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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Folha, Globo e Estadão reagem pedindo saída de Moraes do STF

As revelações envolvendo as trocas de mensagem entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro despertaram a reação de veículos de imprensa tradicionais, que cobraram a saída do magistrado da Corte e um posicionamento por parte do Senado Federal.

O jornal Folha de S.Paulo foi um dos que se manifestou por meio de editorial. No texto intitulado A Moraes Cabe a Renúncia, o periódico afirma que as informações reunidas pela Polícia Federal (PF) “acabam com as dúvidas sobre a incompatibilidade do ministro com a Corte”.

Para a Folha, caso Moraes não deixe o cargo por iniciativa própria, caberia ao Senado analisar os pedidos de impeachment apresentados contra o ministro.

– A torrente de situações abomináveis que acaba de desaguar sobre a opinião pública sepulta qualquer incerteza restante sobre a incompatibilidade de Moraes com o exercício da magistratura no STF. O fraudador, enquanto enriquecia a família Moraes com dinheiro roubado, tinha o ministro como um conselheiro e um informante – diz o veículo de imprensa.

A opinião de O Estado de S. Paulo é semelhante. O jornal, que revelou o relatório da PF sobre o caso, defende já no título de seu editorial que Moraes tem de sair do Supremo. Para o Estadão, “diante das gravíssimas revelações feitas por este jornal sobre sua relação com o Master, o ministro tem a obrigação de renunciar, sob pena de arrastar o Supremo para sua crise pessoal”.

– Moraes tem de deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição – pontuou.

A avaliação do jornal O Globo, por sua vez, cobra “providências imediatas” sobre o caso. Intitulado Ou STF é Ágil Sobre Moraes, ou Senado Será, o periódico pede uma investigação rigorosa e argumenta que “deve ser repudiada com veemência a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que defendeu a nulidade das provas recolhidas pela Polícia Federal (PF)”.

O jornal também defendeu a postura do relator do caso, André Mendonça, pontuando que “em nenhum momento Mendonça pediu para investigar Moraes ou conduziu inquérito”.

– Apenas, tendo esbarrado em mensagens descobertas de modo fortuito, pediu que a PF, por meio de perícia técnica, descobrisse formalmente quem era o destinatário. Uma vez elucidada a dúvida, fez o que manda a lei: solicitou manifestação da PGR e informou a presidência do STF, levantando o sigilo diante do interesse público e pedindo exame presencial do plenário – assinalou.

PLENO NEWS

DRAMA NA GRENDENE: Trabalhador é eletrocutado, fica inconsciente e mobiliza socorro urgente em Sobral

Uma ocorrência de acidente de trabalho foi registrada nesta quinta-feira (3) em uma unidade da empresa Grendene S/A, localizada em Sobral, no Ceará.

Segundo informações preliminares, um preparador que atuava no setor de produção de botas sofreu uma descarga elétrica enquanto operava nas proximidades de uma máquina injetora. Devido ao choque, o funcionário perdeu a consciência no local.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi prontamente acionada, prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima para atendimento médico hospitalar.

Até o momento, não foram divulgados boletins oficiais sobre o estado de saúde do trabalhador, tampouco os detalhes das causas que provocaram a descarga elétrica

Com informações do portal Coqueiros
Foto portal Correio da Semana

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Tensão explode no STF após Mendonça retirar sigilo de investigação que envolve Moraes

O Supremo Tribunal Federal vive nesta terça-feira (1º) um clima de confronto após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte da investigação que envolve mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Daniela Lima, do UOL, integrantes da Corte descrevem o ambiente como de “guerra”.

A jornalista afirmou ter conversado com cinco ministros do Supremo e relatou que a expressão foi usada por mais de um integrante da Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, teria sido informado na segunda-feira (31) sobre a decisão de Mendonça de pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

– O clima no Supremo é de guerra, guerra. Aliás, essa expressão foi utilizada por mais de um ministro, eu conversei com cinco integrantes da corte hoje – disse ela em seu programa, o Canal UOL.

– O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, foi informado ontem da ordem de Mendonça para que a PGR se manifestasse sobre conteúdo que envolve um colega da corte, o ministro Alexandre de Moraes, o próprio procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal – declara a jornalista.

O presidente do STF não teria sido comunicado formalmente sobre a decisão. Segundo Daniela Lima, porém, Fachin tomou conhecimento da ofensiva de Mendonça e do pedido para que a PGR analisasse os elementos encontrados pela Polícia Federal.

A decisão de Mendonça envolve achados da Polícia Federal que incluem conversas entre Vorcaro e Moraes. Segundo as informações divulgadas pela PF, o ex-banqueiro teria procurado o ministro para tratar de possíveis medidas de investigação e perguntado se deveria deixar o país antes de ser preso.

As mensagens também apontaram pedidos relacionados a autoridades responsáveis pelas investigações. Vorcaro teria perguntado se Moraes poderia atuar junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para adiar buscas, bloqueios ou outras medidas.

O caso também envolve registros sobre um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A PF ainda encontrou mensagens sobre pedidos de cartões com limite de R$ 300 mil para os dois filhos de Moraes.

