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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

POLÊMICA: vereador diz que “50% dos advogados estudam para roubar o pobre”; VEJA VÍDEO

O vereador Amaral Bittencourt, de Criciúma (SC), provocou reação da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) após afirmar, durante sessão da Câmara Municipal, que “50% dos advogados estudam para roubar o pobre”.

A declaração ocorreu na noite de segunda-feira (24), durante a discussão do Projeto de Lei 77/2026, que previa tornar obrigatória a divulgação dos currículos de ocupantes de cargos comissionados dos Poderes Executivo e Legislativo do município.

Ao defender a rejeição e o arquivamento da proposta, Bittencourt afirmou que a divulgação dos currículos poderia resultar em discriminação. Na sequência, passou a criticar a atuação de parte dos profissionais da advocacia, especialmente em processos relacionados a benefícios previdenciários.

“50% dos advogados estudam para roubar o pobre. Eu vou botar uma taxa bem baixa, até para não ofender os bons advogados. Eles estudam para roubar aqueles coitadinhos do INSS que estão para receber a aposentadoria”, declarou.

Durante o pronunciamento, o vereador também citou sua própria trajetória acadêmica e mencionou exemplos de pessoas que, segundo ele, alcançaram sucesso profissional mesmo sem elevado grau de escolaridade formal.

Na sequência, apresentou uma situação hipotética envolvendo um advogado que esconderia de uma cliente o valor efetivamente recebido em uma ação judicial.


Colega questionou percentual

Após a declaração, o vereador Obadias Benones da Silva questionou a origem do percentual apresentado por Bittencourt e pediu que ele apresentasse uma fonte ou se retratasse.

Amaral manteve a afirmação e disse que estava se referindo aos profissionais que praticariam irregularidades, e não àqueles que exercem a profissão de forma correta.

“Você querendo defender advogado ladrão, eu tô falando dos malfeitores, não tô falando dos bons, tem mais de 50%”, afirmou.


OAB avalia medidas

A declaração provocou reação da OAB-SC e da subseção de Criciúma. Em nota conjunta, as entidades afirmaram que a fala, “em tese, ultrapassa os limites da crítica legítima” e atinge de maneira indiscriminada a honra da advocacia.

As instituições informaram que o conteúdo das declarações será submetido a análise jurídica para avaliar a adoção de possíveis medidas judiciais e institucionais.

“Liberdade de expressão, sim. Crítica, sim. Fiscalização, sim. Abuso, ofensa e generalização irresponsável, não”, afirmou a entidade.

A OAB também destacou que eventuais irregularidades cometidas por profissionais devem ser investigadas individualmente, sem que acusações contra determinados advogados sejam utilizadas para generalizar a conduta de toda a categoria.

O caso deverá ser analisado pelas instituições competentes, enquanto a repercussão da declaração permanece no centro do debate em Criciúma.

 Via portal Folha do Estado

quarta-feira, 6 de maio de 2026

POLÊMICA: Vereadora propõe criação de terceiro banheiro: "Banheiro feminino é nosso"

A vereadora do Rio de Janeiro Alana Passos (PL) apresentou um projeto de lei que propõe a criação de um terceiro tipo de banheiro em estabelecimentos públicos e privados da capital fluminense. A iniciativa prevê a instalação de sanitários individuais, de uso exclusivo por uma pessoa por vez, como alternativa aos banheiros já divididos por sexo biológico.

Durante discurso na Câmara Municipal, a parlamentar defendeu a proposta com foco na preservação dos espaços femininos e na privacidade dos usuários. “Eu não concordo que queiram entrar no banheiro feminino, que é nosso por direito. Banheiro feminino é nosso e é sagrado”, afirmou.

De acordo com o texto do projeto, os novos banheiros deverão ter porta com fechamento interno, garantindo privacidade, além de conter apenas um vaso sanitário e, opcionalmente, um lavatório. A instalação será facultativa, ficando a critério dos responsáveis pelos estabelecimentos, que também deverão sinalizar claramente o uso do espaço.

A proposta não substitui a obrigatoriedade de banheiros separados por sexo biológico, quando prevista em legislação. O projeto ainda autoriza o Poder Executivo a regulamentar aspectos técnicos como adaptação dos espaços, normas de higiene e sinalização.

Na justificativa, a vereadora argumenta que a medida busca reduzir conflitos e oferecer uma alternativa que garanta privacidade, segurança e conforto a diferentes públicos, incluindo mulheres, crianças e famílias.

O projeto agora segue para análise nas comissões da Câmara Municipal do Rio de Janeiro antes de eventual votação em plenário.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 23 de abril de 2026

VÍDEO: declaração em rádio gera debate sobre respeito à identidade de gênero em Sobral

Uma declaração feita pelo radialista Gilmar Bastos durante programa na Rádio Tupinambá FM, em Sobral, gerou repercussão e críticas ao abordar a composição feminina da Câmara Municipal. Ao comentar o tema, o comunicador citou quatro vereadoras — Micheline Ibiapina, Fransquinha do Povo, Karine Ribeiro e Socorro Brasileiro — e, ao ser alertado sobre a ausência do nome de Pamela Nara, fez questão de diferenciá-la como uma mulher trans, afirmando que estava se referindo a “mulheres”.

A fala foi interpretada por ouvintes e internautas como desrespeitosa, provocando reação nas redes sociais e ampliando o debate sobre inclusão, identidade de gênero e representatividade na política local.

Especialistas apontam que o entendimento jurídico brasileiro já consolidou a proteção contra discriminação por identidade de gênero. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 26 (ADO 26) e o Mandado de Injunção 4733, equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo, conforme a Lei nº 7.716/1989. Além disso, o Recurso Extraordinário 670.422 reconhece o direito à identidade de gênero, garantindo que pessoas trans sejam tratadas conforme sua identidade.

Diante desse contexto, a declaração reacende discussões sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito às identidades, especialmente em espaços públicos e de comunicação de massa.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do radialista ou da emissora sobre o episódio.

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