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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Número de mulheres mortas no Ceará cresceu 91% em 2018 e tráfico de drogas é apontado como causa

A faixa etária de mulheres entre 15 e 24 anos foi a que mais registrou aumento do número de mortes no estado; o crescimento foi de 180%, comparado à 2017.
O número de mulheres mortas no Ceará cresceu 91% no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo o Instituto Maria da Penha, foram 229 casos registrados e a situação mais grave é a de Fortaleza, onde o número saltou de 39 assassinatos, nos primeiros seis meses de 2017, para 109, em 2018.

A Superintendente Geral da Instituição, Conceição de Maria, explica que esse aumento está relacionado ao tráfico de drogas no estado. “Esse fenômeno a gente está avaliando como ultimamente ligado a expansão do tráfico de drogas do estado do Ceará”.

Ainda segundo a superintendente, o universo das facções criminosas não contraria o que já está posto na sociedade em relação a mulher, como discriminação e violência de gênero. “A gente vê que essas mulheres são mortas com requinte de crueldade e, muitas vezes, os vídeos são postados na internet e compartilhados pela sociedade”, ressalta.

Os dados divulgados pelo instituto englobam todos os tipos de assassinatos, inclusive chacinas. Em janeiro deste ano, oito mulheres foram mortas durante a Chacina das Cajazeiras, a maior já registrada no estado. Dessas, cinco eram jovens entre 15 e 24 anos, a faixa etária que, segundo dados, registra o maior número de assassinatos. “É onde a gente pode perceber que aconteceu mais aumento de assassinatos. No primeiro trimestre de 2017, foi um aumento de 180% mulheres jovens em Fortaleza”, afirma Conceição de Maria.

Nos crimes enquadrados na lei Maria da Penha, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), informou que foram seis mortes de mulheres no primeiro semestre de 2017, mesmo número em igual período deste ano. (Tribuna do Ceará)

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