quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Soldado da PM é afastado das funções por ter criticado o reajuste salario anunciado pelo governo do Ceará

Depois de usar as redes sociais para criticar o reajuste salarial anunciado pelo governo do Estado, um soldado da Polícia Militar foi punido pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) e pelo Comando-Geral da corporação. Nesta terça-feira (4), o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou o afastamento do PM de suas funções pelo prazo de 120 dias. O militar será alvo de uma investigação que pode resultar em sua demissão do serviço público.

O soldado PM Márcio Wescley Oliveira dos Santos, destacado na 2ª Companhia do 22º Batalhão Policial Militar (22ºBPM), no bairro Papicu, em Fortaleza, já foi intimado da punição e tem o prazo de 24 horas após a notificação para entregar devolver à PM sua identificação funcional, distintivo, arma, algema e qualquer outro objeto da Corporação. Deverá ficar à disposição da Unidade de Recursos Humanos da corporação. Além disso, foi suspenso o pagamento de salários.

“Está complicado compor a Segurança Pública do estado, complicado porque o governador do Estado se esconde atrás do seu secretariado, aumenta o salário da alta cúpula da Segurança Pública e quem está lá embaixo obedeça, obedeça calado, sem reclamar. É vergonhoso o que está sendo feito com a Segurança Pública do Estado do Ceará”, disse o PM em um vídeo postado nas redes sociais.

E acrescentou: “Aí vem o secretário da Segurança Pública, vergonhosamente, sem saber o que dizer para a população cearense. Não sabia o que dizer. Não estava claro nem para ele o que está acontecendo. Isso é muito complicado. O governador do estado esfrega na nossa cara dizendo que quem manda é ele”.

Reunião

Na tarde desta terça-feira (4), os presidentes das associações que congregam policiais civis, policiais militares e bombeiros militares foram convocados para uma audiência na Procuradoria Geral da Justiça do Ceará (PGJ-CE) e foram advertidos quanto a ilegalidade de uma possível greve da categoria diante da insatisfação salarial.

Na saída, os representantes disseram que foram advertidos pelo MP, que investiga a legalidade de tais entidades. “O Ministério está como que apontando uma Ponto 40 (pistola) para as associações”, disse Nina Carvalho, presidente da Associação das Esposas dos Policiais do Estado do Ceará (Assepec).

(Fernando Ribeiro)

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