A tensão entre os ministros aumentou tanto que, segundo outro portal, Moraes e Mendonça quase vieram às vias de fato discutindo sobre o assunto e, principalmente, a retirada de sigilo.

Via portal Pleno News

domingo, 30 de agosto de 2026

Candidata ao governo do Piauí pelo PCO sofre AVC hemorrágico

Nesta sexta-feira (28), Lourdes Melo, candidata ao Governo do Piauí pelo Partido da Causa Operária (PCO), sofreu um AVC hemorrágico e precisou ser internada na UTI. A família informou no sábado (29) que ela está lúcida e em estado estável.

Professora aposentada e sindicalista, Lourdes é uma militante histórica da esquerda no Piauí. Nascida em Pedreiras (MA), vive em Teresina desde os anos 1970, onde construiu sua trajetória política em defesa da educação pública e dos trabalhadores.

Ela concorreu pela primeira vez em 1992 e, desde então, disputou cargos como prefeita, vice-governadora e governadora, sem exercer mandato. Filiada ao PCO desde 2005, tornou-se uma das principais vozes do partido no estado.

Em 2022, Lourdes ganhou projeção nacional ao viralizar em um debate eleitoral, por não entender qual era a dinâmica do programa e chegou a questionar o apresentador: “Você quer me calar”.

Neste ano, ela voltou a disputar o Governo do Piauí com propostas voltadas à educação, aos direitos trabalhistas e aos movimentos populares. Em uma das entrevistas, ela chegou a dizer que não espera ser eleita.

PLENO NEWS

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Morre ex-apresentadora do Globo Esporte, Thalita Tavares, aos 46

Thalita Tavares, jornalista que ganhou destaque na cobertura esportiva do Tocantins, morreu aos 46 anos. A apresentadora, que comandou o Globo Esporte Tocantins, enfrentava um câncer. A morte foi comunicada pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, instituição que ela idealizou e fundou.

Segundo a nota publicada pelo espaço, Thalita morreu na noite de terça-feira (25).

– É com profundo pesar que o Espaço Junior comunica o falecimento, na noite de 25 de agosto, de Thalita Tavares Caturelli Passoni, uma das idealizadoras e fundadoras deste espaço. Hoje estamos em luto – diz a nota.

Ainda segundo o comunicado, durante o último ano, Thalita “encarou um câncer do mesmo jeito que encarava tudo na vida, com bom humor e com uma leveza que impressionava todo mundo em volta”.

Por desejo da própria jornalista, não haverá velório. Em nota, o Espaço Junior agradeceu às pessoas que enviaram orações e mensagens de apoio durante o período em que ela esteve doente e pediu que essas manifestações continuem acompanhando sua memória com paz e tranquilidade.

Na televisão, Thalita se destacou como apresentadora do Globo Esporte na TV Anhanguera. Ela também atuou como comentarista esportiva na rádio CBN Tocantins. Em 2013, deixou a emissora e se mudou para Maceió (AL), onde passou a acompanhar a família.

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NASA divulga imagens dos Lençóis Maranhenses vistas do espaço e destaca “deserto feito de água”

A NASA divulgou imagens do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses feitas a partir do espaço e chamou atenção para uma das paisagens naturais mais impressionantes do Brasil. O registro, captado pelo satélite Landsat 9, mostra o contraste entre as extensas dunas de areia branca e as lagoas de água doce espalhadas pela região.

A imagem foi publicada pela agência espacial norte-americana em 20 de agosto e ganhou repercussão internacional. Na descrição, a NASA classificou os Lençóis Maranhenses como um “deserto feito de água”, destacando justamente a característica que diferencia o parque de regiões tradicionalmente associadas a ambientes desérticos.

Apesar da aparência de deserto, os Lençóis Maranhenses recebem aproximadamente 125 centímetros de chuva por ano. O volume é ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e cerca de duas vezes maior que o de Londres, na Inglaterra.


Dunas chegam a 30 metros

Segundo a NASA, algumas das dunas do parque chegam a aproximadamente 30 metros de altura. Entre elas, formam-se centenas de lagoas que assumem diferentes tonalidades de azul e verde, criando o cenário característico da região.

A imagem mais recente foi captada em 8 de junho de 2026 pelo instrumento OLI, instalado no Landsat 9. O período coincide com a época em que os níveis das lagoas costumam atingir o pico.

A formação das lagoas está relacionada às características geológicas da região. Uma camada parcialmente impermeável de rocha e argila abaixo da areia dificulta o escoamento da água durante o período chuvoso. Conforme as chuvas diminuem entre agosto e novembro, o nível do lençol freático também cai e grande parte das lagoas tende a secar até dezembro.


Paisagem vista do espaço

A perspectiva proporcionada pelo satélite também permite observar o desenho das dunas e a influência dos ventos na formação da paisagem. De acordo com a NASA, os ventos predominantes vindos do nordeste ajudam a criar as linhas e curvas características do campo de dunas.

O nome Lençóis Maranhenses faz referência justamente à aparência da paisagem vista de longe. As extensas dunas brancas lembram lençóis amassados espalhados pela costa brasileira.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está localizado no litoral do Maranhão e é considerado um dos cenários naturais mais singulares do país. A área também foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural em 2024.

