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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Veja quais celulares podem perder acesso ao WhatsApp em 31 de outubro

A lista de celulares que podem perder o acesso ao WhatsApp em 31 de outubro de 2026 inclui modelos antigos de Samsung, Motorola, LG e Sony que não atendem aos requisitos mínimos do aplicativo.

A medida não significa que as contas serão excluídas automaticamente. A incompatibilidade afeta os aparelhos que não conseguem executar uma versão compatível do sistema operacional. Quem mantiver o número e a conta poderá recuperar as conversas em outro celular compatível, desde que tenha uma cópia de segurança disponível.


Requisitos mínimos para usar o WhatsApp

O WhatsApp exige Android 6.0 ou versão posterior nos celulares com o sistema operacional do Google. Nos iPhones, o requisito informado no texto é iOS 15.5 ou versão mais recente.

Os aparelhos que não puderem ser atualizados para essas versões poderão perder a capacidade de executar o aplicativo. A mudança afeta principalmente celulares antigos que já não recebem atualizações oficiais dos fabricantes.

A incompatibilidade não atinge necessariamente todos os modelos antigos de uma mesma linha. Por isso, é importante verificar a versão do sistema operacional instalada e consultar se existe alguma atualização disponível para o dispositivo.


Lista de celulares que podem perder o WhatsApp

Entre os modelos citados como possíveis afetados estão aparelhos antigos das marcas Samsung, Motorola, LG e Sony.

Samsung: Galaxy S3, Galaxy S4 Mini, Galaxy Note 2, Galaxy Core, Galaxy Trend e Galaxy Trend Lite.

Motorola: Moto G de primeira geração, Moto E de primeira geração e Droid Razr HD.

LG: Optimus G, Optimus L5, Optimus L7, Optimus F7, Lucid 2, Nexus 4 e G2 Mini.

Sony: Xperia Z e Xperia SP.

A lista deve ser considerada uma referência, e não uma confirmação de que todos esses aparelhos perderão o acesso na mesma data. A compatibilidade depende da versão do sistema operacional e dos requisitos vigentes do WhatsApp.
Como verificar a versão do Android ou iOS

Nos celulares Android, abra as configurações, acesse Sobre o telefone e procure a opção que mostra a versão do Android. Se o sistema estiver desatualizado, verifique se há alguma atualização disponível.

Nos iPhones, entre em Ajustes, toque em Geral e acesse Sobre para consultar a versão do iOS. Também é possível verificar novas versões em Atualização de Software.

Se o aparelho não puder receber uma versão compatível, será necessário transferir a conta para outro celular que atenda aos requisitos do aplicativo.
Como salvar as conversas do WhatsApp

Antes de trocar de aparelho, faça um backup das conversas, fotos e documentos. No Android, a cópia de segurança pode ser armazenada no Google Drive. No iPhone, o procedimento utiliza o iCloud.

Para criar o backup, abra o WhatsApp, acesse Configurações, entre em Conversas e selecione Backup de conversas. Em seguida, inicie a cópia de segurança.

Ao configurar o WhatsApp em um novo celular, use o mesmo número e siga as instruções para restaurar os dados disponíveis no backup.

A perda de compatibilidade do aparelho antigo não significa, por si só, a exclusão da conta. A realização prévia do backup ajuda a preservar o histórico de conversas durante a migração.

Fonte: Gazeta Brasil

sábado, 17 de outubro de 2026

BOMBA! Luchsinger chama Lula de "mentiroso" e "mau-caráter" e anuncia delação premiada: "não vou poupar ninguém"

"Ele mente em coisas grandes e em coisas pequenas, ele mente o tempo todo", diz a sócia de Lulinha sobre o presidente da República.
A lobista Roberta Luchsinger concedeu entrevista à TV CNN, na noite deste sábado (17), na qual chamou Lula (PT) de mau-caráter a afirmou que, na sua visão, ela não era sócia do seu filho sócia de Fábio Luiz, o “Lulinhna”, e sim do próprio presidente da República, a quem classificou de “canalha”, “covarde” e “mentiroso”, e anunciou a decisão de fazer um acordo de delação premiada. “Ele está mentindo”, enfatizou Roberta, “mente em coisas grandes e em coisas penas, mente o tempo todo”.

Ela se revelou inconformada pelo fato de ter sido insultada por Lula, que a chamou de “pilantra” durante entrevistas à TV Globo, e afirmou que desde então ela e as duas filhas têm sofrido ameaças de violência e até de morte. Ainda o acusou de usar a máquina pública federal contra ela e as filhas.

“Se algo acotecer comigo ouco minhas filhas, isso terá as digitais de Lula”, disse Roberta Luchsinger aos jornalistas Debora Bergamascho e Iuri.

Luchsinger garantiu que Lula a conhece bem e conhece bem as atividades de Lulinha junto a ministros do seu governo, com os quais despachava e recebia em uima casa no Lago Sul em Brasília. Ela disse que Lula mentiu quando disse que Lulinha não esteve com ministros do seu governo, afirmando que ela própria é testemunha do relacionamento do filho do presidente co vários ministros.

Segundo ela, se Lula diz não saber o que se passa na própria antessala “é um mentiroso ou está esclerosado, com algum tipo de senilidade”, citando inclusive sua idade de mais de 80 anos.

