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segunda-feira, 13 de março de 2017

Hacker mais procurado do mundo é mantido como trunfo pela Rússia

Para o FBI, Evgeniy M. Bogachev é o cibercriminoso mais procurado do mundo. O birô anunciou uma recompensa de US$ 3 milhões por sua captura —a maior já oferecida por um envolvido em crimes de informática— e vem procurando rastrear seus movimentos, na esperança de prendê-lo se ele sair de seu país, a Rússia.

Bogachev já foi indiciado nos Estados Unidos, acusado de criar uma grande rede de computadores infectados por vírus para desviar centenas de milhões de dólares de contas bancárias em todo o mundo, atacando desde uma empresa de dedetização na Carolina do Norte até um departamento de polícia no Massachusetts, passando por uma tribo indígena americana no Estado de Washington.

Em dezembro passado, depois de as agências de inteligência americanas terem concluído que a Rússia procurou influenciar a eleição presidencial, o governo Obama anunciou sanções contra Bogachev e outras cinco pessoas.

As autoridades disseram publicamente que Bogachev foi incluído na lista de alvos de sanções devido às suas atividades criminosas, e não a qualquer papel específico que tenha exercido na invasão dos computadores do Comitê Nacional Democrata.

Mas está claro que para a Rússia ele é mais do que um mero criminoso. Em dado momento Bogachev chegou a controlar até 1 milhão de computadores em muitos países, com acesso possível a tudo, desde fotos de família e trabalhos escolares até propostas de negócios e informações pessoais altamente confidenciais.

É quase certo que entre os aparelhos infectados havia computadores pertencentes a membros do governo e empresas que prestam serviços aos governos de vários países.

Para a comunidade russa de inteligência, eternamente obcecada pela vigilância, as façanhas de Bogachev podem ter criado uma oportunidade irresistível de praticar espionagem.

Parece que, enquanto Bogachev esvaziava contas bancárias, as autoridades russas estavam pegando carona em suas atividades e vasculhando os mesmos computadores à procura de arquivos e e-mails.

Na prática, estavam enxertando uma operação de inteligência em uma operação criminal ampla, poupando-se o trabalho árduo de invadir elas próprias os computadores em questão.


DE LADRÃO A TRUNFO RUSSO

O envolvimento de Bogachev, 33, com a inteligência russa pode ajudar a explicar porque ele não está em fuga. O FBI diz que ele vive abertamente em Anapa, cidade turística à beira do mar Negro, no sul da Rússia.

Possui um grande apartamento perto da praia e possivelmente outro em Moscou, dizem as autoridades, além de uma coleção de carros de luxo, se bem que ele pareça gostar mais de andar em seu jipe Grand Cherokee. Investigadores dos EUA dizem que Bogachev veleja e possui um iate.

Comandar o esquema criminoso deu muito trabalho. Bogachev se queixou muitas vezes de estar exausto e de não ter tempo suficiente para passar com sua família, disse o hacker russo Alexander Panin, que costumava comunicar-se com Bogachev online e hoje cumpre pena por fraude bancária num presídio federal em Kentucky.

"Que eu me lembre, ele falou de ter mulher e dois filhos", escreveu Panin em e-mail.

Tirando isso, pouco é sabido sobre Bogachev, que preferia operar de modo anônimo, usando pseudônimos diversos: slavic, lucky12345, pollingsoon. Mesmo seus colaboradores profissionais mais próximos nunca o encontravam cara a cara nem conheciam seu nome real.

"Ele era altamente paranoico", comentou J. Keith Mularski, supervisor da FBI em Pittsburgh. Sua investigação sobre Bogachev levou ao indiciamento deste em 2014. "Não confiava em ninguém."

A Rússia não possui tratado de extradição com os Estados Unidos, e autoridades russas dizem que desde que Bogachev não tenha cometido um crime em solo russo, não há bases para prendê-lo.

As tentativas para contatar Bogachev para este artigo foram infrutíferas. Perguntado sobre ele, seu advogado em Anapa, Alexey Stotskii, respondeu: "O fato de ele ser procurado pelo FBI me impede moralmente de dizer qualquer coisa".

Um trecho do arquivo sobre Bogachev compilado pelo Ministério do Interior da Ucrânia, que está ajudando o FBI a rastrear seus movimentos, diz que ele "trabalha sob a supervisão de uma unidade especial do FSB" —o Serviço Federal de Segurança, a principal agência de inteligência russa. O FSB não respondeu a pedidos de declarações.