A nova imagem divulgada pela NASA reforça a dimensão da paisagem e mostra, em escala vista do espaço, a combinação rara entre areia, água e vegetação que transforma os Lençóis Maranhenses em um dos principais cartões-postais naturais do Brasil.

Via portal Folha do Estado

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

STF usou documento falso para prender Filipe Martins, diz EUA

Um juiz federal dos Estados Unidos afirmou, em audiência realizada em março, que o documento de imigração usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prender Filipe Martins era falso. A decisão é do juiz Gregory A. Presnell, indicado ao cargo pelo ex-presidente democrata Bill Clinton.

Presnell também mandou o governo americano entregar os documentos que mostram quem criou o registro falso. A ordem veio depois que as agências dos Estados Unidos se recusaram a explicar como o erro aconteceu.

Filipe Martins foi assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, Moraes decretou a prisão preventiva dele com base nesse registro de imigração falso.

O documento indicava que Martins tinha entrado nos Estados Unidos em 30 de outubro de 2022, no mesmo dia em que Bolsonaro viajou para Orlando. Moraes usou essa informação para dizer que o ex-assessor havia fugido do Brasil.

Martins ficou preso por quase seis meses em 2024. A defesa dele apresentou provas de que ele estava no Brasil durante todo esse período, entre elas um bilhete de voo doméstico do dia seguinte à suposta viagem.

A própria Procuradoria-Geral da República, que havia pedido a prisão no início, defendeu a soltura de Martins logo depois. Moraes negou o pedido na primeira vez, mas soltou o ex-assessor em agosto, após um segundo pedido da PGR.

Em outubro do ano passado, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, conhecida como CBP, admitiu em nota pública que Martins não entrou no país na data do registro. A agência reconheceu que Moraes usou uma informação errada para justificar a prisão.

Na audiência de março, o juiz Presnell criticou os advogados do governo americano pela recusa em entregar os dados. Segundo ele, ninguém contesta que o documento é falso, e o próprio governo já admitiu isso.

– Houve um registro falso feito nos sistemas da Patrulha de Fronteira que afetou uma pessoa de forma considerável. O governo reconhece a falsidade e a gravidade disso – declarou o juiz.

Ele acrescentou que Martins foi “preso em decorrência” desse dado incorreto e, portanto, tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso.

Presnell disse ainda que, se alguém no governo agiu de propósito para prejudicar outra pessoa, esse é justamente o tipo de caso que a lei de acesso à informação (Foia) foi feita para esclarecer. Para o juiz, o registro falso causou danos sérios a Martins.

O magistrado também disse estar preocupado com o fato de o governo americano guardar todos os documentos sobre o caso. Ele classificou os argumentos usados pelos advogados do governo para não entregar o material como sem sentido.

No fim da audiência, Presnell determinou que a CBP entregue todos os papéis que identifiquem quem participou do registro falso e onde essas pessoas moram. A CBP não respondeu aos pedidos de posicionamento.

As primeiras notícias sobre a suposta viagem de Martins surgiram em outubro de 2023, em reportagens do portal Metrópoles que depois foram retratadas. Um dos textos dizia que nem Moraes sabia do paradeiro do ex-assessor.

Semanas depois dessas reportagens, Moraes decretou a prisão com base na suspeita de fuga. Em dezembro passado, Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na suposta trama golpista.

Ele cumpria prisão domiciliar enquanto esperava o julgamento de recursos. Mas em janeiro deste ano, Moraes determinou nova prisão preventiva, ao considerar que o uso do LinkedIn por advogados de Martins violou a proibição de acessar redes sociais, a própria plataforma confirmou que o ex-assessor não fez login. As informações são da Folha de S.Paulo.

Uber começa a cobrar motorista que recusar corrida confirmada em novo teste

A Uber começou a testar uma nova cobrança para motoristas que recusam corridas depois que elas são confirmadas pelo aplicativo. A chamada “taxa de despacho” está sendo aplicada experimentalmente em Malmö, na Suécia, e na Basileia, na Suíça, e estabelece um custo para o motorista que permanece conectado à plataforma, mas decide não aceitar a viagem recebida.

Em Malmö, a cobrança é de 2 coroas suecas por chamada, equivalente a cerca de R$ 1,03. Já na Basileia, o valor é de 0,30 franco suíço, aproximadamente R$ 1,88.

Segundo a empresa, a iniciativa busca priorizar motoristas mais próximos dos passageiros e reduzir o tempo de espera até o embarque.

A Uber orienta os condutores a permanecerem offline quando não estiverem efetivamente disponíveis para realizar corridas.

Isso ocorre porque a cobrança não é aplicada durante o período em que o motorista está desconectado da plataforma.

Na prática, o modelo cria uma diferença em relação ao funcionamento tradicional: permanecer online deixa de representar apenas uma disponibilidade operacional e passa a poder gerar um custo quando o motorista não aceita uma chamada.

O tempo de espera aparece como um dos principais fatores relacionados aos cancelamentos de viagens.

Levantamento da Machine aponta que 48,09% das desistências estão relacionadas à espera. Mudanças de planos representam 18,8% dos casos, enquanto situações em que o motorista não aparece correspondem a 4,92%.

