Messejana para retaliar a morte de um colega de farda, provocando uma sequência de execuções sumárias, além de tentativas de assassinato.

Veja o que a investigação concluiu sobre o envolvimento de cada um dos PMs indiciados:

Acusado: Marcílio Costa de Andrade (soldado PM)

- Teria participado ativamente da chacina como represália por ter sido expulso da comunidade do Curió, onde morava com sua família, por traficantes. Ainda em 25 de outubro, ele teria assassinado o traficante Francisco de Assis Moura de Oliveira, o “Neném”, por conta de desavenças pessoais. Posteriormente, no dia 30 de outubro, teria assassinado também o pai de “Neném”, o cadeirante Francisco de Assis Moura de Oliveira. Desde então, passou a ser ameaçado de morte. Com a morte de um colega de farda (soldado Valtemberg Serpa) e a disposição dos colegas de vingarem o crime, ele decidiu participar da matança, segundo a CGD.

Acusado: Wellington Veras Chagas (soldado PM)

- Negou participação no crime, mas a investigação descobriu que ele participou ativamente dos assassinatos e para isto adulterou as placas originais de seu carro, um Gol preto NQZ-7953.

Acusado: Ideraldo Amâncio (soldado PM)

- Negou envolvimento, mas foi provado que esteve envolvido nos crimes e seu veículo , um Fiat Siena, com placas adulteradas, foi fotografado por câmeras do monitoramento do trânsito nas ruas e e na hora em que ocorreram as mortes em Messejana.

Acusado: Daniel Campos Menezes (soldado PM)

- Segundo a investigação, “foi um dos mais ativos participantes das execuções”. Seu veículo modelo Fiat Strada Working, de placas PMA-9684 foi fotografado e participou do comboi de carros onde estavam os assassinos.

Acusado: Carlos Roberto Mesquita de Oliveira (sargento PM)

- Caiu em diversas contradições nos depoimentos prestados e imagens captadas nas investigações mostraram que ele usou seu veículo de placas NQQ-7313 na caça aos bandidos que teriam assassinado o soldado Serpa.

Acusado: Francisco Fagner de Farias Mesquita (soldado PM)

- Conforme as investigações, há indícios fortes e suficientes que apontam a participação direta dele no triplo assassinato que teve como vítimas Pedro Alcântara Barroso do Nascimento Filho, Jardel Lima dos Santos e Antônio Álisson Cardoso, na Rua Lucimar de Oliveira. O carro do PM, Fox OCK-5827, foi fotografado no local do crime. O militar alegou que no dia da chacina estava na casa da namorada, no bairro Antônio Bezerra. A quebra do sigilo telefônico desmentiu essa versão.

Acusado: Luciano Breno Freitas Martiniano (soldado PM)

- Teve seu veículo Toyota Etios Sedan, de placas ORU-9263, rastreado e fotografado na área dos crimes, embora o suspeito, segundo a CGD, tenha tentado adulterar as placas.

Acusados: Valdemir Izaquiel Silva (soldado PM), Hugo dos Santos Guedes (soldado PM), Francisco Girleudo Silveira Ferreira (soldado PM) , Antônio Jucieudo Holanda Lopes (soldado PM) e Fábio Paulo Sales Gabriel( soldado)

- Câmera do Detran registrou e fotografou o veículo Polo cinza de placas OCG-4792, pertencente ao soldado Izaquiel, transitando na área dos crimes às 2h02 da madrugada da chacina. Os quatro teriam participado dos crimes e fugido em tal carro, apesar de alegarem que estavam em uma lanchonete na Avenida Washington Soares. Quebra do sigilo telefônico reuniu conversas entre eles, comentado sobre os crimes e um deles reclamando que o soldado Gabriel era “muito burro” por cair em contradições ao depor.

Acusados: Jean Rodrigues de Melo (soldado PM), Ismael Alves Torres (soldado PM) e Anderson Kelsey Ribeiro da Silva (soldado PM)

- Segundo as investigações, estiveram nas cenas do crime e teriam participado das execuções, ocupando o veículo Voyage de placas OIF-5097 pertencente ao pai do soldado Jean. Veículo foi filmado. Quebra do sigilo telefônico colheu provas da participação dos PMs nos crimes.

Acusado: Eliézio Ferreira Maia Júnior (soldado PM)

- Imagens captadas por câmeras flagraram o veículo do soldado, o Fiat Uno cinza de placas NQS-9212 transitando nas ruas da área e onde ocorreram alguns dos 11 homicídios. Segundo a CGD, teme efetiva participação nos delitos.

Acusado: Marcus Vinícius Sousa da Costa (soldado PM)

- Teria participado ativamente dos crimes, utilizando seu veículo, um Punto bege de placas NQL-8374, que foi filmado e fotografado pelas câmeras de um estabelecimento comercial. Teria participado diretamente da morte de Antônio Álisson Cardoso, Jardel Lima dos Santos e Pedro Alcântara Barroso do Nascimento Filho, além de tentativa de homicídio contra Cícero Paulo Teixeira Filho. Caiu em contradições ao depor na CGD.