Veja abaixo os trechos que a emissora liberou da entrevista:

domingo, 11 de outubro de 2026

Cenipa investiga queda de avião da PMMG no Vale do Aço

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciaram nesta sexta-feira (9/10/2026) os trabalhos de perícia para investigar as causas da queda do avião Pégasus 17, um bimotor Beechcraft King Air 300, de prefixo PP-EJO, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, e caiu por volta das 16h15 em uma área de mata próxima à cabeceira da pista do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. O acidente ocorreu durante um voo de rechecagem anual de habilitação de pilotos, procedimento obrigatório para a renovação das licenças, e resultou na morte de três oficiais da corporação.


Como funciona a investigação do Cenipa sobre a queda do avião da PMMG

A ação inicial do Cenipa inclui a coleta de informações sobre a ocorrência aeronáutica, a análise de destroços e a busca por dados que ajudem a esclarecer as circunstâncias do acidente. O procedimento busca identificar fatores contribuintes e propor medidas para prevenir novas ocorrências na aviação brasileira.

Quem são os policiais militares que morreram no acidente aéreo

Três militares perderam a vida no acidente durante o voo de rechecagem técnica. As vítimas confirmadas oficialmente pela corporação são:

Tenente-coronel Luis Silvestre, de 49 anos: comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e instrutor de voo, com mais de 5 mil horas de voo acumuladas;

Primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende: aviadora policial que havia retornado recentemente às atividades após a licença-maternidade;

Primeira-tenente Alice Almeida: militar com trajetória na aviação e passagem pelo Corpo de Bombeiros Militar antes de ingressar na Polícia Militar.

A tragédia mobilizou homenagens de diversas unidades de segurança pública. Colegas de farda ressaltaram o comprometimento dos militares com o Comave, unidade especializada da corporação mineira responsável por missões de resgate aeromédico, transporte logístico e combate à criminalidade.


Quais etapas compõem a perícia técnica da aeronave

A investigação de acidentes aeronáuticos busca reconstruir a sequência de acontecimentos que antecederam a queda e identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente. Entre os procedimentos que podem ser realizados estão:

coleta e análise de componentes da aeronave;

exame dos motores e dos sistemas de comunicação;

análise das condições meteorológicas e operacionais;

avaliação de peças e de componentes estruturais;

elaboração de relatório com conclusões e recomendações de segurança.

A investigação aeronáutica tem caráter preventivo e busca identificar fatores que possam contribuir para novos acidentes. A divulgação de conclusões depende do avanço dos trabalhos técnicos.

Via portal MSN

sábado, 10 de outubro de 2026

WhatsApp vai parar de funcionar em celulares com Android antigo; veja os modelos

O WhatsApp deixará de funcionar em celulares com Android 5.1, Android 5.0 ou versões anteriores a partir de 7 de outubro de 2026. A partir dessa data, o aplicativo passará a exigir Android 6 ou posterior para manter a compatibilidade.

A medida não é direcionada a uma marca específica, mas à versão do sistema operacional instalada em cada aparelho. O WhatsApp, pertencente à Meta, revisa periodicamente os sistemas compatíveis e alerta que celulares mais antigos podem não ter atualizações de segurança ou recursos técnicos necessários para executar as novas versões do aplicativo.
Modelos que podem perder acesso

Entre os aparelhos da Samsung que podem ser afetados estão o Galaxy S3, Galaxy S4 Mini, Galaxy Note 2, Galaxy Core e Galaxy Trend Lite. Esses modelos pertencem a gerações que, em muitos casos, não receberam atualização oficial para o Android 6.

O ponto decisivo não é o modelo do celular, mas a versão do sistema operacional. Um aparelho que permaneça com Android 5.1 ou anterior não atenderá ao requisito mínimo do WhatsApp, a menos que exista uma atualização oficial compatível disponível.

Na Motorola, o Moto G e o Moto E de primeira geração estão entre os modelos que podem perder a compatibilidade. Muitos desses aparelhos chegaram apenas ao Android 5.1.

Na LG, os modelos que podem ser afetados incluem Optimus G, Optimus L5, Optimus L7, Optimus F7, Lucid 2, Nexus 4 e G2 Mini. Muitos deles não receberam atualizações oficiais além do Android 5.1.

Usuários do Sony Xperia Z e Xperia SP também devem verificar a versão do Android instalada. Os dois modelos pertencem a uma geração que pode ter permanecido em versões anteriores ao Android 6.

Como os usuários serão afetados

A falta de suporte não significa necessariamente que o WhatsApp deixará de funcionar imediatamente em todos os aparelhos. A empresa costuma enviar notificações pelo aplicativo antes de encerrar a compatibilidade e orientar os usuários a atualizar o sistema ou trocar de celular.

Com o tempo, aparelhos sem a versão mínima exigida podem deixar de receber novas atualizações pela Google Play Store e apresentar problemas para registrar o número, enviar mensagens, receber arquivos ou realizar chamadas e videochamadas.
Como preservar as conversas

Antes de trocar um celular incompatível, é recomendável fazer um backup das conversas e arquivos. No WhatsApp, o procedimento pode ser acessado em Ajustes > Chats > Cópia de segurança. No Android, o backup é vinculado à conta do Google Drive.