A maior concentração de cancelamentos ocorre nos primeiros minutos depois da solicitação da corrida, especialmente entre um e quatro minutos.

“Os dados indicam que a experiência inicial do usuário define o sucesso da corrida. Pequenas variações de segundos podem determinar se um passageiro cancela ou permanece, o que impacta diretamente a satisfação e a receita da plataforma”, afirmou Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Machine.

Os dados disponíveis não permitem afirmar que a cobrança será capaz de reduzir os cancelamentos. A medida, porém, estabelece um novo incentivo para que permaneçam conectados principalmente os motoristas que estejam dispostos a aceitar viagens.

Até então, o motorista podia permanecer online, analisar cada chamada recebida e decidir se aceitaria ou não a corrida sem uma cobrança direta pela recusa.

Com o novo sistema, essa dinâmica muda: a permanência online passa a estar associada a uma eventual cobrança quando o condutor não aceita uma viagem direcionada a ele.

O impacto financeiro também varia de acordo com o local do teste.

Em Malmö, a Uber informou que pretende devolver aos motoristas o dinheiro arrecadado com a taxa, distribuindo os valores de acordo com as corridas concluídas.

Já na Basileia, a cobrança não será devolvida. Em compensação, a comissão da Uber sobre as categorias UberX e UberXL será reduzida de 25% para 23%.

Até o momento, não há indicação de que a nova taxa será adotada no Brasil

Caso o modelo seja posteriormente ampliado para outros mercados, a mudança poderá provocar novas discussões sobre a relação entre plataformas de transporte e motoristas, especialmente em torno das condições para permanecer conectado e disponível para receber chamadas.

Via portal Folha do Estado

FUNDO DO POÇO: Em crise, Correios abrem novo plano de demissão voluntária para até 7 mil funcionários

Os Correios abriram um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) com a expectativa de desligar até 7 mil funcionários. A medida faz parte do plano de reestruturação da estatal e visa conter a grave crise financeira que acumula prejuízos bilionários.

Diferentemente da primeira rodada do programa, lançada no primeiro semestre, a direção dos Correios não estabeleceu uma meta fixa de adesões. O novo plano será direcionado exclusivamente a funcionários de unidades que serão extintas, incluindo agências e centros de tratamento e armazenamento de cargas.

“A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgados anteriormente”, afirmou a estatal em nota.

Primeiro PDV teve adesão abaixo da esperada

No primeiro PDV, lançado em fevereiro e encerrado em março, cerca de 3,1 mil funcionários aderiram ao programa — longe da meta inicial de 10 mil desligamentos. Apesar do resultado abaixo do esperado, a estatal afirma ter alcançado uma economia equivalente a 45% da meta de R$ 1,4 bilhão prevista para a ação.
Indenizações e o rombo nas contas

O incentivo financeiro do novo plano será calculado individualmente, considerando tempo de serviço, idade, adicionais por aposentadoria e incorporação. Segundo os Correios, as indenizações variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagas em parcela única até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento, sem incidência de Imposto de Renda ou FGTS.

A medida busca estancar a deterioração das contas da empresa. Os Correios registraram um prejuízo expressivo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, impulsionado pela queda nas receitas e pelo aumento de obrigações judiciais. O resultado de 2025 também foi negativo em nível recorde, com prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões — mais de três vezes o déficit de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024.

Fechamento de agências, venda de imóveis e socorro financeiro

Para tentar reverter o cenário, a reestruturação prevê a alienação de imóveis (com potencial de arrecadação de R$ 1,5 bilhão) e o encerramento das atividades de até mil pontos de atendimento deficitários. Dos cerca de 10 mil pontos existentes no país, 7 mil são próprios ou franqueados — dos quais 85% foram classificados como deficitários em relatório interno de 2024.

Entre outras medidas de corte de gastos, a empresa renegociou contratos com fornecedores (gerando economia de R$ 321 milhões), acertou o pagamento de R$ 702 milhões em precatórios até dezembro e parcelou R$ 2,5 bilhões em tributos em 60 vezes.

O plano de recuperação é dividido em três fases — recuperação financeira, consolidação e crescimento —, com a promessa de reduzir o déficit em 2026 e retornar à lucratividade em 2027. Para suportar o caixa durante o processo, a estatal conta com um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.

FONTE: GAZETA BRASIL

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

MP do Ceará orienta que prefeito de Tianguá se abstenha de utilizar estrutura do Município para apoiar eleição de candidatos

O Ministério Público do Ceará, por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Tianguá, expediu uma recomendação para que o prefeito do município se abstenha de utilizar a estrutura administrativa e de pessoal da Prefeitura para promoção pessoal ou uso político-partidário em apoio a candidatos, inclusive a esposa dele, que concorre para o cargo de deputada estadual. A recomendação foi motivada após denúncia de que a companheira do gestor estaria participando de atos oficiais da gestão e de que servidores estariam sendo coagidos a se mobilizarem para participar de tais eventos.

