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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Líder da GDE vai a julgamento por homicídio ocorrido em 2007

"Marquim Chinês" e outros dois homens são acusados de matar uma pessoa e balear mais duas em uma festa de São João, em Fortaleza, há mais de 12 anos. Crimes aconteceram bem antes de o réu fundar uma facção criminosa.

A 3ª Vara do Júri de Fortaleza decidiu que três acusados do homicídio de um homem e tentativa de morte de outras duas pessoas, há mais de 12 anos, devem ir a julgamento - ainda sem data definida. Entre os réus está Marcos da Silva Pereira, conhecido como 'Marquim Chinês' e hoje considerado um líder da facção Guardiões do Estado (GDE), para a Polícia Civil.
O julgamento, a ser realizado na 3ª Vara do Júri, ainda não tem data marcada pela Justiça Estadual / FOTO: NATINHO RODRIGUES

Os crimes aconteceram durante uma briga, em uma festa de São João, no bairro Varjota, em Fortaleza, no dia 6 de julho de 2007. 'Marquim Chinês'; Aldanizio Domingos Albuquerque, o 'Biscoito'; e Mateus Kelson Matias teriam baleado os irmãos João Carlos dos Santos Sousa e Francisco Carlos dos Santos Sousa, além de Francisco Rodrigues de Sousa Filho. João Carlos não resistiu aos ferimentos, enquanto os outros dois homens sobreviveram aos disparos.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) acusou o trio por homicídio e duas tentativas de homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe e surpresa, em agosto de 2011. Os acusados se tornaram réus em dezembro daquele ano. Entretanto, o trâmite processual se estendeu por quase oito anos, e a Justiça Estadual decidiu pela pronúncia dos réus (isto é, levar a julgamento) apenas no dia 23 de setembro deste ano.

Questionado sobre a demora do andamento do processo, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) explicou, em nota, que a 3ª Vara precisou expedir cartas precatórias (comunicação entre comarcas), que "demandam tempo para serem devolvidas", para Pacajus - onde residia um réu - e para a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul - onde 'Marquim Chinês' está detido; e que, nesse período, mudou o juiz titular. "Desde a titularidade do magistrado, o acervo processual da Vara teve redução de 35%", justificou.

Discussão

Conforme o MPCE, a confusão começou com uma briga entre os três acusados e outro homem. Francisco Carlos interferiu, e o trio não gostou. "Os réus saíram do local onde ocorria a festa e, após algum tempo, voltaram, empunhando armas e começaram a disparar na direção das vítimas, atingindo fatalmente João Carlos, Francisco Carlos na região da perna e Francisco Rodrigues com um tiro de raspão na cabeça", concluiu, nos memoriais finais do processo.

As defesas de 'Marquim Chinês' e 'Biscoito' ingressaram com recursos contra a decisão da Justiça de pronunciar os réus. O primeiro afirma que um homem tentou roubar o seu cordão na festa e houve uma confusão, mas logo depois foi embora. Segundo o documento, 'Marquim' não efetuou os tiros.

Já 'Biscoito' alega que não há indícios da sua participação nos crimes, pois ele nem estava na festa onde aconteceu a discussão seguida do tiroteio. Por fim, a defesa de Mateus Kelson sustenta que ele saiu da festa antes da confusão e que não tinha motivos para o cliente efetuar os tiros.

Facção

O assassinato e as tentativas de homicídios, naquela festa, aconteceram bem antes de Marcos da Silva Pereira, supostamente, participar da criação de uma facção criminosa. A GDE nasceu em Fortaleza apenas em 2015, segundo investigações da Polícia Civil.

'Marquim Chinês' respondia aos crimes em liberdade, até virar alvo de uma investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e acabar preso, em posse de R$ 18,5 mil em espécie e de um celular quebrado, após uma perseguição policial, em Caucaia. De acordo com o delegado Harley Filho, o suspeito movimentava cerca de 100 kg de cocaína por mês, em Fortaleza.

O aprofundamento das investigações, com acesso aos dados telefônicos autorizado pela Justiça, revelou que o suspeito mantinha contatos com um prefeito do interior, um ex-secretário estadual e um candidato a vereador em Fortaleza, em um aplicativo de mensagens. A posição do preso na GDE motivou a sua transferência para um presídio federal de segurança máxima.

(Diário do Nordeste)

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