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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Guedes diz que campanha petista quer "roubar votos falando mentiras"

Em evento em SP, ministro da Economia admite que propostas citadas nas peças publicitárias do PT sobre salário mínimo e inflação existem, mas não têm sua “assinatura” e não devem ser consideradas como decisões tomadas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de adotar uma campanha que visa “roubar votos das pessoas falando mentiras”, por citar na propaganda eleitoral referências a estudos elaborados por técnicos da equipe econômica que avaliam desatrelar o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias da variação da inflação.

Durante evento na capital paulista, o ministro admitiu que as propostas citadas nas peças publicitárias do petista existem, mas não têm sua assinatura e, por isso, não devem ser consideradas como decisões tomadas.

— Não é o meu documento. Tem milhares de estudos no Ministério da Economia. Só é meu quando eu assino — disse.

Em tom exaltado, o ministro atribuiu à campanha do ex-presidente Lula propostas como o fim do regime do Simples Nacional e a cobrança de encargos que recaem sobre empregados formais de trabalhadores informais via PIX. As propostas, no entanto, não são da campanha petista, e sim de um grupo de intelectuais que declarou apoio a Lula. O grupo conta como nomes como Bernard Appy, Pérsio Arida e Sérgio Fausto.

Chamando o grupo de “economistas do Lula”, Guedes afirmou que a imprensa deveria “mandar eles explicarem” as propostas. O ministro voltou a criticar o fato de Lula não ter anunciado quem seria seu ministro da Ecomomia.

O ministro destacou em sua palestra dados como a redução do desemprego “de 14,9% (no início do governo Bolsonaro) para 8,7%” e a recente desaceleração da inflação, que de acordo com Guedes deverá chegar a 5,5% ao ano em dezembro.

Guedes disse que um dos problemas que o governo Bolsonaro enfrenta seria uma série de “fake news” sobre o desempenho da economia brasileira e propostas em estudo pela equipe econômica.

— Como todas as previsões (sobre o desempenho da economia) foram erradas, partiram para a mentira (…) roubando o futuro, roubando o voto das pessoas falando mentiras — disse.

O ministro voltou a prometer que um eventual novo governo Bolsonaro dará ajustes acima da inflação ao salário mínimo, as salários de servidores e a pensionistas do INSS. Guedes disse que impostos sobre lucros e dividendos financiariam as medidas.

— Salário mínimo e aposentadorias vão subir acima da inflação. Isso é a verdade. A mentira é que o governo Bolsonaro não vai dar aumento do salário mínimo, para os idosos. Mentem, roubam a tranquilidade do povo brasileiro — afirmou o ministro.

Segundo Guedes, os servidores “deram sua contribuição” ao ficarem dois anos sem reajustes e que passariam a ter aumento real de salário.

(Terra Brasil Noticias)

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