O MP destaca que a utilização da máquina pública, dos servidores municipais e dos atos institucionais para fins de promoção pessoal ou de finalidade político-partidária de terceiros viola os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa presentes na Constituição Federal. Além disso, a Lei das Eleições veda aos agentes públicos, durante todo o ano eleitoral, fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de bens e serviços custeados por recursos estatais.

Diante disso, a Promotoria recomendou que o prefeito se abstenha de determinar, autorizar ou tolerar qualquer forma de cobrança, pressão ou represália, ainda que indireta, contra servidores municipais que não compareçam a eventos estranhos às atribuições funcionais. O chefe do Executivo municipal deve, ainda, orientar ocupantes de cargos de gestão e chefia quanto à observância dos princípios constitucionais, especialmente em período eleitoral. Por fim, o prefeito deve fiscalizar o conteúdo de publicidade institucional divulgado nos sítios eletrônicos e nos perfis oficiais das redes sociais, evitando enaltecimento pessoal ou personalização de atos, programas, obras, serviços ou campanhas em benefício de candidatos.

MP/CE

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Lei Seca tem novas regras; Veja o que muda

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou na segunda-feira (17) uma nova regulamentação para as operações da Lei Seca em todo o país. As regras atualizam procedimentos que estavam em vigor desde 2013 e passam a padronizar práticas já adotadas em alguns estados.

Entre as principais mudanças está a criação de uma etapa de triagem durante as abordagens. Os agentes poderão utilizar testes passivos ou pré-testes de alcoolemia para identificar motoristas que apresentem sinais de consumo de álcool ou outras substâncias.

O resultado dessa primeira avaliação, porém, não poderá ser utilizado isoladamente para aplicar uma multa. Segundo o Contran, a triagem terá caráter apenas orientativo e a autuação dependerá de outros elementos que comprovem a irregularidade.

A nova regulamentação também determina que o agente registre pelo menos dois sinais de alteração da capacidade psicomotora do motorista abordado. A medida busca tornar o procedimento de fiscalização mais objetivo e dar maior segurança jurídica às abordagens.

A resolução estabelece ainda requisitos para os equipamentos utilizados na identificação de substâncias psicoativas diferentes do álcool. Os aparelhos deverão possuir certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), concedida por organismo reconhecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Também haverá regras específicas para o chamado reteste. Uma nova aferição deverá ser realizada quando fatores técnicos ou operacionais impedirem que a primeira medição produza um resultado considerado confiável.

O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito será atualizado para estabelecer procedimentos padronizados, inclusive nas situações em que o motorista se recusar a realizar o teste.

Uma das mudanças de maior impacto envolve acidentes de trânsito com vítimas fatais. Nesses casos, todos os envolvidos deverão obrigatoriamente passar por exames capazes de identificar a presença de álcool ou substâncias psicoativas no organismo.


O Contran ressalta que a resolução não cria novas infrações de trânsito. O objetivo é estabelecer procedimentos uniformes para a fiscalização das regras que já fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

Com a atualização, o órgão pretende reduzir diferenças entre as abordagens realizadas pelos agentes e estabelecer critérios mais claros para a identificação de motoristas sob efeito de álcool ou outras substâncias. (Foto: EBC; Fonte: TMC)

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Moraes e Dino querem voltar a discutir diploma obrigatório para jornalistas

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam a reabertura da discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. A manifestação ocorreu durante uma sessão da 1ª Turma do STF, que julgava um processo sobre direito de resposta envolvendo o Grupo Globo.

Dino lembrou que, em 2009, o STF retirou a exigência do diploma ao derrubar uma regra criada durante a ditadura militar. No entanto, para o ministro, essa mudança estendeu as garantias da imprensa a qualquer pessoa na internet.

“Chamo a atenção, ministro Alexandre, que tudo isto se tornou ainda mais difícil, porque há uma decisão suprema, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Então, isto constitui um complicador na medida em que há extensão automática deste regime de garantias a qualquer blogueiro”, declarou Flávio Dino.

Alexandre de Moraes concordou com as considerações e afirmou que a liberdade de imprensa não pode ser usada para o “cometimento de crimes”. Os dois ministros também defenderam que o sigilo da fonte não pode ser um direito para “desinformar” e que a falta de um órgão de fiscalização da própria imprensa cria dificuldades para o Judiciário julgar esses casos.

O contexto: investigação e sigilo da fonte

A fala dos ministros acontece uma semana após vir à tona uma decisão polêmica de Alexandre de Moraes. O ministro autorizou a quebra de sigilo do celular de um jornalista do Maranhão que publicou fotos de Flávio Dino e de sua família usando carros oficiais.

A medida teve como objetivo identificar a fonte que enviou as imagens ao repórter. Entidades de imprensa do Brasil e do exterior criticaram a decisão, lembrando que o sigilo da fonte é um direito garantido pela Constituição Federal.

Julgamento suspenso

A análise do caso sobre direito de resposta foi pausada após a ministra Cármen Lúcia pedir mais tempo para avaliar o processo.

Entenda a decisão de 2009

Desde 2009, o diploma não é obrigatório no Brasil. Na época, o STF entendeu que exigir faculdade para trabalhar como jornalista feria a liberdade de expressão.

Segundo a Câmara dos Deputados, a maioria dos países não exige diploma para a profissão, incluindo Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Japão.

