quinta-feira, 12 de março de 2020

Polícia Civil prende quinto suspeito de envolvimento em roubo a banco ocorrido em 2019 em Maracanaú

Uma ação realizada, nessa segunda-feira (9), por equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), resultou na prisão de João Saldanha de Pontes (39). A captura aconteceu em uma residência situada em Maracanaú, município da Região Metropolitana de Fortaleza pertencente à Área Integrada de Segurança 12 (AIS 12). João Saldanha possuía quatro mandados de prisão contra si e é um dos suspeitos de participar de um roubo a banco ocorrido em outubro do ano passado, também em Maracanaú. Ele tem antecedentes criminais por homicídio, roubo e também furto de veículo, além de crime contra a paz pública. Com isso, chega a cinco o número de pessoas suspeitas de envolvimento no crime contra a agência bancária em questão já capturadas por equipes da especializada.

João Saldanha foi capturado a partir de investigações iniciadas pela equipe da DRF logo após o roubo ao banco, ocorrido em 17 de outubro de 2019. O grupo criminoso do qual o suspeito faz parte também é investigado pelo sequestro do gerente de uma transportadora de valores, ocorrido no dia 4 de outubro de 2019. O nome do infrator surgiu no processo investigativo e, a partir de então, foi solicitada sua prisão junto ao Poder Judiciário. Foram realizadas diligências em endereços onde João Saldanha poderia estar, com o objetivo de capturá-lo, mas sem êxito. Já na manhã dessa segunda, por volta das 9h30min, a equipe de inspetores da especializada avistou o suspeito na residência de um parente, situada no bairro Cidade Nova, em Maracanaú.

Ao ser abordado pelos agentes de segurança, João Saldanha apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de um terceiro, contendo a fotografia de Saldanha. Questionado sobre sua identificação não ser a passada aos policiais através do documento, ele afirmou ser a pessoa com nome escrito na identidade, mas na sequência, após evidências citadas por integrantes da equipe policial, admitiu que a documentação era falsificada.

Na sequência, os policiais civis fizeram uma vistoria na casa e foram localizados vários produtos alimentícios e de limpeza, entre outros. Ele disse que o material era seu e os agentes deram continuidade à revista, quando foi encontrado nos fundos do cesto de lixo do banheiro um aparelho celular danificado. O telefone teria sido descartado por João Saldanha ao perceber a chegada da Polícia no imóvel. Também foram encontrados um notebook, um pacote contendo várias ligas, um coldre e uma caderneta contendo anotações, além de um veículo modelo Fiat Fiorino, que estava em nome de outra pessoa.

Foi dada voz de prisão ao suspeito e ele foi conduzido até a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Na especializada, João Saldanha foi autuado em flagrante por crime contra a fé pública, devido à apreensão do documento falsificado. Também foi dado cumprimento dos mandados de prisão preventiva em aberto existentes contra ele.

Prisões anteriores

Antes de João Saldanha, os policiais da especializada já haviam capturado outros quatro suspeitos de envolvimento na ação contra o banco. Todos foram presos em outubro do ano passado, dias após o crime. Um dia após o ocorrido, os policiais da DRF capturaram Edinardo Teixeira Oliveira, conhecido por “Grandão” ou “Ventão”, que já respondia por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas; e Francisco Weyne Silva Freitas (28), também chamado de “Gordo”, este até aquele momento sem passagens pela Polícia. As prisões ocorreram nos bairros João XXIII (AIS 6) e Conjunto Ceará (AIS 2). Ambos foram capturados em suas respectivas residências.

Na casa de Weyne, no bairro João XXIII, foram encontradas cocaína e a arma levada durante o roubo. O material estava em um balde que estava enterrado no quintal. Na segunda residência, do pai de Edinardo, foram encontrados cerca de R$ 20 mil escondidos no forro e em tomadas do local. No total, a Polícia apreendeu um revólver calibre 38, 210 gramas de cocaína, a quantia de R$ 35,3 mil, além de 490 gramas de pó branco, um coldre e dois veículos, sendo um VW Touareg e um VW Gol.

No dia 26 de outubro, 11 dias após o crime, os policiais civis da DRF chegaram a mais dois envolvidos no crime. Entre eles estava Marcos Fernando Monteiro Marques (33), também conhecido como “Chicó”. À época, ele estava foragido desde dezembro de 2018. Ele foi detido em Santa Cruz do Capibaribe, cidade do agreste pernambucano. “Chicó”, que já responde a mais de dez procedimentos por roubo a banco e porte ilegal de arma de fogo, estava com três mandados de prisão em aberto.

Junto a ele estava Alberto Jorge Barbosa dos Santos Filho (22), também chamado de “Piu-piu”, outro apontado como partícipe da prática criminosa e que já respondia a quatro procedimentos policiais por roubos. No momento da prisão, os dois estavam em um restaurante. Eles levaram os policiais até uma residência comprada há pouco tempo e lá foram apreendidos um veículo modelo Fiat Strada, uma motocicleta e a R$ 70 mil, valor fruto do roubo cometido em Maracanaú.

(Polícia Civil)

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