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sábado, 16 de dezembro de 2017

Natal sangrento: 28.000 terão “saidão” sem tornozeleira; vários civis podem ser condenados à morte

De acordo com o G1, o número é de 30.000 presos. Conforme o programa do Datena, o número seria de 28.000 presos.

Independentemente da informação, todos os detentos de regimes semiabertos – que serão liberados temporariamente no fim de ano – vão usar tornozeleira eletrônica em São Paulo. Desde 2010, esta é a primeira vez que nenhum deles utilizará o equipamento.

A matéria do G1 diz que “cerca de 30 mil presos devem ser liberados temporariamente a partir do dia 21 de dezembro de forma gradativa e devem voltar até 4 de janeiro. Em agosto deste ano, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SAP) rescindiu o contrato com a empresa que fornecia as tornozeleiras, alegando uma série de falhas. A Synergye entrou com mandado de segurança na Justiça e, com isso, a retomada do contrato está em discussão”.

“Em 2016, tinham cerca de 7 mil tornozeleiras eletrônicas para monitorar os detentos em São Paulo. Parte dos equipamentos era usado por detentos que faziam trabalho externo do presídio durante a semana e retornavam à noite para dormir na cadeia. O restante dos aparelhos era destinado às saídas temporárias durante o ano”.

Agora a empresa Synergie tem até segunda (18) para entrar com novo recurso e isso ainda depende de uma análise da Justiça.

Em 2013, 23.933 presos ganharam a “saidinha” de Natal. Em 2016, a taxa de detentos que não retornaram foi de 4,61%.

Agora veja a piada, da matéria: “A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo disse que mesmo sem as tornozeleiras eletrônicas todos os presos serão monitorados pelas forças de segurança do estado. A empresa Synergye disse que em recurso que será protocolado vai comprovar que governo apresentou relatório com falhas e imprecisões de forma equivocada”.

Ué, mas como vão monitorar os presos sem tornozeleira? Vão colocar um policial seguindo cada um deles? É piada.

No início de novembro, o Brasil ficou chocado com o assassinato de Kelly Cadamuro, de 22 anos, que foi estuprada e assassinada por Jonathan Pereira do Prado, de 33. A jovem dava carona a desconhecidos por via de acordos no WhatsApp. Jonathan foi beneficiado por uma “saidinha”, após a qual não retornou. Com isso, ele pode estuprar e matar Kelly.

Com essa taxa de não retorno e a ausência, novos casos similares devem acontecer, o que pode resultar num natal sangrento. Ou seja, o Estado condenando pessoas inocentes à morte.

1 comentários:

Se liberasse as armas, eu fazia questão de sangrar o piru...Tá na hora de mudar essa história, quem não quer usar uma, que não use, mas tirar o direito de um homem defende sua família é no minimo maldade..

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