O fato de Bogachev continuar em liberdade é o argumento mais poderoso em favor da tese de ele estar a serviço do governo russo, disse Austin Berglas, que até 2015 foi agente especial assistente encarregado das ciberinvestigações a partir do escritório de campo do FBI em Nova York.

Hackers como Bogachev "são autônomos", segundo Berglas, "cumprindo ordens dos serviços de inteligência russos, quer seja espionagem econômica ou espionagem tradicional".

Esse tipo de acordo proporciona ao Kremlin uma desculpa conveniente e uma oportunidade fácil de examinar as redes extensas de computadores infectados por hackers russos, dizem especialistas em segurança.

Parece que as agências de inteligência russas de vez em quando também usam ferramentas de malware (software malicioso) desenvolvidas para finalidades criminais, incluindo o popular BlackEnergy, para atacar os computadores de governos inimigos.

As revelações recentes do WikiLeaks sobre ferramentas de espionagem da CIA sugerem que a agência também mantinha um grande acervo de kits de espionagem, alguns dos quais parecem ter sido produzidos pela Rússia.

À PROCURA DE SEGREDOS IMPORTANTES

A carreira de Bogachev como hacker começou há mais de uma década, levando à criação de um programa de software malicioso chamado GameOver ZeuS que ele administrava com a ajuda de meia dúzia de colaboradores estreitos que se descreviam coletivamente como The Business Club (o clube de negócios), segundo o FBI e pesquisadores em segurança.

Trabalhando 24 horas por dia, seus asseclas infectaram uma rede sempre crescente de computadores. Conseguiram desviar-se das medidas de segurança mais avançadas usadas por bancos, esvaziando contas rapidamente e transferindo o dinheiro ao exterior através de uma rede de intermediários conhecidos como mulas de dinheiro.

Representantes do FBI disseram que foi o esquema de apropriação indébita on-line mais sofisticado que jamais tinham conhecido, um sistema que se manteve impenetrável por anos.

A partir de 2011, segundo uma análise da Fox-IT, computadores sob o controle de Bogachev começaram a receber pedidos de informação —não sobre transações bancárias, mas pedidos de arquivos ligados a acontecimentos ou situações geopolíticos saídos das manchetes dos jornais.

Mais ou menos na mesma época em que o ex-presidente Barack Obama começou a enviar munições e armas pequenas a rebeldes sírios, em 2013, computadores turcos infectados pela rede de Bogachev foram atingidos por buscas de teclado incluindo "entrega de armas" e "entrega de armamentos".

Também houve buscas por "mercenário russo" e "mercenário caucasiano", sugerindo preocupação com cidadãos russos combatendo na guerra.

Antes da intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 2014, computadores infectados foram revistados em busca de informações sobre arquivos ultrassecretos do principal diretório de inteligência do país, o SBU.

Algumas das buscas eram de informações pessoais sobre funcionários de segurança do governo, incluindo e-mails do serviço de inteligência externa da Geórgia, do Ministério do Exterior turco e outros. A informação é de Michael Sandee, um dos pesquisadores da Fox-IT.

No verão de 2014, o FBI e agências policiais de meia dúzia de países lançaram a Operação Tovar, um ataque coordenado à infraestrutura criminal de Bogachev. O ataque fechou a rede dele e libertou os computadores infectados pelo GameOver ZeuS.

Promotores disseram estar buscando a cooperação do governo russo para capturar Bogachev. Mas o único problema que Bogachev parece ter tido com a justiça na Rússia foi uma ação judicial movida contra ele em 2011 por uma imobiliária, em torno do pagamento de US$ 75 mil relativos a seu apartamento em Anapa, segundo documentos judiciais russos. E mesmo essa ação ele conseguiu derrotar.

As autoridades acreditam que Bogachev esteveja vivendo sob seu próprio nome em Anapa e que de vez em quando faça viagens de barco à Crimeia, a península ucraniana que a Rússia ocupou em 2014. Mularski, o supervisor do FBI, disse que seus agentes ainda estão indo atrás de pistas.

Fonte: Folha Uol
Tradução de CLARA ALLAIN

1 comentários:

kkkk... Tiene un refugiado aquí en Ecuador. Esto también hizo mierda en los EUA y vino a ser también el apoyo de RUSSIA.

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