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sexta-feira, 12 de abril de 2019

ENFERMEIRA É PRESA POR ESTUPRAR PACIENTE COM PARALISIA

A mulher era cuidadora do homem desde 2015, e só foi descoberta depois que o filho da vítima comprou um equipamento para instalar no computador que permitiu que ele se comunicasse com os olhos.

A mulher de 36 anos, foi presa na última terça-feira (9), depois de ser suspeita de estupro de vulnerável, em Ceilândia no Distrito Federal.

Segundo informações da polícia, ela trabalhava na casa da vítima como cuidadora no turno da noite, pois ele é totalmente dependente.

O homem de 54 anos, sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA) — que provoca a degeneração progressiva de dois neurônios responsáveis por transmitir os impulsos nervosos do cérebro para o corpo. Em decorrência da doença autoimune, o homem só consegue piscar. Não fala e nem se alimenta sozinho.

Ele conseguiu contar os abusos quando seu filho instalou um equipamento que permitiu que ele se comunicasse digitando com o movimento dos olhos.

“A suspeita trabalhava na residência desde 2015, como home care. Confirmamos que a vítima foi estuprada em dezembro de 2018 e em janeiro deste ano. Ela era a enfermeira noturna e responsável por dar o remédio ao homem para que ele conseguisse dormir. Entretanto, ela não dava a medicação, para que ele continuasse acordado e, assim, pudesse abusá-lo sexualmente”, explica o delegado-adjunto Maurício Iacozzilli. 

“Os estupros aconteciam durante a noite. Ela não dava o remédio que ajudava a vítima a dormir e praticava os abusos. Ela fazia sexo oral nele, o masturbava, o beijava na boca e colocava a mão dele nas partes íntimas dela”, detalhou o delegado ao portal Metropoles.

“A primeira coisa que ele fez quando a família instalou o equipamento foi denunciar a técnica em enfermagem”, afirmou Iacozzilli ao portal.

Já em depoimento na delegacia na presença de seu advogado, ela negou o crime.

“A mulher teria chegado a pedir desculpas por tudo, mas, para nós, mudou a versão. Mas com todas as informações coletadas, representamos contra ela”, acrescenta Iacozzilli. 

Ela foi indiciada pelo crime de estupro de vulnerável e continuará detida até a audiência do caso. Se condenada, pode pegar até 15 anos de detenção. (Maetips)

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