A cópia permite restaurar conversas, imagens, vídeos e documentos ao instalar o WhatsApp em um aparelho compatível e verificar o mesmo número de telefone. Via Gazeta Brasil

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Alexandre de Moraes manda prender Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e expediu mandado de prisão contra ele. O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes do parlamentar, que atualmente vive nos Estados Unidos.

Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A condenação foi relacionada à atuação do ex-deputado nos Estados Unidos para pressionar autoridades estrangeiras contra integrantes do Judiciário brasileiro durante o processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de Moraes ocorre após o trânsito em julgado da ação penal. Conforme certidão da Secretaria Judiciária do STF, a condenação se tornou definitiva em 3 de outubro, encerrando a possibilidade de novos recursos no processo.

Além da pena de prisão, Eduardo foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, com cada dia correspondente a dois salários mínimos. Moraes também determinou o envio de certidão à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a cobrança da multa.


Passaportes cancelados

Na mesma decisão, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes de Eduardo Bolsonaro e a inclusão do mandado de prisão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

Como o ex-deputado reside atualmente nos Estados Unidos, o cumprimento da ordem de prisão poderá depender de medidas de cooperação internacional e de eventual pedido de extradição.

O ministro também determinou a abertura do processo de execução penal e comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão dos direitos políticos de Eduardo.

A condenação foi tomada por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho. Segundo o tribunal, Eduardo atuou para interferir no julgamento da ação penal relacionada ao processo contra Jair Bolsonaro.

Com o trânsito em julgado, a decisão passou agora para a fase de execução da pena.

Fonte: Folha do Estado

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Polícia indicia namorado de Isabelle por violência psicológica e obstrução da justiça

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) concluiu o inquérito que investigava a morte da estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. O namorado da jovem, João Munhoz Neto, foi indiciado pelos crimes de violência psicológica e obstrução de Justiça.

A investigação, no entanto, não responsabilizou o bacharel em Direito por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

Segundo as autoridades, ficou evidenciada uma sequência progressiva de violência, acompanhada por manifestações cada vez mais intensas de sofrimento por parte da estudante.

Isabelle e João começaram a namorar cerca de dois meses antes da morte. A jovem, que cursava Direito, havia ingressado como estagiária em um escritório onde João trabalhava.

A estudante morreu após se precipitar do 23º andar de um prédio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Conforme os laudos produzidos pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce), a queda ocorreu de forma voluntária.

João não estava no apartamento no momento da morte. Ele chegou a prestar depoimento à Polícia Civil e negou ter cometido qualquer crime.

O bacharel chegou a ser preso no dia 22 de setembro, mas a Justiça do Ceará determinou posteriormente a revogação da prisão, após pedido da defesa e parecer favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE).

A decisão da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza estabeleceu medidas cautelares, entre elas o distanciamento dos familiares da vítima, monitoramento eletrônico e proibição de deixar a comarca.

Defesa contesta indiciamento

A advogada Lígia Peixe, que representa João Munhoz Neto, contestou o indiciamento por obstrução de Justiça.

Segundo a defesa, "de modo algum houve qualquer obstrução de Justiça". A advogada afirma que o cliente colaborou integralmente com as investigações e disponibilizou o telefone do irmão para a Polícia Civil e para a perícia no dia da ocorrência.

O caso ganhou repercussão após a morte da universitária e passou a ser investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Com a conclusão do inquérito, o material produzido pela Polícia Civil segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Fonte: CN7

Moraes extingue processo contra Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), extinguiu um processo que investigava os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio por supostos ataques contra o delegado da Polícia Federal Fábio Shor. A decisão foi tomada em 10 de setembro e seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo arquivamento do caso.

A investigação tramitava na Petição 12.404 e teve como alvo publicações feitas pelos jornalistas contra Shor, responsável por investigações relacionadas à chamada tentativa de golpe de Estado. O delegado havia relatado à Polícia Federal ter recebido ameaças depois de indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados, em 2024.

Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, que estão fora do Brasil, fizeram críticas públicas ao delegado e chegaram a ser investigados por suposta obstrução da Justiça e incitação ao crime. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) também apareceu na investigação por ter compartilhado publicações relacionadas ao caso.


PGR não encontrou articulação criminosa

Apesar de reconhecer que as publicações contra Fábio Shor ultrapassaram, segundo a Procuradoria, os limites aceitáveis para críticas dirigidas a agentes públicos, a PGR concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar uma acusação criminal mais grave.

No parecer que embasou a decisão de Moraes, a Procuradoria afirmou que as provas reunidas pela Polícia Federal não demonstraram a existência de uma articulação estruturada com o objetivo de incitar crimes contra agentes públicos ou obstruir concretamente investigações específicas.

A avaliação da PGR foi determinante para o encerramento do processo. Segundo a manifestação, os fatos poderiam, no máximo, configurar crimes contra a honra, que dependeriam de representação formal dos supostos ofendidos para que houvesse possibilidade de denúncia.


Defesa questiona falta de transparência

A decisão foi comemorada por Oswaldo Eustáquio, que classificou o arquivamento como um “primeiro passo” para tentar retornar ao Brasil. Segundo ele, com a extinção do processo, as medidas cautelares relacionadas ao caso deixam de ter sustentação.

