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sábado, 11 de janeiro de 2014

A incrível, a estonteante, a espantosa entrevista concedida por Roseana Sarney ao lado de Cardozo, o silencioso!

Roseana durante entrevista coletiva, observada por José Eduardo Cardozo, o silencioso (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Santo Deus! Chega a ser difícil saber por onde começar. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Garboso, foi nesta quinta ao Maranhão. O homem normalmente falastrão e buliçoso quando se trata de depredar a reputação de governos de oposição manteve o silêncio que o notabilizou diante da carnificina maranhense. A razão é simples. O PT foi vice na chapa que elegeu Roseana Sarney. Seu pai, o senador José Sarney (AP), tem influência decisiva em fatia considerável do PMDB. E Dilma não quer confusão com essa gente. Por isso a presidente também está calada. Nem mesmo uma miserável manifestação de solidariedade com a família da menina Ana Clara. Nada! O ministro e a governadora anunciaram um pacote de medidas. Numa impressionante, estarrecedora, estupefaciente entrevista coletiva, Roseana fez jus ao clichê segundo o qual quem sai aos seus não degenera. Li as coisas que ela disse, olhei bem para a foto acima e tive de voltar no tempo — 360 anos para ser mais preciso.

Trezentos e sessenta anos? É. Voltei ao “Sermão da Quinta Dominga da Quaresma”, pronunciado por Padre Vieira em São Luís no ano de 1654. Escreveu o padre:
“Os vícios da língua são tantos, que fez Drexélio um abecedário inteiro e muito copioso deles. E se as letras deste abecedário se repartissem pelos estados de Portugal, que letra tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida, que o M. M-Maranhão, M-murmurar, M-motejar, M-maldizer, M-malsinar, M-mexericar, e, sobretudo, M-mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente.”

Mais adiante, referindo-se à instabilidade do tempo e às chuvas repentinas, Vieira afirmou:
“De maneira que o sol, que em toda a parte é a regra certa e infalível por onde se medem os tempos, os lugares, as alturas, em chegando à terra do Maranhão, até ele mente. E terra onde até o sol mente, vede que verdade falarão aqueles sobre cujas cabeças e corações ele influi.”

Vieira, como é sabido, protegia os pequenos e os pobres em suas invectivas, voltadas invariavelmente contra os poderosos do seu tempo — e justamente os instalados no Maranhão, base de sua atuação jesuítica.

Roseana estava mesmo com a Família Sarney no corpo. Ela encontrou uma curiosa explicação para o recrudescimento da violência no estado — o que me ajudou a entender a atuação do clã nos últimos 50 anos:
“O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes”.

Agora entendi o que, a esta altura, a gente poderia considerar um esforço determinado, consciente e, sem dúvida, bem-sucedido dos Sarneys em favor do atraso. Antes, os maranhenses eram pobres, pacíficos e felizes. Aí, sabem como é, foi chegando o progresso e… piorou tudo! Notem que a fala da governadora traz a sugestão de que a violência vem de fora, não é coisa dos maranhenses — o “aumento do número de habitantes” só pode se referir aos forasteiros… Outro trecho de sua fala reforça esse especioso ponto de vista:
“O que aconteceu me chocou, e a todo o Maranhão, porque o povo do Maranhão não é violento. O que aconteceu lá é algo inexplicável. Estou até agora chocada com o que aconteceu lá, porque o que existe são brigas de facções. E elas são muito violentas. Acaba havendo problemas de morte no presídio.”

Roseana também disse, sabe-se lá por quê, ter sido “pega de surpresa”. É mesmo? Aí vem um trecho de sua fala que teria emudecido até Padre Vieira, aquele que não se calou nem diante do Tribunal do Santo Ofício:
“Até setembro, Pedrinhas tinha constatado 39 mortes. Em 2012, tinha 4 mortes. Então, até setembro, 39 estava dentro do que era o limite que se esperava. Em setembro teve a destruição da Cadet [Casa de Detenção] e lá tiveram (sic) mais mortes. Tivemos de tomar providência. Isso não significa que não tomamos providências antes.”

José Eduardo Cardozo, aquele que gosta de conceder entrevistas esculhambando a segurança pública de estados governados pela oposição, ouvia a tudo, em silêncio, com olhar pensativo. Vamos entender direito o que falou esta senhora.

