O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste esclarecimentos em até 24 horas sobre um boletim de ocorrência no qual um militar do Exército atribuiu a posse de uma arma de fogo ao ex-presidente. A decisão ocorre a nove dias do término da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, que vence em 25 de junho.
O caso começou na noite de segunda-feira (15), quando o sargento Estácio Leite da Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi abordado em uma blitz na DF-001, em Taguatinga (DF). No veículo oficial que conduzia, os policiais encontraram duas armas: uma institucional, com documentação regular, e uma segunda arma de fogo sem a devida documentação no local.
Segundo o boletim de ocorrência, o militar afirmou que a arma sem documentação pertencia a Jair Bolsonaro. Ele disse que retirou o armamento na segunda-feira (15) para realizar reparos e que o devolveria ao ex-presidente nesta terça-feira (16). A propriedade da arma foi confirmada por meio de consulta ao sistema SIGMA do Exército Brasileiro.
O que determinou Moraes
Em sua decisão, Moraes questiona por que Bolsonaro mantém “uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente” e por que, “às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”. O ministro deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente apresente explicações.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o militar foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser flagrado com a segunda arma sem documentação. A corporação destacou que a identificação da propriedade, origem e regularidade do armamento depende de análise dos órgãos competentes.
“A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação” , afirmou a PM.
O caso está sob investigação da Polícia Civil
Via portal Gazeta Brasil














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