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sábado, 18 de abril de 2026

Delegado prende advogada em seu escritório por ser criticado em rede social

Uma prisão dentro de um escritório de advocacia virou alvo de polêmica e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás. A advogada Aricka Cunha foi detida na tarde de quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás, após publicar nas redes sociais um despacho policial que determinava o arquivamento de uma ocorrência registrada por ela mesma.

Segundo as informações, o documento, assinado por um delegado, concluía que a denúncia feita pela advogada, que alegava ter sido ofendida por um servidor público, não configurava crime.

A repercussão veio após Aricka criticar publicamente a decisão. O delegado responsável entendeu que a publicação teria caráter ofensivo e determinou a prisão imediata da advogada por suspeita de difamação, crime que envolve atingir a reputação de alguém.

A detenção aconteceu dentro do próprio escritório da profissional e foi registrada em vídeo. Ela foi levada para a delegacia e liberada apenas à noite, após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

Nas redes sociais, a advogada classificou a prisão como ilegal e afirmou que houve violação das prerrogativas da profissão.

“Uma advogada, dentro do seu escritório, no exercício da profissão, sendo algemada por expressar opinião. Isso não é normal. Isso não é legal. Isso não pode ser aceito”, disse no Instagram. “O Estatuto da Advocacia garante a inviolabilidade do escritório. Mas, na prática, o que vimos foi o desrespeito sendo executado à luz do dia”, completou ela.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a reação da OAB-GO, que anunciou medidas contra o delegado. A entidade afirmou que vai apurar possível abuso de autoridade e pediu investigação sobre a conduta policial.


Confira a nota da OAB-GO na íntegra

O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) determinou a imediata instauração de procedimentos contra o delegado de Polícia Civil Christian Zilmon Mata dos Santos, após a prisão considerada arbitrária de advogada, no município de Pirenópolis.

A decisão, formalizada pela Portaria n.º 05/2026, foi assinada na manhã desta quinta-feira, dia 16 de abril, pelo presidente do SDP, Alexandre Carlos Magno Mendes Pimentel. O documento detalha uma série de violações que ferem não apenas o Estatuto da Advocacia (EAOAB – Lei Federal n.º 8.906/94), como também os direitos fundamentais da profissional.


Diante da gravidade dos fatos, o SDP determinou:

– Formalização imediata de representação por crime de abuso de autoridade junto ao procurador-geral de Justiça;

– Acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública para apuração de conduta;

– Publicação de posicionamento oficial contra o ato do delegado.

Além dessas medidas, a Procuradoria de Prerrogativas já atua nos autos do processo (nº 5332342-23.2026.8.09.0177) para requerer a nulidade absoluta do Auto de Prisão em Flagrante (APF). Também será feita a coleta de depoimentos de testemunhas por meio de videoconferência para instruir o procedimento interno. “Iremos continuar acompanhando o caso até que todas as responsabilidades sejam apuradas”, acrescenta Alexandre.

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria, que ficará responsável por investigar o ocorrido.


Confira a nota da PCGO na íntegra:

A Polícia Civil de Goiás informa que o fato foi levado ao conhecimento da Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO, que está tomando as providências necessárias para a escorreita apuração do ocorrido.

Fonte: Folha do Estado

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