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quarta-feira, 6 de maio de 2026

POLÊMICA: Vereadora propõe criação de terceiro banheiro: "Banheiro feminino é nosso"

A vereadora do Rio de Janeiro Alana Passos (PL) apresentou um projeto de lei que propõe a criação de um terceiro tipo de banheiro em estabelecimentos públicos e privados da capital fluminense. A iniciativa prevê a instalação de sanitários individuais, de uso exclusivo por uma pessoa por vez, como alternativa aos banheiros já divididos por sexo biológico.

Durante discurso na Câmara Municipal, a parlamentar defendeu a proposta com foco na preservação dos espaços femininos e na privacidade dos usuários. “Eu não concordo que queiram entrar no banheiro feminino, que é nosso por direito. Banheiro feminino é nosso e é sagrado”, afirmou.

De acordo com o texto do projeto, os novos banheiros deverão ter porta com fechamento interno, garantindo privacidade, além de conter apenas um vaso sanitário e, opcionalmente, um lavatório. A instalação será facultativa, ficando a critério dos responsáveis pelos estabelecimentos, que também deverão sinalizar claramente o uso do espaço.

A proposta não substitui a obrigatoriedade de banheiros separados por sexo biológico, quando prevista em legislação. O projeto ainda autoriza o Poder Executivo a regulamentar aspectos técnicos como adaptação dos espaços, normas de higiene e sinalização.

Na justificativa, a vereadora argumenta que a medida busca reduzir conflitos e oferecer uma alternativa que garanta privacidade, segurança e conforto a diferentes públicos, incluindo mulheres, crianças e famílias.

O projeto agora segue para análise nas comissões da Câmara Municipal do Rio de Janeiro antes de eventual votação em plenário.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 23 de abril de 2026

VÍDEO: declaração em rádio gera debate sobre respeito à identidade de gênero em Sobral

Uma declaração feita pelo radialista Gilmar Bastos durante programa na Rádio Tupinambá FM, em Sobral, gerou repercussão e críticas ao abordar a composição feminina da Câmara Municipal. Ao comentar o tema, o comunicador citou quatro vereadoras — Micheline Ibiapina, Fransquinha do Povo, Karine Ribeiro e Socorro Brasileiro — e, ao ser alertado sobre a ausência do nome de Pamela Nara, fez questão de diferenciá-la como uma mulher trans, afirmando que estava se referindo a “mulheres”.

A fala foi interpretada por ouvintes e internautas como desrespeitosa, provocando reação nas redes sociais e ampliando o debate sobre inclusão, identidade de gênero e representatividade na política local.

Especialistas apontam que o entendimento jurídico brasileiro já consolidou a proteção contra discriminação por identidade de gênero. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 26 (ADO 26) e o Mandado de Injunção 4733, equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo, conforme a Lei nº 7.716/1989. Além disso, o Recurso Extraordinário 670.422 reconhece o direito à identidade de gênero, garantindo que pessoas trans sejam tratadas conforme sua identidade.

Diante desse contexto, a declaração reacende discussões sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito às identidades, especialmente em espaços públicos e de comunicação de massa.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do radialista ou da emissora sobre o episódio.

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