Há mais de 550 mil presos no Brasil. No ano passado, 218 foram assassinados. Dos 550 mil, sabem quantos estão no Maranhão? Pouco mais de 5 mil — 5.417 em 2012. Digamos que os assassinatos tivessem parado nos 39 — o número que a governadora considera “o limite que se esperava”: fosse assim, com menos de 1% dos presos, o Maranhão já responderia por 17,8% da mortes. E Roseana consideraria tudo dentro de certo padrão de normalidade. Acontece que a coisa não parou nos 39, não. Chegou a 62 — menos de 1% dos presos e mais de 28% dos mortos. E ela, coitada, sem entender nada porque, afinal, a índole do povo maranhense é mesmo pacífica…

Roseana está surpresa? Numa rebelião em Pedrinhas, em 2011, ao menos 14 presos foram decapitados. Só não houve comoção e pressão, inclusive de organismos internacionais, porque imagens da tragédia não vieram a público.

Endossando um discurso engrolado também por José Eduardo Cardozo, a governadora afirmou: “É uma disputa praticamente por causa do crack, que tem uma força muito grande, uma disputa de espaço. O que aconteceu em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul não é diferente do que está acontecendo aqui.”

Com a devida vênia, governadora, sou obrigado a dizer: “Uma ova!”. Com 41 milhões de habitantes, São Paulo mantém presas 195.695 pessoas — 36% do total nacional, embora abrigue apenas 22% da população. O Maranhão, onde moram 3,5% dos brasileiros, tem menos de 1% dos presos, mas responde por mais de 28% dos assassinatos nas prisões. Há, em São Paulo, 633,1 presos por 100 mil habitantes com mais de 18 anos; no Maranhão, apenas 128,5. Para que a proporção fosse a mesma, seria preciso multiplicar por 5 os presos no estado governado por Roseana. Se, com pouco mais de 5.400 presos, assistimos a esse descalabro, imaginem com 27 mil…

Ah, sim: Roseana e Cardozo anunciaram a criação de um comitê gestor de crises juntando várias autoridades, remoção de detentos para presídios federais, aumento do efetivo da Força Nacional de Segurança, aumento dos mutirões carcerários… De fato, nada no curto prazo.

Intervenção
A Procuradoria-Geral da República anunciou que vai pedir a intervenção federal no Maranhão. Ainda que peça, não terá. O STF é arredio a esse tipo de procedimento — e, se querem saber, seria realmente algo muito difícil de administrar. É bem verdade que, ao ler as intervenções de Roseana, sou tomado, assim, de um espírito verdadeiramente… interventor. Mas sei que não ocorrerá.

Ficou brava
A governadora ficou brava com uma pergunta, bastante procedente, que a reportagem da Folha fez a Cardozo. A jornalista quis saber se o silêncio da presidente Dilma estava relacionado com a aliança política do PT e do Planalto com o PMDB e a família Sarney. Roseana nem esperou a resposta do ministro:

“Olha, a família, só um minuto, ministro. Quero dizer uma coisa a vocês: isso não existe como família. Eu sou a governadora, eu sou Roseana Sarney. Meu sobrenome é Sarney. Mas eu sou uma pessoa que tenho passado, presente e, se Deus quiser, terei futuro. Isso não é a família. E quem está mandando aqui não é a família. Quem está no governo sou eu, que fui eleita em primeiro turno pelo povo maranhense. Assim como representei o Maranhão no Congresso Nacional. Fui deputada e senadora. Então, vocês querem o quê? Querem penalizar a família? Não. Se vocês tiverem de penalizar alguém, eu, Roseana, governadora do Maranhão, sou a responsável pelo que acontecer no nosso Estado. Muito obrigada”.

Foi aplaudida entusiasticamente. Pelos assessores…

Faço o quê? Tenho de voltar a Padre Vieira:
“E terra onde até o sol mente, vede que verdade falarão aqueles sobre cujas cabeças e corações ele influi.”
Texto publicado originalmente às 3h27

Por Reinaldo Azevedo - VEJA

Iraniano está há 60 anos sem tomar banho

Foto: Reprodução/LaPatilla.com

Um iraniano chamado Amoo Hadji está há 60 anos sem tomar banho. O homem, morador do vilarejo de Dezgah, no sul do país asiático, resolveu passar o resto dos seus dias sem entrar novamente no chuveiro, segundo informações da agência de notícias estatal iraniana Irna e do site Lapatilla.

Aos 80 anos, Hadji leva uma vida primitiva, dormindo numa cabana construída com ajuda de moradores da região, alimentando-se de animais obtidos por meio da caça, fumando charuto com esterco de animais e acendendo vários cigarros para se aquecer em épocas de baixa temperatura.