Fonte: Gazeta Brasil

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

EUA afirmam que há censura no Brasil após mudança no X

Subsecretária de Estado americana criticou a adequação do algoritmo do X às regras da Justiça Eleitoral para 2026

A subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos EUA, Sarah B. Rogers, afirmou em suas redes sociais que o Brasil impõe censura, após a plataforma X se adequar a exigências da Justiça Eleitoral brasileira. A manifestação ocorreu neste domingo (16).

A alteração foi aplicada quando o X passou a cumprir uma regra imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o período eleitoral. O mecanismo esconde automaticamente do feed de recomendações as publicações de candidatos — que só aparecem para quem segue a conta oficial do político.

Rogers reagiu ao anúncio da empresa nas redes sociais. “Esse tipo de transparência algorítmica é exatamente o que muitos reguladores dizem querer”, afirmou a auxiliar do secretário Marco Rubio. “Isso também sinaliza uma censura imposta pelo Brasil.”

A declaração aprofunda o atrito entre os governos americano e brasileiro. A administração Trump já havia condicionado a imposição de tarifas comerciais à revogação de restrições ao discurso político no Brasil. Agora, segundo apurou o Financial Times, a Casa Branca avalia retomar sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Via portal Diário do Poder

sábado, 8 de agosto de 2026

Morre Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, aos 68 anos

Jorge Horacio Messi morreu em Rosário, na Argentina, após enfrentar uma longa doença; ele teve papel fundamental na carreira do craque argentino

Jorge Horacio Messi, pai e empresário do astro argentino Lionel Messi, morreu aos 68 anos. A informação foi divulgada neste sábado (8), após a morte ocorrer na sexta-feira (7), em um sanatório de Rosário, na Argentina.

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, Jorge Messi enfrentava uma doença prolongada e estava sob acompanhamento médico. A família ainda não havia divulgado um comunicado oficial nas primeiras horas após a confirmação da morte.

Além de pai, Jorge Messi exerceu durante anos um papel importante na carreira profissional do filho. Ele acompanhou de perto os primeiros passos de Lionel no futebol e esteve ao lado do jogador quando a família decidiu levá-lo para a Espanha, onde Messi passou a integrar as categorias de base do Barcelona.

Jorge também atuou como empresário e agente do craque argentino, participando de negociações de contratos, direitos de imagem e outros assuntos relacionados à carreira e aos negócios do filho.

A relação entre os dois foi marcada por uma forte parceria ao longo da trajetória de Lionel Messi. Jorge esteve presente desde a infância do jogador em Rosário e teve participação decisiva no processo que levou o filho ao futebol europeu.

A morte de Jorge Messi provoca repercussão no mundo do futebol. A Associação Argentina de Futebol e a Conmebol estão entre as instituições que prestaram homenagens ao pai do craque argentino.

Com informações de CNN

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

STJ condena Marco Buzzi e aplica pena máxima com perda do cargo

Ministro foi responsabilizado em processo administrativo por assédio sexual; decisão depende de confirmação do STF para efeitos definitivos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou administrativamente, nesta quinta-feira (6), o ministro Marco Buzzi por assédio sexual contra duas mulheres e aplicou a pena máxima prevista para magistrados: a perda do cargo. A decisão é inédita na história da Corte e ainda precisará ser confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que a destituição se torne definitiva.

Segundo Daniel Bialsky, advogado das vítimas, houve unanimidade pela condenação, mas divergência quanto à penalidade. Parte dos ministros votou pela aposentadoria compulsória. O placar não foi divulgado.

A punição segue a nova resolução do Conselho Nacional de Justiça, aprovada nessa terça-feira (4), que extinguiu a aposentadoria compulsória como sanção máxima e passou a prever a perda do cargo. O Ministério Público Federal, que inicialmente defendia a aposentadoria compulsória, alterou seu parecer e passou a recomendar a medida.

Marco Buzzi acompanha o processo afastado das funções desde fevereiro. O processo administrativo foi instaurado em abril, após sindicância interna para apurar as denúncias.

A primeira acusação foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, que afirma ter sido vítima de importunação sexual durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), em janeiro. O processo reúne mensagens trocadas entre os pais da jovem e o ministro, além de conversas da denunciante nas quais relata questionamentos feitos por Buzzi sobre sua sexualidade.

A segunda denúncia é de uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete, que afirma ter sofrido toques sem consentimento e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025. Testemunhas do processo relataram episódios de agressões verbais e afirmaram que adotaram medidas para evitar o contato entre os dois após conhecimento das queixas.

A defesa de Marco Buzzi negou todas as acusações. Em relação ao episódio na praia, sustentou que depoimentos, imagens, laudos médicos e perícias afastam a ocorrência da importunação sexual e argumentou que as condições físicas do ministro e o estado do mar tornariam inviável a conduta descrita. Sobre a denúncia da ex-colaboradora, alegou que a dinâmica do gabinete seria incompatível com os fatos e afirmou que as acusações teriam sido motivadas por interesses pessoais, mencionando até conluio entre as denunciantes.

Até a decisão do STF, Buzzi permanecerá afastado do cargo e continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, conforme a regulamentação do CNJ.