Eustáquio, entretanto, ainda enfrenta outra ordem de prisão em um processo distinto. A defesa pretende pedir a revogação dessa medida, argumentando que a situação teria características semelhantes.

O advogado Ricardo Freire Vasconcelos também confirmou o arquivamento, mas fez críticas à condução do caso. Segundo ele, os advogados não teriam sido formalmente intimados da decisão de Moraes.


“É um nível absurdo de desrespeito”, afirmou o defensor.

O arquivamento, portanto, não encerra todas as medidas judiciais existentes contra os dois jornalistas. No caso de Eustáquio, a defesa ainda pretende contestar outra ordem de prisão e pedir a devolução do passaporte de sua filha, que também havia sido apreendido no âmbito do inquérito agora encerrado.

Fonte: Folha do Estado

sábado, 3 de outubro de 2026

Fux dá 72 horas para governo Lula explicar proibição de bets no país

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para a Advocacia-Geral da União (AGU) prestar informações sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe todas as apostas online (bets) no País. O despacho foi proferido nesta sexta-feira (2), o que indica que eventual decisão sobre a MP ficará para depois do 1º turno das eleições.

A decisão vem após clubes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro pedirem participação como colaboradores no processo em que entidades ligadas às bets pedem a suspensão do ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo as agremiações, somente essa decisão poderia preservar as receitas do futebol e oferecer uma alternativa intermediária e uma transição. A petição foi assinada por São Paulo, Vitória, Ponte Preta, Portuguesa e Guarani.

O pedido de informações foi feito em ação da Confederação Nacional do Comércio (CNC) contra a lei de regulamentação das bets. Por já relatar ações sobre o tema, Fux foi definido relator de outros dois processos movidos nesta semana contra a nova MP do governo, que proíbe as apostas online.

Essas últimas ações foram protocoladas na segunda-feira (28) pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja).

As entidades pedem urgência na análise da suspensão da MP porque todas as plataformas autorizadas a explorar bets serão desligadas em 5 de outubro, e as autorizações serão extintas no dia 25.

Entre os argumentos usados pelas entidades que representam as bets para pedir a suspensão da MP estão a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro da medida e a suposta violação à segurança jurídica e à proteção da confiança legítima. Além disso, alegam que o assunto não poderia ter sido tratado por medida provisória.

— A retenção das outorgas pagas configura verdadeiro sequestro (confisco) de ativo financeiro, matéria vedada ao instrumento de medida provisória — sustenta a ANJL.

AE

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Canadá e Nova Zelândia emitem alerta e fecham consulados no Brasil as vésperas da Eleição

Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira (2) os serviços consulares na Embaixada em Brasília e nos consulados no país, alegando preocupações de segurança. Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações diplomáticas. 

O Departamento de Estado informou que trabalha em conjunto com autoridades brasileiras para tratar das questões de segurança, mas não detalhou a natureza da ameaça nem informou quando os serviços serão retomados. 

A decisão ocorre a apenas dois dias do primeiro turno das eleições brasileiras. O pleito está marcado para domingo, 4 de outubro, com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro. 

Depois do alerta americano, a Austrália também suspendeu o atendimento em sua Embaixada e consulados no Brasil por preocupações de segurança. O governo australiano publicou ainda uma orientação aos seus cidadãos mencionando possíveis ameaças terroristas e crimes violentos e alertando que manifestações políticas e grandes aglomerações podem ocorrer antes, durante e depois das eleições. Australianos também foram orientados a evitar áreas próximas às instalações diplomáticas dos Estados Unidos. 

O Canadá e Nova Zelândia também emitiram um alerta e fecharam consulados no Brasil as vésperas da Eleição. Via Portal CM7

Lito Sousa é velado em aeroporto de São Paulo; veja imagens

O piloto, mecânico de aviões e influenciador Lito Sousa foi velado nesta sexta-feira (2) em São Paulo. Ele morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, após ser diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, uma doença rara que ataca o cérebro.

A cerimônia de despedida do aviador aconteceu no complexo aeroportuário do Campo de Marte, na capital paulista. Segundo Mila Seidl, viúva de Lito, o local foi escolhido por ele mesmo, em vida.

— O Lito teve oportunidade de fazer declarações de vontade. Essa era uma das declarações de vontade dele, que ele estivesse perto do que ele ama, que é a aviação, são os aviões. E esse aqui é um ambiente que ele ama muito. (…) Ele teve a formação na Força Aérea (…) esse é um ambiente que ele tem muita gratidão — declarou em coletiva.

Mila também falou sobre ter aberto a despedida ao público e sobre ter vetado a entrada da imprensa.

— Foi uma decisão difícil entre abrir e não abrir para o público. (…) Nesse momento também a gente queria poupar a imagem dele [Lito] para que ficasse uma outra lembrança, de um Lito que está bem. (…) Mas nos últimos meses a gente fez uma comoção. As pessoas ajudaram muito a gente. Eu acho que era o justo permitir quem gosta muito dele pudesse vir se despedir — salientou.

Ainda durante a entrevista, Mila Seidl explicou a ausência de Malone, filho de 7 anos do casal.

