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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Facção criminosa financia envio de criminosos para guerra entre Rússia e Ucrânia, aponta inteligência do Rio

O Comando Vermelho (CV) estaria financiando o envio de integrantes da facção para atuar como voluntários na guerra entre Ucrânia e Rússia, segundo informações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que o grupo criminoso paga até mesmo passagens aéreas para suspeitos sem antecedentes criminais deixarem o Brasil e participarem do conflito armado no Leste Europeu. O objetivo da facção seria trazer esses homens de volta ao país com experiência em combate para treinar traficantes em técnicas militares e no uso de drones de grande porte voltados ao transporte de armas e drogas.

De acordo com a polícia, ao menos dois brasileiros já identificados retornaram da guerra e seguiram diretamente para o Complexo do Alemão, área dominada pelo CV na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, eles passaram a atuar no treinamento de criminosos para operação de drones de carga capazes de transportar armamentos pesados.

As informações foram divulgadas pelo jornal Extra e fazem parte de uma investigação conduzida pela inteligência da segurança pública fluminense.

Uma imagem registrada por uma aeronave da Polícia Militar mostrou um treinamento realizado com um drone agrícola adaptado pela facção. O equipamento possui cerca de três metros de extensão e capacidade para carregar até 80 quilos — peso equivalente a aproximadamente 20 fuzis FAL 762 sem carregadores.

Segundo o delegado Pablo Sartori, subsecretário de Inteligência, o Comando Vermelho investe diretamente na ida dos integrantes ao exterior.

“O CV paga a passagem. No caso dos dois identificados, elaboramos um relatório encaminhado para a Polícia Civil, e eles já estão sendo investigados. A prisão deles é questão de tempo”, afirmou o delegado.

A polícia estima que o drone utilizado pelos criminosos custe mais de R$ 200 mil. O equipamento consegue percorrer até 12 quilômetros e poderia fazer trajetos estratégicos entre comunidades dominadas pela facção, como da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, até a Muzema, no Itanhangá, regiões consideradas importantes para a expansão do tráfico na Zona Oeste do Rio.

As investigações também indicam que o grupo pretende utilizar os drones para transportar drogas, armas e munições entre comunidades controladas pelo tráfico, além de apoiar invasões em áreas dominadas por milicianos, como Rio das Pedras.

A Polícia Civil mantém sob sigilo os nomes dos investigados enquanto aprofunda as apurações sobre o esquema criminoso e a possível conexão internacional envolvendo integrantes da facção.

Via portal a Folha do Estado

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