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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pistolagem em Acopiara: morte de Karina completa três anos e assassinos permanecem na impunidade

O último sábado (4) foi dia de orações, tristeza e muita indignação para uma família simples e pacata da cidade de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará (a 340Km de Fortaleza). O sentimento de impotência e injustiça dominou a família da jovem Karina Firmino, assassinada por pistoleiros na noite de 4 de maio de 2016. Passados três anos do episódio, os responsáveis pelo crime continuam impunes.

Karina foi morta a tiros na porta de casa por dois pistoleiros que teriam sido contratados para o “serviço sujo” por ordem de uma policial civil, já denunciada pelo Ministério Público como mandante do crime, mas que continua em liberdade e, o pior, atuando livremente na instituição. Trata-se da escrivã Ludmila Freitas de Andrade, atualmente lotada do Complexo de Delegacias Especializadas (Code) em Fortaleza.

Nas investigações já encerradas pela própria Polícia Civil, Ludmila surge como a autora intelectual do crime em Acopiara. Teriam mandado matar a jovem Karina ao saber que esta estava tendo um caso com seu marido, um policial militar. Meses após o crime, o casal se separou e o PM já constituiu uma nova família, inclusive com filho.

Mesmo denunciada pelo Ministério Público Estadual, Ludmila permanece livre e impune. O processo – apesar de todos os esforços que a família da vítima tem feito em acompanhá-lo em todas as etapas – se arrasta na Comarca de Acopiara e só agora, após três anos do crime, está prestes a ser concluído para a fase de pronúncia, quando a juíza de Direito, Karla Cristina de Oliveira, decidirá se a escrivã deverá ser ou não levada à Júri.

Trama criminosa

O Ministério Público, à exemplo da Polícia, já fez a sua parte, denunciado a acusada. No mesmo processo há uma segunda ré: a doméstica Antônia Campos Dias, que, segundo os autos, agiu em parceria com a escrivã, que será sua patroa à época do assassinato. Antônia teria agido como intermediária na contratação dos pistoleiros que mataram a jovem. Ambas foram denunciadas como co-partícipes da trama criminosa pelo promotor de Justiça, Igor Caldas Baraúnas Rego.

Na época do crime, Karina tinha acabado de dar a luz a um filho fruto do relacionamento com o PM e, desde então, sofria ameaças de morte. A quebra do sigilo telefônico das investigadas e da própria vítima confirmaram isto. Estranhamente, o PM, que teria sido o “pivô” do crime, ficou de fora do processo e, portanto, se livrou da cadeia. Permanece nas fileiras da PM.

No dia 23 de janeiro último foi realizada, em Fortaleza, uma das últimas audiências do processo, quando foram ouvidas, através de carta precatória, testemunhas de defesa da acusada, inclusive seu pai, um procurador de Justiça já aposentado (identidade preservada).

Em paralelo ao processo judicial, tramita na Controladoria Geral dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD), um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura a conduta da escrivã e pode gerar sua expulsão dos quadros da Polícia Civil.

(BLOG DO JORNALISTA FERNANDO RIBEIRO)

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