— Eu cheguei a falar para ele [filho] da possibilidade [de ir ao velório do pai], mas em todo momento eu falei que não precisava vir. (…) Ele tem 7 anos de idade, ele é uma criança muito pequena… ele ainda não tem discernimento de tudo. E eu prefiro que ele tenha outro tipo de imagem do pai dele — explicou.

Segundo Mila, o menino não pretende seguir os passos da carreira do pai e até o momento quer ser jogador de futebol. Ela também confirmou que, além de ter conversado com o filho sobre seu momento delicado, Lito deixou vídeos gravados para alguns aniversários do menino.

QUEM ERA LITO SOUSA?
Lito era mecânico de aviões por formação e conciliava o trabalho com conteúdos sobre a aviação para a internet. O sucesso foi tamanho que ele acabou deixando o trabalho de chefia em uma companhia aérea internacional para se dedicar ao digital. Ele se formou piloto privado em 2021.

Em seu canal, Lito contava histórias sobre a aviação, acidentes aéreos, curiosidades e tinha como alvo tirar o medo de voar de quem sofria com esse problema. A forma que encontrou para ajudar era contando detalhes técnicos que mostravam o nível de segurança desse meio de transporte.

Seu canal no YouTube tinha 4 milhões de inscritos, enquanto seu principal perfil no Instagram acumulou 2,6 milhões de seguidores. Além das redes, Lito criou uma loja com produtos do tema e desenvolveu uma escola de avaliação homologada pela ANAC. A Lito Aviation Academy capacita pilotos, mecânicos e comissários.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

João Munhoz pode deixar prisão nesta quinta-feira após parecer favorável do MPCE

O bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, pode deixar a prisão nesta quinta-feira (1º), caso a Justiça acate o parecer favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE) ao pedido de liberdade apresentado pela defesa. A decisão cabe à 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.

João está preso preventivamente desde 22 de setembro, no âmbito da investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. Ele é investigado por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio. João nega as acusações.

O parecer do Ministério Público prevê que, em caso de soltura, sejam impostas medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal à Central de Alternativas Penais, a proibição de deixar Fortaleza, a obrigação de informar o endereço à Justiça, o comparecimento aos atos processuais, o recolhimento domiciliar durante a noite e o uso de tornozeleira eletrônica.

Isabelle morreu em 13 de setembro, após cair do prédio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso segue sob investigação, e a defesa de João contesta as acusações feitas contra ele. Via CN7

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Clubes ameaçam parar Brasileirão após Lula proibir bets

Clubes brasileiros avaliam paralisar o Campeonato Brasileiro em reação às medidas do Governo Lula contra a atuação das casas de apostas no país.
A possibilidade começou a ser discutida entre dirigentes nesta segunda-feira (28/9) e seria utilizada como forma de pressionar Brasília por alternativas diante do impacto financeiro provocado pela decisão.

A principal preocupação dos clubes está relacionada à publicidade. As empresas de apostas se tornaram importantes patrocinadoras do futebol nacional e a interrupção desses contratos pode representar uma perda significativa de receita para as equipes.

A mobilização dos dirigentes também contribuiu para o cancelamento de uma reunião que estava prevista para esta terça-feira (29/9), em Brasília, com integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Diversos dirigentes sinalizaram que não compareceriam ao encontro, o que acabou inviabilizando a reunião.

Segundo informações do jornal Estado de S.Paulo, a possível paralisação teria pelo menos duas finalidades. Uma delas seria pressionar o governo pela criação de mecanismos de apoio financeiro aos clubes, incluindo uma linha de crédito com juros reduzidos. A proposta já vinha sendo discutida antes da decisão envolvendo as empresas de apostas.

Outra reivindicação é a criação de um período de adaptação para o encerramento da publicidade das bets. Os dirigentes defendem que os contratos atualmente existentes possam permanecer ativos por um prazo entre seis meses e um ano.

O objetivo seria permitir que os clubes encontrem novos patrocinadores e tenham tempo para reorganizar seus planejamentos financeiros.

A movimentação também busca ampliar a participação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas negociações com o governo.

Nesta terça-feira (29/9), o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para ingressar no processo que discute a medida provisória relacionada às casas de apostas.

A entidade reúne clubes e federações e possui influência da CBF. Para dirigentes envolvidos nas articulações, a iniciativa representa um possível sinal de que a confederação pretende participar de forma mais direta das discussões sobre os efeitos da medida.

Uma eventual paralisação do Brasileirão também teria impacto sobre o calendário do futebol nacional. O cronograma de competições já está apertado na reta final da temporada, o que aumentaria as consequências de uma interrupção dos jogos.

A reunião que ocorreria em Brasília pretendia justamente reunir representantes do governo e dirigentes para discutir alternativas diante das novas regras para as casas de apostas. O encontro, porém, acabou cancelado após a decisão de diversos presidentes de clubes de não participar.

Entre os clubes que aderiram ao movimento está o Corinthians, mesmo sendo considerado uma equipe que mantém interlocução com o governo.

O clube paulista participa das tratativas para obter uma linha de crédito com juros reduzidos destinada ao pagamento de dívidas e também negocia com a Caixa Econômica Federal alternativas relacionadas ao financiamento da Neo Química Arena. (Foto: reprodução; Fonte: Estadão; Metrópoles)

domingo, 27 de setembro de 2026

Corinthians vê cenário de terra "quase arrasada" após Lula proibir bets

O Corinthians esperava ter pelo menos 90 dias para se preparar financeiramente para o fim da atuação das casas de apostas no Brasil. O intervalo, considerado necessário para reorganizar contratos e buscar novas fontes de receita, não foi incluído na medida provisória assinada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25).

