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domingo, 3 de julho de 2011

Kadhafi foi convidado a ficar na Líbia se renunciar, diz chefe dos rebeldes


Mas ditador teria de aceitar ficar sob supervisão internacional no país.
Proposta foi feita há cerca de um mês, mas coronel não teria dado resposta.

Crianças brincam em tanque destruído das tropas pró-Kadhafi na cidade rebelde líbia de Benghazi neste sábado (2) (Foto: AP)
Crianças brincam em tanque destruído das tropas pró-Kadhafi na cidade rebelde líbia de Benghazi neste sábado (2) (Foto: AP
O chefe dos rebeldes da Líbia disse à Reuters neste domingo (3) que o ditador Muammar Kadhafi foi convidado a ficar no país desde que renuncie formalmente ao poder e aceite a supervisão internacional de todos os seus movimentos.
Rebeldes líbios e seus aliados do Ocidente rejeitaram qualquer solução para o conflito que não inclua a renúncia de Kadhafi, dizendo que ele deve deixar o poder antes do início de negociações de paz.
Gaddafi tem resistido aos apelos internacionais, prometendo lutar até o fim.
Falando de seu reduto, em Benghazi, o líder rebelde Mustafa Abdel Jalil - ex-ministro da Justiça de Gaddafi - afirmou que fez a proposta há cerca de um mês, por meio da ONU (Organização das Nações Unidas), mas ainda não recebeu qualquer resposta da capital Trípoli.
Não houve resposta imediata de Trípoli aos comentários de Abdel Jalil, mas Kadhafi até agora não deu sinais de que vai recuar. Ele diz ser o líder legítimo da nação e não deixará Trípoli sem lutar.
O conflito aparenta estar em um impasse militar e político, apesar de medidas das potências internacionais para intensificar os bombardeios contra instalações de Kadhafi em todo o país.
Com a guerra se arrastando pelo quinto mês, alguns países agiram para tentar mediar uma solução que seria boa para os rebeldes e o governo. Até agora, essas iniciativas falharam.
Elevando o tom retórico, Kadhafi ameaçou atacar europeus em suas casas em resposta às ofensivas aéreas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Os rebeldes em Benghazi, uma cidade mediterrânea agora recheada com bandeiras da Otan e da época da monarquia líbia, dizem que o fim do governo de Kadhafi, que já dura 41 anos, está próximo.
Sentado sob uma gigante bandeira dos rebeldes em seu modestamente mobiliado escritório no centro de Benghazi, Abdel Jalil não mostrou grande reação quando perguntado se ele se via como futuro líder do país.
"Não. Não espero estar nessa posição. Eu estou aqui para o período de transição", disse. "O líder será decidido em futuras eleições. E eu não pretendo concorrer."


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