quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Cientistas afirmam que estamos a "100 segundos" do juízo final

Acadêmicos americanos do Boletim dos Cientistas Atômicos divulgaram na última quinta-feira (20) a mais recente previsão do chamado Relógio do Juízo Final, do original Doomsday Clock em inglês. De acordo com os cientistas, faltam apenas 100 segundos para o fim do mundo. O indicador em forma de relógio seria uma previsão de quão perto a humanidade estaria de seu fim.

A marca de 100 segundos é a pior de toda a história do Relógio do Juízo Final, publicado pela primeira vez há 75 anos, mas é a mesma dos últimos dois anos (2020 e 2021). Uma análise comparativa da série histórica dos últimos anos mostra que o “fim dos tempos” estaria muito próximo. Em 1991, por exemplo, faltavam 17 minutos; em 2002, sete; e em 2015, três.

“Estamos presos em um momento perigoso, que não traz estabilidade nem segurança” diz a professora Sharon Squassoni, copresidente do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim dos Cientistas Atômicos.

O QUE É “O RELÓGIO DO JUÍZO FINAL”

Atualizado todo ano pelos cientistas do Boletim, o “relógio” foi criado em 1947 pelo cientista Albert Einstein e por pesquisadores da Universidade de Chicago que participaram do Projeto Manhattan e, desde então, tem como objetivo apontar o quão perto a humanidade está de se destruir. Naquele ano, faltavam sete minutos para o fim do mundo.

Na prática, é como se tudo o que aconteceu em nosso planeta fosse compactado em um único ano, com os humanos surgindo pouco antes de 23h30 das vésperas de Ano Novo. Diante disso, a meia-noite seria uma metáfora para o fim do mundo, com o relógio se aproximando desse horário, com ameaças contínuas e perigosas para a humanidade.

No ano passado, por exemplo, de acordo com os cientistas atômicos, os fatores que contribuíram para a manutenção da marca de 100 segundos para a “meia-noite” foram exacerbados por “uma ecosfera de informações corrompidas que prejudica a tomada de decisões racionais”.

“O relógio não é ajustado por sinais de boas intenções, mas por evidências de ação ou, neste caso, inação. Os sinais de novas corridas armamentistas são claros“, completa Scott D. Sagan, da Universidade de Stanford.

Com informações via Pleno News

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