Desde o dia 17 de junho, sauditas organizam protestos contra proibição de dirigir

Mulher pega táxi em Riad, capital da Arábia Saudita; Por lei elas não proibidas de dirigir, mas as autoridades do país se baseiam em um edital religioso para autorizar prisões
Mulher pega táxi em Riad, capital da Arábia Saudita; Por lei elas não proibidas de dirigir, mas as autoridades do país se baseiam em um edital religioso para autorizar prisões
Cinco mulheres foram presas nesta quarta-feira (29) por dirigir na Arábia Saudita, anunciaram ativistas e vários sites na internet. Até o momento, as autoridades do país não confirmaram nem desmentiram a informação.
Esta é a primeira ação deste tipo desde que começou uma campanha para que as mulheres desafiassem as proibições impostas no reino ultraconservador.
Segundo o jornal digital árabe Sabaq, uma jovem acompanhada de seu irmão foi presa quando dirigia e acabou sendo levada para um posto de polícia em Jidá, no oeste do país.
Fontes informaram em uma página do Facebook que a polícia religiosa, “as brigadas da promoção da virtude e prevenção do vício”, prendeu outras quatro mulheres que estavam dirigindo também em Jidá.
No dia 17 de junho, pelo menos 42 mulheres sauditas participaram da campanha de desafio chamada Women2drive (“Mulheres para dirigir”, em uma tradução livre).
Nenhuma lei proíbe as sauditas de dirigir, mas as autoridades se baseiam em um fatwa (um edital religioso) que limita a direção de automóveis aos homens. A medida é apoiada por parte dos religiosos e dos círculos conservadores do país, que tem uma das leis islâmicas mais duras do mundo árabe.
As mulheres sauditas são obrigadas a usar um motorista. Caso não possuam recursos para isso, devem ser levadas por homens de sua própria família.
R7













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