A partir da publicação da MP no Diário Oficial da União, as plataformas ficam impedidas de receber novos depósitos. Com isso, o clube paulista passou a avaliar imediatamente os reflexos da decisão, principalmente sobre o acordo com a Esportes da Sorte, atual patrocinadora máster do Corinthians.

Segundo apuração do UOL, a avaliação interna do clube era de que três meses seriam suficientes para reduzir os efeitos da mudança e encontrar alternativas para compromissos financeiros já assumidos. A ausência desse período de transição aumentou a preocupação dentro do clube, que classifica o cenário como de “terra quase arrasada”.

O Corinthians também espera que o governo petista considere os possíveis efeitos da medida sobre o futebol brasileiro. A principal preocupação é a redução do mercado de patrocínios, já que, na avaliação da diretoria, não existem atualmente empresas em número suficiente para substituir, no curto prazo, os valores desembolsados pelas casas de apostas.

Internamente, o clube trabalha com a possibilidade de uma retração nos contratos de patrocínio superior à observada depois que a Caixa Econômica Federal deixou de investir no futebol. Em 2018, último ano antes do encerramento dos acordos, o banco estatal destinou R$ 191,7 milhões aos clubes.

No Corinthians, a parceria com a Caixa havia terminado em abril de 2017. Foram 21 meses sem uma empresa ocupando de forma fixa o principal espaço da camisa até a chegada do BMG, no início de 2019.

Na avaliação corintiana, a entrada das empresas de apostas transformou o mercado de patrocínios esportivos. As bets passaram a disputar os espaços mais valorizados dos uniformes e contribuíram para elevar os valores dos contratos firmados pelos clubes.

Ainda não há, porém, uma estimativa de quanto esses acordos passarão a valer depois da saída das casas de apostas. O Corinthians acompanha o comportamento do mercado desde o começo do ano, quando já havia percebido uma redução na procura das empresas do setor pelos clubes.

Estudos internos apontavam que oito equipes da Série A iniciaram 2026 sem patrocinador máster. Além disso, clubes que chegaram a estabelecer como meta contratos próximos de R$ 80 milhões precisaram diminuir suas expectativas diante da falta de interessados.

No caso do Corinthians, o maior ponto de atenção é justamente o vínculo com a Esportes da Sorte. Renovado em fevereiro, o contrato tem validade até dezembro de 2029 e estabelece R$ 150 milhões por temporada, podendo atingir R$ 200 milhões caso sejam cumpridas metas esportivas e comerciais.

Para 2026, o clube assegurou R$ 160 milhões em valores fixos após incorporar ao acordo uma verba que originalmente seria destinada a ações de marketing. Parte dos recursos foi utilizada em iniciativas publicitárias relacionadas à renovação do contrato do atacante Memphis Depay.

Outra parcela do patrocínio foi antecipada pelo Corinthians para ajudar no pagamento dos salários registrados do elenco e da comissão técnica masculina antes do confronto com o Estudiantes, pelas quartas de final da Libertadores. A partida terminou com derrota do clube paulista e consequente eliminação da competição.

A antecipação ocorreu depois que a CBF recusou um novo pedido do Corinthians para receber receitas futuras. A operação resolveu necessidades imediatas de caixa, mas também diminuiu os recursos disponíveis para os meses seguintes.

O clube ainda possui valores pendentes relacionados a direitos de imagem e premiações e, segundo a apuração, não conta neste momento com receitas garantidas suficientes para cobrir os próximos compromissos.

A medida provisória também atinge uma verba que já fazia parte do planejamento financeiro corintiano. Esses recursos eram considerados importantes para preservar o fluxo de caixa ao longo da temporada.

A avaliação da direção é que o problema não ficará restrito ao Corinthians. O clube estima que aproximadamente 15 equipes da elite do futebol brasileiro possam enfrentar dificuldades para manter a folha salarial depois da restrição às casas de apostas. A preocupação é maior entre times que já recorrem a parcelamentos, empréstimos e antecipações de receitas para cumprir suas obrigações.

(Foto: divulgação; Corinthians)

sábado, 26 de setembro de 2026

Clubes articulam reação contra Lula e discutem boicote à reeleição após canetada das bets

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acabar com as bets abriu uma nova frente de desgaste para o governo a poucos dias das eleições. Depois de alertarem para o impacto bilionário da medida sobre o futebol brasileiro, dirigentes e setores ligados ao esporte passaram a discutir uma reação política contra o Palácio do Planalto, incluindo a possibilidade de mobilização contra a reeleição do petista.

A movimentação representa uma nova etapa da crise. O debate já não está restrito ao mérito da proibição das apostas. Informações de bastidores apontam que uma ala do alto escalão do futebol vem mantendo conversas com frentes políticas e esportivas para aumentar a pressão sobre o governo. Entre as possibilidades discutidas estaria uma ofensiva pública nas redes sociais contra a reeleição de Lula, inclusive com postagens concentradas na semana anterior ao primeiro turno.