(Diário do Poder)

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Brasil é o único a votar contra convocação da OEA para repudiar fim das eleições na Nicarágua

Com exceção do Brasil, todos os membros da OEA apoiaram a iniciativa; representante brasileira classificou a convocação como “prematura” e defendeu abordagem da migração sob perspectiva de direitos humanos.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quarta-feira (5) a convocação de uma reunião de chanceleres da América Latina para repudiar a suspensão definitiva das eleições na Nicarágua, ordenada há quase três semanas pelos ditadores Rosario Murillo e Daniel Ortega. A iniciativa, apresentada pelos Estados Unidos, contou com o apoio de países como Argentina, Costa Rica, Panamá e Paraguai.

O Brasil foi o único país a se opor à convocação. A posição foi apresentada pela ministra-conselheira da embaixada do Brasil na OEA, Thaís Mesquita Candia Pecoraro, que classificou a iniciativa como “prematura” e argumentou que a crise na Nicarágua deve ser tratada como uma questão política e de direitos humanos, e não como uma ameaça à segurança regional.

“Não se apresentaram a este conselho evidências que permitam afirmar que existe algum processo que afete a paz e a estabilidade regionais”, afirmou Candia Pecoraro. A representante brasileira também criticou a abordagem dos EUA sobre a migração: “Os migrantes são pessoas em busca de melhores oportunidades e de uma vida digna, não uma ameaça à paz”.


EUA e Paraguai defendem ação

O diplomata americano Michael Kozak, do Departamento de Estado, justificou a proposta com um diagnóstico severo sobre o regime nicaraguense: “Murillo e Ortega encarceraram, torturaram, silenciaram e exilaram os que consideravam ameaças, expulsando centenas de milhares de nicaraguenses”, afirmou.

O embaixador do Paraguai na OEA, Raúl Florentín, defendeu a iniciativa e criticou a posição brasileira. “Não podemos permitir que a OEA permaneça em silêncio diante de uma situação que já não é apenas uma violação de direitos humanos, mas um desafio à segurança hemisférica”, disse.


Opositores presentes

A sessão contou com a presença de dois convidados especiais: o opositor nicaraguense Juan Sebastián Chamorro, que foi preso e condenado a 13 anos por “conspiração” e posteriormente exilado nos EUA, e Rosa María Payá, membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que denunciou a repressão do regime Ortega-Murillo.

“As detenções arbitrárias, as desaparições forçadas, a perseguição religiosa e a repressão política instauraram o medo na cidadania. Os nicaraguenses vivem sob um regime sem garantias”, afirmou Payá.

Via portal Gazeta Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

EUA: Fauci fica em silêncio em audiência sobre Covid no Senado

Responsável por liderar a resposta do governo dos Estados Unidos à Covid-19 na gestão Joe Biden, o médico Anthony Fauci foi interrogado por senadores em audiência sobre a origem da pandemia e as atitudes tomadas por ele à época. Fauci, entretanto, se recusou a responder aos questionamentos, invocando seu direito à Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que permite que réus e testemunhas fiquem em silêncio para evitar a autoincriminação.

Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas entre os anos de 1984 e 2022, o cientista foi intimado pelo senador republicano Rand Paul para uma oitiva no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.

Fauci é acusado pelos republicanos de esconder informações sobre a origem da Covid-19 e ter cometido erros em sua gestão contra a pandemia. Antes de deixar a Casa Branca, o até então presidente Joe Biden lhe concedeu perdão presidencial preventivo contra possíveis acusações sobre a administração do médico em meio à pandemia.

Na audiência realizada na última quarta-feira (29), Fauci afirmou que o “único motivo” para ter sido convocado é para que dissesse algo que pudesse ser usado contra ele mesmo para prendê-lo. O médico afirma que Rand Paul possui “obsessão” em incriminá-lo e fez “repetidas promessas públicas” sobre colocá-lo “atrás das grades”.

De acordo com informações da CNN, em mais de duas horas de sessão, Fauci disse somente uma única frase a fim de informar que se absteria de responder às perguntas. Após fazerem diversas perguntas incisivas sobre sua atuação à época da pandemia e não obterem respostas, os republicanos o provocaram fazendo indagações sobre a cor de sua gravata e como a Quinta Emenda o protege.

Já Rand Paul declarou que na próxima semana a comissão analisará se a postura de Fauci na audiência tratou-se de desacato ao Congresso, o que poderia gerar um processo criminal.

O senador democrata Richard Blumenthal, por outro lado, defendeu o cientista, afirmando que a audiência tratou-se de mais um esforço para difamar o médico e negar a Ciência.

– Esta audiência é o culminar de uma cruzada que se arrasta há anos, que começou há mais de seis anos quando o dr. Fauci ousou contradizer o presidente Trump. A campanha para o difamar, dr. Fauci, é apenas uma parte desta campanha mais ampla contra a ciência e os fatos, uma campanha que tornou os americanos menos seguros – criticou.

Em determinado momento da audiência, o advogado de Fauci, David Schertler, foi expulso da sessão por tentar interromper reiteradas vezes o senador Rand Paul. O defensor descreveu sua expulsão como “ultrajante” e uma prova da “natureza infundada e vingativa deste processo”.