Por causa das seis décadas sem banho, a sujeira forma crostas na pele e na barba de Hadji. Ele gosta de descansar em um buraco aberto no chão, segundo a agência de notícias iraniana. Não se sabe as razões que levaram Hadji a adotar esse estilo de vida. O que você acha da decisão do velhinho?

Fonte: yahoo

Ceará tem 19.392 presos, o maior número da história

Crescimento da população carcerária no Estado é de 10% ao ano, quase o dobro da média nacional
Segundo a secretária Mariana Lobo, há unidade no Interior do Ceará com até 80% mais presos que a capacidade

Nunca na história do Ceará o sistema penitenciário estatal teve tanta gente como agora. São 19.392 pessoas em cumprimento de pena, segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). É o sexto maior contingente do Brasil e o segundo do Nordeste, atrás apenas de Pernambuco. E com integrantes de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O cenário inclui unidade prisional no Interior com até 80% mais detentos do que sua capacidade, conforme a titular da Sejus, Mariana Lobo. No Estado, a média de excedente é de 40%. São 136 cadeias públicas, 10 centros carcerários, dois hospitais penitenciários e duas colônias agrícolas numa rede cuja quantidade de ocupantes aumenta 10% ao ano. Isso é quase o dobro da média nacional, de 5,7%.

Dos 19,3 mil presos hoje no Ceará, 14 mil estão em restrição total de liberdade. O sistema comporta 10.602 em regime fechado, ou seja, há 3,4 mil mais gente do que lugares na modalidade que mais exige empenho do Estado. Os 5,3 mil presos restantes (dos 19,3 mil) cumprem regimes aberto ou semiaberto. “Temos muitos provisórios (em delegacias)”, pondera Mariana Lobo.

Assassinatos
Além de lotado, o sistema é tenso. Vive na iminência de motins, fugas e rebeliões. Teve 14 assassinatos em 2013, índice 17% menor do que o de 2012, quando 17 presos foram mortos por outros detentos. Ainda assim, é o quinto maior do País e o segundo maior do Nordeste – menor somente do que o do Maranhão, estado que enfrenta uma crise sem precedentes no sistema carcerário e registrou 60 casos ano passado, ficando no topo do ranking.

Em boa parte, óbitos resultantes de rebeliões e disputas por território/liderança dentro das carceragens. “Existem facções nos presídios do Brasil como um todo. Não é diferente no Ceará. E todas elas estão interligadas. Mas a gente tenta impedir isso fazendo triagens. No fim de 2012, instituímos uma comissão que separa os internos de acordo com a periculosidade. Ele vai para a unidade ‘x’ não pelo regime, mas pelo grau de periculosidade, o crime que praticou e se faz parte de alguma facção. Antes, não existia triagem. Se via quantas vagas tinham e mandavam os presos”, explica a secretária.

A Sejus garante ter todas as facções, respectivos líderes e a quem estão ligados (dentro e fora do sistema) mapeados. Não os cita nem informa quantos são alegando “questões de segurança”. Diz apenas que os mais perigosos estão separados em unidades em Itaitinga, Caucaia e Pacatuba. “Só existe uma forma de pacificar as unidades: separar os presos e investir em trabalho e estudo. Obviamente, a gente tem dificuldades. Rebeliões a gente impede todo dia. E eu tenho que transferir presos diariamente para impedir. A sensação nunca é tranquila. Isso apenas não vai a público. Hoje está sob controle? Está. Só que amanhã pode ser que não esteja. Mas trabalhamos para que esteja”, frisa a secretária.

Saiba mais

Além dos 14 assassinatos, o sistema carcerário do Ceará registrou em 2013 outras 18 mortes. Foram presos suicidas, mortos em incêndios, em acidentes, em confrontos com a Polícia durante tentativas de fuga etc. Ao todo, portanto, o ano registrou 32 casos de “morte violenta.” 

Para 30 de março, Mariana Lobo projeta a entrega do Centro de Triagem. O equipamento fomentará a separação de presos perigosos dos de menor potencial ofensivo e primários

O PCC é uma organização criminosa oriunda de São Paulo. Nasceu no começo da década de 1990. É controlada por presos e foragidos paulistas, mas tem ramificações em vários estados. Já o Comando Vermelho é oriundo do Rio de Janeiro e existe desde 1979. Na década de 1990, foi um dos grupos mais poderosos do Brasil por atuar no “crime desorganizado”. Ainda controla ataques em várias cidades.


Fonte: O Povo

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Matemático resolve questão e pode ganhar US$ 1 milhão


Um matemático cazaque disse ter encontrado a solução parcial para a equação Navier-Stokes sobre a mecânica de fluidos, um dos sete problemas do milênio lançados pela Fundação Clay em 2000 e cuja resolução é premiada com US$ 1 milhão.

