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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Caso de cearense que ‘chora’ sangue é investigado por médicos paulistas.


Por: Roberta Farias
A adolescente Débora Oliveira dos Santos, natural do Ceará, e atualmente residente no município de Meridiano, em São Paulo, afirma sangrar pelos olhos quando entra em estado de nervosismo, tristeza ou ansiedade. O caso está sendo investigado por médicos do Hemocentro do Hospital de Base de São José do Rio Preto, em São Paulo.
Há dois meses, Débora mudou-se para Meridiano, onde a estudante conta que é conhecida pela população como ‘a garota que chora sangue’, pois também sangra em outras partes do corpo.
Especialistas do Hemocentro contam que os sangramentos são decorrentes de uma coagulopatia (distúrbios da coagulação sanguínea) ou problemas emocionais. Um tipo de tumor é a hipótese mais remota. Só após o resultado dos testes a que ela será submetida será possível definir um tratamento.
Eu me controlo para não chorar. Não posso me exaltar bastante porque vou sangrar. Eu ainda não me acostumei. É muito chato eu não poder me expressar. Vou fazer prova, fico nervosa, choro e sai sangue. Alguns meninos e meninas ficam assustados e sentem nojo. Ficam longe de mim. Então eu fico meio que isolada dos demais. A minha sorte é que os professores são a melhor coisa da escola”, disse a jovem.
A mãe da estudante, a dona de casa Maria Gorete Oliveira dos Santos, 43, deixou o Ceará com a família em busca de um tratamento para a filha em São Paulo. Parentes contam que Débora começou a sangrar com 14 anos, quando trabalhava como babá e foi agredida por sua patroa no Ceará. Os sangramentos eram somente nos ouvidos e nariz. Em novembro, a menina passou a sangrar também pelos olhos, couro cabeludo e mamilos, segundo a mãe de Débora.
A situação piorou quando o marido dela morreu afogado em maio, no Ceará, tentando salvar um dos filhos. “Foi a vez que Débora mais chorou e sangrou. Precisou ser internada porque já estava entrando num quadro de hemorragia”, conta Maria Gorete.
De acordo com a família da adolescente, em Fortaleza os médicos suspeitaram de púrpura trombocitopenica idiopática (PTI), doença relacionada à coagulação do sangue, caracterizada pela diminuição do número de plaquetas. A PTI, que também pode ser chamada de púrpura trombocitopenica imunológica, quando estiver relacionada ao aparecimento de anticorpos que destroem as plaquetas, provoca sangramentos.
“Como no Ceará os médicos não souberam dizer o que minha filha tem direito, e os remédios não trouxeram a cura, saí de lá e vim para São Paulo. Foram os próprios médicos cearenses que me disseram para vir a São Paulo tentar buscar alguma resposta para saber o que minha filha tem. Também falaram que pode ser algo emocional porque a menina apanhou da ex-patroa. Estou confusa. Tenho parentes aqui que me disseram que os médicos paulistas poderiam ajudar no caso da menina e vim em busca de uma resposta e um tratamento para ela”, diz Maria Gorete, que está morando numa casa em Meridiano com mais cinco filhos.
A prima encaminhou à reportagem as fotos que mostram os olhos da jovem sangrando. Um vídeo também foi postado na internet e exibe uma das crises da garota.Fonte:Ceará Agora.

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