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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua por insurreição

Em um veredicto histórico, o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi sentenciado a prisão perpétua, nesta quinta-feira (19), após ser considerado culpado pelo crime de insurreição ao decretar lei marcial em dezembro de 2024. A Justiça entendeu que Yoon tentou mobilizar forças militares e policiais para paralisar o Parlamento e consolidar poder de forma inconstitucional.

O caso remonta a 3 de dezembro de 2024, quando o então presidente declarou lei marcial em um momento de intenso conflito político com a Assembleia Nacional, controlada por partidos de oposição. A medida visava suspender atividades legislativas e permitir à Presidência maior controle sobre o processo político, mas foi suspensa após poucas horas graças à reação de legisladores que restabeleceram o funcionamento do Parlamento.

O tribunal de Seul concluiu que a ação de Yoon não foi apenas um uso legítimo de autoridade, mas uma tentativa de subverter a ordem constitucional ao enviar tropas ao Legislativo e planejar prisões de líderes políticos. Por isso, a insurreição foi considerada um ato grave contra a democracia sul-coreana.

Promotores pediram até a pena de morte, mas os juízes optaram pela prisão perpétua, levando em conta fatores como a ausência de mortes diretas e a idade do réu.

A condenação de Yoon marca um momento sem precedentes na história recente da Coreia do Sul. Ele é o primeiro ex-presidente eleito democraticamente a ser condenado por insurreição relacionada a uma tentativa de impor lei marcial.

Além de Yoon, vários membros de seu governo também foram condenados. O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, recebeu 30 anos de prisão por seu papel central na mobilização das forças militares. Outros oficiais civis e militares envolvidos na crise também foram sentenciados.

A sentença ainda pode ser objeto de recurso pelos advogados de Yoon, que argumentam que ele tinha autoridade presidencial para adotar medidas de emergência diante da paralisia política. As reações no país continuam polarizadas, com apoiadores do ex-presidente criticando a decisão e defensores das instituições democráticas saudando o veredicto.

A crise de dezembro de 2024 provocou um dos maiores choques políticos na história da Coreia do Sul, evocando lembranças do passado autoritário do país e reforçando o debate sobre os limites do poder presidencial em uma democracia consolidada.

Folha do Estado

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