Ao comentar a audiência, o atual presidente, Donald Trump, acusou Fauci de tentar proteger a China ocultar informações sobre a origem da pandemia e tomar decisões equivocadas.

– Eu disse desde o início que o vírus veio do laboratório de Wuhan, na China. Fauci discordou veementemente, sempre tentando proteger a China. Eu “herdei” Fauci, que estava lá desde a década de 1980, mas, a cada dia que passava, confiava cada vez menos nele. Ele tomou muitas decisões ruins, como sobre as MÁSCARAS. Lembrem-se de que, no início, ele era contra o uso de máscaras. Ele então passou a recomendar máscaras em excesso. De qualquer forma, não o deixei paralisar o país, embora ele quisesse – declarou.

Fonte: Pleno News

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Justiça do DF mantém prisão de Wellington Macedo

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de reclusão, em regime fechado, pela tentativa de expl0são de um caminhão-tanque carregado com 63 mil litros de querosene de aviação nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. O caso foi registrado na madrugada de 24 de dezembro de 2022.

Inconformados com a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de outubro de 2022, Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues colocaram em prática um plano para provocar o que chamavam de “comoção social” capaz de desencadear a decretação de estado de sítio e intervenção militar, o que, segundo o arquitetado, tiraria Lula do poder.

Wellington recebeu o artefato explosivo de um comparsa e o colocou no eixo traseiro do veículo, que aguardava para reabastecer aeronaves. A b0mba não detonou por causa de uma falha na montagem do mecanismo de acionamento.

A defesa recorreu da sentença, alegando ausência de intenção, desconhecimento sobre o conteúdo transportado pelo caminhão e sustentando a tese de cr1me impossível, sob o argumento de que o artefato não teria capacidade real de explodir.

Os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados e destacaram que imagens de câmeras de segurança e a confissão de um corréu demonstraram que o grupo passou diversas vezes pelo local antes de escolher o ponto exato para instalar o explosivo.

Fonte: Portal Metropole DF

quarta-feira, 29 de julho de 2026

URGENTE! Juiz autoriza saída de hospital psiquiátrico de policial que matou quatro colegas em Camocim

O juiz da Vara do Júri de Camocim determinou a desinternação de Antônio Alves Dourado, acusado de quatro homicídios qualificados, e autorizou que ele passe a cumprir tratamento ambulatorial em vez de permanecer internado em hospital psiquiátrico.

A decisão foi baseada em dois laudos médicos e avaliações de equipes multiprofissionais que concluíram que o réu, considerado inimputável por sofrer de transtorno mental grave, apresentou evolução clínica significativa e não necessita mais de internação hospitalar, desde que continue o tratamento com acompanhamento médico, uso supervisionado de medicamentos e apoio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O magistrado rejeitou a manifestação do Ministério Público, que defendia a manutenção da internação por entender que ainda existiria risco de periculosidade. Para o juiz, a gravidade dos crimes e a possibilidade de interrupção do tratamento não justificam a continuidade da internação quando os especialistas atestam que o tratamento em liberdade é suficiente.

A decisão também destaca que a medida está em conformidade com a Lei nº 10.216/2001 e com a Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que priorizam o tratamento comunitário e a reinserção social de pessoas com transtornos mentais, reservando a internação apenas para situações excepcionais.

Por fim, o juiz expediu alvará de desinternação, autorizou o réu a residir em Belém (PA), determinou que ele inicie o tratamento ambulatorial em até 30 dias, mantenha endereço atualizado e seja acompanhado pela rede pública de saúde mental, com envio de relatórios periódicos à Justiça. 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Agora: Trump prepara retaliação após Lula vetar visto a enviados americanos

O governo dos Estados Unidos avalia uma reação diplomática após o Brasil negar vistos a dois funcionários da administração do presidente Donald Trump. Representantes americanos no país informaram que uma medida está sendo analisada, mas não revelaram quais ações poderiam ser adotadas. A informação é da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
Material de referência geográfica

Segundo informações de bastidores apuradas pelas colunistas, uma das possibilidades consideradas por Washington seria a aplicação de sanções individuais contra autoridades brasileiras envolvidas no episódio.

O caso envolve Riley Bernes e Samuel Samson, servidores do Departamento de Estado dos EUA, órgão comandado pelo secretário Marco Rubio.

Os pedidos de visto foram recusados pelo governo brasileiro sob a justificativa de que os representantes americanos pretendiam tratar de questões relacionadas ao sistema eletrônico de votação do país.

A decisão do Itamaraty ocorreu após uma reportagem do jornal americano Washington Post apontar que a missão teria como objetivo supostamente levantar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. A informação foi rejeitada veementemente pelo governo Trump.

Dentro do governo petista, a interpretação foi de que a visita poderia ser utilizada politicamente em meio ao cenário eleitoral de 2026, o que teria motivado a decisão de impedir a viagem.

O episódio passou a ser acompanhado por aliados do deputado Eduardo Bolsonaro que vivem nos Estados Unidos. O grupo já teria recebido informações sobre os possíveis desdobramentos da disputa diplomática entre os dois países. (Foto: White House; Fonte: O Globo)

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