Até o momento, não há manifestação oficial dos clubes confirmando a existência de uma campanha eleitoral coordenada contra Lula. A articulação de boicote, portanto, ainda é uma movimentação de bastidores e não uma decisão institucional anunciada pelas equipes.

O ambiente para uma reação organizada, porém, já está formado. Antes mesmo da publicação da medida, grandes clubes brasileiros haviam se mobilizado contra a proibição das apostas. Depois da canetada presidencial, a resistência aumentou, com manifestações públicas e alertas sobre os prejuízos que a decisão poderá provocar.

A dimensão da reação tem explicação financeira. As casas de apostas se transformaram em uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro e estão presentes nas camisas de grande parte dos clubes da Série A. O setor movimenta mais de R$ 1 bilhão em contratos com equipes da elite nacional e financia estruturas que vão muito além dos elencos profissionais.

Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Vasco, Botafogo, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG e outras forças do futebol brasileiro já participaram, em diferentes momentos, da mobilização em defesa do mercado regulamentado.

Os clubes argumentam que o governo alterou abruptamente regras que o próprio Estado havia estabelecido. Depois da regulamentação, empresas pagaram para operar legalmente, passaram a recolher impostos e celebraram contratos de longo prazo com clubes e entidades esportivas. Agora, essas instituições precisam reorganizar seus orçamentos em questão de dias.

As consequências começaram a aparecer imediatamente. Empresas do setor passaram a avaliar contratos, enquanto clubes tentam calcular o tamanho do rombo que poderá surgir com o desaparecimento repentino de uma de suas maiores fontes de patrocínio.

O Flamengo foi particularmente duro ao atacar a mudança. O clube sustenta que os problemas existentes no setor deveriam ser enfrentados com fiscalização e aperfeiçoamento das regras, e não com a desmontagem repentina de todo o modelo. Também alertou que categorias de base, futebol feminino, esportes olímpicos, empregos, fornecedores, empresas de comunicação e prestadores de serviços serão atingidos pela perda de receitas.

O Fluminense também cobrou segurança jurídica e um período de transição. Um dos exemplos apresentados pelo clube mostra o tamanho do problema: suas lojas mantêm aproximadamente seis meses de estoque de camisas estampadas com a marca da patrocinadora.

É justamente nesse ambiente de prejuízos imediatos que a crise começa a atravessar as quatro linhas e chegar ao terreno eleitoral.

A proximidade da decisão com a eleição aumentou a temperatura do confronto. A proibição foi determinada na reta final da campanha, quando clubes, patrocinadores e entidades esportivas já haviam alertado o governo sobre as consequências econômicas da ruptura.

O Planalto sustenta que a proibição busca enfrentar problemas relacionados ao endividamento das famílias e à dependência provocada pelo jogo. Os clubes não ignoram esses problemas, mas defendem fiscalização mais rigorosa, combate às plataformas clandestinas e proteção aos apostadores em vez da extinção abrupta do mercado legal.

A questão central agora é outra: a insatisfação econômica começa a assumir contornos políticos.

Nos bastidores, a discussão sobre um eventual boicote à reeleição de Lula coloca o governo diante de um adversário com enorme capacidade de comunicação. Os principais clubes brasileiros reúnem dezenas de milhões de torcedores e possuem redes sociais capazes de alcançar uma parcela gigantesca da população em poucas horas.

Uma mobilização coordenada teria potencial para transformar uma disputa originalmente econômica em um erro fatal que retiraria a possibilidade de Lula se reeleger novamente.

Fonte: Folha do Estado

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Justiça do RN revoga prisão preventiva e concede liberdade a Wendel Lagartixa

Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, poderá aguardar em liberdade o julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (25) pelo juiz Rafael Barbosa da Cunha, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal, que revogou a prisão preventiva. O alvará de soltura deverá ser expedido caso não exista outra ordem de prisão contra ele.

Wendel responde a uma ação penal por três homicídios qualificados e três tentativas de homicídio ocorridos em 29 de abril de 2022, na Redinha, em Natal. O processo aguarda o julgamento de recursos nas instâncias superiores.

Na decisão, o magistrado considerou que processos criminais utilizados anteriormente para justificar a manutenção da prisão foram encerrados, incluindo uma absolvição por negativa de autoria e decisões de impronúncia. O juiz também destacou que Wendel vinha colaborando com a Justiça, comparecendo aos atos processuais e mantendo endereço atualizado.

Medidas cautelares

A liberdade foi concedida com medidas cautelares. Wendel deverá usar tornozeleira eletrônica, comparecer aos atos judiciais, não deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização e está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por terceiros. Também não poderá participar, promover ou se manifestar em eventos e propagandas político-partidárias.

O descumprimento das medidas poderá levar à retomada da prisão preventiva. A decisão manteve preso o corréu João Maria da Costa Peixoto, citando fundamentos relacionados à reiteração delitiva e à existência de outro processo em tramitação na Justiça Federal.

Via portal Blog do João Marcolino

Lula anuncia fim das bets no Brasil a nove dias da eleição; saiba como será

Apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Lula intensificou críticas às bets na reta final do primeiro turno das eleições.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online no país. A proibição, feita a nove dias das eleições, será formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula.

As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Lula deve enviar ainda ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets.