O professor universitário Mujtarbay Otelbayev explicou a solução em um artigo intitulado "A existência de uma boa solução da equação Navier-Stokes" e publicado pela "Revista Matemática" cazaque.

Otelbayev, diretor do Instituto Matemático da Universidade Nacional Euroasiática de Almaty, garantiu ter chegado a uma resposta satisfatória e única para o famoso conjunto de equações em derivadas parciais não lineareis que descrevem o movimento de qualquer fluído.

Até agora, soluções para a equação Navier-Stokes só tinham sido definidas em casos muito particulares.

Agora a comunidade científica deve determinar se o matemático cazaque encontrou realmente a solução para o enigma. Caso isso seja confirmado, permitiria avançar em muitos âmbitos da física e da engenharia, como é o caso da aeronáutica.

Até agora, só o cientista russo Grigori Perelman foi capaz de resolver um dos problemas do milênio (a Conjectura de Poincaré), o que valeu a medalha Fields, conhecida como o Nobel da Matemática, e um prêmio de US$ 1 milhão, mas ele rejeitou os dois prêmios.

A Fundação Clay apresentou os Problemas do Milênio em comemoração dos famosos 23 problemas enunciados por David Hilbert no Congresso Internacional de Matemáticos de Paris de 1900.

Os cinco problemas restantes são "P versus NP", "conjectura de Hodge", a "hipótese de Riemann", a "existência de Yang-Mills e a falha na massa "e a "conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer"

Via Uol
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Motorista atropela ciclista, não para e segue com corpo em para-brisa

Cena chocou os moradores da região. (Foto: Roberto Romanowski – Banda B)

Uma cena inacreditável chocou quem passava pela Trincheira do Trevo do Atuba, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (RMC), na noite desta sexta-feira (11). Por volta das 20h30, um ciclista teve o corpo jogado sobre o para-brisa de um Fiat Strada após ser atropelado. Com o impacto, Marco Aurélio Savovisk, 31 anos, morreu na hora.

Segundo a Guarda Municipal (GM), Marco voltava da casa da mãe, em Campina Grande do Sul (RMC), onde passou o dia trabalhando, quando foi atingido pelo veículo. Testemunhas afirmaram que o condutor do Strada fez a curva em alta velocidade e colidiu contra o ciclista.

Após o acidente, o motorista José Adil Simioni, de 58 anos, não parou o veículo e seguiu por cerca de 50 metros, com o corpo da vítima no para-brisa. Ele foi interceptado por populares que, revoltados, tentaram linchá-lo.

Testemunhas afirmaram que o homem apresentava sinais de embriaguez e chegou a ser defendido por outro homem com um copo de cerveja na mão.

O corpo de Marco Aurélio foi encaminhado ao IML de Curitiba.

Fonte: Catvê.tv, com Banda B

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Casal troca jantares românticos por bicicleta e emagrece quase 60 quilos

Renato e Natália usaram namoro para apoio durante emagrecimento.
‘Perguntavam o nome do remédio, respondia força de vontade’, diz Natália.
Casal em dois momentos: antes da dieta e hoje, um ano depois (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Dizem que começar a namorar engorda. Mas, para Natália Cantieri e Renato Soares Franso, de Araçatuba (SP), o relacionamento mudou a vida deles. Em oito meses, os dois perderam juntos quase 60 quilos e mudaram completamente a rotina. Com o apoio mútuo, eles trocaram os programas regados a comida e festa por passeios de bicicleta e academia juntos.
Antes da dieta, programas de casal era lanchonete e sorveterias (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

O casal se conheceu na faculdade. De grandes amigos, tornaram-se namorados há quatro anos e agora noivos, com o casamento marcado para agosto deste ano. Até 2012, o programa favorito deles era sair para comer fora de casa, sorvete no fim de semana e muita comida. “Gastávamos horrores com comidas prontas e em fast food. Íamos a lanchonetes todos os dias e viramos duas 'bolinhas' com esses hábitos”, conta Franso.

Com 1,59 metro de altura, Natália pesava 78 quilos quando resolveu emagrecer. A mãe foi quem deu o pontapé inicial. “A ansiedade me fez engordar muito e passei a viver uma vida sedentária, mas eu não enxergava o quanto estava gorda. Me achava linda e quando falavam que eu precisava fazer um 'regiminho' para ser mais saudável, eu logo respondia que meu negócio era comer e ser feliz. Minha mãe, marcou consulta na nutricionista sem me avisar, eu briguei com ela e disse que não iria porque eu me sentia bem”, conta Natália.