Acusado: Antônio José de Abreu Vidal Filho (soldado PM)

- Segundo a CGD, participou dos crimes diretamente e na ocasião utilizava como meio de transporte e fuga o veículo Saveiro de placas NQR-3565m que, na época estava alugado à sua mãe. Alegou que no dia da chacina estava com a namorada, mas o rastreamento telefônico mostrou que ele fez várias ligações estando, de madrugada, no bairro Curió.

Acusados: Gerson Vitoriano Carvalho (soldado PM), Josiel Silveira Gomes (soldado PM) e Thiago Veríssimo Andrade Batista de Carvalho (soldado PM)

- Estavam trabalhando na área como integrantes da patrulha do Ronda do Quarteirão de prefixo RD-1307. Teriam dado “cobertura” aos colegas na morte de várias vítimas. Segundo a denúncia do MP e a investigação da CGD, a patrulha “se omitiu dolosamente de cumprir os seus deveres legais, anuíram com as ações delituosas”, isto é, contribuíram para a consumação da chacina.

Acusados: Daniel Fernandes da Silva (cabo PM), Gildácio Alves da Silva (cabo PM) e Luís Fernando de Freitas Barroso (soldado PM)

- Eram os integrantes da patrulha RD-1301. Teriam dado também “cobertura” aos colegas de farda na hora das execuções sumárias. Câmeras flagraram a viatura “puxando” um comboio onde estavam os assassinos encapuzados, no cruzamento das ruas Aurino Colares e Paulo Freire, onde foram mortas as vítimas Antônio Álisson , Jardel Lima, Pedro Alcântara, Alef Souza e baleado Cícero Paulo Teixeira Filho. Segundo as investigações, “tiveram participação direta nas mortes”.

Acusados: Farlley Diogo de Oliveira (sargento PM), Rennê Diego Marques (soldado PM) e Francisco Flávio de Sousa (soldado PM)

- Eram os PMs da composição da patrulha RD-1087, “tendo sido a mesma identificada, através de registros de câmeras, na Rua Lucimar de Oliveira, como sendo a viatura que parou no local onde estava os corpos de Jardel e Álisson estendidos no chão. “Todavia, os referidos policiais não prestaram socorro às vítimas nem iniciaram nenhuma diligência no sentido de identificar e prender os autores do crime”, diz a investigação. Também teria sido a viatura filmada dando apoio ao comboio de veículos dos assassinos. “agiram em conjunto com os demais policiais”.

Acusados: Fábio Oliveira dos Santos (cabo PM), Kelvin Kessel Bandeira de Paula (soldado PM) e Samuel Araujo de Aquino (soldado PM)

- Era a composição da patrulha RD-1302m que, segundo as investigações foi filmada por várias câmeras da área. Teria também dado cobertura ao comboio de veículos com os criminosos. Teriam agido de forma omissa propositadamente em várias ruas da região onde ocorreram os crimes, “agindo em comunhão com os demais agentes criminosos”, assinalam os autos.

Acusados: Thiago Aurélio de Souza Augusto (cabo PM), Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa (soldado PM) e Ronaldo Silva Lima (soldado PM)

- Eram os componentes na viatura patrulha RD-1072. “Apesar de inúmeras chamadas realizadas pelo operador da Ciops, tendo como destinatária a viatura, testemunhas que estavam presentes no logradouro onde foram mortos Francisco Elenilson Pereira Chagas, Jadson Alexandre de Sousa e Valmir Ferreira da Conceição relataram que a viatura só chegou no local às 2h25, quase uma hora depois. Rastreamento feito pela Ciops mostrou que os PMs agiram dolosamente, de forma propositada para que os crimes fossem praticados na Rua Elza Leite Albuquerque.

Acusados: José Haroldo Uchoa Gomes (sargento PM), Francinildo José da Silva Nascimento (sargento PM) e Gaudioso Menezes de Matos Brito Goes (soldado PM)

- Eram os ocupantes da viatura RD-1069. Teriam também contribuído para a prática dos crimes, saindo em direção contrária ao endereço que a Ciops repassou-lhe para o atendimento a uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Rua George Sousa esquina com Rua Lúcia Sabóia e também Rua Engenheira Maria, todas no Curió. “Teriam agido para proporcionar as práticas delituosas”.

Acusados: Antônio Carlos Matos Marçal, (sargento PM) José Wagner Silva de Souza, José Oliveira do Nascimento (tenente PM), Clênio Silva da Costa (sargento PM), Antônio Flauber de Melo Brazil (cabo PM), Francisco Hélder de Sousa Filho (cabo PM), Maria Bárbara Moreira (sargento PM), e Igor Bethoven Sousa de Oliveira (soldado PM)

Faziam parte de equipes da Inteligência e da Cavalaria, teriam agido, segundo a investigação, de forma ilegal ao invadir residências em busca de criminosos que teriam assassinado o soldado PM Serpa, morto em um assalto horas antes da chacina. Segundo as conclusões da CGD, teriam “agido em concurso para a prática” da chacina.

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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