"A partir de hoje não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

"Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu.

A expectativa é que a medida provisória seja publicada ainda nesta sexta, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Os apostadores vão ter até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro.

Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas.

Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas;
A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar;
Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF;
Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos);
A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores.

A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro.

Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio.

A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas.

As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo.

A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas.

Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares".

Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe".


Crimes e penas

O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo.

De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa.

A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.

A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas.

A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho".

Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets:

Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica.

Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes.
Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão.

A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal.

Fonte: G1

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças de uso da força militar em países da América Latina e Caribe para garantir os interesses da Casa Branca na região.

"Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA", disse.

Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente Lula, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém".

O presidente dos EUA, Donald Trump, destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o "acordo" petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono.

"Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado. Ao vencedor pertencem os espólios; todos vocês já ouviram isso", comentou Trump.

Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um "narcoestado", argumento rejeitado por especialistas.

Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto "Cartel de Los Soles". A existência desse grupo não é consenso entre especialistas.

Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005.

Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto.


Trump compara cartéis ao ISIS

Ainda durante o discurso na ONU, Trump voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. Segundo ele, esses cartéis são semelhantes ao ISIS, grupo terrorista com origem no Iraque e na Síria.

"Acionei as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los. Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental", disse. Além do Trump, secretários de Estado dos EUA têm feito essa comparação para justificar possíveis ações militares em países da região.

Analistas vem alertando que essa posição da Casa Branca pode ser usada como "pretexto" para interferir na política interna dos países latino-americanos.

Trump fez menções diretas ao México. Disse que tem boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas que é inaceitável que os EUA façam fronteira com um país que é o "epicentro da violência dos cartéis".

"Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade", afirmou o presidente dos EUA.

A presidenta mexicana vem elevando o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos. Claudia Sheinbaum têm defendido que a luta contra os cartéis não pode servir de “desculpa” para intervenções externas.


Lula

Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximas da maior potência militar do planeta.

"Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais", destacou, ao citar os casos recentes de interferências na Venezuela, Haiti e Cuba.

As informações são da Agência Brasil.

Fundo com bilhões ligados a Vorcaro é localizado e congelado no exterior

O rastreamento do patrimônio ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro avançou para além do Brasil e já alcança ativos mantidos no exterior. Segundo informações da jornalista Miriam Leitão, publicadas em sua coluna no jornal O Globo, um fundo com patrimônio avaliado na casa dos bilhões de reais foi localizado e congelado durante as buscas por recursos vinculados ao antigo controlador do Banco Master.

Empresas especializadas foram contratadas para rastrear o caminho do dinheiro e localizar bens e investimentos relacionados a Vorcaro e ao chamado ecossistema Master. Parte dos recursos teria chegado ao fundo por meio de diferentes intermediários.

De acordo com a colunista, pessoas que acompanham o processo estimam que ativos correspondentes a aproximadamente 60% do passivo do banco já tenham sido identificados no Brasil e no exterior. O percentual, porém, é uma estimativa e não representa um balanço oficial definitivo da liquidação.

A recuperação desses recursos é considerada uma das principais frentes do processo de liquidação do Master. Os valores localizados poderão ser utilizados para o pagamento dos credores, seguindo a ordem prevista para a distribuição dos recursos.

Entre os primeiros beneficiários estão os trabalhadores. Na sequência, aparece o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assumiu parte das perdas de investidores do banco, além de outros credores e investidores, incluindo fundos de pensão.

Na Justiça de São Paulo, o liquidante também conseguiu manter uma medida que dificulta a alienação de ativos de três fundos administrados pela CBSF DTVM, antiga Reag. Juntos, Astralo 95, Anna FIC FIDC NP e RR FIDC NP somam R$ 38,2 bilhões em ativos. O valor, contudo, não significa que todo esse patrimônio pertença ao Banco Master ou esteja disponível para ressarcimento de seus credores.

Fora do país, as diligências avançam nos Estados Unidos e nas Ilhas Cayman. O liquidante busca informações sobre contas, imóveis, veículos, obras de arte, joias e outros bens relacionados a Vorcaro, familiares, antigos sócios e empresas ligadas ao grupo.

Uma das estruturas investigadas é a Titan Capital, holding criada por Vorcaro nas Ilhas Cayman. A empresa foi alvo de uma ordem de liquidação e, segundo informações apresentadas pelo liquidante, teria recebido mais de R$ 700 milhões do Banco Master entre janeiro e julho de 2025.

Enquanto a recuperação patrimonial avança, o caso também permanece no centro de disputas judiciais no Supremo Tribunal Federal. Relações entre Vorcaro e pessoas ligadas a integrantes da Corte geraram questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Os ministros mencionados negam irregularidades e apresentaram explicações sobre os contatos citados no caso.

A defesa de Vorcaro, por sua vez, busca reverter a prisão do ex-banqueiro e questiona aspectos das investigações. O andamento dessas medidas ocorre paralelamente à tentativa de localizar e preservar o patrimônio que poderá ser utilizado para quitar as dívidas do Banco Master.

Com a identificação de ativos em diferentes países, o processo de liquidação amplia o alcance das buscas e passa a depender também de medidas judiciais e cooperação internacional para preservar e eventualmente recuperar os recursos. Via portal Folha do Estado

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