A gerente financeira já havia tentado vários regimes, mas foi na nutrição ortomolecular que ela se encontrou. “Acabei indo à consulta. Conversei bastante com a especialista e ela fez testes para saber minha intolerância alimentar, me passou uma dieta muito bacana - ortomolecular - e cheia de coisas que eu gostava. Eu precisava emagrecer 18 quilos para chegar ao meu peso ideal. Comecei uma mudança de pensamento e tracei um objetivo e estava disposta a conseguir por mais difícil que fosse. Minha alimentação passou a ser basicamente salada, frutas, grelhados e água. Cortei leite e derivados, glúten, frituras, refrigerante e bebidas alcoólicas”, explica Natália.

Em um mês, com cinco quilos a menos, Natália mudou totalmente seus hábitos alimentares. “Voltei a praticar tênis, andar de bicicleta e comecei a amar a academia, que era a única coisa que eu não suportava, mas quando vi os resultados me empolguei. Em cinco meses, perdi os tão esperados 18 quilos”, conta. Depois de um ano de dieta, Natália emagreceu 25 quilos.
Hoje, com peso ideal, casal pretende continuar
rotina saudável (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Inspiração
Ao ver os resultados da namorada aparecendo, Renato marcou uma consulta e, com o apoio dela, começou a emagrecer junto. “Ela foi a grande responsável para eu começar uma mudança na minha vida. Principalmente porque a pedi em casamento e quero estar bem para esta data. Antes não tinha ânimo para nada, nem para o futebol, que é o esporte que mais gosto, não chegava nem perto de um campo e não via a hora de comer”, conta Renato.

Depois de ver Natália como inspiração, ele procurou um médico com a certeza de que atingiria seus objetivos. “De imediato comecei andar de bicicleta todos os dias, depois de três semanas acrescentei a corrida, todos os dias, duas horas de exercícios diários. Depois entrei na natação e comecei a jogar futebol com os amigos aos fins de semana. Hoje, minha disposição é outra. Faço academia, natação, corrida e como corretamente. Este ano participei da São Silvestre, completei a prova com 1h25m e nunca mais irei esquecer essa data na minha vida. Foi uma grande conquista. Comecei a dieta em julho e perdi 30 quilos em cinco meses. De 112 quilos, hoje peso 82. Tenho 1,77 metro de altura”, conta Franso.
Renato correu na última São Silvestre com o apoio
de Natália (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Com a dieta, os programas como casal mudaram. Os dois saíram do sofá para outros cenários. “Antes nosso hobby era sair pra comer juntos, hoje é andar de bicicleta, correr ou ir na academia juntos. Não queremos mais parar e vamos continuar um apoiando o outro sempre”, diz Renato.

Como estratégia, uma vez por semana eles se permitem comer algo que gostam. “Hoje escolhemos um dia dos fins de semana para sair da rotina, mas não odos. No começo da dieta não tínhamos nenhuma regalia. Agora que emagrecemos, nos permitimos um pouco, uma pizza por mês, por exemplo.”, conta Natália.

Para o casal, o apoio mútuo foi fundamental. “Um deu força para o outro não desistir. Quando um não estava no pique o outro incentivava. É preciso muita sintonia para tal coisa. Hoje os amigos custam a acreditar que somos o mesmo casal de antes”, comenta Renato. “Quando batia um desanimo, um incentiva o outro. Os amigos sempre brincam e sempre nos dão os parabéns, alguns perguntam o nome do remédio que tomamos e sempre brinco dizendo que o nome do remédio é vergonha na cara, força de vontade e foco”, brinca Natália.

Hoje, com o peso ideal, o casal pretende apenas manter os quilos atuais e ganhar massa muscular magra. Para isso, continuam com um cardápio saudável e a prática de exercícios. “Hoje vivo melhor, tenho mais disposição e qualidade de vida. Mas o que mais compensou e me alegra é saber que isso foi realizado ao lado de que amo, me apoiou e conquistou comigo um futuro mais saudável e duradouro”, finaliza Natália.

Segundo a nutricionista Patrícia Junqueira Rahal, que acompanhou o casal, a dieta usada pelos dois foi a ortomolecular com a funcional. “Identifiquei os alimentos que não faziam bem ao organismo dos dois e assim, montamos algo bem específico. Eles foram dedicados e acompanharam o programa muito bem. A Natália incentivou o Renato e isso fez muita diferença no resultado final. Para quem quer começar, o conselho é procurar o médico e saber exatamente o que é bom e funciona para o seu corpo.”, explicou Patrícia.

Fonte: G1

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