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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ex-governador Marcelo Miranda é indiciado em investigação contra funcionários fantasmas no Estado

Três ex-secretários do governo de Miranda também foram indiciados. No caso que deu origem ao inquérito, servidora recebeu salários enquanto estava estudando medicina no Paraguai.

O ex-governador Marcelo Miranda (MDB) foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (6) suspeito de participação no esquema de funcionários fantasmas iniciado no seu último governo. Também vão responder por crime de peculato três ex-secretários, a servidora pública Alciany Chaves, suspeita de receber sem trabalhar, e a mãe dela. 
Marcelo Miranda é indiciado em operação contra funcionários fantasmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Outros dois inquéritos foram concluídos pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Araguaína, norte do Tocantins, nas últimas semanas. As investigações fazem parte da operação Catarse, iniciada em 2018, e que encontrou indícios de pelo menos 300 fantasmas na extinta Secretaria-Geral de Governo.
Alciany Chaves foi indiciada suspeita de ser servidora fantasma do governo — Foto: Reprodução

O advogado de Marcelo Miranda foi procurado e disse não ter conhecimento dos fatos. Afirmou ainda que só poderá se manifestar após ter conhecimento sobre o teor do relatório.

O caso que deu origem a este inquérito é da enfermeira Alciany Chaves. As investigações apontaram que entre 2017 e 2019 a servidora recebeu salários do Estado mesmo estando fora do país enquanto estudava medicina em uma universidade de Ciudad Del Este, no Paraguai.

A investigação apurou que a servidora causou um prejuízo de R$ 86 mil aos cofres públicos. A fraude começou em 2017, quando ela foi retirada do Hospital Regional de Araguaína e transferida para a Secretaria de Articulação Política. Depois disso foi transferida para a Secretaria-Geral, onde permaneceu até o início de 2019, quando pediu uma licença para tratar de interesse particular.

A denúncia de fraude foi constatada após buscas realizadas no Palácio Araguaia, quando a Polícia Civil apreendeu folhas de frequência de diversos servidores. De acordo com a polícia, não foi localizada nenhuma frequência da enfermeira entre julho de 2017 a novembro de 2018.

Após a quebra de sigilo telefônico os investigadores verificaram que a transferência da enfermeira para a Secretaria-Geral foi intermediada pela mãe dela, Cleidimar Aparecida Chaves, diretamente com o então governador Marcelo Miranda.

Fonte: G1

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